O Eixo Leste - Lurdinha Luna



Lourdinha Luna -Memorialista
Minha condição rural, pois, nascida no “mato”, tive a infância dividida entre o Brejo de Areia e Barra de Santa Rosa, no Curimataú Ocidental. A circunstância me favoreceu conviver com os extremos do clima. Em Areia chovia além da conta e a poucos km a seca inclemente mostrava o mal que faria às pessoas e ao campo.

Daí meu interesse, no tocante ao traslado de águas do São Francisco, para a terra esturricada. Com os invernos racionados, pela natureza, o Vaca Brava, açude de serventia do município de Areia vive mais seco do que cheio. O de Barra de Santa Rosa, de porte médio, construído na gestão do governador José Américo, é deposito de resíduos.

Com a terminologia: Projeto de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (PISF), registro imposto pelo Presidente FHC, para viabilizar o plano mais perfeito, porque cuidava do caudal, porém, morreu no nascedouro...

Na liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, retomado o estudo para interligar afluentes temporários do Nordeste Setentrional, para o Eixo Leste, segundo informa o estudioso no assunto, coronel João Ferreira: “Previa-se a colocação de Estações Elevatórias, com sete (7) Bombas Verticais. Seis (6) para operarem, continuamente, e uma (1) como guardiã no revezamento da manutenção. Entretanto só duas (2) foram implantadas, o que deixa o sistema sem segurança.”

Pela pressa na inauguração do Eixo Leste, com anos de atraso, desde que iniciada em 2007 e prometida para 2012, só em março de 2017 o hídrico chegou aos carrascais paraibanos.

O engenheiro civil e militar citado acima, ainda informa: “A vulnerabilidade quanto à manutenção do Açude Epitácio Pessoa ou Boqueirão e mais dezoito (18) municípios, em seu redor, fica difícil.” Arremato. Sem o auxilio do Tocantins a transferência de águas do rio São Francisco para o Nordeste, é inviável.
Aguardemos dias melhores.




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