Pesquisa Ibope mostra Bolsonaro com 59% e Haddad com 41%

Diferença entre Bolsonaro e Haddad cresceu para 18% no Ibope
Tiago Vasconcelos

Vantagem de Bolsonaro para Haddad é de 18% a duas semanas da votação. Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Folhapress

O Ibope divulgou há pouco o resultado do primeiro levantamento do instituto de pesquisa sobre o segundo turno da eleição presidencial. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro tem 59% dos votos válidos contra 41% do candidato do PT, Fernando Haddad.

No resultado geral, Jair Bolsonaro tem 52% contra 37% do petista. Votos brancos e nulos somaram 9% e 2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 176 municípios entre os dias 13 e 14 de outubro. Segundo o instituto, o grau de confiança dos resultados é de 95% e a margem de erro é de 2% para mais ou menos.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01112/2018.

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Foto Futura FolhapressT

 

 


João espera relação republicana caso Bolsonaro seja eleito, mas reforça preocupação

 

Paraibaja.com.br 


Por Feliphe Rojas 


Republicana. Esta é a relação que João Azevêdo (PSB) espera ter com Jair Bolsonaro (PSL) caso o mesmo venha a ser eleito presidente do Brasil. O governador eleito na Paraíba viu com preocupações falas em que presidenciável sugeria tratar de maneira secundária governadores eleitos em estados que não o apoiaram nas eleições.

“Espero de qualquer governo e qualquer presidente que trate efetivamente os estados de uma forma republicana. Não é possível imaginar que para convênios, que acontecem com toda naturalidade dentro de uma relação do governo federal com o governo estadual, você precise de atuação política ou muitas vezes chegar à liberação de um convênio por autorização expressa de um presidente da República”, disse.

João lembrou que, se houver retaliação, o Estado terá que dar a resposta internamente, apesar de que o ano seguinte não proporciona um cenário animador para as finanças do Brasil e dos estados.

“Se houver retaliação, como houve nestes últimos anos, a Paraíba vai ter que dar respostas dentro da própria economia e é isto que estamos fazendo nos últimos anos”, prosseguiu.

O gestor reforçou a sua preocupação com as declarações do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que indicou dar um tratamento secundário a governadores eleitos que não o apoiaram.

“O candidato Jair Bolsonaro disse que tratará de maneira secundária os estados que não o apoiaram e isso me deixa muito preocupado”, concluiu.


Atual líder do governo, Hervázio prevê 27 deputados na base aliada na próxima legislatura

 

Paraibaja.com.br 
Por Feliphe Rojas -

 

Líder enumera obras de RC e desafia Cartaxo apresentar as suas
O deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), declarou que já recebeu acenos de parlamentares que pretendem aderir à base do governador eleito João Azevêdo.

De acordo com Hervázio, para o próximo mandato, a base pode chegar a contar com 27 parlamentares.

“Nós temos acenos de alguns companheiros, não vai ser difícil trazê-los para base e o número se aproxima a vinte e sete. Eu tenho essa esperança e essa expectativa de que o governador João Azevedo vai ter a tranquilidade que tem o governador Ricardo Coutinho, aprovando as suas matérias com agilidade”, declarou.

Com a grande maioria na ALPB, Hervázio também declarou que será mais fácil eleger aliados para a presidência da Mesa Diretora para o próximo biênio.

“Não há que esconder que isso ocorreu na Legislatura passada, quando, em função do nosso trabalho para eleger Adriano Galdino e Gervásio Maia, obtivemos alguns apoios nesse processo de eleição, que terminaram fortalecendo a base do governo”, arrematou. Com PBAgora.


Bolsonaro falou no guia eleitoral provavelmente o único versículo que leu na vida

 "Deus fica irado citando o nome dele aff"(Rosane Freitas).

Assisti ao guis eleitoral dessa segunda-feira.O do IRMÃO Bolso,lembrou-me aquele do candidato, onde locutores e imagens são muito bem postadas e produzidas, com a equipe conseguindo retirar "leite de pedra", com uma efêmera participação do candidato citando, provavelmente, o único versículo que leu na Bíblia e o decorou, até porque até uma calopsita conseguiria, só que usa o versículo para um contexto inaplicável, despropositado, transformando-se em um recibo de desconhecimento das Escrituras. Soa tão falso quanto aquela pequena aparição do candidato derrotado L, que no guia, na única aparição, disse ter sentido o cheiro de grama quando nem existia, e jogado no estádio onde nem conhecia nem tinha idade.

