Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba - Alvaro Carvalho



Álvaro Pereira de Carvalho –Nasceu em Mamanguape (PB) no dia 19 de fevereiro de 1885, Faleceu em João Pessoa no dia 5 de outubro de 1952.

Filho de Manuel Pereira de Carvalho e de Francisca Leopoldina de Carvalho, de família pobre, ainda criança transferiu-se com os pais para a cidade da Paraíba, atual João Pessoa. Enquanto aprendia as primeiras letras, ajudava o pai em seu ofício de barbeiro. Fez os estudos secundários no Liceu Paraibano.

Álvaro de Carvalho bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife em 1912, sendo contratado no ano seguinte para o corpo docente do Liceu Paraibano, onde passou a ensinar italiano e, posteriormente, francês e inglês.

Em 1916 tornou-se diretor da instituição e, ainda em julho desse ano, nomeado pelo presidente estadual Sólon de Lucena (1916), assumiu a Secretaria Geral do estado, à frente da qual permaneceu até outubro seguinte.

Ingressando na carreira jornalística, em 1903 tornou-se secretário do jornal O Comércio e colaborou em O Combate, órgãos oposicionistas que foram empastelados em julho de 1904, durante o governo de José Peregrino de Araújo (1900-1904).

Os diretores dos jornais responsabilizaram o chefe de polícia estadual Antônio Simeão dos Santos Leal pelo ocorrido, mas o inquérito aberto nada apurou de definitivo.
Ligado ao Partido Republicano Conservador, pertencia, juntamente com João Suaçuna, Celso Mariz e outros, ao grupo dos “jovens turcos”, ala da agremiação considerada rebelde.

Durante o governo de João Suaçuna (1924-1928), foi encarregado de estudar a reforma do ensino no estado, tendo para tanto visitado várias capitais da América do Sul. Convidado para o cargo de diretor-geral da Instrução Pública, não o aceitou.
Eleito deputado federal pela Paraíba em 1927, exerceu o mandato desse ano ao seguinte, quando se elegeu vice-presidente de seu estado na chapa encabeçada por João Pessoa.

Com o assassinato do presidente paraibano em julho de 1930, assumiu o governo do estado, exercendo-o até outubro seguinte, quando foi deposto pelo movimento revolucionário liderado em âmbito nacional por Getúlio Vargas.

Durante sua curta administração, o governo federal resolveu pôr termo à rebelião de Princesa, movimento rebelde liderado por José Pereira Lima deflagrado no município de Princesa, atual Princesa Isabel, em fevereiro de 1930, em oposição ao governo de João Pessoa.

Também em seu governo, em decorrência de grande pressão popular, a Assembleia Legislativa votou lei, que sancionou em 4 de setembro, estabelecendo a mudança de nome da capital do estado de Paraíba para João Pessoa. Entretanto foi destituído do cargo, acredita-se pela sua discordância do nome da capital em homenagem a João Pessoa,

Abandou então a política e dedicou-se ao magistério. Mudou-se para Santos (SP), onde morou durante sete anos, lecionando inglês em colégios particulares e advogando. No campo jornalístico, foi redator de O Combate e diretor de O Comércio.
Daí em diante viveu no ostracismo, viajando para a cidade de Santos/SP, onde se dedicou ao jornalismo e ao ensino, retornando anos depois para assumir sua cadeira no Lyceu Paraibano, onde se aposentou, com misero salário, foi dono de um único modesto imóvel em que morou até sua morte.

Foi também um dos fundadores da Academia Paraibana de Letras. Publicou Ensaios da crítica estética (1920), Revelações do eu (1920), Ensaios da crítica (1924), Nas vésperas da revolução (1932), Educação profissional (1946) e Augusto dos Anjos e outros ensaios (1946).

Conhecido como um dos poucos políticos incorruptível, jamais a historia haverá de contar o menor deslize por ele cometido, tanto em sua vida particular, como no executivo ou legislativo.

Álvaro de Carvalho, mestre, estudioso, publicou diversos livros, Além de vice presidente do estado, foi secretario, deputado federal, o seu caráter e retidão como cidadão e político, não serviram aos muitos que hoje fazem política.
Publicou Ensaios da crítica estética (1920), Revelações do eu (1920), Ensaios da crítica (1924), Nas vésperas da revolução (1932), Educação profissional (1946) e Augusto dos Anjos e outros ensaios (1946).

 

Livro de autoria de Camilo Macedo que será publicado brevemente

 

 





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