MARIA DE LOURDES NUNES RAMALHO - Camilo Macedo

 MARIA DE LOURDES NUNES RAMALHO - Conhecida literariamente como Lourdes Ramalho professora, poeta, dramaturga, cordelista e pesquisadora, nascida no Rio Grande do Norte, np município Jardim do Seridó-RN/, nasceu em 23 de agosto de 1923, Faleceu em 7 de setembro de 2019 na cidade de Campina Grande/PB.

Aos 15 anos veio para Santa Luzia- PB, mas em 1958 fixou residência em Campina Grande(PB), m 1958 fixou residência em Campina Grande - Paraíba, cidade onde vive até hoje. Autora de uma extensa obra para o teatro, suas obras lhe renderam muitos prêmios, homenagens e indicações - dentro e fora do Brasil.

Lourdes desde criança estava no meio de artistas e educadores e rodeada de elementos da cultura nordestina e poesia popular que se tornaram presentes em suas obras. Seu bisavô era violeiro e repentista e sua mãe professora e dramaturga. Já aos 10, 12 anos ela começou a escrever peças, e a “brincar” de teatro. Seus roteiros e personagens ganhavam vida nos familiares e amigos.

Quando tinha 15 anos, estudando em um colégio interno no Recife, escreveu uma comédia que retratava a falta de professores qualificados, a má qualidade da alimentação e as formas abusivas de educação. Apresentada por ela mesma na festa de encerramento do ano letivo, causou discussões entre pais e professores e com isso a expulsão da menina.

Ela tinha uma identidade forte com Campina Grande, ali chegou ainda mocinha, posteriormente constitui família e abraçou a Paraíba como usa casa. Dona Lourdes, foi homenageada por várias vezes em eventos culturais da cidade e tendo parte de sua obra voltada a abordar temáticas da cidade., é professora, poeta, dramaturga e pesquisadora, nascida na década de 20 em Jardim do Seridó - Rio Grande do Norte.

Entre 1964 e 1966, Lourdes se muda para o Rio de Janeiro onde faz parte da Sociedade Brasileira da Educação através da Arte (SOBREART), assistindo aulas de teatro n’O Tablado de Maria Clara Machado. De volta a Paraíba, abre uma seção da SOBREART, na qual assume a presidência e coordena as atividades do grupo teatral vinculado à associação. São deste período “O príncipe valente”, “O pequeno herói” e “Ingrato é o céu.’’

Nos anos 70, suas peças começaram a ganhar notoriedade no país. Entre as premiadas estão “Fogo-fátuo” que em 1974, recebeu o prêmio de melhor Texto no I Festival Nacional de Arte de Campina Grande – PB; “As Velhas” que em 1975, em sua primeira montagem, levou o primeiro lugar no III Festival de Teatro Amador do Paraná, na cidade de Ponta Grossa; e “ A feira” que em 1976 ganhou o prêmio de melhor texto no Festival Regional de Feira de Santana- BA.

A partir da década de 70 suas peças começaram a despontar pelo cenário teatral do país. Em 1974, recebeu o prêmio de melhor Texto no I Festival Nacional de Arte de Campina Grande - PB. A peça AS VELHAS, em sua primeira montagem, no ano de 1975, ganhou o primeiro lugar no III Festival de Teatro Amador do Paraná, na cidade de Ponta Grossa. Em 1976, A FEIRA, foi contemplada, no Festival Regional de Feira de Santana, Bahia, com o prêmio de Melhor Texto.

A partir dos anos 90, Lourdes Ramalho passou a dar mais ênfase a uma dramaturgia escrita em cordel. Uma de suas obras escrita em versos para o teatro, ROMANCE DO CONQUISTADOR, foi escolhida no ano de 1992, pela Embaixada da Espanha, para representar o Brasil nos festejos em comemoração aos 500 anos da chegada dos Espanhóis à América. Ainda partir da década 90, Lourdes então passa a se dedicar mais a dramaturgia escrita em cordel.

Estudiosa da obra de Federico García Lorca, a teatróloga foi convidada pela Embaixada da Espanha, em 1998, para discursar sobre a obra do dramaturgo espanhol, no Brasília Capital do Debate, realizado em homenagem ao centenário de Lorca.

No ano de 2005, em sua homenagem, foi reinaugurado o Centro Cultural de Campina Grande, pela prefeitura Municipal, com o nome Centro Cultural Lourdes Ramalho. Em 2011, foi a homenageada da 2º Jornada de Estudo Internacional sobre Poéticas da Oralidade: Lourdes Ramalho e o Teatro Popular, organizada pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB.