Já Haddad repete semelhantes propostas da esquerdalha, de Mula, Dilmanta, com uma nova roupagem, com outra maquiagem, mas com mesma essência e DNA, reprováveis e inaceitáveis.

Que as pessoas admirem um dos dois, ou os dois; ou não votem em nenhum deles, que escolham o que desejar, faz parte da democracia, e deve ser respeitado e mantido sobre qualquer outra posição - ideológica ou não. Todavia, vincular a escolha pessoal a uma "unção" ou "benção" pessoal alegando suposta vinculação a Jesus, pretensa "escolha" de Deus, e com Ele alguma identidade, creio ser hediondo.


Prefeitura de João Pessoa destrói praça para fazer obra de R$ 268 mil

 Prefeitura de João Pessoa destrói praça para fazer obra de R$ 268 mil
O líder da bancada de oposição na Câmara de João Pessoa, Leo Bezerra, estranhou a reforma na Praça que estava em perfeitas condições.

Até o momento, as calçadas estão sendo quebradas para, possivelmente, serem feitas outras no lugar (Foto: ClickPB)
Enquanto algumas ruas e praças em João Pessoa permanecem abandonadas e deterioradas por falta de atenção do poder público municipal, alguns outros equipamentos de lazer com ótimo estado de manutenção vêm sendo destruídas para a realização de reformas. De acordo com denúncias feitas ao ClickPB, a calçada da Praça Pedro Gondim, no bairro da Torre, em João Pessoa, está sendo destruída para a execução de uma obra de reforma estimada em R$ 268.090,02 pela Prefeitura. A obra, iniciada em 24 de setembro, tem previsão de conclusão em 90 dias.

O líder da bancada de oposição na Câmara de João Pessoa, Leo Bezerra, estranhou a reforma na Praça que estava em perfeitas condições enquanto outras permanecem sofrendo por falta de atenção do poder público. “Eu verdadeiramente não entendo o que o prefeito está querendo fazer em João Pessoa”, criticou Léo.

Ele ressaltou que o fato demonstra um verdadeiro descaso com o dinheiro público. “Já não bastava as praças que estão abandonadas e não temos sequer uma reforma, vem reformar uma praça que se encontra em perfeitas condições”, considerou o vereador Leo Bezerra.

As reformas ou mudanças que serão feitas na obra de reforma da Praça Pedro Gondim não foram especificadas. Até o momento, as calçadas estão sendo quebradas para, possivelmente, serem feitas outras no lugar.


Inquéritos que apuram suposto desvio na obra da Lagoa devem ser concluídos até o final do ano, diz MPF


A investigação teve início no MPF a partir de relatório da Controladoria Geral da União (CGU) que apontou desvio de aproximadamente R$ 10 milhões nas obras do parque.

Clickpb.com.br

Yordan Moreira Delgado é o procurador responsável pelo inquérito (Foto: Arquivo)
Com o término das eleições para governador na Paraíba, os inquéritos que apuram supostos desvios de recursos federais das obras de revitalização do Parque Solon de Lucena (Lagoa) devem ser concluídos até o final do ano pela Polícia Federal. A informação foi repassada ao Portal ClickPB pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB), que revelou essa perspectiva com base em informações do próprio delegado da PF, José Juvêncio.

"O gabinete aguarda o envio do inquérito que está com o delegado. Há uma perspectiva do inquérito ser concluído até o final do ano, de acordo com informações do próprio delegado", afirmou o gabinete do procurador da República responsável pela investigação, Yordan Delgado.

A investigação teve início no MPF a partir de relatório da Controladoria Geral da União (CGU) que apontou desvio de aproximadamente R$ 10 milhões nas obras do parque.

A Polícia Federal deflagrou no dia 2 de junho de 2017 a Operação Irerês, visando investigar irregularidades na licitação e na execução nas obras realizadas pela Prefeitura de João Pessoa na Lagoa.

Laudos técnicos produzidos pela PF apontaram prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 6,4 milhões. Foram cumpridos dois mandados judiciais de busca e apreensão em João Pessoa, expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal em João Pessoa.


