Estamos na iminência de um pacto dos três poderes da Republica. Eles precisam se salvar antes de salvarem o País - Gilvan Freire



 
Não há mais como se salvarem ao mesmo tempo o Brasil, o povo e Poderes Constituídos. Existe, neste momento, um claro confronto entre o que o povo exige e o que os Poderes são capazes de atender.

Os organismos políticos estão em processo falimentar e se escondem da população para não ter de prestar contas de seus malfeitos, descobertos em flagrante delito de muitos crimes hediondos de traição à democracia.

Os crimes mais vís praticados vão da corrupção eleitoral, negando idoneidade e lisura às eleições, ao surrupiamento de bens e dinheiro público. A atividade política virou uma sucata do que já foi , um desmonte moral.

A princípio da autoridade pública está em frangalhos. Ninguém do povo tem o menor respeito ou apreço pelos detentores dos mais altos cargos da estrutura funcional do Estado. Todos se nivelam por baixo na sujeira e no nojo popular.

Até mesmo a Suprema Corte, que seria encarregada de garantir equilíbrio em meio a uma grave crise de desconfiança coletiva no papel essencialmente político do Estado ( do Legislativo e do Executivo ), está também contaminada.

Todos os Poderes estão exalando fedores, como se agissem em consórcio, deliberadamente de costas para o povo, subestimando a indignação de uma nação inteira. Parecem instituições de outro país sem o comum da língua-mãe.

A coisa se agravou muito nas últimas horas. Agora são os Poderes que avançam uns sobre os outros, não para sanear a sujeira, mas para exibir seus esgotos internos, nunca vistos antes por causa dos tapetes vermelhos que os cobrem.

Não é a melhor hora para obter ganhos de uma ação moralizadora contra autoridades descaminhadas, pois todas estão resistindo e tentando escapar da crucificação que pega a todos. É um salve-se-quem-puder tenso e dramático.

Esta quarta-feira é um marco nos procedimentos de faxina do país. Mas é recomendável que não se tenham ilusões. Os poderes desavindos vão se entender à pretexto de salvar o Brasil. Mas só eles serão salvos. É ver.




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