Lourdes Ramalho também enveredou na produção de livros infantis e era, como pesquisadora, uma das referências mundiais da obra do escritor espanhol Federico García Lorca.

Lourdes Ramalho também produziu vários textos dedicados ao público infantil. A maioria desses textos foi publicado no livro TEATRO INFANTIL: COLETÂNEA DE TEXTOS INFANTOJUVENIS. Os textos possuem reminiscências da infância da autora e também de seus filhos.

E, embora a maioria da produção da escritora tenha sido voltada para o teatro, Lourdes Ramalho tem publicado o livro de poemas FLOR DE CACTO - que já se encontra em sua segunda edição, e o livro RAÍZES IBÉRICAS, MOURAS E JUDAICAS DO NORDESTE, que a consagrou como uma respeitada pesquisadora na área.

Prêmio

· Primeiro lugar no III Festival de Teatro Amador do Paraná. 1975.

· Premiada pelo Serviço Nacional do Teatro. 1976.

· Revelação do Projeto Mambembão. 1989.

· Prêmio de Melhor Espetáculo no XII FITEI (Festival de Teatro de Expressão Ibérica). Portugal, 1990.

· Premiada pelo Serviço Nacional do Teatro. 1978.

· Prêmio de Melhor Texto pelo Serviço Nacional do Teatro. 1976.

· Prêmio de Melhor Texto no Festival Regional de Feira de Santana – BA. 1976.

· Premiada pelo júri popular como Melhor Espetáculo do XIX Festival de Teatro de Guaramiranga – CE. 2012.

· Prêmio de Melhor Texto no Festival Ipitanga de Teatro – BA. 2016.

· Primeiro lugar no Concurso de Textos do Ministério da Cultura – Oficina do Autor. Brasília, 1999.

· Melhor texto no 10º Festival de Monólogos. Franca - SP, 1999.

· Primeiro lugar no I Festival Nacional de Arte de Campina Grande – PB. 1974.

· Prêmio de Melhor Texto e Ator no 6º Festival do Teatro da Amazônia – AM. 2009.

· Prêmio de Melhor Espetáculo Adulto na I Mostra de Teatro de Caruaru – PE. 1987.

· Prêmio de Dramaturgia no III Festival de Teatro de Guarabira – PB. 2004.

· Prêmio de Dramaturgia na XI Mostra Estadual de Teatro e Dança da Paraíba. 2004.

· Primeiro lugar no I Concurso Paraibano de Peças Teatrais, promovido pela Secretaria de Educação e Cultura e Serviço Nacional de Teatro. 1976.

· Melhor Texto e Interpretação no Festival de Inverno de Campina Grande – PB. 1979.

· Prêmio de Melhor Espetáculo, Direção, Ator, Atriz, Cenário, Dramaturgia e Figurino na XIII Mostra Estadual de Teatro e Dança da Paraíba. 2006.

· Entre as peças da autora de maior sucesso estão “Fogo Fátuo” (1974), “As Velhas” (1975) e “A Feira” (1976).

Principais Obras

· A Bela e o Monstro - A Cabra Cabriola - A Feira - A Mulher da Viração - Aconteceu no Nordeste – Anáguas - Anjos de Caramelada - A Velha sem Gogó - As Velhas - Auto de Natal - Chã dos Esquecidos – Charivari - Dom Ratinho e Dom Gatão - Elas por Elas - Escola Solidária - Eva e Adão - Festa do Rosário - Festejos de Natal - Festejos Juninos Profanos - Fiel Espelho Meu - Fogo-fátuo - Folguedos Natalinos - Frei Molambo - Fulano e Fulana - Fuxicada no Céu - Guiomar sem rir sem chorar - Guiomar, filha da mãe - Herói a Muque - História de Zabelê - Jesus com paixão - Malasartes Buenas Artes - Maria Roupa de Palha - Novas Aventuras de João Grilo - O Arco-íris - O Cangaceiro - O Caso de Ruth - O Diabo Religioso - Os Mal-amados - O Novo Prometeu - O Padre, a Beata e o Demônio - O Pássaro Real (Corrupio e Tangará) - O Príncipe Valente - O Psicanalista - O Reino do Preste João - O Trovador Encantado - O Velho Judeu - Peleja de Dom Quixote com a Besta-Fera - Porque a Noiva botou o Noivo na justiça - Presépio Mambembe - Romance do Conquistador - Um Homem e uma Mulher - Uma Mulher Dama - Uma Visão de Mulher - Viagem no Pau-de-Arara

Lourdes Ramalho tem mais de cem textos teatrais (alguns ainda inéditos),

 

Do livro ‘Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba‘ de autoria de Camilo Macedo a ser lançado brevemente.

