Pagamos as contas eleitoreiras desses senhores feudais - Francis Lopes de Mendonça



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Até o presente instante os ditos "representantes do povo" não votaram nenhuma lei para colocar um freio na suruba salarial dos marajás do Legislativo, Executivo e Judiciário.

Em vez disso, mais imoralidades são promovidas, a exemplo dos eleitores e contribuintes serem obrigados a investir na carreira e pagar a campanha eleitoreira desses senhores feudais, que chegam a chamar cinicamente essa ação nefasta de “cota para a democracia”.

Enquanto Tio Jair usa o dinheiro dos nossos impostos para alavancar sua corrida presidencial com a aquisição de passagens para si e seus assessores a pretexto de exercer a atividade parlamentar, Tio Lula e seus funcionários têm passagens e diárias pagas com o dinheiro dos nossos impostos para bancar uma caravana pelo país.

Ambos usufruem de privilégios especiais imorais fabricados dentro da legalidade. Trocando em miúdos, é roubo escamoteado de legalidade. Não consta que haja no mundo um país a distribuir tantos recursos públicos.

Esses energúmenos deveriam ser obrigados, para serem de verdade os legítimos representantes do povo, a votar uma lei que declarasse extintas todas e quaisquer vantagens que os tornam diferentes dos eleitores e contribuintes comuns.

Afinal, a essência da representatividade não é a igualdade entre o representado e o seu representante? Por isso vou anular o voto num ato de desobediência civil. Eu me recuso a continuar legitimando e contribuindo com a manutenção do status quo reinante dentro desse sistema político-eleitoreiro impingido pelo Estado federativo e republicano tupiniquim onde o bom uso da coisa pública, com obras e serviços de qualidade, não está a serviço das camadas subalternas e periféricas, mas sim a serviço de castas, de minorias que andam de jatinhos, comem caviar, arrotam ostentação, têm contas milionárias, têm super-salários, usufruem de vantagens imagináveis e inimagináveis do poder, e ainda por cima emplacam parentes e prepostos nas vastas tetas das côrtes palacianas com todas as benesses do Estado corrupto. Isso é uma troca justa? Não é nem aqui nem na China!




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