POR TRÁS DA CALVÁRIO – 7



 

POR AMANDA RODRIGUES

Nunca falei sobre isso antes, por respeito a H. que é apenas uma criança. Mas hoje, diante do que acontece a essa criança, e também ao seu pai, vou falar.

Conheci H. na escola, ele estudava com Sofia, ambos com quatro anos. Sempre achei que tinha algo estranho ali. Passei a conviver mais de perto, e o que eu via me assustava. Algo muito pesado para uma criança, eu só acreditava porque estava vivendo, certamente se alguém me contasse, não acreditaria.

Foram muitos acontecimentos, e aqui eu vou contar um que considero bem grave, e ao ler, tirem suas próprias conclusões. Era um feriado e Sofia estava brincando com H. e outro amigo B. As crianças pediram limonada. Daqui a pouco chegaram os três sorrindo, H. Jogou o suco na cabeça de B. e vice versa. Sofia chegou contando e eu pedi que os dois fossem tomar banho, por conta do limão que mancha no sol.

No outro dia H. foi para a mãe e Ricardo me encaminhou uma mensagem que ela havia passado pra ele e para mim, só que, neste período, para evitar esse tipo de situação, ela já era bloqueada no meu celular. Nessa mensagem ela utilizava palavra de baixo calão com Sofia ( 7 anos), era racista e ainda dizia que se Sofia se aproximasse do filho dela, ela não jogaria só suco, faria coisa pior ( ela atribuiu alguma mancha que H. ficou por conta desse suco a Sofia), também usou palavras baixas comigo.

É isso mesmo que você leu, ela ameaçou Sofia, uma criança. Eu pensei em aciona-la judicialmente, se ela resolvesse cumprir a promessa, e eu não tivesse feito nada seria negligência de minha parte. Procurei uma promotora da vara da infância que ficou perplexa com o que leu, disse que eu tomasse providências. Meus advogados estudaram o caso e viram que aquele processo correria na vara cível, eu pensei melhor, percebi que era exatamente isso que ela queria, me arrastar para dentro de uma briga que não era minha.

Tomei as medidas cabíveis, fiz uma ata notarial, comuniquei à escola e eles adotaram as providências. Isso é uma coisa que faço até hoje, onde ela pode encontrar Sofia, vou e levo a documentação para deixar ciente, além de ter orientado Sofia a não se aproximar.

No ano de 2019, passamos por diversas situações envolvendo H, sempre preparadas por sua mãe, que deveria protegê-lo. Finalmente, em agosto, depois de um processo que corria há quatro anos, que tem mais de 1000 páginas e recheados de provas de alienação parental, Ricardo ganhou a guarda unilateral de H. Os termos da guarda, que são as visitas, continuaram os mesmos, e sempre foram respeitados por Ricardo, que não reivindicou nada diferente. A sentença que foi proferida após parecer do ministério público que indicava a guarda unilateral para o pai por incidente de alienação parental cometido pela mãe, dizia entre outras coisas que a mãe tinha de fazer tratamento psíquico e apresentar em juízo.

Até dezembro ela já havia desobedecido tudo que havia sido estabelecido na sentença, e foi presenteada com a guarda unilateral do filho concedida por uma juíza que não conhecia o processo ou desconsiderou sua existência, sem parecer do ministério público, sem visitas determinadas para o pai, e o motivo foi a operação calvário.

Ricardo ficou um dia preso indevidamente e está há mais de três meses sem ver o filho. Em dezembro, H deveria ter retornado para passar o réveillon conosco, entramos em contato com a advogada da mãe que disse que ele chegaria hoje, amanhã. Depois disse que não era ela que estava à frente do caso, e por fim dia 31/12 disse que ele não viria para o réveillon e que ela não sabia quando retornaria.

Já recorremos a todas as instâncias. Fomos à delegacia da infância, procuramos a vara (7ª) da juíza que deu a sentença, nada. Recorremos para a segunda instância, o processo após passar por três desembargadores, obteve a sentença que diz que a juíza da 7ª vara não tinha competência para julgar o caso, porém mantém a sentença.

Ou seja, ela disse que a juíza não poderia julgar aquele caso, mas não desfez o que a juíza fez. Já viram isso? O processo hoje encontra-se na 3ª Vara ( de origem), concluso para despacho com a promotora, que mudou recentemente.

Fico a me perguntar o que tem na Operação Calvário que fez Ricardo mudar como pai e P. como mãe? Quem alienava em agosto, continua a alienar até hoje. Agora você acha que quem perde com isso? Eu, que tratava H. sem distinção, muitas vezes, dando mais atenção a ele que a meus filhos? Meus filhos, que sentem uma saudade enorme dele? Ricardo, que sofre sabendo tudo que o filho está passando e não pode fazer nada, Rico, que se choca toda vez que recebe uma mensagem do irmão?

Nada disso, quem mais perde é H. que certamente terá o ano escolar comprometido, pois as notícias que temos sobre seu rendimento são péssimas, está mais alienado que nunca, os contatos que faz são sem nexo algum.

A justiça que deveria proteger esse menino colocou ele dentro da boca do leão e fechou, em nome de uma vingança e um ódio ao seu Pai. E nós o que podemos fazer? Nada! Não temos e não queremos ter contato com a mãe dele, pelo mínimo que contei já sabem o porquê, e, para se ter contato com uma criança de nove anos, quando a justiça não deixa determinado, só existe uma forma, através de seus responsáveis, o que é claramente impossível e perigoso, por razões óbvias para os que conhecem a história real.

Henri querido, estamos aqui, aguardando a justiça definir sobre sua vida. Sua família te espera, para te ajudar a superar todas essas dificuldades que estão te impondo passar. Essa coisa toda de H. me deixa muito confusa sobre a questão provas. O processo da guarda de H. é recheado de provas, mas a alienadora fica com a criança. O processo da Calvário não tem provas, mas os acusados já foram presos e estão todos julgados e condenados pela imprensa, mesmo sem processo.

Dá para entender?

O pau que dá em Chico não dá em Francisco, e o Super Herói do mal, com seus super poderes, não consegue nem ter o direito a ver seu filho.





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