Após rebaixamento, Fazenda reforça compromisso de aprovar medidas como a reforma da Previdência



 
Ministério da Fazenda informou em nota que o governo federal mantém-se comprometido com a consolidação fiscal, que deve ‘progredir com a agenda de reformas em debate no Congresso‘.
Por Alexandro Martello, G1, Brasília
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Agência de risco Standard & Poor’s rebaixa nota do Brasil

O Ministério da Fazenda informou nesta quinta-feira (11), após o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação risco Standard&Poor‘s (S&P), que o governo federal mantém-se comprometido com a consolidação fiscal, "que deve progredir com a agenda de reformas em debate no Congresso Nacional e com a melhoria da produtividade e retomada do crescimento".

O rebaixamento foi anunciado na noite desta quinta pela agência. Na justificativa para a decisão, a Standard&Poor‘s apontou como "uma das principais fraquezas do Brasil" o atraso na aprovação de medidas fiscais que reequilibrem as contas públicas.
Em nota divulgada pouco mais de uma hora depois do anúncio (leia a íntegra ao final desta reportagem), o Ministério da Fazenda afirmou que a equipe econômica do governo "reforça seu compromisso em aprovar medidas como a Reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo".

Na nota, o ministério diz contar com o apoio do Congresso para a aprovação das medidas de ajuste fiscal.

"Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil", diz o texto da nota.

Com o rebaixamento da nota, o rating do Brasil segue sem o selo de país bom pagador, mas agora três degraus abaixo do grau de investimento. Já a perspectiva para a nota mudou de negativa para estável.

"Apesar de vários avanços da administração Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento", destacou a S&P, acrescentando que a incertezas por causa das eleições de 2018 agravam esse cenário.




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