Quem te viu, quem te vê! - Tião Lucena



 

Risíveis as aparições de certas figuras na mídia falada, escrita e televisionada, questionando o aumento concedido pelo Governo ao funcionalismo público.
Eu disse “certas” porque não são todas. Algumas representam, de fato, as suas categorias funcionais. As tais “certas”, no entanto, não representam coisa nenhuma, estão aí para rosetar e faturar politicamente em cima de alguns incautos.
Como acreditar, por exemplo, no grito de revolta e de protesto saído das gargantas de Veneziano, de Trocolli Junior, de Carlos Batinga e do coronel Francisco?
Todos eles vivenciaram momentos piores e ficaram caladinhos.


Veneziano, quando prefeito, enfrentou greve de professores em luta pelo piso nacional e, como todos sabemos, fez-se de mouco e não atendeu as reivindicações. Passou dois mandatos como prefeito e não concedeu reajustes. E quando saiu da Prefeitura deixou os barnabés com os salários atrasados.


Trocolli vivenciou os dez anos de Maranhão, ao lado dele, com ele e se anunciando maranhista. E foram 10 anos de salários congelados. Não saiu uma merreca de aumento. E Trocolli achando bom, sem dizer nada, sem protestar e sem fazer a zoada de agora.


Carlos Batinga idem. Dez anos de Maranhão, dez anos de salários congelados, dez anos sem aumento, e Carlos Batinga parado, calado e achando bom. Sem falar do seu tempo como prefeito, que não foi uma Brastemp.


Coronel Francisco, o eterno presidente do Clube dos Oficiais, só gritou em favor da classe enquanto esteve de baixo. Bastou Maranhão tomar o mandato de Cássio, para o coronel, feito superintendente do Detran, achar bom não dar aumento à Polícia e achar ruim os movimentos paredistas dos policiais.


Todos agora surgem como paladinos, fingindo uma coisa que não são, mangando do povo e querendo chamar os funcionários de idiotas.


Como se o povo fosse desmemoriado e tivesse esquecido esse passado tão recente.





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