Bolsonaro diz desconhecer hospitais lotados: ‘Não é isso tudo que estão pintando


Estados preparam hospitais de campanha para receber demanda de pacientes doentes contaminados pelo coronavírus. Para ministro, ‘constatação‘ do presidente é ‘muito positiva‘.


Por G1 — Brasília
 

Bolsonaro vê uma competição entre "alguns" governadores para determinar quem toma mais medidas contra a doença. (Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (2) desconhecer "qualquer hospital que esteja lotado". Segundo ele, a crise sanitária provocada pelo coronavírus "não é isso tudo que estão pintando".

Bolsonaro deu a declaração à tarde em conversa sobre a crise do coronavírus com pastores evangélicos na portaria do Palácio da Alvorada, ao retornar para a residência oficial da Presidência.

Em vários estados, devido ao risco de que a rede hospitalar não comporte a demanda, governos locais estão instalando hospitais de campanha em estádios, ginásios de esportes e equipamentos públicos a fim de receber doentes contaminados pelo coronavírus. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, os casos de coronavírus no país vão disparar entre abril e junho.

"Desconheço qualquer hospital que esteja lotado. Desconheço. Muito pelo contrário, tem hospital no Rio de Janeiro, o tal de Gazola, se eu não me engano, tem 200 leitos e tem 12 ocupados. Não é isso tudo o que estão pintando", afirmou o presidente.

Bolsonaro vê uma competição entre "alguns" governadores para determinar quem toma mais medidas contra a doença.

Aqui no Brasil a temperatura é diferente. Me parece que houve competição entre alguns de quem toma mais medidas para dizer que está protegendo a tua vida", declarou o presidente.

O Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari (Zona Norte do Rio de Janeiro), foi destacado pela Secretaria Municipal de Saúde como referência para casos de internação por coronavírus. Segundo a secretaria, tinha, até esta quinta-feira, 56 pacientes internados com suspeita de coronavírus, dos quais 21 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A unidade dispõe de 128 leitos dedicados exclusivamente para internação de pacientes com a doença e está sendo ampliada para abrigar 381 leitos.

Questionado sobre a declaração de Bolsonaro em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) disse que o presidente foi "muito feliz" porque, segundo afirmou, está "constatando" que as medidas adotadas pelo governo estão segurando a "espiral de casos".

"O presidente está constatando uma coisa muito boa porque estamos conseguindo evitar que os hospitais estejam superlotados. A partir do momento em que não estão superlotados, é uma constatação muito positiva, muito boa. A gente espera que fique assim durante todo o período", acrescentou Mandetta.

‘Medinho‘

Antes de dar essa declaração sobre os hospitais, o presidente também classificou de "brincadeira" alguém dizer que tem medo de contrair o novo coronavírus.

"Tá com medinho de pegar vírus? Tá de brincadeira. O vírus é uma coisa que 60% vai ter ou 70%. Não vai fugir disso. A tentativa é de atrasar a infecção para hospitais poderem atender", afirmou Bolsonaro aos pastores.
De acordo com o Ministério da SaúdSe, até a tarde desta quinta-feira, o Brasil tinha registrado 299 mortes por coronavírus, além de 7.910 casos confirmados.

Nesta quinta-feira, o número de contaminados em todo o mundo ultrapassou 1 milhão, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos). O total de mortos pelo novo coronavírus, de acordo com o estudo, passa de 50 mil

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Vacina contra Covid-19 está nos “estágios finais” para ser testada em humanos


Em entrevista, o chefe da equipe responsável pela pesquisa, Dr. Chen Katz, afirmou que pretende iniciar os testes em humanos em 1º de junho

Imagem ilustrativa

Metrópoles


Uma nova vacina contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, está sendo finalizada por cientistas em Israel. A notícia foi publicada no jornal The Jerusalem Post. Em entrevista, o chefe da equipe responsável pela pesquisa, Dr. Chen Katz, afirmou que pretende iniciar os testes em humanos em 1º de junho.

