“SÓ AMAMOS O QUE CONHECEMOS” Por Petrônio Souto



 Soube que a Câmara Municipal de João Pessoa acaba de “determinar por lei” que o MARCO-ZERO da Capital fica na Praça D. Ulrico, ao lado da Catedral de N. S. das Neves.

Ledo (Ivo) engano.

Muitos confundem marco geodésico com marco-zero. Um dos marcos geodésicos de João Pessoa, localizado ao lado do adro da Catedral (FOTOS 1 e 2), informa nossa posição cartográfica precisa.

Colocado pelo IBGE, durante as comemorações do Centenário da Independência, esse marco geodésico encontra-se bastante danificado, sem que possamos ver totalmente as informações gravadas em mármore de Carrara.

Ainda bem que atualmente podemos dispor dos meios de localização por satélite. Mas não custava nada conservar um pedacinho da nossa história, não é?

Já o marco-zero representa o centro geográfico da cidade, a partir do qual todas as medições de distância relativas a ela são estabelecidas. Em outras palavras, é o ponto de onde a cidade se expande.

É óbvio que tecnicamente o marco-zero muda com o tempo, de acordo com o crescimento da cidade. Mas, historicamente, devemos observar o PRIMEIRO marco zero, o local onde a cidade realmente nasceu.

Uns dizem que nosso PRIMEIRO marco-zero está na atual Praça Napoleão Laureano (antigo Largo da Estação), onde foi, exatamente por essa razão, construído o Monumento ao IV Centenário (FOTOS 3 e 4). Outros garantem que fica no Porto do Capim (FOTO 5).

Penso que essa confusão faz com que muitos acreditem, sem nenhuma fundamentação histórica, que um dos nossos marcos geodésicos, que sobrevive milagrosamente ao lado da Catedral de N. S. das Neves, seja o primeiro marco-zero da cidade.

Tem razão São Tomás de Aquino: “Só amamos o que conhecemos”.





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