Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba - Antonio Barreto Neto



 Antônio Barreto Neto- Nos anos 1960, Barreto chegou a escrever diariamente, em uma época de especial efervescência na crítica cinematográfica paraibana.

A partir dos anos 1980, seus textos foram ficando cada vez mais esporádicos, mas escreveu até sua morte. E por estes anos todos, aquelas características citadas no início do texto que podem fazer da crítica uma arte ficaram marcadas na memória de seus leitores.

Vladimir Carvalho, um dos mais importantes documentaristas do Brasil e hoje morando em Brasília, colaborava com críticas de cinema no mesmo jornal quando Barreto começou a trabalhar e às vésperas de assumir o ofício.

“Ele era excepcionalmente dotado desse tipo de coisa. Era o melhor de todos”, afirma. “É aquele crítico que nasceu pronto. E fazia sem nenhuma pretensão, no batente do jornal”. Para ele, o lançamento do livro veio a calhar.

“É oportuníssimo”, comemora. “De certa forma, as novas gerações não conheceram o Barreto. Isso é preservar uma coisa que estava guardada na gaveta do tempo”.
Nas páginas de Cinema por Escrito, Barreto conversa com o leitor sobre alguns dos mais importantes filmes lançados no período que o livro abrange – e vários relançamentos.

Os anos 1960 estão lá com O Homem que Matou o Facínora, de John Ford, ou O Bebê de Rosemary, de Polanski. Os 1970, com O Poderoso Chefão, de Coppola, Guerra nas Estrelas, de George Lucas, A Noite Americana, de François Truffaut, Amarcord, de Fellini. E as reprises dão espaço a Janela Indiscreta, de Hitchcock, A Felicidade Não Se Compra, de Frank Capra, Rocco e Seus Irmãos, de Visconti, e Cidadão Kane, de Orson Welles, entre outros.

Livros imortalizando o trabalho de críticos históricos de vez em quando aparecem: alguns americanos, de Pauline Kael (1001 Noites no Cinema) e Roger Ebert (A Magia do Cinema e Grandes Filmes), chegaram a ter versões brasileiras; Ruy Castro organizou dois volumes com trabalhos de Antônio Moniz Vianna (Um Filme por Dia) e José Lino Grünewald (Um Filme É um Filme); e algumas edições já reúnem parte do trabalho de João Batista de Brito (Imagens Amadas é a mais importante delas). Barreto Neto agora entra para o rol, podendo ser apreciado por quem acha que um texto claro e preciso também é uma arte. E alguém não acha?

Cinema por Escrito – Crítica de Filmes em A União, uma reunião de seus textos sobre cinema escritos no diário entre 1964 e 1981. O lançamento é na Fundação Casa de José Américo.

O lançamento do livro Cinema por escrito - Crítica de filmes em A União. O título principal — Cinema por escrito— já é por si só um achado. A obra de Antônio Barreto Neto (1938-2000) reúne 65 textos críticos, contemplando todos os Grandes Mestres do Cinema e aparecidos neste jornal-universidade, A União, entre 1964 e 1980 — embora Barretim já escrevesse sobre Cinema desde 1960. Três textos adicionais dele complementam a antologia: um sobre Chaplin, de 1978; e dois, de 1981, sobre Gláuber Rocha. Pense num livro imperdível!

A obra foi lançada na noite da segunda-feira, 14 de junho, no totalmente lotado auditório principal da Fundação Casa de José Américo (FCJA).

Não será preciso, aqui, dizer muito sobre a excelência da produção crítico-cinematográfica de Barretim, porque já o fizeram pessoas com as qualificações de Gonzaga Rodrigues, Sílvio Osias, Humberto “1 Berto” de Almeida, William Costa, Linaldo Guedes, Guilherme Lima, Ricardo Oliveira, Renato Félix e até Carlos Meira Trigueiro, em seu movimentadíssimo blog CMTrigueiro, da UOL!

Já com cerca de 30 referências em portais e sites brasileiros (inclusive no TioSam.net), a tendência do livro, lançado para marcar a passagem dos 10 anos de falecimento do Autor.

 

Do livro de Camilo Macedo a ser lançado brevemente

 

 

 





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