Luiz Otávio faz falta - Tião Lucena



Fiz rádio ao lado de Luiz Otávio Amorim, de Antonio Malvino, de Sílvio Carlos , de Ivan de Oliveira, de Cardivando e de outras figuras lendárias da radiofonia paraibana. Desses citados, Luiz Otávio foi o mais informal. Inaugurou um estilo só dele, através do qual chamava para si a responsabilidade de defender uma bandeira na qual acreditava. E ninguém o demovia dessa guerra.

Havia, porém, respeito, primeiro ao público, depois aos entrevistados e por último aos colegas de trabalho.

Luiz Otávio morreu, Ivan de Oliveira idem, parece que Cardivando está sem rádio, Silvio Carlos trocou os microfones por um emprego federal, de modo que, daqueles, só resta Malvino, dando um banho de ética e profissionalismo numa rádio sem muita audiência aberta na cidade pelo multimídia Ruy Dantas.

O Correio Debate inventado e solidificado por Luiz Otávio passou por muitas mãos. Os meninos do sertão substituiram o velho Lula depois da sua morte. Passou por lá Fabiano Gomes, parece que Giovani Meireles deu sua canja e ainda houve uma experiência desastrada e desastrosa com umas moças que não tinham a menor intimidade com um microfone.

Hoje o Correio Debate está entregue a Nilvan Ferreira, que foi trazido para a Capital por Cássio Cunha Lima para fazer dupla com Fabiano Gomes na rádio de João Gregório.

Nilvan é um bom apresentador, mas ultimamente, depois que botaram na cabeça dele que ele poderá ser candidato a prefeito de João Pessoa, tem transformado o programa num palanque eleitoreiro, através do qual destrata, desrespeita, esculhamba e esculacha pessoas que considera suas adversárias.

Sua vítima preferida, ultimamente, é o ex-governador Ricardo Coutinho.

Chama Ricardo para a briga, diz cobras e lagartos com o ex, até agora só não o chamou de santo, mas do resto chamou, tudo isso sob o olhar complacente e cúmplice do acadêmico Roberto Cavalcante.

As agressões são tantas e amundiçadas que as pessoas estão mudando de sintonia, correndo atrás de outras opções.

Nilvan faz tudo isso tentando ver se Ricardo lhe concede uma grama de atenção.

Mas Ricardo nem dá cartaz.





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