Advogado se lança como pré-candidato à Presidência da FPF


A crise administrativa da Federação Paraibana de Futebol (FPF) não parece perto de acabar, mas não faltam interessados em assumir a “Casa da Bola”.

Em meio aos imbróglios decorrentes da Operação Cartola, com os desafetos presidente Amadeu Rodrigues e o vice Nosman Barreiros afastados, o primeiro pré-candidato à Presidência da entidade já apareceu.

É o caso do ex-diretor executivo da entidade, o advogado Eduardo Araújo, aliado de Amadeu, que revelou estar disposto a concorrer no pleito programado para o final deste ano.

Foto: Ascom
Para que o jurista possa se candidatar, assim como qualquer outro nome, o estatuto da FPF coloca que é necessário o apoio de 16 filiados, sendo oito clubes profissionais e oito clubes amadores e/ou ligas.

Com atuação no futebol da Paraíba, após passagens como dirigente de Auto Esporte e Internacional-PB, Eduardo foi convidado por Amadeu Rodrigues logo após o Campeonato Paraibano deste ano, na tentativa de iniciar um processo de modernização da Federação.

No meio do turbilhão de acontecimentos pós-Operação Cartola, ele pediu demissão do cargo no mesmo dia em que o atual presidente Nosman Barreiro tomou posse no lugar de Amadeu, por força de uma ação judicial.

O nome de Eduardo Araújo chegou a ser cogitado para assumir uma vaga na Junta Administrativa que foi formada para assumir a entidade, mas ele não concorreu no pleito de emergência realizado na assembleia de ontem, que acabou definindo Artur Paulino (ex-técnico do Sport Campina) e Eduardo Faustino (membro do Tribunal de Justiça da Paraíba) como gestores-tampão da FPF.

 Acredito que a partir do momento que sou candidato a presidente da Federação Paraibana de Futebol não posso assumir qualquer cargo durante a gestão da junta até a realização das eleições, para garantir a lisura e a moralidade, evitando qualquer comentário de utilização da estrutura da Federação para ter êxito. Fiz a mesma recomendação aos meus queridos vices que serão anunciados na próxima semana e todos acataram – disse Eduardo Araújo, em nota divulgada à imprensa.


Os critérios obscuros do Ranking dos Políticos favorecem tucanos e colocam Pedro Cunha Lima em primeiro lugar

 Por Flávio Lúcio

pedro cunha lima comissap 720x355 - Os critérios obscuros do Ranking dos Políticos favorecem tucanos e colocam Pedro Cunha Lima em primeiro lugar - Por Flávio Lúcio

O deputado federal Pedro Cunha Lima fez circular na imprensa um ranking em que ele aparece em primeiro lugar entre os congressistas de todo o país. Uma conquista e tanto não fosse os critérios utilizados pela obscura organização chamada “Ranking dos Políticos“, responsável pela “pesquisa”.

Curioso, acessei o site para conferir a posição de outros parlamentares e os critérios e fiquei estupefato com o resultado. Entre os primeiros 60 colocados, 22 são do PSDB, 7 do MDB, 7 do PP, 6 do DEM. Os outros 18 parlamentares pertencem a partidos como PSD, PR, PTB, PPS, PSB, PV, PSL. Eduardo Bolsonaro ocupa o 60º.
O primeiro parlamentar do PT a parecer no ranking é o senador José Pimentel, que ocupa o 415º. Vanessa Grazziotin, Senadora do PCdoB, é a primeira parlamentar do partido a aparecer no “ranking”, ocupando a 509ª posição. Edmilson Rodrigues, Deputado Federal do Pará, é o primeiro do PSOL, e ocupa a 482ª. Acir Marcos Gurgacz, Senador do PDT de RO, está na 253ª posição.

Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Flávio Lúcio


José Maranhão afirma que o tempo das oposições se unirem já passou

O senador José Maranhão e pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições desse ano pelo MDB, afirmou na tarde desta terça-feira (17) que o tempo das oposições se unirem em torno de uma candidatura única já passou. "Agora é cada um por si e vamos a luta" disse o senador durante entrevista ao Programa Arapuan Verdade.

Maranhão explicou que nenhum momento trabalhou para separar as oposições. " O que eu pedi foi para que fosse feita uma pesquisa para definir qual seria o melhor candidato do grupo e homologado pelo povo", justificou ao afirmar que as decisões na políticas não podem ser tomadas pela emoção, mas pela razão.

