Maia em Brasília e Maia na Paraíba dois espantadores de fantasmas




Na Cârama Federal, para afugentar os maus espíritos e exorcizar os demônios – não aqueles que ameaçam entrar naquelas instalações suntuosas, mas os que se encontram encastelados lá dentro – os deputados escolheram um presidente tampão para governar a Casa até fevereiro de 2017.
Não é fácil achar um líder limpo ali, mas, ao menos, houve a preocupação de não escolher-se um sujo contumaz. Garimpagem possível mas mesmo assim de muito risco, pois não foi uma escolha consensual, tamanha a disputa entre as várias facções criminosas .
Vendo pela televisão os discursos, as promessas e as propostas dos candidatos, inclusive dos dois que foram para o 2º turno, não sobra esperança de nada. Nem há tempo, porque o período é curto. Também é improvável que um homem só mude 513 bocas entortadas pelo uso de velhos cachimbos amaciados. O vicio faz o homem.
Contudo, quando os líderes não são degenerados, os liderados são menos. Um líder moralmente aceito como tal não permite e nem contribui para a ampliação das indecências. Rodrigo Maia, sob este aspecto, pode conter as enchentes de lama que varrem os salões do Parlamento. Além do mais, ele é dos Maia da Paraíba – seu avô nasceu na Fazenda Liberdade , Catolé, hoje pertencente ao doutor Paulo Maia - a mais antiga oligarquia política do Estado (mais que centenária) , e a mais honrada.
O deputado Gervasinho, parente não muito distante de Rodrigo Maia, assumirá a presidência da Assembleia em fevereiro de 2017. O seu papel é regenerador de um poder que desviou-se de sua boa fama, como a Câmara, por influência de um Cunha. Vamos aguardar.





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