 

 


Governo Federal diz que não tem recursos para fazer canal que levará água da Transposição para Sertão da PB e RN

 

Polemicaparaiba.com.br 
Publicado por: Gerlane Neto

a reuniao na ana aconteceu a tarde 1 - Governo Federal diz que não tem recursos para fazer canal que levará água da Transposição para Sertão da PB e RN

A água da Transposição do Rio São Francisco pode não chegar ao Sertão paraibano e nem a localidade do Rio Grande do Norte. Isso porque o Governo Federal diz não ter recursos para construir o canal Caiçara Ávidos.


A afirmação de que não existe previsão financeira foi colocada por técnicos do Ministério do Desenvolvimento Regional e referendada pelo secretário nacional de Infraestrutura e Segurança Hídrica, Marcelo Borges, durante audiência com parlamentares, nesta quinta-feira (12). “Sem esse canal como é que a água vai chegar no Rio Grande do Norte se não for pelo Rio Piranhas?”, indaga o deputado estadual, Jeová Campos, um dos presentes à audiência.

O deputado questionou ainda como que o Rio Piranhas irá se alimentar se não da barragem de Caiçara, via Engenheiro Ávidos, que é a porta de perenização do Rio Piranhas. “O Marcelo foi categórico em afirmar que não há recursos para fazer essa obra. Eu penso que a gente precisa colocar isso em debate, porque sem ela não chegará a tão esperada água da Transposição”, destaca Jeová.

Além do deputado paraibano Jeová Campos, integraram a comitiva da Frente os deputados Antônio Fernando (PSC-PE), Guilherme Landin (PDT-CE) e Francisco do PT (PT-RN). Jeová que voltou nesta sexta-feira de Brasília avalia que apesar da triste notícia, o balanço da viagem foi muito positivo. “Agora a gente sabe que tem que buscar outros meios para viabilizar essa obra, uma vez que o Governo Federal disse que não há disponibilidade de recursos para tal e que o que foi feito em Monteiro foi um procedimento técnico necessário para evitar maiores problemas”, finaliza o deputado que durante sua estada em Brasília ainda participou de reuniões na Agência Nacional de Águas (ANA) e de uma atividade na Câmara, sobre Ciência e Tecnologia, que debateu a convocação do ministro Paulo Guedes para explicar os cortes nas bolsas dos pesquisadores do CNPQ.

 

 


Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: Polêmica Paraíba


Liberação da passarela do Renascer, em Cabedelo, é adiada

Prevista para ser liberada nesta sexta-feira (13), a passarela do Renascer, na BR-230, entre as cidades de João Pessoa e Cabedelo, não tem mais data para começar a operar.

Segundo informações do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) da Paraíba, o adiamento objetiva a realização de ajustes finais, já que durante a vistoria foram verificados pequenos detalhes que precisam de revisão.

A restauração da passarela foi iniciada em janeiro de 2019, com um investimento de R$ 481.190 do Governo da Paraíba.

PB Agora


Ricardo: “Esse estado é que o que é hoje em função da determinação e da coragem que nós definimos ao longo desses oito anos”


Por Flávio Lúcio


O governador João Azevedo fez um discurso hoje na cidade de Juazeirinho com o qual pretendeu, aparentemente, responder a Ricardo Coutinho. Ontem, RC concedeu várias entrevistas para falar do iminente rompimento com o atual governador.

Em um delas, concedida ao programa Olho Vivo, da TV Diário do Sertão, Ricardo disse que a crise com João Azevedo foi hipertrofiada por quem tem interesse em produzir o rompimento entre os dois: parte da imprensa e setores da política paraibana, que nunca o perdoaram sua ascensão ao governo e o combate que sempre fez à velha política que esses setores representam.

No caso de alguns deputados estaduais, estes nunca se acostumaram às formas de convívio que RC estabeleceu no governo estadual, como o combate ao que chamou de feudalização da administração – ou seja, o controle dos órgãos, verbas e cargos nos municípios paraibanos, – como se no estado só existissem deputados.

“Não se pode dividir o estado como se fosse uma capitania hereditária”, disse Ricardo em um dos trechos da entrevista, apontando o mentor dessa política, Nonato Bandeira, quando este ainda era Secretário Chefe de Governo.

Segundo Ricardo foi essa política que criou a situação dramática para o Governo, numa Assembleia em que o governo elegeu 22 deputados, de 36. “Se você juntar a oposição com o grupo que diz que não é situação nem oposição [o G10], você tem uma maioria perigosíssima para o governo.”