O senador garantiu ainda que não passa pela sua cabeça a tese de desistência de sua candidatura. "Essa decisão foi tomada em março e foi tomada para que o partido não se fragmentasse e o MDB nunca tão unido como está agora. a minha vida sempre foi marcada pela luta e minha decisão de entrar na política não foi por acaso, mas por opção e política e uma atividade de risco e que tem medo não entra", afirmou.]

Ao falar sobre as alianças, o senador José Maranhão afirmou que as conversas estão bastante adiantadas com Damião e Lígia Feliciano, mas nada foi consolidado até agora, " até porque nenhuma chapa está fechada", completou.

Paraiba.com.br

 


Administradores de grupos de WhatsApp podem ser punidos por conduta de usuários


Especialistas acreditam que decisões como essa vieram para ficar e que os administradores terão que redobrar a atenção

Por: UOL

Se você administra grupos de WhatsApp em que o bullying corre solto e acha que apenas os ofensores é que podem ser responsabilizados, é hora de ficar preocupado. A Justiça brasileira passou a mirar os administradores por atos ilícitos praticados por outros participantes. Especialistas ouvidos pelo UOL Tecnologia acreditam que, por um lado, decisões como essa vieram para ficar e que os administradores terão que redobrar a atenção (veja dicas abaixo).

Por outro lado, eles veem nesses posicionamentos uma tentativa de a Justiça educar usuários de plataformas digitais, encaradas como terra sem lei, mas que pode degringolar para a transformação dos administradores em “censores da liberdade de expressão”.

Grupos de escola e plantão terminam em processo

No fim de maio, a Justiça de São Paulo condenou uma garota que gerenciava um grupo de WhatsApp a pagar R$ 3.000 a integrantes que foram xingados por outros durante a conversa. O grupo “Jogo na casa da Gigi” foi criado em 2014, quando ela tinha 15 anos, e reunia colegas de escola.

Alguns garotos começaram a disparar ofensas homofóbicas contra três dos integrantes. Em meio ao falatório, a jovem até decidiu acabar com o grupo, mas voltou atrás e criou outro. Também por ali as ofensas continuaram. Em nenhum momento, no entanto, ela ofendeu os jovens, segundo o próprio desembargador Soares Levada escreveu em sua sentença: “Não há demonstração alguma de que a apelada tenha, ela própria, ofendido diretamente os apelantes”.

Para ele, a jovem nem teria a obrigação de agir como uma moderadora da discussão. Mas, segundo ele decidiu, a administradora cometeu um ato ilícito ao não excluir os detratores. Além disso, ela não tentou minimizar as provocações, inclusive enviou emoji de risada em resposta a uma mensagem. Por isso, o desembargador entendeu que a atitude da jovem se enquadra no artigo 186 do Código Civil.

A decisão inclusive levou em conta o fato de ela ter 15 anos na época. Se ela tivesse mais de 18 anos, o juiz consideraria uma punição maior.
No Rio, médicos e enfermeiros usavam o WhatsApp para trocar plantões, até que as negociações passaram a envolver dinheiro. Sessões prolongadas de trabalho passaram a ser vendidas por até R$ 2.000, algo que é considerado uma fraude.

O caso foi parar no Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), que investiga se as transações infringem o código de ética médica. Só que são alvos do escrutínio não só os que compravam e vendiam plantões, mas também o administrador do grupo.

Grandes poderes, grandes responsabilidades

A advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em direito digital, explica que essa é uma postura que vem sendo adotada pela Justiça brasileira de que as relações em mídias sociais devem ser fundamentadas na boa fé e que os usuários, ainda que não participem de uma ação, devem tentar mitigar o dano.

“A maioria das pessoas não compreende a responsabilidade de ser administrador”, diz ela.

A advogada Rúbia Ferrão concorda. “O administrador está próximo e acompanhando cada postagem. Se houver alguma conduta ilícita no grupo, é ele quem tem condições de acabar com isso.”

As duas acreditam que a responsabilização de administradores deve virar uma tendência no Judiciário, uma vez que os tribunais brasileiros costumam penalizar internautas por interações típicas do mundo digital, com função pedagógica. Ferrão lembra que juízes já condenaram pessoas apenas por compartilhar algum conteúdo.

“A pessoa que compartilha acha que só repassou e que não é autora da conduta ilícita. Mas tribunais já disseram que você chancela o conteúdo que compartilha”, diz ela. “Essa é uma tentativa de mostrar para sociedade que há limites.”

