Está na hora Brasil - Virgolino de Alencar


Está na hora do Brasil e dos brasileiros conscientes, comprometidos com a ética, a moralidade, a defesa do patrimônio público, a justiça, que não têm rabo preso com cambadas de ladrões, aves de rapina, trambiqueiros, trampolineiros, que destroem e desmoralizam uma nação estarrecida, pois bem, está na hora da reação cidadã, da mobilização social, de denunciar e esclarecer os fatos sem meias-palavras.

Sem rodeios, deve-se afirmar com convicção que o sr. Luis Inácio da Silva, vulgo Lula das Patranhas, chefia uma quadrilha, comanda um crime político organizado, é uma organização no estilo alcaponeano que pode retroceder o país aos anos 30, quando a Cosa Nostra se juntou à Máfia americana e quase destruiu os Estados Unidos da América.

A Itália passou por processo idêntico ao do Brasil, mas a nação se mobilizou, sem baderna, pressionou, apareceu um juiz com coragem e, se não livrou, amenizou a força da Máfia Siciliana, botou as famiglias na cadeia, reduziu a influência das organizações criminosas sobre a política, sua infiltração no parlamento e nas instituições nacionais.


Hoje a Itália é uma nação desenvolvida, primeiro mundo, integrante da cúpula econômica mundial, em que pese a existência de figuras como Sílvio Berlusconi, o "Maluf Peninsular", que também lidera um séquito de bandidagem.

A democracia italiana, solidificada, resiste aos focos de corrupção, uma praga pandemônica que nenhum país está livre dela, mas a diferença com relação ao nosso Brasil é que lá tem punibilidade, tanto na justiça, quanto nas urnas. O sr. Berlusconi já foi chutado do poder, retornou com a força do capital que tem, mas, sob fogo cerrado da opinião pública e da imprensa foi obrigado a renunciar.

Está na hora do Brasil seguir outros caminhos e deixar de olhar para a mediocridade de Cuba, Bolívia, Venezuela, Líbia, Coreia do Norte, Irã e muitos outros maus exemplos de países que só colocam o mundo e as democracias em risco.

O Brasil é hoje um país prostituído politicamente, dominado por figuras nitidamente obscenas como Sarney, Renan, Mercadante, Collor, Maluf, Jader Barbalho, os Suplicy, Marta Botoxuda e Eduardo Botocudo,uma verdadeira súcia chefiada por um cidadão sem qualquer compromisso com coisas sérias, com trabalho, com produção, com projetos nacionais, com perspectivas futuras para a nação.

Ele nem sabe o que é isso, se falar em Epicuro ele pensa que é palavrão, mas vive curtindo o "Carpe Diem", a filosofia epicurista, vive alienado da realidade, embevecido com as delícias dos palácios.

Limita-se a zanzar pelo mundo, espalhando e dizendo bobagens, sendo o bobo da própria corte, o palhação do circo mambembe que armou no Brasil e que o torna deslumbrado com as mordomias do poder e com o aplauso de um séquito grotesco de vassalos e de um grupo pregado na máquina pública como carrapato, como cachorro agarrado no osso.

Não querem soltar nem a pau.

Tentam, inclusive, encobrir uma verdade: eles, o chefão e o poste que ele fincou no Palácio do Planalto, não podem armar o circo em praças públicas brasileiras, em ambientes onde estejam reunidas as massas, porque teme e os seus marqueteiros o protegem, uma sonora vaia, como ficou comprovado nesse período da Copa.

Com esse desastroso e humilhante resultado da Copa das Copas, onde o governo se meteu em área que não devia, em que se torrou muito dinheiro do contribuinte brasileiro, em que a FIFA levou bom quinhão de nossos parcos recursos, não dá mais para adiar uma ação e uma reação para a derrocar um pútrido sistema de desmandos no que deveria ser mando do país.

Está na hora, Brasil. Se deixarmos passar, esqueceremos que o tempo, senhor da razão, faz a hora, não espera acontecer.





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