Ricardo nunca compactuou com as pressões do parlamento estadual para submetê-lo a esses interesses. em 2014, às vésperas da eleição, chegou a contar com apenas seis deputados na Assembleia, ficou à beira de ter suas contas desaprovadas, mas mesmo assim não recuou. E colheu os frutos no governo seguinte.

Segundo o ex-governador, João foi alertado por ele na última vez em que os dois se reuniram. Na ocasião, disse que o governador deveria manter essa atitude para evitar que seu governo não venha a se tornar refém desses tipos de práticas, porque é isso que está em jogo e explica o esforço que esses setores têm feito para levar ao racha entre o ex-governador e o atual.

“A crise é criada por meia dúzia de pessoas na lógica de que, com a divisão do PSB, essas pessoas ficam com uma fatia maior de cargos”, disse RC durante a entrevista, deixando claro que não há nenhuma preocupação republicana na gritaria da imprensa e de alguns deputados. “Eu sei quem são, mas quem precisa identificá-las assim é o governador. (…)

RC acentuou que “tem orgulho” do seu trabalho no governo: “Esse estado é que o que é hoje em função da determinação e da coragem que nós definimos ao longo desses oito anos,” e que só a ruptura com esse trabalho pode levar ao rompimento entre ele e João Azevedo. “Eu digo uma coisa: vou lutar muito para que não haja qualquer deturpação, para que esse estado não seja apropriado pela velha política. Vou lutar muito. Eu não quero cargos, eu não preciso de cargos. Eu só quero que o caminho que foi definido, para o qual eu fiz um sacrifício, que foi não disputar a eleição para o Senado, eu quero que esse caminho seja preservado. Caso contrário, nós seremos adversários”.


Repórter finge ser paciente para colher informações de Heloísa Bolsonaro


A matéria que foi intitulada como ‘O coaching on-line de Heloísa Bolsonaro‘ foi publicada pela revista Época e gerou discussão nas redes
ACAna Carolina Mendonça*

Mulher do deputado federal Eduardo Bolsonaro, Heloísa é psicóloga(foto: Reprodução/Instagram)
Mulher do deputado federal Eduardo Bolsonaro, Heloísa é psicóloga
(foto: Reprodução/Instagram)
Um jornalista da revista Época fingiu ser cliente da psicóloga Heloísa Bolsonaro, esposa do deputado federal Eduardo Bolsonaro. A intenção do repórter era revelar o método de trabalho da profissional.

A matéria intitulada “O coaching on-line de Heloísa Bolsonaro” foi publicada nesta sexta-feira pelo jornalista João Paulo Saconi. No artigo de opinião, ele expressa sua visão sobre Heloísa.

Em publicação feita no Instagram, Heloísa se manifestou e alegou que João nunca se revelou como repórter.

“Quarta-feira peguei meu celular e havia várias chamadas perdidas de um ‘ex-cliente’. Logo que vi, retornei, preocupada. ‘Será que está bem?’ pensei. ‘Então, estou ligando para te comunicar que eu registrei todas as nossas 5 sessões e vou publicar na revista Época. Você quer falar alguma coisa?’ Juro que eu nem entendi na hora, até respondi, confusa: ‘Oi?’ e perguntei: ‘Mas você acha ético isso?’‘.

O ex-cliente nunca se identificou como jornalista e muito menos que publicaria uma matéria, o que não teve minha autorização. Cheguei a questioná-lo na ligação, pois não estava acreditando: ‘Você já tinha a intenção de fazer isso, ao me contratar?’ e ele ‘Sim’. Senti-me completamente violada. Em nenhum momento o mesmo informou que estaria gravando. Inclusive, o jornalista quando questionado sobre seu nome completo, ocultou o último sobrenome, o mesmo que ele assina suas matérias”.


Aliados de Moro tentam impedir instalação de CPI da Lava Jato na Câmara


A primeira estratégia é a retirada de assinaturas, movimento que não é permitido pelo regimento interno da Casa
ECEstadão Conteúdo
postado em 13/09/2019 20:18 / atualizado em 13/09/2019 21:21

Deputados disseram à reportagem que colocaram seus nomes sem entender que a CPI mirava o ministro (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil )
Deputados disseram à reportagem que colocaram seus nomes sem entender que a CPI mirava o ministro
(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil )
Aliados do ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, trabalham para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) protocolada nesta quinta-feira, 12, na Câmara dos Deputados para apurar possíveis ilegalidades reveladas na troca de mensagens entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz federal da 13ª Vara de Curitiba.