A repulsa do eleitor moral de Haddad à ditadura é seletiva

 Francis Lopes de Mendonça

Engraçado, o eleitor moral de Haddad hoje pede votos em sua candidatura para combater o nazifascismo de Bolsonaro, mas não vê que o lulopetismo de Haddad foi aliado político de todas a ditaduras de esquerda (ou vagamente populistas e nacionalistas) ao longo de seu período no poder, protagonizando momentos dolorosamente constrangedores para os que defendem os direitos humanos, como foi seu financiador efetivo, articulando Caixa 2, verbas públicas (BNDES) e propinas para alimentar campanhas e governos em Cuba, Venezuela, Nicarágua e ditaduras africanas.

Então que moral tem o eleitor de Haddad para falar em ditadura e tortura quando, entra ano e sai ano, o partido do comandante continua defendendo com unhas e dentes a carcomida ditadura bolivariana da Venezuela, uma das maiores tragédias humanitárias em escala global, hoje? Que moral superior pode ter o eleitor de Haddad que cegamente deposita sua confiança em um partido que, no governo, conseguiu a façanha de apoiar o regime linha dura antissemita, homofóbico e racista de Ahmadinejad no Irã, com suas práticas de execuções de homossexuais enforcados em guindastes e exibidos em locais públicas?

Todavia, foram inúmeras as vezes que o lulopetismo pode mostrar que, a despeito de delicadas questões de política internacional, opunha-se a tais práticas. Sua escolha, como sempre foi a escolha da militância de esquerda radical e extremista, foi a de endossar os desrespeitos aos direitos humanos e culpar a vítima. O presidiário de Cutitiba, em 2009, enquanto o governo iraniano reprimia e matava nas ruas, disse que aquilo era “briga de corintiano e palmeirense”.

Em visita a Cuba em 2010, esse presidiário criticou os presos políticos por fazerem greve de fome. Até recentemente, se prestava a ser garoto propaganda dos gângsters do bolivarianismo venezuelano, regime que Haddad faz questão de defender, colocando a culpa pela escalada da crise na oposição. O eleitor moral de Haddad, por acaso, julga que o sangue derramado nos porões dos cárceres bolivarianamos é menos sangue do que o daqueles que foram mortos e torturados pela falsa revolução do golpe militar de março de 64?

Como se vê, a repulsa do eleitor moral de Haddad à ditadura é seletiva: certas ditaduras são boas; sua recusa à tortura é cuidadosamente escolhida: os nossos, os da esquerda, são torturadores do bem. Que tipo de superioridade moral pode ser essa, hein!? Como poderia o voto nessas posições iliberais, autoritárias e antidemocráticas ser superior moralmente, hein!? Ou essas razões não são suficientes para mandar Haddad à merda? Não é tudo engraçado? Eu só queria saber.

(Depois eu desmonto o tipo de superioridade moral que o eleitor bolsominion alimenta no autoritarismo circense e na impostura política que representa Bolsonaro, outra tragédia.)


Votação dos seis reeleitos na Câmara Federal caiu muito e apenas dois cresceram

 VOTAÇÃO CAIU DE 2014 PARA 2018: Votação dos seis reeleitos na Câmara Federal caiu muito e apenas dois cresceram

Publicado por: Amara Alcântara e

Levantamento mostra a queda nas votações dos deputados federais reeleitos na Paraíba.

Pedro Cunha Lima (PSDB) registrou a maior perda: caiu de 179.886, em 2014, para 76.754 votos. Uma baixa superior a 100 mil votos.

Aguinaldo Ribeiro (PP) conseguiu amealhar nessa eleição 120.220 votos, 40 mil a menos do que em 2014, quando obteve 161.999.

Hugo Motta (PRB) também viu a votação declinar de 123.686, em 2014, para 92.468, em 2018.

Wilson Santiago (PTB) foi eleito com 86.208, bem menos que a votação de Wilson Filho (PTB), 95.746, na eleição passada.

Efraim Filho (DEM) viu os seus 103.477 votos, de 2014, minguarem para 76.089.

Somente Damião Feliciano cresceu a votação de 2014 – quanto recebeu 67.558 – para 2018 quando cresceu para 100.876.

