A visita de Juscelino Kubitschek a Paraíba e a minha modesta contribuição

José Sales, Lucas e eu na recepção do hotel, recebendo Juscelino levado pelo ‘Consul’ Raimundo Onofre.

José Sales, Lucas e eu na recepção do hotel, recebendo Juscelino levado pelo ‘Consul’ Raimundo Onofre.


Dia desses, tive a grata surpresa ao ver uma reportagem sobre a visita de Juscelino Kubitschek a nossa Paraíba em março de 1972, quando o mesmo chegou aqui, acompanhado de grande comitiva, se destacando Adolfo Bloch, presidente do Grupo Manchete, Walter Moreira Sales, presidente do Grupo Moreira Sales, Fernando Cunha Lima e do cantor Dilermando Reis, dentre outros.

Na condição de recepcionista tive a honra de receber JK no Hotel Tambaú, conforme foto do meu arquivo pessoal e que foi utilizada na citada reportagem pelo Correio da Paraíba, talvez em razão de falta de fotos no seu arquivo, utilizou esta minha foto – certamente encontrada na internet, – mas não importa, o que vale mesmo é o registro daquele momento de nossa história. A falta de registros fotográficos naturalmente se deve ao fato de que a chegada do ex-presidente praticamente passou quase despercebida pela imprensa de nosso Estado, certamente temerosa de alguma represália por parte da Ditadura Militar.

Juscelino chegou aqui no período de Carnaval e a idéia era que ele fosse brincar no Clube Cabo Branco, mas o general do 1º Grupamento de Engenharia a época – cujo nome não recordo – desaconselhou o presidente do Clube a receber tal comitiva, tendo então o ex-presidente sido ‘desconvidado‘ oportunidade em que então o gerente do Hotel Tambaú José Sales, constrangido com tal fato resolvido improvisar na boate do hotel, que ainda se encontrava em obras, um Carnaval apenas para a comitiva de JK, mas tinha um grande problema, onde conseguir em pleno Carnaval, uma banda para animar os brincantes, quando então ele Sales, indagou a nós empregados, se alguém sabia de alguma banda ou bloco que pudesse participar daquele improviso e diante do silencio de todos, ousei oferecer os serviços de um pequeno bloco que eu brincava todos os anos, o ‘Troços na Troça’.

Naquela noite fui escalado para localizar os membros da troça e esses, depois de um dia de muitas brincadeiras e bebidas a vontade, já se encontravam nas suas respectivas casas, todos pra de Bagdá e mesmo assim os levei para o hotel para animar o Carnaval de JK. Por conta do estado etílico dos componentes da troça nem é bom falar no desastre que foi tal apresentação. O fato é que fiquei muito tempo com o ‘filme queimado‘ junto ao gerente José Sales, mas de toda sorte valeu demais esta minha modesta contribuição a visita do grande homem público que foi Juscelino Kubitschek.

 

Pedro Marinho




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