O Judiciário brasileiro tem a cara de Macunaíma - Francis Lopes de Mendonça



 O Judiciário brasileiro tem a cara de Macunaíma quando o assunto é salário dessa imensa e sanguessuga casta de privilegiados viciados em mamatas e mordomias.

Trata-se duma relação, e jogo do poder, promíscua que envolve o poder executivo indicando os vorazes mamadores, o legislativo nomeando e eles mesmos se abençoando com suas togas de vampiros-mor travestidos de paladinos da Carta Magna.

Assim está garantida a vampiragem de gordos proventos monetários e outras adiposidades, "gambiarras" e “puxadinhos” aos contracheques com a prestação anêmica de serviços e morosidade a perder de vista. Há desembargadores recebendo salários de R$ 56 mil em alguns estados, R$ 52 mil em outros e R$ 39 mil em mais outros, quando o teto salarial dos servidores é de R$ 33,7 mil.

Milhares e mais milhares de servidores ganham acima do teto, a exemplo do que ocorre no Mato Grosso onde um juiz embolsou só no mês de julho a bagatela, pasmem, de R$ 415.693,02 líquidos de salário. O valor bruto pago foi de R$ 503.928,79. Outro ilustre cavalheiro de lá também recebeu no contracheque do mês de julho a bagatela de R$ 404.112,09 do Tribunal de Justiça local.

Só esses mimos da magistratura, livres da dentada do Imposto de Renda, custam algo como R$ 10 bilhões anuais arrancados dos tributos que arduamente o cidadão e contribuinte paga sob a alegação cínica e infame de que ninguém está fazendo nada ilegal, como se não fosse dentro da legalidade que fabricassem esses privilégios especiais dos quais esse mesmo cidadão e contribuinte está excluído. Talvez o Judiciário não seja o pai da farra salarial dos marajás. Talvez seja apenas o mais astuto. Ou quem sabe o mais prepotente. Certamente é o mais caro, perdulário e inoperante do planeta.




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