A disputa de RC com as pesquisas. Elas não podem dizer só o que ele quer - Gilvan Freire



 
Quando RC vociferou, semana passada, que a eleição na Capital estava apenas começando, mesmo depois de mais de mês de haver-se iniciado, levantou as orelhas de todos os que procuram tirar significado das palavras do governador.

RC fala frequentemente por parábolas quando é para despistar assuntos incômodos ou para alimentar suas estratégias diante de momentos adversos, ou ainda para desqualificar seus opositores.


Neste caso específico, RC tentava acalmar os militantes do PSB, inquietados com os baixos resultados de sua maratona pessoal e governamental em João Pessoa, onde tenta acumular os dois cargos mais importantes da gestão pública no Estado.
Como até aquele dia RC não conseguia vencer seus inimigos políticos, na opinião das várias pesquisas de tendência de voto divulgadas, quis dizer mais ou menos assim : vou arregaçar as mangas e provar que quem manda nessa timóia sou eu.


De fato, mais uma vez RC arregaçou todas as mangas da camisa individual e do colete governamental para vencer os adversários e ex-aliados debandados e desmoralizar as pesquisas, um termômetro da opinião pública que só respeita quando é a seu favor.
Mas, apesar dos arroubos de RC para não deixar o peru morrer de véspera, o peru continua respirando com dificuldade e as pesquisas continuam desafiando a arrogância de RC e suas manias de poder tudo, até poder aquilo que só depende dos outros - os que não se julgam submissos ou servos.


Agora é só aguardar para saber quem tem poder contra quem, ou quem exerce o poder que tem. Ou quem se obriga a respeitar quem.





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