No frigir dos ovos - Marcos Pires



Recebi esta contribuição de V.M., o cearense mais paraibano do Brasil.

“- Marcos, observe como a língua portuguesa é rica em expressões! Veja o quanto o tema “alimento” está presente nas nossas metáforas. Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou simplesmente mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos. Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha; são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa; com a faca e o queijo nas mãos eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese…). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou. O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha. O pepino é só seu e o máximo que você vai ganhar é uma banana; afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar de vez em quando é normal. O importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Entendeu o que significa “no frigir dos ovos" ?”

Vige como tem São João - Ramalho Leite



O imortal Jackson do Pandeiro gravou e fez sucesso com uma música onde proclama: “Vige com tem Zé/ Zè de baixo, Zé de riba/Tesconjuro com tanto Zé/Como tem Zé lá na Paraíba”. Mais adiante, acrescenta: “só de Zé tem uns cem na Prefeitura”. Na “prefeitura” do genial alagoa-grandense pode ter muito Zé, mas passando pelo Governo da Paraíba os Zé foram poucos. No Império, Zé Tomás Nabuco (1831); na Regência, Zé Luiz Lopes Bastos(1834/35);No Segundo Reinado, Zé da Costa Machado(1844) e Zé Vicente de Amorim, além do mais famoso, Zé Teixeira de Vasconcelos, o Barão de Maraú(1867/68). Na República, Zé Gomes, Zé Mariz, Zé Américo, Zé Fernandes e Zé Maranhão . Mas quando se trata de João, homônimo do nosso governante recentemente eleito, a safra é enorme. João Azevedo Lins Filho é o sétimo João da era republicana, como veremos adiante. Fosse vivo, o nosso Jackson modificaria sua letra e diria: Vige como tem João, lá na Paraíba.

Quando ainda éramos uma Capitania, a Parahyba foi governada por Capitães Mores. Desde sua fundação, passando pelo período de domínio holandês e pela incorporação à Capitania de Pernambuco, fomos governados por nove joãos:João Tavares (1586/88), João Barros Correia (1605/07), João Rabelo de Lira (1612/16), João de Brito Correia(1620/23),João Fernandes Vieira (1655/57),João do Rego Barros(1663/70), João da Maia Gama (1708/17),João de Morais Valcassar (1719/1720),João de Abreu Castelo Branco(1722/29).

No Império, os governadores com prenome João, nomeados por Pedro I foram os seguintes: João de Araújo Cruz, JoãoMarinho Falcão e João Bandeira Cordeiro, indicados cada um por duas vezes para o cargo. A seguir assumiram o comando da Província da Parahyba os seguintes delegados imperiais: João de Albuquerque Maranhão, João Gomes de Almeida e João Ribeiro de Vasconcelos Pessoa. Durante a Regência, apenas um João foi nomeado: João de Moura Magalhães (1838/39).

No Segundo Reinado, a caneta de Pedro II referendou os nomes de João de Albuquerque Moreira (1848), João Antônio de Vasconcelos (1848/50), João Capistrano Bandeira de Melo (1853/54), João José Inocêncio Pagi (1866) e João da Mata Correia Lima (1877).

Proclamada a República, o nosso primeiro João fundou uma oligarquia que só seria derrubada em 1915, com a vitória de Epitácio Pessoa e fundação de sua própria oligarquia. Trata-se de João Lopes Machado, (1908/12) ocupante da cadeira de governador mais de uma vez. Adorava ser senador e morar no Rio e, enquanto permanecia distante da província, mantinha um seu preposto guardando o posto governamental. Em seguida surgiria João de Castro Pinto (1912/15) que, com sua renúncia, abriu vaga para o primeiro Pessoa, o cel. Antônio da Silva Pessoa. João Suassuna (1924/28) assume após Solon de Lucena e tem um trágico fim, acusado injustamente de participação na morte do seu antecessor, outroJoão, este Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (1928/30). Com a convoca&cce dil;ão de José Américo para o ministério de Getúlio Vargas, assume o seu vice, João Fernandes de Lima (1951/54). Dez anos depois, chega a vez de João Agripino Filho, (1966/70) eleito no último pleito direto permitido pelos militares pós 64.

