Sem pulso, autoridades cedem ao poder econômico e coronavírus toma conta



Estamos de volta à estaca zero do enfrentamento ao coronavírus que levou o mundo a uma pandemia que está perto de completar um ano e não tem data para terminar.

O curioso é que tem gente se manifestando surpreso com o fato de a Paraíba haver voltado ao vermelho em função desta que se apresenta como a segunda onda do vírus.
Surpresa, nada! O bom senso sempre indicou que, com a flexibilização e o reforço das campanhas eleitorais, o corona voltaria com força. Ops! Voltaria, não, porque nunca se foi.


A essa altura, só nos resta pedir a Deus que o agravamento da situação não seja, de fato, uma segunda onda. Mas, a julgar pelo que disseram as autoridades sanitárias nesta sexta-feira (16), ao final da campanha eleitoral os números terão aumentado bastante, de forma que chegaremos em dezembro numa situação grave.

Em tempo: o agravamento da situação não se deve exclusivamente à campanha eleitoral. Mas, isto sim, à flexibilização resultado da fraqueza dos nossos governantes, que não tiveram sangue no olho suficiente para se impor diante do poderio econômico e afim manter as medidas iniciais de precaução.

Não existe remédio para o coronavírus; ele se propaga através das pessoas, que transmitem de uma para outra. Portanto, só existe uma forma de impedir que ele se alastre: o isolamento e distanciamentos sociais. Não há outra saída.

Ora, se a única solução são isolamento e distanciamentos sociais, como diabo se explica que as autoridades tenham permitido a flexibilização?

E ainda tem gente autorizando o retorno às aulas nas escolas…

Hotel Tambaú

Pela quarta vez consecutiva, o Hotel Tambaú foi a leilão e ninguém se interessou por oferecer o valor mínimo para o arremate. Aliás, causa espanto que o Governo do Estado não tenha interferido ainda no sentido de preservar um dos mais expressivos cartões postais da Paraíba.

O que não ficou claro também para os paraibanos é como aquele patrimônio, construído com o nosso dinheiro, foi parar nas mãos do setor privado, e muito menos, se há alguma cláusula inerente a finalidade e preservação do hotel numa eventual transação entre o público e o privado.

Construído na gestão do então governador João Agripino para nos poupar da vergonha de João Pessoa não ter um hotel, por vários anos o Tambaú foi tido e havido como o mais belo hotel da América Latina.

 

Wellington Farias
PB Agora





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