“Nós já estamos nos estágios finais”, afirmou à publicação. Katz é o líder do grupo de pesquisadores e biotecnólogos do Instituto de Pesquisas da Galileia (MIGAL, na sigla em inglês).

“Nosso objetivo é produzir a vacina entre as próximas oito ou dez semanas, para alcançarmos a aprovação de segurança em 90 dias. Essa vacina será oral, tornando-a particularmente acessível ao público geral”, afirmou David Zigdon, presidente do instituto.

A equipe conseguiu a dianteira na corrida para uma cura do novo coronavírus. Isso porque há quatro anos estuda uma forma de combater um outro vírus, da Bronquite Infecciosa das Galinhas (BIG). A ideia é desenvolver uma droga adaptando os conceitos dessa primeira pesquisa.

Semelhança com o novo coronavírus
De acordo com os responsáveis pela pesquisa, o vírus encontrado nas galinhas, causadores da BIG, carrega grande semelhança genética com a forma como o novo coronavírus afeta humanos, usando um mesmo mecanismo de infecção.

Outros testes
Além de Israel, os EUA e a Rússia também anunciaram avanços em busca de uma vacina para a doença. Para o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, no entanto, uma droga contra o Covid-19 ainda deve demorar “pelo menos 18 meses”, apesar dos testes em andamento.


Romero define hoje retomada do comércio em CG, já a partir de segunda

 

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, reúne-se hoje, por videoconferência, com representantes do comércio, serviços e indústria, além de Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho, para discutir a retomada das atividades econômicas no município já a partir de segunda-feira.

A ideia está exposta em cartilha digital que a prefeitura divulgou, contendo o que foi denominado de Planejamento Estratégico, que estabelece as condições para os segmentos produtivos voltarem a funcionar. Na última terça-feira, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, lembrou que a previsão é que o pico da curva exponencial da pandemia no Estado ocorra na segunda quinzena de abril ou primeira quinzena de maio.

Além disso, ele alertou para o fato de que 90% dos casos de coronavírus na Paraíba devem ocorrer em João Pessoa e Campina Grande. Mesmo assim, conforme o plano estratégico da prefeitura de Campina Grande, a previsão é que, já a partir de segunda-feira, aconteça a abertura, das 10h às 16h, do comércio e setor de serviços, ainda que o documento cite que essa abertura ocorrerá de forma gradativa e sob condições.

Segundo a prefeitura, ficam autorizados totalmente, a partir do dia 6 de abril, os serviços autônomos, domésticos e os prestados por profissionais liberais. Também de acordo com o plano, poderá acontecer a reabertura de shopping centers e galerias, comerciais, barbearias e salões de beleza no dia 13 de abril, mas com horário reduzido entre 12 horas e 20 horas.

Ainda de acordo com a PMCG, o principal ponto da cartilha é: a liberação das atividades está condicionada à situação de controle epidemiológico, conforme indicações do Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Município.

PBagora.com.br

 


Os “mamadores” do governo Cartaxo e o desprezo à vida deixam prefeito em situação de “calamidade” técnica

Os que me conhecem, sabem! Sou completamente apaixonado pela história da humanidade e, quando adulto, desenvolvi paixão acentuada pelos praças paraibanos que foram à Itália, em situação precária, combater o exército regular alemão, de nome Wehrmacht.

Além, é claro, da sanguinária elite militar que compôs a temida Sturmabteilung, chamada de SS. Tratava-se de uma força paramilitar da elite nazista.

Mas antes de um processo de paixão em meu caminho, vou novamente falar de guerra; e dessa vez um conflito que assola e destrói coisas belas. O chamado coronavírus. Letal, não escolhe berço, seja confeccionado de ouro, linho puro ou, simplesmente, um colchão comprado numa feira livre em devido “aconchego” confeccionado em capim seco.

