João Azevedo esqueceu do maior responsável pelo Pólo Turístico Cabo Branco ter saído do papel: Ricardo Coutinho



 
Publicado porFlavio Lucio Vieira

Foi sem dúvida uma grande proeza da imprensa paraibana divulgar o lançamento de empreendimentos no Pólo Turístico do Cabo Branco sem mencionar a participação do ex-governador Ricardo Coutinho para que o projeto finalmente saísse do papel.

Elaborado em 1988 no governo de Tarcísio Burity, a obra permaneceu
por anos embargada em razão da ausência de um projeto de proteção ambiental. Toda vez que tentou-se avançar, faltou esse detalhe fundamental.

Por isso, o que a propaganda bancada pelo governo estadual não pode esconder é que nenhum dos empreendimentos privados anunciados ontem (15/10) sem, por exemplo, as obras de infraestrutura que inexistiam na área anos atrás. Centro de Convenções. Como pensar um parque aquático ou um hotel sem água ou energia elétrica?

Além disso, foi a decisão política de Ricardo Coutinho que finalmente permitiu que a obra saísse do papel, depois de quase 30 anos de idas e vindas. Como sempre, foi necessário um Ricardo para as obras começassem a acontecer.

Começando pela criação do Distrito Industrial do Turismo. Decreto n° 37.192 de 2016, assinado pelo governador Ricardo Coutinho, transferiu a área do Polo Turístico do Cabo Branco para da PBTur para a Cinep, o que acelerou a efetivação do projeto, que, segundo matéria no site da Cinep, previa a
“a instalação de hotéis e diversos serviços voltados ao segmento turístico na região onde está situado o Centro de Convenções. Para isso, o Governo do Estado preparou a infraestrutura e construiu o Centro [de Convenções] com o intuito de fornecer as condições necessárias para os investimentos da iniciativa privada.”

Em 2017, o último obstáculo foi removido quando a SUDEMA apresentaou o estudo ambiental e atendeu todas as exigências do Ministério Público para que a obra saísse finalmente do papel.

Ou seja, João Azevedo só teve o trabalho de anunciar, com o estardalhaço de sempre, a instalação dos empreendimentos, todos privados, apropriando-se de uma obra que seu governo pouco fez para viabilizar.

É bom lembrar que João Azevedo nunca foi tão ingrato quanto agora. Por exemplo, na campanha de 2018. E logo depois, já eleito, quando viajou à Espanha ao lado de Ricardo Coutinho e do Secretário de Comunicação, Luís Torres, que ontem, numa vergonhosa louvação do governador, também esqueceu de mencionar o papel de Ricardo Coutinho.

Em visita à Universidade de Salamanca, na Espanha, antes de assumir o governo e antes de trair Ricardo Coutinho, transformando-o em seu maior adversário político, João Azevedo disse mencionou as grandes obras realizadas por Ricardo Coutinho e que pretendia continuar, entre elas o Pólo Turístico do Cabo Branco.

“Ele falou do programa Caminhos da Paraíba, responsável pela implantação de 2.700 quilômetros de novas estradas e apresentou o projeto do Pólo Turístico do Cabo Branco”.

Muita coisa mudou desde 2018 para cá, mas a memória permanece. E a memória das obras e dos projetos ninguém consegue apagar.





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