Censura?

Para o advogado Pedro Ramos, especialista em direito digital, a decisão de enquadrar administradores de grupos é preocupante. “O principal ponto de preocupação é atribuir obrigações a pessoas que só estão usando uma ferramenta de um app qualquer. Apesar de terem esse nome, ‘administrador’, é só uma ferramenta, não uma atribuição feita por lei para que essa pessoa tenha uma obrigação maior que as outras.”

Se a moda pegar, diz ele, os administradores serão punidos com maior rigor do que as próprias empresas que gerenciam os serviços –segundo o Marco Civil da Internet, as provedoras das plataformas não podem ser processadas pelos conteúdos publicados pelos usuários.
“Isso inviabiliza o lado colaborativo da internet”, comenta.

E agora, o que fazer?

Administradores devem se policiar. “Eles terão de ficar espertos”, diz Peck Pinheiro. “Se acontecer uma ação ilícita dentro de um aplicativo, terão que se manifestar e dizer que não concordam e terão que parar com aquilo.”E terão de observar não apenas ciberbullying, mas comentários racistas, discriminatórios, divulgação de pornografia infantil, calúnias, injúrias ou difamações e até se há a circulação de fotos e vídeos de vingança pornográfica ou ameaças.

“O Marco Civil da Internet fala da plena liberdade de expressão, mas a nossa Constituição diz que um direito não se sobressai ao outro. Você tem direito à liberdade de expressão, mas não é absoluto. Mas não existe a liberdade de ofender”, diz Rubia. Os administradores ganharam recentemente novas ferramentas do WhatsApp para colocar ordem na conversa. Podem, por exemplo, silenciar todos os outros participantes – ótimo para grupos destinados apenas a distribuir avisos.


Titio Jair ou Vovô Lula?

 Francis Lopes de Mendonça
Uns me perguntam se eu apoio Bolsonaro, enquanto que outros me perguntam se eu apoio Lula livre. A resposta tem sido invariavelmente nenhum dos dois.

Primeiro, porque não posso apoiar um sujeito de fala odiosa dizendo que fez quatro filhos homens, mas na quinta vez “fraquejou e veio uma mulher”. Isso é algo que ofende a todos. Seu ódio às minorias, seu racismo – expresso na piada de que um quilombola poderia ser pesado em arrobas –, sua misoginia, sua homofobia, seu descompasso com o século XXI, sua desonestidade praticada junto com a parentalha buscando no Estado brasileiro um meio de vida devem ser combatidos por todas as pessoas esclarecidas.

Nem vou falar de sua defesa de torturadores que torturavam pais na frente dos filhos durante a Ditadura Militar. Ou seja, Bolsonaro é o político predileto de quem detesta política. Além do mais, esse cara não tem nenhum mérito, a não ser o descrédito total do triunvirato PT-PSDB-PMDB, que é o combustível que o levou a aparecer nas pesquisas. E outra coisa: esse camarada não pode representar as Forças Armadas.

O Exército brasileiro se modernizou nos últimos 30 anos, entende seu papel como salvaguarda da Constituição e não vai mudar isso por causa de um aventureiro de discurso odioso.

“Ah, é porque não tem ninguém para confrontá-lo em suas idéias!” Mas que idéias se o cara é de uma pobreza gritante de idéias? Mudar políticas públicas só é possível por meio do diálogo. Mas qual é o conceito de diálogo que um ignorante desse conhece? Fico imaginando esse cara chegando ao poder: um presidente inabilidoso, incapaz de se movimentar num ambiente hostil, sem base no Congresso e sem vocação para qualquer tipo de articulação política. Nem condições esse cara teria de ser um novo Médici, nem mesmo um novo General Figueiredo. Seria no máximo algo como uma espécie de Titia Dilma de calças dando declarações ridículas e estapafúrdias.

E segundo, porque eu não preciso apoiar Lula para ser a favor dos direitos humanos, para ser a favor dos pobres, para desejar melhorias para minorias. Para ser de esquerda não é necessário apoiar o PT ladrão, o Lula ladrão e coisa do tipo.

O problema das pessoas advindas do meio da classe média universitária e estudantil secundarista é que elas vivem numa bolha ideológica pensando que roubar e deixar roubar é uma normalidade porque, com isso, teria conseguido dar um prato de comida ao pobre. Isso se chama populismo deslavado, que é o sistema que contamina a alma humana e faz com que seus ideólogos e seguidores percam totalmente seu senso moral, intelectual e estético.

