Procuram Cícero mas não acham. Só ele sabe o porquê - Gilvan Freire




É um mistério completo a posição assumida por Cicero Lucena de abandonar a vida pública. É compreensível que algumas pessoas se enojem da atividade política pela simples razão de que ela não garante retribuição moral e nem gera felicidade.
Mesmo assim e apesar disso, são muitos os que encontram retornos, via de regra pouco lisonjeiros. Mas é assim mesmo : a felicidade de cada um pode ser alcançada pelo bem ou pelos bens.

Cicero Lucena, beirando os 60 anos ( completa 59 em 5 de agosto, dia de aniversário da cidade), mergulhou - segundo ele para ser feliz fora da política. É mais fácil. Mas ele também admite que foi feliz com os eleitores. O problema estaria na qualidade dos líderes grandes.

Pena. Desde 1990, quando se elegeu vice-governador, Cicero foi tudo : governador, ministro, prefeito duas vezes da Capital e senador. Ninguem mais foi tanto na Paraíba em 25 anos apenas. Agora recolheu-se. Sabe que não há mais espaço para a confiança, a solidariedade e a amizade. Os atributos exigidos são outros. Sua alma não tem essa frieza dos novos tempos.

Ninguem sabe se Cicero se cura dessa era glacial que domina o ambiente político, misturando gelo com dejetos. De qualquer forma, essa é a sua busca pela felicidade. Há vida do outro lado da rua. Ele está espiando, ainda meio assustado, mas parece gostar.





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