Guedes: não é possível confundir brincadeiras com redução do espaço democrático
A primeira estratégia é a retirada de assinaturas, movimento que não é permitido pelo regimento interno da Casa. De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa, depois que é publicado o requerimento para a instalação de uma CPI, os nomes não podem mais ser alterados. Foram atingidas 175, quatro a mais do que o mínimo necessário para abertura da comissão.

Três deputados disseram à reportagem que colocaram seus nomes sem entender que a CPI mirava o ministro Sérgio Moro. O líder da chamada Bancada da Bala, Capitão Augusto (PL-SP), está telefonando para mais deputados defendendo que recuem nas assinaturas.

Apoiadores de Moro buscam construir um entendimento que torne possível uma exceção para conseguir a retirada de nomes. Eles avaliam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), poderia autorizar as mudanças. Técnicos da Casa, no entanto, dizem que isso não é possível.

Cabe a ele decidir pela abertura ou não, a depender da análise sobre os requisitos legais - existência de fato determinado e de relevante interesse público que justifique a instalação da CPI. Capitão Augusto disse à reportagem que se reunirá com Maia na próxima semana e irá pedir para que o presidente respeite a vontade dos parlamentares que solicitarem a retirada das assinaturas.
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Desistentes

Logo após a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara conferir a autenticidade de 175 assinaturas, quatro a mais do que o mínimo necessário para abrir uma CPI, os deputados Lucas Vergílio (Solidariedade-GO), Alexis Fonteyne (Novo-SP) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) disseram que vão pedir a retirada de seus nomes, alegando que não sabiam do foco da CPI na atuação de Moro e de integrantes da Lava Jato.

Dizendo-se "apoiador" de Moro, Sóstenes Cavalcante disse não se recordar de ter assinado o requerimento. "Jamais apoiaria nada que é contra Lava jato. Eu quero entender o que aconteceu, porque assinamos muitas coisas. Pedi a meu gabinete para fazer requerimento solicitando retirada de assinatura e reconhecer a autenticidade", disse.

Alexis Fonteyne disse que lhe foi vendida a ideia da CPI como algo que investigaria um "objeto mais amplo". "Conversei com o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) entendendo que iria investigar todos os fatores, incluindo o próprio Intercept. Quando vejo que está focado só para Lava Jato, estou pedindo para retirar, porque eu sou contra. Eu fui às ruas para apoiar a Lava Jato. Não é aquilo que eu busco."

O primeiro a protocolar o pedido de retirada de nome foi Lucas Vergilio. Ele disse que não foi induzido ao erro e que sabia que a CPI iria investigar as ações do procurador Deltan Dallagnol. "Pedi retirada porque acredito que a CPI quer ser um instrumento político somente contra o governo e contra o ministro Sérgio Moro pessoalmente. Não posso dizer que fui induzido ao erro. O erro foi meu de ter assinado", disse Lucas Vergilio.

A líder da minoria, Jandira Fegali (PSOL-RJ), que protocolou o requerimento para instalação da CPI, afirmou à reportagem que não é possível a retirada de nomes agora. Ela defendeu também a importância da comissão para apurar "denúncias graves". "Não existe essa de que não estavam informados. Não é CPI contra Lava Jato. Há um fato determinado para a abertura da investigação. As denúncias divulgadas sobre o comportamento de Dallagnol e Moro e outros procuradores em função das informações vazadas pelo The Intercept", disse.

A deputada ironizou também deputados que assinaram e agora dizem não ter entendido o objeto. "Não posso crer que algum parlamentar assine sem saber o que está assinando. Todos têm responsabilidade pública e respeito ao eleitor", afirmou.


JOÃO PESSOA E CAMPINA GRANDE: TCE emite alertas sobre contratações de pessoas sem concurso na PMJP; Em CG, Romero tem mais de 7,6 mil apadrinhados

 JOÃO PESSOA E CAMPINA GRANDE: TCE emite alertas sobre contratações de pessoas sem concurso na PMJP; Em CG, Romero tem mais de 7,6 mil apadrinhados
Por CONEXÃOPB 

Em meio as denúncias de corrupção e nepotismo que envolvem a gestão do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), o gestor campinense vem dando continuidade ao aumento de servidores sem concurso na prefeitura, muito destes parentes diretos do prefeito. Segundo levantamentos feitos no Sagres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) o gestor vem desde janeiro deste ano de 2019, até o mês de junho, aumentando o número de comissionados e pessoas contratadas por excepcional necessidade. Em junho a PMCG apresenta exatos 7.666 pessoas contratadas sem concurso que custaram aos cofres públicos neste referido mês R$ 11.370.847,60. Ocorre que ontem (11.09) e nesta quinta-feira (12.09), o TCE-PB emitiu alertas no seu Diário Eletrônico sobre a contratação de pessoas sem concurso na prefeitura de João Pessoa.

