Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 

A cidade de Princesa foi palco da repetição de uma traição. Mais uma. E da mesma fonte geradora. A de agora foi contra o governador Ricardo Coutinho, que deu régua e compasso ao povo dos Nominando e o povo dos Nominando, depois de empregar até o papagaio da cozinha em cargos comissionados do Estado, dá o troco anunciando o voto em Cássio Cunha Lima.
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O que não é novidade. Historicamente, os Nominando sempre agiram assim. Começou em 30, com o Véi Mano, um comerciante profundamente apaixonado pelo coronel Zé Pereira, que odiava João Pessoa, a quem chamava de déspota, que durante a guerra tomava café na casa da cunhada de Zé Pereira e que quando Zé Pereira foi considerado proscrito, assumiu o poder em Princesa e meteu a chibata nos parentes do antigo amigo.
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Na década de 60, Pedro Gondim deu tudo aos Nominando. O grande deputado Antonio Nominando foi feito secretario da Educação. Mas quando,em 82, Pedro pediu votos para senador em Princesa, os Nominando votaram em Wilson Braga e em Marcondes Gadelha.
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Burity assumiu o Governo em 86 e fez de um Nominando subsecretário da saúde. Era um sub com poder de rei. Ganhou régua e compasso no Governo. Tanto ganhou que se elegeu deputado, depois de três inúteis tentativas quando não tinha o governo na retaguarda. Bastou Burity deixar o Governo para o dito cujo ser o primeiro subscritor de um pedido de CPI contra o ex-secretário Gilvan Navarro, da saúde, protetor e principal cabo eleitoral do ingrato.
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Agora a coisa se repete com Ricardo Coutinho. Mamaram no governo durante três anos e dois meses. Nomearam todos os comissionados da cidade. Exerceram diretoria importante na escala governamental. Mas na hora de trair, nada mais simples: Vou de Cássio e o resto que se lasque.
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O governador precisa tomar tento, porém, porque mesmo rompido, o grupo quer manter o emprego de outros traidores que se dizem eleitores de Ricardo Coutinho, mas não são. Vão todos votar no adversário, para cumprir a sina do grupo que prima pela arte de trocar de lado como quem troca de roupa.
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Deixemos, porém, o grupo de lado e falemos de chuva. Chove muito no sertão, graças a Deus e a São José. Os açudes começam a tomar água, estão enchendo, a alegria retornou aos lábios murchos do matuto e, ao que parece, o pesadelo da seca está terminando.
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Edward Abrantes foi o principal responsável pela vitória do prefeito de Princesa no Tribunal Regional Eleitoral. Edward é filho de Johnson, o maior de todos, o campeão dos campeões, o cabra mais tampa de furico que o Lastro botou no mundo para brilhar e reinar.
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Hoje tem feira livre, hoje tem Paulo Mariano recuperado revendo os amigos na Torre e tem também Programa Sem Nome, com o Tião Bonitão que vos fala e com Marcelo Piancó fazendo aquela bagunça. Humberto Alexandre não comparecerá porque está em lua de mel com Tatiana em Tibau do Sul.
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O mano Miguezim Lucena está tendo que conviver com os ricaços do Lago Sul de Brasilia e, como não é de acobertar safadeza, começa a botar gravatudos na cadeia.
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E agora lá se vão meus abraços para Marcelo Weick, Shayner Asfora, Roberto de Luna Freire, Waldemir Azevedo, Abraão Beltrão, Roberto Costa de Luna Freire, Odon Bezerra, Ricardo Sérvulo e Marcos Pires, que são os meus socorristas de plantão quando me vejo jogado aos pórticos da justiça por elementos de alta periculosidade que não aceitam a crítica democrática e tentam calar a voz das ruas com intimidações judiciais.
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Como estamos em semana de comemoração ao centenário de nascimento do grande João Agripino, vai adiante um causo do ex-governador, que estará entre os outros presentes no próximo livro do Tião Bonitão que vos fala:
Num comício na cidade de Patos, João Agripino caiu na besteira de facultar a palavra. O vereado Rui Gouveia, emedebista roxo (João era da Arena), gritou lá do meio do povo:
-Governador, comentam por aqui que o senhor tem duas esposas. É verdade?
João, sem alterar a voz, contraargumentou:
-Seria feio se dissessem que a mulher do governador tem dois maridos.





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