O petismo original combatia isso, mas depois adotou o comportamento populista e formou uma gangue de assaltantes junto com outras organizações criminosas mascaradas de partidos como o MDB e o PP. Não pensem que algum militante desse meio já leu alguma coisa séria do judeu-alemão Karl Marx. Nunca leram uma linha sequer desse barbudo. Pensar que leram é tão equivocado quanto achar que liberais conservadores leram alguma coisa de Adam Smith ou que neoliberais leram alguma coisa de José Guilherme Merquior.

Acontece que a espécie de fanatismo desses grupelhos que se ligam demais em política militante os impede de ler, de estudar, de refletir. O estudo dos clássicos torna a pessoa mais racional e não fanática adepta do messianismo populista deslavado.

Fanatismo barulhento é burrice pura! Talvez sejam assim porque a estrutura e a ideologia de partidos como o PT e o PSOL, essa legenda que agora vai se chamar PT 2.0, sejam ruins, embora neles haja pessoas boas e patriotas que foram envolvidas por um líder de massas que passou os últimos vinte anos mentindo, fazendo falsas promessas e se corrompendo pela direita ridícula e levando junto com ele uma parte enorme dessa juventude de esquerda, que, enfim, não sabe o que é um movimento popular de verdade sem a influência malsã desse populista.

A bolha não lhes permite entender que os governos do PT nunca foram socialistas e sim neopopulistas. O neopopulismo é resultante da deterioração do esquerdismo revolucionário que teve seu auge na primeira metade do século 20 e, na América Latina, culminaria com a Revolução Cubana. A queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética deixaram, como herança residual, a exploração da desigualdade social, já não como conflito entre o operariado e a burguesia, mas, sim, entre pobres e ricos.

O lulopetismo é exemplo disso: nasceu prometendo fazer no Brasil uma revolução equivalente à de Castro em Cuba e terminou como partido erguido sob os pilares de bolsas paliativas para minorias e conluios secretos com a direita reacionária.

Esses são fatos indiscutíveis, que tampouco o líder do partido da estrela vermelha solitária tenta ocultar: sua aliança com a direita troglodita é pública e notória, pois a sua criatura Dilma chegou ao ponto de nomear o reacionário Aguinaldo Ribeiro, algoz da líder campesina Margarida Maria Alves, para um de seus ministérios.

Entenderam agora por que eu não apoio bandido nazista e nem muambeiro que vomita inocência?


Bolsonaro: ‘Eu tenho uma tara pela Rede Globo’

 
Josias de Souza 
Marcelo Camargo/ABr

Em certos pontos, Jair Bolsonaro e Lula são extremos que se tocam. Ambos consideram-se, por exemplo, perseguidos pela mídia. No atacado, atacam a imprensa que cultiva o hábito de imprensar. No varejo, ameaçam varejar a maior emissora de TV do país. “Eu tenho uma tara pela Rede Globo”, declarou Bolsonaro nesta terça-feira, em discurso na Associação Comercial, Industrial e Agropecuária da cidade paulista de Registro.

Bolsonaro afirmou que, eleito, vai “quebrar o sigilo do BNDES.” Soou enfático: “Pode ter certeza, nós vamos entrar no BNDES. Vamos saber a dívida de todo mundo lá.” Sua curiosidade inclui os devedores estrangeiros e os nacionais —“Em especial a Rede Globo”, realçou, antes de alardear sua obsessão: “Eu tenho uma tara pela Rede Globo, sou apaixonado pela Rede Globo.”

Em timbre irônico, Bolsonaro prosseguiu: “Eu gosto das novelas deles, que arrebentam com as famílias no Brasil. Eu gosto daquela que faz um programa de manhã: Fátima Bernardes. Também sou vidrado em BBB. No meu governo não vai ter dinheiro para valorizar esse pessoal que faz esse tipo de programa. Pode continuar fazendo, não vai ter censura. Mas dinheiro público?!?”

Com a sutileza que lhe é peculiar, Bolsonaro não fez mistério sobre os planos que reserva para o alvo de sua tara. Disse que seu objetivo é “quebrar esse sistema que tá aí.” Nesse ponto, o ex-capitão soou mais extremista do que o ex-sindicalista. Na retórica tóxica de Lula, o sonho da domesticação do noticiário é camuflado sob a definição de “controle social da mídia”.

