Pedro Parente deve assumir nesta quinta a presidência da BRF



Ele saiu da Petrobras para isso, como antecipou o colunista Cláudio Humberto
Cláudio Humberto

Parente ainda fez a trapalhada final, anunciando seu desligamento da Petrobras com o pregão da bolsa aberto. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)


Sem cumprir qualquer tipo de quarentena, o ex-presidente da Petrobras Pedro Parente pode assumir nesta quinta-feira (14) a presidência executiva da BRF, gigante de alimentos formada pela fusão de Sadia e Perdigão. A informação foi antecipada pelo jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, em 29 de maio. A demissão da Petrobras seria anunciada dois dias depois, em 1º de junho. O colunista também informou que Parente, na ocasião, já presidia o conselho de administração da BRF.
Parente deixou o comando da Petrobras quando o governo tentava negociar o fim da crise brutal que o executivo criou, dolarizando os preços dos combustíveis e promovendo reajustes quase diários. Desde julho de 2017 até o início da greve dos caminhoneiros, em maio, a Petrobras aumentou os preços dos cumbustíveis 107 vezes.

Nesta quinta (14), o conselho de administração da BRF tem uma reunião extraordinária para discutir a nova estrutura de comando da companhia e a escolha do diretor-presidente.

A indicação de parente para presidir a BRF não é dada como 100% certa, segundo fontes próximas à empresa. Ainda haverá uma discussão no conselho sobre a remuneração do executivo e sobre quem ocupará a função de chairman, já que Parente não pode ficar com os dois cargos.

Parente chegou ao conselho BRF no fim de abril no lugar de Abilio Diniz, com a função de colocar um fim na disputa entre o empresário e os fundo de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil), principais acionistas da companhia.

O nome de Parente agrada os investidores, porque o executivo é conhecido por ser “um bom gestor de crise”, apesar de haver provocado a crise gerada pela greve dos caminhoneiros. Foi o responsável por conduzir o apagão de energia elétrica no governo FHC e, recentemente, por recuperar a Petrobras, após o escândalo da Operação Lava Jato, capitalizando a estatal por meio de sua política de reajustes diários dos combustíveis.

A gigante de alimentos amarga prejuízos provocados pela má gestão dos antigos administradores, pelas investigações da Operação Carne Fraca e pela disputa entre os principais acionistas.

Foto Fabio Rodrigues Pozzebom

Diariodopoder.com.br

 

 




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