Até as árvores se assustariam se, de repente, ficassem todos podres sem cair dos pés




Os políticos têm todo o direito de achar que o povo é imbecil. Afinal, durante esses anos todos de enganação, usurpação e desmoralização imposta por eles a seus eleitores e ao país, o cidadão foi elevado à condição de idiota, uma promoção dada aos que se julgam patriotas mas são incapazes de defender minimamente os interesses da nação e a moralidade pública , contra a sanha dos abutres que fizeram do Brasil uma grande carniça, rica em proteínas. Bem feito : se o povo acha bom e cheiroso esse mau cheiro, que se atole nele até até a boca, podendo ainda tirar proveito gustativo da podridão.

De tanto andar sobre os lamaçais e não torcer o nariz diante das fedentinas, parece que nos acostumamos a elas. Somos os filhos dos entulhos e dos esgotos, e não os filhos do Brasil – a nação bonita e rica que cheira a paraíso florestal mas respira a queimadas de lixo tóxico. Mas, de onde vem esse oceano de fedores, contrapondo-se ao Atlântico e às matas, aos rios e a uma raça humana de gente boa e trabalhadora ? Entao, por que eu não disse : contraponde-se a uma raça humana de gente HONESTA ? Eu não disse isso porque todas as pessoas honestas deste pais estão politicamente representadas por uma multidão de políticos desonestos. Representadas e submetidas, para não dizer : SUBMISSAS, o que tem diferença.

Somos vítimas também do nosso próprio mau costume, porque nos habituamos achar que os líderes políticos são como nós, cheios de qualidade e de vícios, e pensamos que seus defeitos são iguais aos nossos. O problema é que não tivemos as chances de ser ladrões que eles vêm tendo, ou não morremos de amores por esses atrativos. Não desenvolvemos coletivamente o talento e a aptidão pelo ataque ao alheio, talvez porque, muitos, temos o complexo de pobres decentes, vindos da orígem, dos bisavós até pai e mãe. Mas ignoramos a fraqueza dos que, seduzidos pela doçura dos grandes pecados, metem a fuça na gamela e se melam todo. Melar, verbo, que também significa adoçar, pode até derivar de MEL , mas MELIANTE, este sim, vem da falta de vergonha e de caráter.

Quando o homem pobre e o militante de esquerda ( quase todos originados das massas de excluídos e espoliados ) aderem a um regime de facilidades financeiras franqueadas pelo poder político ou pelo poder econômico, podem até nunca mais ser pobres, mas, em compensação, nunca mais serão dignos. A dignidade tem o preço da abstinência do malfeito, é coisa para os resistentes. Lula e Dilma, por exemplo ,não entendem mais de resistência, mas apenas de LENIÊNECIA. Faliram moralmente, ele no governo e fora dele, e ela aceitando ser, como ex-plebéia, RAINHA cortejada de um império de luxúrias e desmandos. Viciaram-se em grupo. Corromperam e foram corrompidos. Arrasaram com o país. E NEM SE ASSUSTAM.





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