Teríamos que esperar mais trinta anos para assistir à ascensão de outro joão ao governo da Paraíba: João de Azevedo Lins Filho, professor, engenheiro e servidor público desde estagiário na prefeitura de João Pessoa. Fez nome na construção de obras e execução de serviços essenciais aos objetivos de administrações municipais e estaduais. Como destacado membro de uma equipe de governo comandada por Ricardo Coutinho, foi escolhido para ser submetido ao referendo popular e passar a conduzir a partir de 2019, o projeto da Nova Paraíba, nascido em 2011 e que merecia ter continuidade. O povo paraibano confiou nessa proposta e sacramentou seu nome, com uma votação jamais registrada. Para quem o apontava como um desconhecido, fora dos quadros políticos e sem experiência de mandatos eletivos, fadado ao f racasso eleitoral, refaça seu juízo: seu nome é JOÃO. ( Fossemos relacionar os ocupantes provisórios da cadeira de governador, lembraríamos entre os zés, Soares Madruga e Lacerda Neto e entre os joãos, o deputado João Fernandes da Silva).

 

Vereador: Oposição está pronta para enfrentar Cássio em 2020




Foto: Paraibaonline

O vereador Anderson Maia(PSB) comentou sobre o deputado estadual Manoel Ludgério(PSD) defender que o senador Cássio Cunha Lima(PSDB), que não foi reconduzido no pleito deste ano para exercer legislatura no Senado Federal, dispute nas eleições de 2020 a Prefeitura Municipal de Campina Grande(PMCG)

Segundo o parlamentar, a oposição está preparada para enfrentar qualquer candidato.

– A oposição está pronta para enfrentar qualquer nome, inclusive, quem saiu derrotado em processo, que tenta remediar e resgatar aquilo que não lhe pertence mais- frisou.

As informações foram veiculadas na Rádio Caturité AM.

VERBA PÚBLICA: Deputados campeões de votos rendem R$ 230 milhões para seus partidos



Publicado por: Fabricia Oliveira em 20/10/2018 às 12:14

Os paulistas que teclaram na urna eletrônica os números de Eduardo Bolsonaro ou Joice Hasselmann – os dois candidatos a deputado federal mais votados do País nas eleições 2018 – assinaram também um cheque de pelo menos R$ 110 milhões em recursos públicos para o PSL, o partido da dupla. O dinheiro será recebido ao longo dos próximos quatro anos.

Em conjunto, os dez deputados federais mais votados do País valerão cerca de R$ 230 milhões – se eles fossem um partido, ficariam em terceiro lugar no ranking do recebimento de verbas públicas. Cada voto recebido por esses parlamentares significará um ingresso de R$ 38 nas contas de seus partidos durante o mandato.

Os recursos são os do Fundo Partidário, que bancam as atividades e a estrutura dos partidos políticos, além de parte dos gastos eleitorais. As verbas vêm do Orçamento da União e são distribuídas proporcionalmente aos votos que cada legenda recebe na eleição para a Câmara dos Deputados.

Somados, Eduardo e Joice receberam 2,9 milhões de votos, o que equivale a 3% do total para deputado federal em todo o País – incluindo a votação de legenda. Isso é mais do que o total destinado a 24 partidos, entre eles PSOL, Novo, Podemos, PROS e PTB.

Por causa da avalanche de votos, os dois deputados serão responsáveis por um quarto dos recursos do Fundo Partidário que o PSL receberá. Eles valerão R$ 27,6 milhões em 2019 e R$ 110 milhões ao longo de quatro anos.

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As estimativas levam em conta o montante distribuído pelo Fundo Partidário neste ano – entre 2019 e 2022, o valor pode aumentar, o que elevaria ainda mais o peso monetário de cada voto recebido. Além disso, a votação dos partidos tem peso na distribuição do Fundo Eleitoral – outra “torneira” de dinheiro público que é aberta de dois em dois anos.

