O projeto de Deus - Virgolino Alencar

 
Muita gente, na mídia, nas redes sociais, tem baixado lenha em cima de quem fala de religião, de fé, de espiritualidade, argumentando que a pessoa que se mostra adepta de alguma crença se contradiz ao emitir sua opinião sobre fatos e pessoas, com críticas, digamos, duras, conceitos que, no mínimo, abespinham o alvo da crítica, outros(os religiosos) passam a exaltar figuras pecadoras do ponto de vista social, político, econômico, comportamental, etc.
Quando Deus criou o homem, deu-lhe, antes de tudo, o livre-arbítrio, para em seguida ditar as normas de vida, as regras de procedimentos, como seguir a fé, a crença, a espiritualidade. Deus não põe focinheira no homem. Dá-lhe orientação para que ele, no seu arbítrio e liberdade, quando pecar, reconhecer o erro, corrigir-se, pedir-Lhe perdão e Ele o perdoará.
Não exigiu o Supremo criador que o homem seja santo pela própria natureza, seja puro, faça juramento de castidade, viva eternamente em retiro. Deixou a critério de cada um seguir seu caminho, até pela certeza de que os homens, quando reunidos em comunidades, estabeleceriam regras e normas para controle da convivência.
Deu ao homem(ser humano – homem e mulher) o senso básico que constrói e assegura a vida comunitária: o sentimento de família, onde repousa toda a estrutura que o prende no compromisso de ser cidadão, pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã, enfim, parente de sangue e, por afetividade, de ter amizade e cultivar o companheirismo.
Não tenha o homem medo de se confessar pecador, de agir erradamente e reconhecer o erro, de submeter-se a julgamento, de ser penalizado, pagar e apagar os pecados, desejando Deus que isto resulte em reentrada no leito do rio da normalidade que Ele traçou para cada um.
Estar no Projeto de Deus é sentir e saber que Ele comanda, lidera, mas não vive a mandar o que você tem que fazer, nem vive gritando para que você pare de caminhar, por escolha sua, pela trilha certa ou errada. Você é que, na sua fé, na sua crença, deve agir de modo consciente, mesmo quando a ação vá na contramão do que Ele normatizou, tendo ciência de que, ao se desentender com outro irmão, não precisa sopesar qual o maior erro: o seu ou o do irmão. Corrija o seu e deixe o irmão decidir sobre o dele,
Nesse prisma, não vejo contradição, nem incompatibilidade, entre a crença e as críticas, os juízos de valores que fazemos dentro da comunidade em que vivemos, até mesmo quando não aceitamos o excesso de convenções e regras que a sociedade, quando reunida num ente único, impõe à nossa individualidade, adentra na privacidade mais íntima de uma ou grupo de pessoas, principalmente pré-julgando, preconceituosamente, as opções individuais fora do regrismo bitolante, desde que não seja ato criminoso, prejudicial ao conjunto da humanidade, tendo para isso leis e códigos.
E por observar todas essas circunstâncias expostas acima, reconhecendo que sou pecador, que não sou santo, que cometo os humanos erros, que, por força de estranhas reações que nem a gente explica, extrapolo os limites da racionalidade e da razoabilidade, porém, acreditando que humildemente sei retroceder e encaixar-me nas ordenações divinas, tenho convicção de que, mesmo não engolindo as pílulas amargas que querem empurrar goela abaixo ou opinando sobre procedimentos nocivos de quem representa a sociedade, sobre quem, montado em falsas ideologias, pratica um ludíbrio à cidadania, sou e estou na subordinação e na messe do Projeto de Deus.
Ele é a melhor testemunha e é Ele que me julgará e decidirá meu destino ao passar para o plano onde se encontra a sede de Seu reinado.
Irmãos, eu os respeito. Mas tirem do caminho seu falso julgamento, que eu quero passar com minha liberdade.
Amém!





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