Segundo o Sagres, estes 7.666 servidores estão divididos entre (comissionados e pessoas contratadas por excepcional necessidade), em pastas como a PMCG, o Fundo Municipal de Saúde, o Fundo Municipal de Assistência Social, a STTP, Urbema, AMDE e IPSEM, que tem recursos próprios. Ambos podem ser vistos no link do TCE-PB: https://sagres.tce.pb.gov.br/municipio_index.php

Pelo menos 12 parentes de vereadores e de pessoas ligadas ao alto escalão político de Campina Grande estão inseridos na folha de pessoal do município com gordos salários. Os vencimentos chegam a passar de R$ 14 mil. Veja mais: https://www.clickpb.com.br/politica/denuncia-aponta-parentes-de-vereadores-e-aliados-em-cargos-comissionados-na-prefeitura-de-cg-255788.html

PMJP – O TCE-PB emitiu alerta para a Prefeitura de João Pessoa, sob responsabilidade do prefeito Luciano Cartaxo (PV), para tomar providências com relação a legalidade das contratações por excepcional interesse público na gestão. A informação está publicada na edição desta quarta-feira (11) e quinta-feira (12) do Diário Oficial Eletrônico do órgão.

De acordo com o Conselheiro André Carlo Torres, atualmente em João Pessoa as contratações deste tipo constituem fato passível de comprometer os custos ou os resultados dos programas governamentais ou, até mesmo, a regularidade na gestão orçamentária.

Já na PMCG – Dentre os parentes identificados pelo TCE-PB estão a esposa do deputado estadual Moacir Rodrigues e cunhada do prefeito Romero Rodrigues. Giovanna Karla Barros Fernandes do Carmo lotada no Gabinete do prefeito com salário de R$ 14.196. Também consta na folha da PMCG Betânia Ligia de Araújo, tia da primeira dama, esposa do gestor em questão, que exerce o cargo de provimento em comissão de Gerente da Vigilância Sanitária. Outra parente direta é a Sra. Carine Moura, irmã da primeira dama do município, Micheline Rodrigues, ocupando o cargo de Gerente de Abastecimento Farmacêutico da Secretaria de Saúde de Campina Grande – PB, cargo em provimento de comissão.

Também estão ocupando cargos na PMCG esposas, filhos e filhas e primos de vários aliados do prefeito Romero Rodrigues. Veja mais: http://www.caririemacao.com/1/2018/07/16/prefeito-romero-rodrigues-e-denunciado-por-empregar-parentes-com-altos-salarios-na-prefeitura-de-campina/

Parentes também do ex-senador Cássio Cunha Lima, primo do prefeito, ocupam diversos cargos na gestão como Germana Cunha Lima, que é prima do senador, ganhando R$ 5,8 mil. Veja mais detalhes: http://blogdodiegolima.com.br/2018/01/08/parentes-e-aliados-de-cassio-recebem-altos-salarios-da-pmcg/

Operação Famintos

A mais recente denúncia contra o prefeito de Campina, recai sobre a ‘Operação Famintos’, as investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.


Imprensa nacional liga Eitel Santiago a Cássio e Berg Lima


Por CONEXÃOPB Com Paraibaja -

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para procurador-geral da República, Augusto Aras escolheu um nome polêmico para ocupar a secretaria-geral do órgão, o ex-subprocurador-geral Eitel Santiago. Filho de um civil que apoiou a ditadura, ele disputou a indicação para o cargo hoje ocupado por Raquel Dodge e deu parecer para que um prefeito paraibano preso deixasse a cadeia e retornasse ao cargo.

O ex-subprocurador-geral se aposentou em setembro de 2017, mesmo mês em que tentou tirar da prisão o prefeito de Bayeux (PB), Berg Lima (sem partido), que havia sido afastado do cargo e preso em julho daquele ano sob suspeita de receber propina em suposta extorsão a um empresário da cidade, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa.
Dois dias antes de se aposentar, Santiago entregou um parecer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) em nome do Ministério Público Federal em que defende a soltura do prefeito, flagrado por um vídeo recebendo R$ 3.500 de um empresário fornecedor da prefeitura.

