A carta de Palocci não traz nada que a gente já não soubesse - Francis Lopes de Mendonça



 

 Francis Lopes de Mendonça
11 h ·
A correspondência de Palocci é um documento histórico de suma relevância: é lúcida e bem redigida, e embora não traga nada que a gente já não saiba ou de que não suspeite, é um depoimento para as pessoas de boa fé reconhecerem que não é mais possível apoiar e defender o que ou quem não é mais defensável, realmente, e para que revejam a sua posição.

É um documento fundamental escrito por um teórico do petismo que alavancou o “comandante” à condição de líder e lhe ensinou a por as mãos no dinheiro da nação. Agora, para se safar, falou tudo o que sabe e entregou a cabeça dos companheiros numa bandeja à Lava-Jato.

Claro que os fanáticos fiéis ao "comandante" vão continuar correndo atrás de novas desculpas para desqualificar Palocci e permanecer atacando a Lava Jato, quando deveriam desde o começo ter feito o dever de casa e a velha autocrítica dos bolcheviques para avançar ou mesmo para criar um novo partido socialista distante da máfia lulista-dilmista-temista. Mas nada fizeram. Não reconheceram as lambanças grotescas e desestruturantes que a porra louca da Dilma fez com o país e nem expulsaram os ladrões e corruptos que engrossavam as fileiras do partido que de popular e de trabalhadores só restou a sigla.

Preferiram continuar chafurdando no mar de lama de mentiras e contradições deslavadas da máfia lulista-dilmista-temista. Pois vão ser novamente arrastados no lamaçal para sofrerem a maior derrota de sua história, em 2018, saindo como vitorioso o paleozoico Jair, um substituto fanfarrão dos milicos que virou um dos candidatos mais cotados à presidência, graças às circunstâncias pelas quais não tem nenhum mérito, como é por exemplo o vácuo moral e ético deixado pelo “comandante”. Francamente, não desejo ao pior inimigo o triste futuro a que está destinado este pobre e dilapidado país.




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