Se conhece alguma operação em que o BNDES tenha malbaratado dinheiro público numa UTI para logomarcas jornalísticas, Bolsonaro deveria trocar a maledicência pela formalização de uma denúncia. Do contrário, ficará parecendo que o verdadeiro objeto de sua tara é uma coisa muito velha: a ressurreição do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo, uma usina de maquiagem a partir da qual Lourival Fontes fabricou o “pai dos pobres.”

No mais, se a maioria absoluta do eleitorado resolver lhe presentear com a poltrona de presidente, Bolsonaro dispõe de vacinas capazes de imunizá-lo contra as manchetes radioativas. Bastará que o novo presidente conduza sua língua na coleira, produza estabilidade com prosperidade e mantenha seu governo longe dos escaninhos do Ministério Público e do Judiciário.


Legislativo e Judiciário pressionam por reajuste

  Vera BatistaServidor
Parlamentares e magistrados discutem formas de elevar a própria remuneração. Uma das ideias é incorporar o auxílio-moradia aos vencimentos. Medida implicaria elevar o teto do funcionalismo, o que geraria efeito-cascata em toda a máquina pública

DEBORAH FORTUNA

ESPECIAL PARA O CORREIO

MURILO FAGUNDES*

As negociações para um possível aumento do salário de deputados e senadores criou mal-estar dentro do Congresso. Enquanto há uma pressão dentro da Casa para que o teto constitucional do funcionalismo seja revisto para R$ 38 mil, não há fonte de receita capaz de garantir o benefício. A ideia é de que, até o fim do ano, os parlamentares se mobilizem após as eleições, para que o reajuste seja concedido na próxima legislatura. No entanto, assessores do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizem que tudo não passa de especulação, já que não há fonte de receita capaz de custear a medida.

Conforme o Correio antecipou na semana passada, o movimento não ocorre apenas no Legislativo. O Judiciário também tem se movimentado, nos bastidores, para que haja aumento do salário dos magistrados. A alta seria de 12%, ou seja, o teto constitucional passaria dos atuais R$ 33,9 mil para R$ 38 mil, mediante a incorporação do auxílio-moradia aos subsídios regulares.

Uma fonte ligada aos órgãos de Justiça disse que a tendência é que a discussão seja feita quando a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) passar ao ministro Dias Toffoli, em setembro. O magistrado é considerado menos rígido do que a atual presidente, ministra Cármen Lúcia, que já se mostrou decididamente contra reajustes no Judiciário.

“Compraria melhor a ideia de aumentar o teto do funcionalismo público, de trabalhar junto ao governo para que o auxílio-moradia seja encampado”, disse a fonte. “É uma verba que está ameaçada”, acrescentou, referindo-se às pressões para que o auxílio seja extinto. “Por isso, o auxílio-moradia, em torno de R$ 4 mil, entraria no grosso do subsídio, será incorporado.”

Peso

De acordo com a fonte, a verba poderia se estender para inativos e pensionistas. Os reflexos da medida, no entanto, iriam muito além. “Tem reflexo grande em muitos salários que são vinculados ao teto do funcionalismo. Se aumenta o teto do Supremo, tem reflexo para os estados”, explicou. Deputados estaduais e vereadores também poderiam reivindicar aumento, já que a remuneração na área federal afeta diretamente as demais esferas.

Manobra

Segundo o professor de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques, a ideia de incorporar o auxílio-moradia ao salário é uma manobra para preservar o privilégio. “Como o salário é irredutível, essa pode ser uma jogada dos deputados para garantir o benefício de R$ 4,2 mil. Eles temem que o benefício pode acabar”, avaliou.

“O governo tem tomado medidas, recorrendo ao teto dos gastos, instituído pela Emenda Constitucional nº 95, ou à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para diminuir despesas. Prova disso é que está pensando em não conceder reajustes para o funcionalismo público. Então, soa contraditório dar reajuste aos deputados neste momento”, analisou Marques.

Questionado, o especialista descartou a possibilidade de remanejamento de verbas dentro do orçamento da Câmara com o objetivo de pagar aumento de salários. “Não é tão fácil remanejar o dinheiro lá. As pessoas acham que há essa facilidade de deslocamento de dinheiro público, mas tudo que tem ter legislação. É uma questão legal, tem que passar por isso”, explicou.

