JOSÉ EDILBERTO COUTINHO - Camilo Macedo



 JOSÉ EDILBERTO COUTINHO: Nasceu em 28 de setembro de 1938, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba e faleceu na cidade do Recife, em 1995.Era filho do Dr. Francisco Coutinho Filho e D. Otília Cirne Coutinho. Passou a infância e a juventude em constantes mudanças entre os Estados de Pernambuco e Paraná, acompanhando o pai que, sendo funcionário federal, estava sempre prestando serviço a qualquer Estado para o qual fosse designado. Era formado em Direito pela Faculdade do recife, porém, nunca exerceu a profissão de advogado. Sempre teve atração para as letras, principalmente, pelo folclore nordestino, influenciado que era pelas histórias do cotidiano desse povo que lhe eram contadas pelo pai, folclorista de renome.


Era jornalista, diplomado pelo World Press Institute (Instituto Mundial de Imprensa) dos Estados Unidos, tendo escrito nos principais jornais e revistas do Brasil. Durante algum tempo, foi correspondente, na Europa, do Jornal do Brasil e da Revista Manchete e, nos Estados Unidos, dos Diários Associados (O Jornal e O Cruzeiro). Em 1970, transferiu-se, definitivamente, para o Rio de Janeiro. Pela atuação nos meios intelectuais e literários, Edilberto conquistou vários prêmios, tanto no Brasil como no exterior, entre os quais, destacamos: Ensaios de Jornalismo Literário e de Ficção, conferido pela Academia Brasileira de Letras; Crítica Literária, da Associação Paulista de Críticos de Arte;Estudos Brasileiros de Ficção, da Fundação Cultural de Brasília-Conselho Federal de Cultura; Ensaio Biográfico, da Associação Brasileira de Crítica Literária; Ficção, da Fundação de Las Americas, Havana;Maracanã, adeus, na tradução francesa de Jacques Theriot, sob o título Onze au maracanã – Le grand Prix Cultural Latin, Paris, 1986.


Edilberto Coutinho era escritor, jornalista e professor universitário. Era sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e membro da Academia Brasileira de Literatura. Ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 28 de maio de 1982, recepcionado pela acadêmica Elizabeth Marinheiro. Bibliografia: Onda boiadeira e outros contos; Recife, 1954; Contos II, Recife, 1957; Erotismo noromance brasileiro, anos 30 a 60, Rio, 1967; Rondon e a integração amazônica, São Paulo, 1968;Rondon, o civilizador da última fronteira, Rio, 1969; Presença política no Recife, São Paulo, 1969;José Lins do Rego, Brasília 1971; Um negro vai à forra (contos); São Paulo, 1977; Sangue na praça(contos), 1979; Criaturas de papel, Rio, 1980; Maracanã, adeus (onze histórias de futebol), Rio de Janeiro, 1980; Erotismo no conto brasileiro; Rio, 1980; O romance do açúcar: José Lins do Rego, vida e obra, Rio, 1980; Memória demolida (ensaio), Recife: Ed. Piratas, 1982; O jogo terminado(seleta de contos), 1983; O livro de Carlos (Carlos Pena Filho, poesia e vida), Rio, 1983; A imaginação do real, Rio, 1983. Obra póstuma: Bar Savoy.

 

Do livro a ser lançado: Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba




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