Wellington Roberto (PR) – obteve em 2018 – 107.465 – também cresceu – em 2014 obteve 104.799

Leia Também: 12 NOVOS DEPUTADOS: Conheça os parlamentares eleitos e reeleitos para a Assembleia Legislativa da Paraíba
Deputados federais eleitos na Paraíba 

Gervásio Maia (PSB) – 146.860
Aguinaldo Ribeiro (PP) – 120.220
Wellington Roberto (PR) – 107.465
Dr Damião (PDT) – 100.876
Hugo (PRB) – 92.468
Frei Anastácio (PT) – 91.408
Wilson Santiago (PTB) – 86.208
Pedro Cunha Lima (PSDB) – 76.754
Efraim Filho (DEM) – 76.089
Julian Lemos (PSL) – 71.899
Edna Henrique (PSDB) – 69.935
Ruy Carneiro (PSDB) – 61.259

 

Fonte: G1

Créditos: G1


Apostador leva prêmio de R$ 27 milhões

 Um único apostador, do Marabá, no Pará, acertou as seis dezenas do concurso 2.087 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (13) no município de Joaçaba (SC).

Veja as dezenas sorteadas: 02 – 18 – 19 – 23 – 34 – 53

A quina teve 52 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 41.598,96. Outras 4.898 apostas acertaram a quadra; cada uma receberá R$ 630,91.

O próximo concurso, 2.088, será na quarta-feira (17). O prêmio é estimado em R$ 2,5 milhões.

Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, pela internet ou em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, de acordo com a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

G1


Hervázio Bezerra prevê adesão de até cinco deputados a João Azevedo: “Já temos acenos”


Socialista observou que a chegada dos novos deputados à bancada governista irá garantir a eleição de aliados à Mesa Diretora
Por: Blog do Gordinho

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra (PSB), previu que a base aliada do governador eleito João Azevedo (PSB) poderá chegar a contar com 27 parlamentares. O socialista afirmou que já recebeu acenos de alguns parlamentares eleitos no sentido de compor o próximo governo.

“Nós temos acenos de alguns companheiros, não vai ser difícil trazê-los para base e o número se aproxima a 27. Eu tenho essa esperança e essa expectativa de que o governador João Azevedo vai ter a tranqüilidade que tem o governador Ricardo Coutinho, aprovando as suas matérias com agilidade”, disse.

O socialista também observou que a chegada dos novos deputados à bancada governista irá garantir a eleição de aliados à Mesa Diretora da Casa Epitácio Pessoa.

“Não há que esconder que isso ocorreu na Legislatura passada, quando, em função do nosso trabalho para eleger Adriano Galdino e Gervásio Maia, obtivemos alguns apoios nesse processo de eleição, que terminaram fortalecendo a base do governo”, concluiu.


Temer vive a síndrome da 3ª denúncia criminal

 
Josias de Souza

Faltam 76 dias para Michel Temer iniciar sua viagem do Planalto à planície. Descerá ao verbete da enciclopédia como o primeiro presidente da história a ser denunciado criminalmente em pleno exercício do cargo. Já coleciona duas denúncias. E vive cada dia do seu ocaso às voltas com a síndrome da terceira denúncia. Receia-se no Planalto que a nova acusação da Procuradoria-Geral da República será formalizada após o segundo turno da eleição presidencial.

Termina nesta segunda-feira (15) o prazo para que a Polícia Federal apresente ao ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo, as conclusões do inquérito sobre a suspeita de que Temer recebeu propina para editar um decreto favorecendo empresas portuárias. A expectativa é a de que os investigadores incriminarão Temer. Nessa hipótese, o processo será enviado à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a quem caberá arquivar o caso ou formular uma denúncia à Suprema Corte.

Confirmando-se a opção da Procuradoria pela nova denúncia, o Supremo só poderá enviar Temer ao banco dos réus, afastando-o do cargo, se a Câmara autorizar. Auxiliares do presidente avaliam que não haverá tempo. Acham que tampouco haverá interesse em reunir os 342 votos necessários. Isso porque Temer está tão desgastado que, na prática, virou um caso raro de ex-presidente no exercício da Presidência.

Se tudo correr como o Planalto imagina, Temer deixará o Planalto carregando três denúncias sobre os ombros —a terceira, que está por vir, e as outras duas que a Câmara já congelou. Despido de todas as prerrogativas do cargo de presidente, Temer estará disponível para ser processado na primeira instância do Judiciário. No limite, pode até receber a visita matutina dos rapazes da Polícia Federal.