Os chamados puxadores de votos, portanto, não apenas ajudam os partidos a ampliar suas bancadas na Câmara, mas também enchem de dinheiro os cofres das legendas.

No caso do PSL, não apenas Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann deram forte contribuição. Hélio Fernando Barbosa Lopes, subtenente do Exército, integra o mesmo partido e foi eleito no Rio com 345 mil votos – oitava maior marca de todo o País. Em quatro anos, os votos dele renderão R$ 13 milhões para a legenda.

Partido nanico até recentemente, o PSL receberá, em 2018, menos de 1% do Fundo Partidário. A partir do ano que vem, essa parcela será multiplicada por 12. O partido foi beneficiado pela votação do presidenciável Jair Bolsonaro e pela popularização do número 17, que identifica tanto o candidato ao Palácio do Planalto quanto a legenda na urna eletrônica.

Outros partidos que aparecem no ranking dos dez candidatos a deputado mais votados são PRB, DEM, PSB, PR, Novo, PSOL e Avante.

Celso Russomanno, do PRB, recebeu mais de 500 mil votos em São Paulo. Essa parcela renderá ao partido quase R$ 20 milhões em quatro anos.

Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e eleito pelo DEM, recebeu 465 mil votos, também em São Paulo. Essa votação dará ao partido direito a cerca de R$ 17,5 milhões entre 2019 e 2022.

Em 2019, Tiririca garantirá R$ 17 milhões ao PR
Pela terceira legislatura seguida, o deputado reeleito Tiririca (SP) será uma das principais fontes de recursos públicos para o PR, seu partido. Nos próximos quatro anos, Tiririca garantirá o ingresso de R$ 17 milhões nos cofres da legenda.

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Isso se deve aos mais de 450 mil votos que ele recebeu do eleitorado paulista e à regra que distribui os recursos do Fundo Partidário segundo a votação recebida por cada partido na eleição para a Câmara dos Deputados.

Se as regras não mudarem e o valor do Fundo Partidário se mantiver próximo ao nível atual, o PR terá, nos próximos quatro anos, um retorno superior a 1.300% sobre o investimento feito na campanha dele. O diretório nacional do partido gastou R$ 1,2 milhão para promover a candidatura do palhaço e deputado na campanha de 2018.

Tiririca já foi até mais valioso para o partido. Entre 2015 e 2018, ele rendeu cerca de R$ 50 milhões para o PR, em valores atualizados, somente de recursos do Fundo Partidário – a conta não leva em consideração o Fundo Eleitoral, cujo rateio também é, em parte, calculado segundo a votação para a Câmara.

Em 2014, quando concorreu à reeleição pela primeira vez, Tiririca recebeu pouco mais de 1 milhão de votos. Foi o segundo mais votado em São Paulo e no Brasil, atrás apenas de Celso Russomanno (PRB).

Em 2017, após uma atuação parlamentar apagada, Tiririca voltou a ocupar os holofotes do circo político ao anunciar que abandonaria a vida pública. “Saio com vergonha”, afirmou, ao discursar pela primeira vez em sete anos. Era uma piada.

 

Fonte: Estadão

Créditos: Estadão

Presidente da Asdef morre após sofrer parada cardiorrespiratória em hospital da Capital



Presidente da Asdef morre após sofrer parada cardiorrespiratória em hospital da Capital
O presidente da Associação de Deficientes e Familiares (Asdef), Francisco Izidoro morreu na noite dessa sexta-feira (19), após se sentir mal e ser socorrido para um hospital da Capital.

Francisco teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Um dia antes familiares alegaram que ele havi sofrido um grande desconforto e foi verificada a alteração nos batimentos cardíacos.

O velório acontece das 12h às 16h na Rosa de Saron, em Jaguaribe. O sepultamento está marcado para este domingo (21), na cidade Natal de Izidoro, São Mamede.

PB Agora

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