O dinheiro seria a condição para Lima autorizar um crédito de R$ 77 mil de um contrato assinado na gestão anterior, acusação que ele nega. Procurada, a prefeitura não respondeu à reportagem até a publicação deste texto. Na época, a administração local atribuiu as acusações à disputa política na cidade e a um “empresário inescrupuloso”.
O então subprocurador pediu a liberdade de Lima, “apesar de estarem presentes indícios de materialidade e de autoria delitiva”, e seu retorno à cadeira de prefeito desde que ele não mantivesse contato com os fornecedores da prefeitura.

Ele sugeria que as despesas fossem “exercidas, em conjunto, pelos secretários municipais da Fazenda, de Administração e de Gestão e Controle Interno”. Esses cargos, no entanto, são nomeados pelo próprio prefeito, a quem devem se reportar.

O STJ acatou parcialmente o pedido de Santiago, e Lima deixou a cadeia dois meses depois. Ele só retornou ao cargo, com salário de R$ 20.200, em dezembro do ano passado, quando o STJ cassou o afastamento.

Em peregrinação por Brasília ao lado de Aras, Santiago não atendeu a reportagem. O UOL conversou com seu filho, o advogado e vereador em João Pessoa (PB) Lucas de Brito (PV). Ele afirma que seu pai fez o pedido de soltura porque o prefeito estava mais tempo na cadeia do que o prazo legal.
“O STJ acolheu parcialmente o pedido ao reconhecer o excesso de prazo na prisão”, diz. “No parecer, ele [Santiago] sugeriu uma série de medidas substitutivas de privação de liberdade, como proibição de assinar atos de despesa e de contatar fornecedores dos municípios.”

Ele afirma que não havia contradição em pedir ao prefeito que retornasse ao cargo mesmo sem parte de suas atribuições. “Não houve crime eleitoral, a eleição não foi fraudada e o problema foi posterior à posse. Por outro lado, existe a moralidade administrativa. Ele tentou conciliar dois princípios constitucionais: a moralidade pública e a soberania do voto.”

Em maio deste ano, Santiago publicou em suas redes sociais que, após estudar o golpe de 1964, chegou à conclusão de que se tratou de uma revolução.
“Com base nos argumentos expostos, em documentos da época e em testemunhos de pessoas que participavam ativamente da vida pública naquela quadra da vida nacional, considero mais correto o posicionamento dos que sustentam que houve uma revolução em 1964”, disse.

Sobre a declaração do pai, o vereador e advogado disse que Santiago é professor de ciências políticas e que fez uma análise “livre de preconceitos”.

“Quando a gente fala em revolução, fica imaginando que é uma coisa menos traumática socialmente do que o golpe. O termo golpe teria mais preconceito que revolução. Ele fez o enquadramento técnico do movimento de 1964 na condição de revolução, que normalmente promove uma ruptura constitucional. Não é diferente da Revolução Francesa e a independência americana no século 18.”
Santiago é filho do ex-deputado federal Joacil de Brito Pereira (morto em 2012), um civil aliado da ditadura. Eleito em 1958 pela UDN, Joacil migrou para a Arena em 1965, quando o AI-2 (Ato Institucional Número Dois) instituiu o bipartidarismo.

PGR e a política
Santiago se aposentou meses depois de perder para Raquel Dodge a indicação para a Procuradoria-Geral da República, em 2017.

Com 120 votos, Santiago foi um dos oito candidatos a disputar a indicação (Dodge recebeu 587 votos) e o único a se recusar a assinar o documento que defendia a lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Seus colegas criticam nos bastidores suas origens político-partidárias e o exercício simultâneo da advocacia privada, opção permitida aos que entraram no Ministério Público antes de 1988, como é seu caso – ele começou a carreira em 1984.

Em 2018, Santiago tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PP e recebeu 9.546 votos, insuficientes para a vaga na Paraíba. Em 1994, assegurou 19.875 votos pelo então PFL, hoje DEM, e ganhou a suplência.

Santiago ocupou a Secretaria de Segurança Pública da Paraíba na administração de Cássio Cunha Lima (PSDB) a partir de 2007, mas voltou à Procuradoria quando o mandato do governador tucano foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2009.


Nova carteira digital não dará direito a meia-passagem na Paraíba

Walla Santos
Walla Santos


A famosa‘carteirinha’, emitida pelos órgãos estudantis, que são usadas para conseguir o ‘Passe Legal Estudante’ em João Pessoa, permanecerão valendo, mas a digital terá essa exceção.