*Estagiário sob supervisão de Odail Figueiredo


Barrar artigo que inviabilizaria qualquer investimento no setor público em 2019 é só o começo

 

Servidores federais reunidos em seus principais fóruns (Fonasefe e Fonacate) comemoraram essa semana uma importante conquista. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2019 foi votado sem os artigos 92-A e 15 inciso III que inviabilizariam qualquer investimento no setor público, incluindo até mesmo reposição inflacionária a servidores, concursos, entre outros expedientes fundamentais para assegurar o direito constitucional da população de acesso a serviços essenciais. Mas esse é apenas o começo. As entidades representativas dos federais, entre elas da Condsef/Fenadsef, sabem que ainda há um longo processo que envolve unidade, mobilização e luta na direção de avanços que o setor público necessita. Confira nota.

A revogação da Emenda Constitucional (EC) 95/16, que congela investimentos públicos por 20 anos, é um enorme obstáculo que precisa ser vencido. Além disso, as entidades seguem lutando pela revogação da reforma Trabalhista, contra a terceirização irrestrita e cobram uma lei orçamentária (LOA) com recursos suficientes para a manutenção e o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade. Além disso, a categoria luta pelo reconhecimento à negociação coletiva e uma data base no setor. Direitos previstos pela Constituição, mas ainda sem regulamentação e que não são respeitados.


Data base

Está no Supremo Tribunal Federal (STF) um Recurso Extraordinário que aguarda julgamento. Essa semana, a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, encaminhou ao Senado nota técnica apresentando pareceres sobre a supressão dos artigos que tratam do setor público. Na nota a ministra cita o artigo 37 da Constituição que trata da revisão anual geral do funcionalismo o que reforça que este é um pleito legítimo que deve ter seu reconhecimento referendado pelo Supremo.

A maioria dos servidores federais, representada pela Condsef/Fenadsef e suas filiadas em todo o Brasil, demanda a reposição de perdas inflacionárias e devem seguir cobrando a reabertura de negociações e cumprimento de acordos firmados e ainda pendentes. Em conjunto com as demais entidades que representam o conjunto dos federais a luta por investimentos adequados para garantir à sociedade serviços públicos deve continuar. Esta nada mais é que uma demanda por respeito à Constituição que prevê o direito de acesso à população a serviços essenciais.

É inadmissível que enquanto imponha arrocho ao setor público este governo já tenha concedido R$ 305 bilhões em isenções fiscais e destinado cerca de 53% do orçamento para o pagamento de amortização de juros da dívida. Isso mostra uma falta de compromisso completa com a sociedade. “Não vamos descansar. Vamos seguir cobrando e pressionando para que os investimentos no setor público sejam assegurados”, concluiu o secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva.

Vale lembrar que já existem dispositivos como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que impõem limites aos investimentos públicos que não podem passar de 51% da Receita Corrente Líquida com verbas no setor público. Há mais de duas décadas esse percentual segue controlado na esfera federal e hoje numa média dos últimos anos encontra-se abaixo de 40%, portanto, distante do limite prudencial.

O engessamento do setor público é prejudicial não apenas à população usuária, que depende de serviços essenciais e paga impostos para ter direito de acesso a esses serviços previstos na Constituição, como para toda a economia. A atuação do Estado como ente impulsionador do desenvolvimento econômico com justiça social é essencial para que o Brasil saia da crise profunda em que foi jogado.
Fonte: Condsef,


Renovação zero: futuro presidente do Brasil será um político ‘das antigas’

Apesar do desejo por renovação, só há um pré-candidato não-político
Tiago Vasconcelos

As opções de candidatos, até agora, não motivam os eleitores do Rio de Janeiro suficientemente..

As pesquisas indicam que quase todos os eleitores querem renovação, mas ao serem perguntados sobre intenção de votos, escolhem políticos das antigas. Gente que é ou já ocupou cargo político, como os que se lançaram ao Planalto, à exceção do inviável João Amoêdo (Novo). O líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), por exemplo, é deputado federal desde 1990, passou por 9 partidos e tem três filhos políticos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os que estão à frente nas pesquisas são velhos conhecidos, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB)

Álvaro Dias é político há 50 anos. Rodrigo Maia (DEM), Fernando Collor (PTC) e Manuela D’Ávila (PCdoB) também são “tradicionais”.

Só João Amoedo (Novo) pode dizer que é novidade, seu partido não aceita filiação de veteranos no ramo. Mas quase não tem tempo de TV.