Aqui e alhures é assim. A pandemia bate em nossas portas. E nesse ponto nevrálgico da problemática, a gestão da Prefeitura Municipal de João Pessoa merece solidariedade.

O prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PV) vem conduzindo de maneira exemplar todo caos advinda do Covid-19. Não só ele, mas o governador João Azevêdo (Cidadania) e outros como o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD). Todos estão na luta, na empreitada pela conservação da vida, livres de bandeiras partidárias ou entendimentos ideológicos específicos.

A Paraíba se adiantou à pandemia e está, de forma relativa, posta para combater dias piores que virão. E nesses dias, ainda não consegui engolir os práticos efeitos de alguns auxiliares de Cartaxo, ao pedirem desligamento da gestão pra concorrer a um pleito que nem eles sabem se irá ocorrer.

E aqui aponto, com dedo em riste, aqueles que buscam cargos eletivos enquanto as pessoas enterram seus mortos sem haver, se quer, o direito à despedida, pois todos (por recomendação) da Organização Mundial de Saúde, diz que, após o falecimento de alguém, seja o corpo a cremado de imediato.

Agora vou mais além: homens e mulheres de “bem” já solicitaram seu desligamento dos quadros da Prefeitura a fim de serem postulantes a vereador da MORTE. Uma eleição atípica que divide opiniões favoráveis ou não ao pleito do egoísmo.

Segue lista dos que estão “preocupados” com o povo

Os que anunciaram a saída: Diego Tavares (Sedes), Daniela Bandeira (Planejamento), Helton René (Procon), Edilma (Educação), Durval Ferreira ( Ciência e tecnologia), Emano Santos ( Esporte), Benilton Lucena (Ouvidoria ), Bira (Transparência ) e Zennedy Bezerra (Sedurb).

Homem de sensibilidade, Adalberto Fulgêncio diz que fica no cargo

Secretário de Saúde da Capital, Adalberto Fulgêncio, informou à imprensa que ficará na pasta que hoje está à frente. Um ponto para ele. Aos demais, puro egoísmo.

Espero que a população lembre dos nomes desses que traem o povo em época de pandemia, algo similar a uma guerra mundial. E que as eleições só venham em 2022. É preciso colocar ordem na casa e deixar esses “mamadores” desempregados.

 

Eliabe Castor
PB Agora

 


Presidente da ASPEP pede que João antecipe o décimo terceiro

Representante do funcionalismo estadual pede antecipação de Décimo Terceiro ao governador

O presidente da Aspep (Associação de Servidores Públicos na Paraíba), médico Humberto Jerônimo Leite, solicita que o governador João Azevêdo (Cidadania) antecipe a primeira parcela do Décimo Terceiro dos servidores estaduais, de junho para este mês de abril.
O que o motivou a tomar a iniciativa foi a crise que se instalou sobre as famílias paraibanas, em particular, por conta do Covid-19 (Coronavírus). Segundo ele, muitas famílias, dentre a massa de servidores estaduais, já estão passando por problemas de desabastecimento alimentar, em razão de despesas inesperadas, principalmente, com aquisição de medicamentos, com maior gravidade entre aposentados e pensionistas.na massa de aposentados e pensionistas.
“Seria de bom alvitre que o governador do Estado analisasse, com a responsabilidade que tem caracterizado sua gestão, a possibilidade de fazer essa antecipação, para preparar os servidores – ativos e inativos – para os dias duvidosos que virão”, pondera Jerônimo, lembrando que os aposentados do INSS vão receber a primeira parcela do Décimo Terceiro, no pagamento de abril.

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Imposto de Renda: calendário de restituição está mantido, informa Receita Federal


Anúncio foi feito em entrevista coletiva no Planalto. Nesta quarta (1º), Receita anunciou adiamento do prazo de entrega da declaração do IR de 30 de abril para 30 de junho.
Por Laís Lis e Gustavo Garcia, G1 — Brasília

Aplicativo do Imposto de Renda — Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilAplicativo do Imposto de Renda — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Aplicativo do Imposto de Renda — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo decidiu manter o cronograma de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Com isso, o primeiro lote de restituição está mantido para 29 de maio.

