As manchetes da mídia e o trocadilho - Virgolino Alencar


A mídia sempre gostou de exibir manchetes com trocadilhos, isto porque chama mais a atenção para a matéria.
Reproduzo algumas, independentes da qualidade, de ser de bom ou mau gosto. Só para registrar a curiosidade.
Quando no antigo festival da Record, lá nos anos 60, Sérgio Ricardo, sob vaias, quebrou o violão, um jornal da época manchetou:
"Violada em pleno auditório".
Na morte de um travesti brasileiro que foi cremado na França e cujas cinzas vieram para o Brasil, Sírio Bocannera escreveu"
"Bicha em pó regressa à terra natal".
A morte de um viciado em drogas, recebeu a manchete:
"Do pó vieste, pelo pó passaste, ao pó voltarás".
Na morte de um casal de turistas por três tigres, um jornal sapecou a aliteração:
"Trio de tigres tritura casal de turistas".
Na briga que separou Luana Piovanni de Dado Dolabella, a manchete maldosa:
"Luana não tem mais Dado em casa".
Os mancheteiros seguem aquela máxima:
Perdem o amigo, mas não perdem a manchete.
A propósito, se eu fosse escrever a manchete de Lula sobre seu vezo na prática de corrupção e vendo que lula é peixe marinho, escreveria:
"LULA MERGULHA NO MAR DA CORRUPÇÃO".
VIRGOLINO DE ALENCAR





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