"Roube que o governo garante' - -Virgolino deAlencar

No Brasil, tristemente, a mensagem que guia cabeças e mentes é representada pela absurda sentença de que “pode roubar que se dará bem na vida e mais ainda nas urnas”. A eleição de Maluf como o deputado bem votado, de Tiririca com expressiva votação e de Fernando Collor para senador, além de muitos mensaleiros e sanguessugas, só atestaram que o fenômeno Lula é resultante dessa estranha postura do eleitor brasileiro.

O governo do PT, sob o comando de Dilma e influência de Lula, deu maior dinâmica e refinou o sistema de corrupção, tráfico de influência, de assalto às estatais para surrupiar delas o dinheiro para financiar um projeto de poder de longo prazo e, pior, de formação de bando de chantagistas que se aliou a traficantes, a bicheiros, forjando dossiês próprios do submundo do crime organizado, para desmoralizar e destruir adversários.

Nessa linha, o PT enlameou de vez a política brasileira, consagrou o rapa nos cofres públicos, institucionalizou o caixa dois, inventou o dinheiro de campanha não contabilizado e terminou por nivelar por baixo todos os atores da cena política nacional, colocando todos no mesmo saco, para justificar os horrendos crimes perpetrados nos subterrâneos por onde passaram a transitar os lulo/petistas e aliados após a chegada ou tomada do poder.

Com toda onda e todo tipo de escândalos, os chefes do sistema nunca tomam conhecimento, limitando-se, após as denúncias esquentarem, a aceitar passivamente o pedido de afastamento do auxiliar desidioso e corrompido, conformando-se e alegando, inconvincentemente, que adotara as providências exigidas para os escabrosos casos.

Na verdade, a presidente da República foi, é e será considerada uma dirigente omissa diante dos criminosos escândalos, não tomando a providência correta que é a de mobilizar a Polícia Federal e a CGU para a apuração e encaminhamento ao Ministério Público, para formalizar a denúncia junto à Justiça. Sem isso, a presidente comete crime de responsabilidade, previsto no código penal.


Num dos episódio de dossiês montados para acusar adversários, chegou-se ao máximo da ousadia da troupe petista, negociando documentos forjados por um criminoso que tem passagem pela polícia e pela justiça, mobilizando dinheiro originado no antro dos bicheiros, onde é notória a ligação com o crime organizado. Não podia ocorrer episódio mais degenerativo, mais profundamente imoral, mais deprimente para as instituições nacionais.

Para espanto das pessoas de bom senso, de boa formação política, quanto maior o escândalo mais o ex-presidente Lula aumenta a blindagem em torno de sua pessoa, desenhando-se um cenário em que sua liderança se transforma em aberração. O Mensalão é um sintomático exemplo, quando o então chefe de governo não sabia o que se tramava ao lado de seu gabinete, por pessoas de sua absoluta confiança.

Nem quero aqui afirmar que os opositores partidários sejam melhor ou menos ruins, de modo a atrair a maioria de votos numa disputa. Se as duas opções são claramente ruins, haverá uma lógica no equilíbrio da disputa e na vitória apertada de um ou de outro candidato, possivelmente com muitos votos brancos e nulos.
De tudo isso, somente uma lição, com cores de mau exemplo, fica nesse lamentável momento brasileiro, lição extraída de um antigo slogan do governo militar – “Plante que o Governo Garante” – agora traduzido para o slogan da era petista:
“Roube que o Governo Garante”.





Comentários


Comentar


Sidebar Menu