Aprume seu paralaxe - Albergio Gomes Medeiros



 

 Não me recordo de arrependimento por ter comprado um livro, nem de ter lido um.Todavia, como dizem que para tudo há sempre uma primeira vez, arrependi-me de dois, pela primeira vez. O primeiro foi o da tal filósofa e professora, Márcia Tiburi, e o outro foi um dos de autoria do min. Barroso.

O dela não vale a pena por incontáveis razões, de fútil à descontextualizações, passando por uma péssima e confusa redação, de tal sorte que não acrescenta nada, nem mesmo saber o que ela pensa sobre fascismo.

Já o de Barroso deixa uma boa mostra de como ele pensa o Direito Constitucional, onde a tônica e viés doutrinário é inconfundivelmente o que a "esquerda" prega (agenda mundial), inclusive numa relativização do que considera ser constitucional que finda deixando o leitor, que for discordante como eu, preferindo optar pelo horóscopo do que pela constituição. Na ótica dos discípulos dele sou taxado de "garantista", "literalista", dentre outras pechas, mas que ao invés de me sentir diminuído, sinto-me com o ego massageado, pois estou em ótima companhia, por exemplo, a de Celso de Mello, com um voto hoje irreprochável e incontestável.

Por ter lido o livro desse Ministro da voz melíflua não me surpreendi quando ele proferiu, ano passado, voto tutelando o rabo de bois, no entanto, foi voto condutor ao estabelecer permissão para aborto de feto com até 90 dias (três meses), informação essa provavelmente fornecida por Deus só a ele, singularmente, deixando-o com esse monopólio da ciência do início da vida intrauterina.

Quem já comprou e leu o livro de Direito Constitucional da autoria de Alexandre de Moraes, não deve ter estranhado o voto dele hoje, por ter passado maior parte apresentando "dados estatísticos" etc., mas com pobre conteúdo jurídico, embora com uma eloquência e oratória invejáveis.

No mais, predominou a mesmice e malabarismos na corrente vencedora, que tentaram alcançar algum arrimo sistêmico, que não passou de heterodoxia e teratologia "jurídica".

A vida segue ...Em breve será Lula, amanhã ou depois, poderá ser qualquer um de nós, e óbvio que não pelas mesmas razões desses malandrões e Orcrins, mas, por exemplo, por estarmos susceptíveis a um evento como um acidente automobilístico etc. Imaginem um laudo de acidente automobilístico, com vítimas, mal feito (intencionalmente ou não) imputando alguma culpa a você, exclusiva ou concorrente? Meu irmão, não brinque não com precedentes...Aprume seu paralaxe.




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