Estão fazendo reforma política ou estão reformando os próprios bolsos? - Francis Lopes de Mendonça



Estão fazendo a verdadeira Reforma Política ou estão só reformando os próprios bolsos para pagar suas campanhas com os R$ 3,5 bilhões arrancados dos impostos que arduamente pagamos?

Pois estão chamando cinicamente essa ação imoral, pasmem, de “fundo para a democracia”.

Não me consta que haja no mundo um país a oferecer tanta grana do povo aos políticos, pois o financiamento de campanhas nas nações mais prósperas e sérias do planeta, fora as fronteiras estabelecidas pela rigidez de gastos, é muito menor do que o que a nossa casta de políticos está para aprovar com a legitimação do povo brasileiro que não se cansa de ser feito de burro e palhaço.

Com o “distritão”, a maior parte, ou seja o pior da Câmara, vai continuar se reelegendo e mantendo o foro privilegiado, comprando votos e aliados, fazendo misérias nos bastidores maquiados por marqueteiros - esses especialistas na arte de seduzir o eleitor pela fantasia mais bonita.

Daí o meu ato de desobediência civil de não mais compactuar nas urnas com essa farsa. Acho muito complicado esse negócio de votar no menos ruim. E pouca gente entende o voto nulo como manifestação política. Ou uma pessoa razoavelmente letrada e medianamente civilizada não pode optar por anular o voto?

Para mim, que considero o voto uma procuração que passo a alguém para exercer meu direito de cidadania, pelo andar da carruagem, não haverá outra saída. E olha que eu nunca concordei com o voto nulo. Mas agora estou jogando na lata do lixo a chance de dizer que estou insatisfeito, porque simplesmente não acredito mais no voto nem como opção de protesto.

Pensando bem, vou ficar em casa nas próximas eleições para depois pagar multa ao TRE. Pois não vou perder tempo com eleições, candidatos, recursos biométricos e outros mecanismos que se revelam totalmente inúteis para produzir a democracia e as reformas de que este país realmente necessita e com as quais todos sonham que ainda sejam plausíveis. Sacanagem com o povo tem limite!




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