Servidores repudiam declarações de Jair Bolsonaro

 Vera BatistaServidor
Para o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, o serviço público “é uma fábrica de marajás” e o funcionalismo, “o grande problema da Previdência no Brasil”. Em reiteradas declarações, ele garante que “vai acabar com incorporações de gratificações” e “privatizar ou extinguir estatais que dão prejuízo”. No programa de governo, define a idade mínima de 61 anos para os homens se aposentar, com 36 anos de contribuição, e 56 anos para mulher, com 31 anos de contribuição, no país. Mas não quer semelhante tratamento para os militares, porque isso seria obrigar o pessoal da caserna a usar ou “um fuzil ou uma bengala”. “Não pode tratar policial militar e Forças Armadas da mesma forma”, disse. Os projetos de Bolsonaro, embora em parte agradem o mercado, tiveram péssima repercussão entre os servidores públicos federais.

No entender de Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional das Carreiras de Estado (Fonacate), seria bom que Bolsonaro averiguasse os dados oficiais sobre o rombo nas contas públicas causado pelos militares, antes de apontar o dedo para os demais trabalhadores do país. Marques lembrou que a aposentadoria – ou reforma, eles ficam eternamente à disposição – é 16 vezes mais cara que a de um beneficiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O déficit per capita anual (necessidade de financiamento) dos militares ficou em R$ 99,4 mil no ano passado, ante R$ 6,25 mil no INSS e de R$ 66,2 mil dos servidores civis da União. Nas contas públicas, o buraco que mais cresceu, em 54,7% de 2016 para 2017, passando para R$ 71,7 bilhões, foi o urbano, ou seja, nas capitais. Estatística importante, já que as Forças Armadas concentram quase metade de seu efetivo na região Sudeste (49,14% do total), seguida da Sul (16,49%), revelou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

O discurso do candidato, reforçou Marques, demonstra seu “desconhecimento da matéria”. “Em todos os debates ao longo de 2017, mostramos que o problema do Regime Próprio foi equacionado com a criação da previdência complementar (Funpresp). Em 15 anos, teremos o equilíbrio. E quem ainda vai receber o valor total dos rendimentos contribuiu para isso (11% do salário)”. Os militares descontam apenas 7,5% para a pensão militar, com direito ao salário integral na inatividade ou reforma. O soldo inicial dos “oficiais subalternos”, em 2019, com o reajuste, será de aproximadamente R$ 7,5 mil mensais. O de um general, a partir de R$ 13,5 mil, mas com as gratificações pode ultrapassar os R$ 25 mil. Para o capitão, Marques tem uma novidade: 82% dos parlamentares que votaram a favor da reforma da Previdência (PEC 287) não retornaram ao Congresso. Na comissão especial que analisou a PEC, eram 37 deputados, 23 disseram sim à proposta do presidente Michel Temer. “Apenas quatro foram reeleitos. Enquanto que, dos 14 restantes, 50% voltaram”, destacou.

Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) destacou que “esses jargões em forma de intimidação não funcionam na prática”. “Ele primeiro ugar, Bolsonaro precisa ser eleito. Caso o seja e tente cumprir as ameças, vai provocar uma enxurrada de ações judiciais”. Mais de 120 mil servidores do “carreirão” se preparam para vestir o pijama, o que Silva considera um caos, tendo em vista que não há previsão de concurso público para repor esse pessoal. “Bolsonaro parece desconhecer que existe um Congresso que vota mudanças na Conastituição. Vai encontrar muita resistência, muito enfrentamento e muita greve se usar a força. Estamos no século XXI, prezamos o diálogo”, afirmou.

José Roberto Savoia, especialista em administração e previdência da Saint-Paul Escola de Negócios, tentou amenizar o impacto do discurso de Jair Bolsonaro. “A gente tem que separar o que é dito no calor da campanha e as medidas que serão tomadas”, disfarçou. Savoia destacou que as propostas para uma futura reforma da Previdência não foram totalmente desenhadas por nenhum dos candidatos à Presidência da República, embora alguns itens, no momento, estejam em sintonia com as aspirações do mercado, como a aproximação das regras sobre de aposentadorias entre o serviço público e a iniciativa privada. “É precipitado querer avaliar coisas tão sérias por meio de frases de campanha”, reiterou.


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