Tostes Neto deu a declaração uma apresentação técnica realizada no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica.

Nesta quarta (1º), o secretário anunciou a decisão do governo de adiar de 30 de abril para 30 de junho o prazo de entrega das declarações do Imposto de Renda. Na entrevista no Planalto nesta quarta, acrescentou que "ficou pendente" o anúncio da restituição.

"Considerando a situação excepcional, decidimos manter o cronograma de restituições previsto anteriormente", afirmou o secretário.

"Nos anos anteriores, começava em junho e ia até dezembro. Neste ano, já havíamos antecipado para maio e terminando em setembro. Vamos manter esse cronograma previsto inicialmente, mesmo com a prorrogação dos prazos de entrega", acrescentou Tostes Neto.

De acordo com o último balanço divulgado pela Receita, em 30 de março, foram recebidas pelo órgão 8,1 milhões de declarações – cerca de 25% do total.

A expectativa, segundo o governo federal, é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração em 2020.


Calendário
Veja abaixo o calendário de restituições em 2020:

1º lote: 29 de maio de 2020
2º lote: 30 de junho de 2020
3º lote: 31 de julho de 2020
4º lote: 31 de agosto de 2020
5º lote: 30 de setembro de 2020
De acordo com a Receita Federal, o valor total das restituições do primeiro lote será de R$ 2 bilhões. Idosos, pessoas com deficiência e portadores de doenças graves serão priorizados nesse lote.

Nos demais lotes, as restituições serão pagas seguindo a ordem de entrega das declarações.

A Receita Federal calcula que, somados os valores dos cinco lotes, o montante das restituições será de R$ 26 bilhões.

Impacto do coronavírus
Há cerca de duas semanas, o secretário Tostes Neto afirmou que a Receita avaliaria o adiamento do prazo das declarações em razão do avanço da pandemia do novo coronavírus.

Na ocasião, explicou que o órgão avaliaria o impacto da crise nas condições do contribuinte de declarar o imposto.

G1.com.br

 


Desempregados há um ano vão ficar sem ajuda do ‘coronavoucher’

 
Quem estava empregado em 2018, há quase um ano e meio atrás, está fora do auxílio
Tiago Vasconcelos 
Alagoas tem pior outubro desde 2004, na geração de empregos
Foto: Ascom Sete

A legislação aprovada no Congresso vai deixar sem acesso ao auxílio de R$600 do coronavoucher milhares de desempregados que buscam trabalho há mais de um ano. É que um dos itens proíbe o pagamento, hoje, em abril de 2020, a quem estava empregado em 2018, há quase um ano e meio atrás. O item perverso e sem sentido foi aprovado por deputados e senadores e não está entre itens vetados pelo presidente.

Não importa se está desempregado há mais de um ano, quem ganhou R$28.559,71 (cerca de R$ 2,2 mil mensais), em 2018, ficará sem nada.

Estão fora ainda aposentados, pensionistas, que têm renda familiar acima de 1/2 salario mínimo por pessoa ou três salários mínimos no total.

O motivo do corte, mais uma vez, é a falta de cadastro, pois os dados de renda da Receita, utilizados para cruzamento, são relativos a 2018.

