A quebra do dualismo político -Chico Pinto


Partindo da constatação de que este ano teremos três candidatos ao governo da Paraíba, com inegáveis visibilidades em todas as regiões do Estado e, comprovadamente, com poder político, densidade eleitoral e econômico, nos leva a crê que será uma das eleições, destes últimos tempos, que trará grandes emoções ao eleitorado.

A novidade do pleito, sem sombras de dúvidas, será a quebra do dualismo político eleitoral. Será diferente nos pleitos anteriores quando, apenas duas forças políticas fortes, disputavam à simpatia do eleitor.

Quem não se recorda que na eleição passada para o Governo do Estado, aquele que não era do "azul", fatalmente, pertencia ao "encarnado". As outras cores de antanho, figuravam no pleito, apenas como coadjuvante ou mero aventureiro, sem nenhuma possibilidade de conquista.

Agora, tudo indica, que a “coisa” será diferente e três forças com potencial capacidade e perspectiva de vitória, entrarão em campo para jogar na busca da conquista do troféu denominado “Palácio da Redenção”, onde, o vencedor, comandará os destinos do Estado por longos quatro e cansativos anos.

Será um pleito, como já frisei, onde não mais prevalecerá o dualismo político e, o eleitor, em vez de duas, terá três opções de escolha com nítidas possibilidades de êxito, para no final, prevalecer à vontade coletiva.

O campeonato eleitoral na Paraíba, cujos times já se encontram em preparação física e formatação de elenco, terá como protagonista o atual governador Ricardo Coutinho, do PSB, que visa conquistar mais uma vez o certame, o que lhe possibilitará à permanência por mais quatro anos, no comando do Palácio da Redenção.

Só que Coutinho desta vez, entrará em campo, desfalcado do seu principal atleta, aclamado como um dos principais responsáveis pela sua conquista no campeonato anterior, quando o seu plantel, derrotou por uma vitória acachapante o time comandado pelo então governador José Maranhão.

Refiro-me ao senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, que resolveu, em plena forma física e, também, sem nenhuma contusão aparente, deixar o elenco de Coutinho, pelo fato de figurar apenas como mero apoiador. Ou seja, como se diz no linguajar esportivo, “colocado na geladeira”, enquanto que outros atletas menos hábeis, passaram a usufruir dos louros da vitória.

Um outro time será colocado em campo e tem como principal protagonista, o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, do PMDB, um jogador hábil e experiente, com algumas vitórias já conquistadas, principalmente, no seu principal reduto, Campina Grande, segundo colégio eleitoral do Estado, onde disputa, palmo à palmo, a hegemonia política com o seu antagonista Cássio Cunha Lima.

Com base nas percepções dos analistas políticos, até o presente momento, cantar vitória será apenas um mero exercício de ficção.

Neste momento, é visível que o eleitorado ainda se encontra diante de um estágio de letargia, ressabiado, aguardando que os times sejam formados, as torcidas organizadas e que as cores dos padrões sejam definidas.

O certo mesmo é que realmente, desta vez, o dualismo político ficará de fora das eleições na Paraíba. O eleitos terá pela frente três opções com possibilidades de chegarem ao pódio.

Diante desse fato, o eleitor terá mais opções o que é alvissareiro e salutar para o Estado e, mais ainda, para a democracia.




Comentários


Comentar


Sidebar Menu