A meia-entrada é para estudantes comprovadamente carentes, já a meia-passagem é direito ao transporte público. (Foto: reprodução)
A nova carteira estudantil digital não valerá para meia passagem. O documento, segundo o Procon-PB apenas garantirá o direito a meia-entrada. A famosa‘carteirinha’, emitida pelos órgãos estudantis, que são usadas para conseguir o ‘Passe Legal Estudante’ em João Pessoa, permanecerão valendo, mas a digital terá essa exceção.

A informação foi confirmada pela superintendente do Procon, Késsia Cavalcanti. A ‘ID Estudantil’, do Governo Federal, não poderá definir sobre passagem, apenas meia-entrada em estabelecimentos. Segundo ela, a meia-entrada é para estudantes comprovadamente carentes, já a meia-passagem é direito ao transporte público.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória que prevê a criação da carteira estudantil em formato digital.

 

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Passarela do Renascer volta a ser aberta ao público nesta sexta-feira

A passarela do Renascer na BR-230, entre João Pessoa e Cabedelo, será reaberta ao público nesta sexta-feira (13), a partir das 12h, após passar por uma completa reforma em sua estrutura metálica, piso e pintura. Lembrando que ao mesmo tempo que ela volta a ser utilizada pelos usuários, a faixa de pedestres será retirada do local.

A diretoria do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER), órgão responsável pela obra, decidiu pela restauração da passarela depois de constatar que já se fazia necessária uma manutenção em toda sua estrutura metálica, incluindo a substituição de peças oxidadas e pintura.
O equipamento integra o grupo de quatro passarelas que o Governo do Estado da Paraíba implantou na BR-230 no trecho entre Cabedelo e o Viaduto de Oitizeiro. As demais são a do Unipê, do Boa Esperança e do Iesp, essa última inaugurada em outubro de 2018.

O superintendente do DER, Carlos Pereira de Carvalho e Silva, ressalta a importância do equipamento para o tráfego. “A exemplo da passarela do Renascer, a orientação do governo estadual é manter as rodovias em boas condições de trafegabilidade, segurança e conforto, de inverno a verão”, diz o dirigente do DER.

PB Agora


Mais de 26 mil realizam provas para concurso da UFCG no próximo domingo


Provas serão aplicadas no próximo domingo, dia 15 de setembro, nas cidades de Campina Grande, Cajazeiras e Patos

No próximo domingo, mais de 26 mil candidatos farão prova do concurso público para servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Para evitar contratempos, a instituição divulgou, nesta terça-feira, dia 10, por meio da Comissão de Processos Vestibulares (Comprov), orientações aos candidatos.

As provas escritas terão início pontualmente às 9h (horário de Brasília), nas cidades de Campina Grande, Cajazeiras e Patos. Portanto, a organização do concurso orienta os candidatos a chegarem ao local de prova com antecedência mínima de 30 minutos do horário previsto.

No momento da prova, o candidato deverá estar munido apenas de documento original de identificação com foto e caneta esferográfica transparente de tinta preta. Será permitido entrar nos locais de prova portando aparelho celular, porém, o mesmo deverá ser colocado desligado em local indicado pelos fiscais, assim como outros pertences pessoais mencionados no edital. Haverá o uso de detectores de metais durante a realização dos exames.

Os candidatos só poderão deixar os locais do exame após duas horas do início das provas. Não será permitida a saída com o caderno de questões. Aqueles que quiserem anotar o gabarito para posterior conferência poderão fazê-lo em local indicado no caderno e destacá-lo.

Ao todo, a UFCG está disponibilizando 86 vagas, distribuídas em 36 cargos de níveis Fundamental, Médio e Superior. A divulgação do resultado final para os cargos sem prova prática está marcada para o dia 22 de novembro. Já para os cargos com Prova Prática, o resultado final está previsto para sair no dia 20 de dezembro.

(Ascom UFCG)


Juiz processa Pâmela Bório

O juiz Aluizio Bezerra Filho entrou com queixa-crime no Juizado Especial Criminal da Capital contra a ex-candidata a deputada federal pelo partido de Jair Bolsonaro (PSL), Pâmela Bório.

De acordo com a defesa do magistrado, Pâmela cometeu crimes contra a honra, calúnia, difamação e injúria.

Os crimes teriam ocorrido no dia 7 de abril, quando Pâmela utilizou-se de um trio elétrico em uma manifestação e “atentou seriamente contra a sua honra, decoro e dignidade […] em um ponto estratégico da orla de João Pessoa, na presença de milhares de pessoas que por lá estavam reunidas”.

Pâmela acusou o juiz, na ocasião, de “facilitar as ações do Governo do Estado”


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