Diariodopoder.com.br

 


Juiz condena a 7 anos de cadeia 23 vândalos dos protestos violentos no Rio

Eles depredaram, incendiaram, feriram e até mataram um cinegrafista
Cláudio Humbertoferidos e um cinegrafista da Band assassinado. (Foto: ABr)


Os manifestantes que participaram em 2013 e 2014 dos protestos violentos contra a Copa do Mundo no Brasil foram condenados a sete anos de prisão por formação de quadrilha ou bando e por corrupção de menores, nesta terça (17) pelo juiz Flavio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ). Durante essas manifestações violentas, o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da Band, foi atingido por um explosivo e morto. Alem disso, muitos carros, ônibus, prédios públicos e privados oram depredados e incendiados. O magistrado, no entanto, permitiu que eles possam recorrer em liberdade.

Foram 23 condenados por planejar e realizar protestos violentos: Elisa de Quadros Pinto Sanzi, Luiz Carlos Rendeiro Júnior, Gabriel da Silva Marinho, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, Eloísa Samy Santiago, Igor Mendes da Silva, Camila Aparecida Jourdan, Igor Pereira D´Icarahy, Drean Moraes de Moura Corrêa, Shirlene Feitoza da Fonseca, Leonardo Fortini Baroni Pereira, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Rafael Rêgo Barros Caruso, Filipe Proença de Carvalho Moraes, Pedro Guilherme Mascarenhas Freire, Felipe Frieb de Carvalho, Pedro Brandão Maia, Bruno de Souza Vieira Machado, Andre de Castro Sanchez Basseres, Joseane Maria Araújo de Freitas, Rebeca Martins de Souza, Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza.

O advogado João Tancredo, que defende dois dos condenados, considerou que a decisão já era esperada, “pelo perfil do juiz” ao longo do processo e alegou que os manifestantes “estavam certos” e prometeu recorrer da decisão. Os 23 não forem condenados por defenderem causas erradas, mas por agirem com violência.

]

Diariodopoder.com.br

 

 


Lendas urbanas - Maioria dos votos brancos e nulos não invalida eleição, avisa consultor

 Anular ou votar em branco invalida o voto, não a eleição
Diariodopoder.com.br

 

Marcelo Camargo

“Votar branco ou nulo significa invalidar o seu voto. Hoje em dia, não há diferença entre votos brancos e nulos. Eles simplesmente são votos inválidos. Os eleitores que votam dessa forma demonstram, com esse ato, o inconformismo e a insatisfação com o modelo, com os candidatos, enfim, com o quadro político em geral”.

Na prática, o eleitor anula sua participação no processo eleitoral. Porém, a Justiça Eleitoral reconhece esse direito: as urnas eletrônicas trazem a opção do voto em branco; já o voto nulo acontece, por exemplo, quando é digitado e confirmado um número diferente daqueles dos candidatos oficiais. Roberto Pontes enfatiza que, em hipótese alguma, os votos brancos e nulos serão motivos para a anulação de uma eleição.

“Em períodos pré-eleitorais, é comum surgirem alguns boatos e lendas urbanas no sentido de que, se houver um determinado número de votos brancos e nulos, a eleição seria nula. Não. A eleição é decidida por quem se manifesta, por quem escolhe alguém em termos de um voto válido. A manifestação apolítica do eleitor, ainda que em número elevado de votos brancos e nulos, não tem o condão de anular qualquer eleição”.

Portanto, mesmo se 99,9% dos eleitores votarem nulo ou em branco, a eleição será válida e os destinos do país serão guiados pelo 0,1% que compareceu às urnas.(Agência Câmara)


Vereadora pressionada por Cartaxo, desiste de apoiar colega

 Adriano Figueiredo


No domingo ela declarou o apoio a candidatura do Vereador João Almeida a Dep. Estadual. Caso João fosse eleito , ela como suplente assumiria a titularidade pois foram eleitos pela mesma coligação .

Na segunda-feira o staff do Prefeito Luciano avisou que ou apoiava Zennedy ou estava fora da Câmara Municipal . Ela imediatamente " mudou de opinião " e retirou o apoio declarado no dia anterior .

Essa Senhora foi eleita pela primeira vez na eleição de 2016 . Mais uma prova que esse tal de " novo na política " é uma fraude . Ela , que tem poucos meses de mandato e o pré candidato oficial de Luciano são " novos na política " , mas as práticas são idênticas aos dos antigos políticos .


Sidebar Menu