Diariodopoder.com.br

 


Dólar sobe pela quinta vez seguida e aproxima-se de R$ 5,27

 
Bolsa recuperou-se de queda e fechou com alta de 1,81%

Lava Jato espera que doleiros presos entreguem listas de contas secretas
Na máxima do dia, por volta das 15h20, a cotação ultrapassou os R$ 5,28. Foto: Carlos Severo/Fotos Públicas

Em mais um dia de tensão nos mercados globais, o dólar voltou a subir e a bater recorde. A bolsa de valores recuperou-se da queda dos últimos dias e voltou fechar em alta. O dólar comercial encerrou a quinta-feira (2) vendido a R$ 5,266, com alta de R$ 0,005 (+0,09%), na maior cotação nominal desde a criação do real. A divisa operou próxima da estabilidade o dia inteiro. Na máxima do dia, por volta das 15h20, a cotação ultrapassou os R$ 5,28, mas o Banco Central (BC) interveio no mercado.

A autoridade monetária vendeu US$ 835 milhões das reservas internacionais. O BC hoje não fez nenhum leilão de swap cambial – equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. O dólar comercial acumula alta de 31,23% em 2020.

Depois de dois dias seguidos de queda, o índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta quinta aos 72.253 pontos, com alta de 2,81%. O índice seguiu a recuperação das bolsas no exterior. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com alta de 2,24%, mesmo em meio às perspectivas de que a economia dos Estados Unidos seja mais afetada pela pandemia de coronavírus do que o previsto.

Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo
A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia deu uma trégua nesta quinta-feira. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que tem provocado uma queda mundial nos preços. Hoje, o presidente norte-americano Donald Trump postou numa rede social que um acordo está sendo fechado entre os principais produtores, o que animou os mercados globais.

A cotação do barril do tipo Brent, que na terça-feira atingiu o menor nível em 18 anos, subiu 9,8% e fechou em US$ 27,18. A alta contribuiu para que as ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, subissem. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 8,59% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 8,46%. (ABr)

Diariodopoder.com.br

 


Lei do auxílio de R$600 já vigora e Bolsonaro abre crédito de R$98,2 bilhões


Pagamento do benefício será feito em três parcelas mensais por meio de bancos públicos
Cláudio Humberto 
MP de Bolsonaro autoriza suspender contrato de trabalho por 4 meses
O presidente da República, Jair Bolsonaro - Foto: Isac Nóbrega/PR

A lei que prevê o pagamento de renda básica emergencial de R$600 a trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta quinta-feira (2), após sanção do presidente Jair Bolsonaro com três vetos, mas nenhum altera o valor ou os critérios para participação no programa.

Também foi publicada no Diário Oficial a medida provisória que abre crédito extraordinário de R$98,2 bilhões para financiar o programa. Os recursos serão repassados ao Ministério da Cidadania, responsável pela implementação da medida. A expectativa do governo é que o auxílio emergencial atenda a cerca de 54 milhões de pessoas.

O pagamento do benefício será feito ao longo de três meses (três parcelas), com operacionalização final pelas redes dos bancos públicos federais: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Nordeste (BNB), além de casas lotéricas, após o cruzamento de dados para definir quem tem direito ao benefício. O recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família.


Pelas regras em vigor da nova lei, terão direito a receber a renda básica as pessoas que atendam, de forma conjunta, aos seguintes critérios:

– Ser maior de 18 anos de idade;

– Não ter emprego formal ativo;

– Não seja titular de benefício previdenciário ou assistencial, de seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;

– Ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou a renda familiar mensal total seja de até três salários mínimos;

– Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

Além disso, o beneficiário tem que se encaixar em um dos três perfis:

– Ser microempreendedor individual (MEI);

– Ser contribuinte individual do INSS (Instututo Nacional do Seguro Social);

– Ser trabalhador informal, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020 ou que cumpra, nos termos de autodeclaração, o requisito de renda mensal per capita de até meio salários míimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

O auxílio emergencial, segundo a lei, vai substituir o benefício do Bolsa Família nas situações em que for mais vantajoso, de forma automática. A mulher provedora em uma família monoparental, ou seja, sem a presença de um pai, receberá duas cotas do auxílio de R$ 600.

Vetos
O presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar três pontos da proposta. Um deles permitia o cancelamento do auxílio antes do prazo de três meses para quem deixasse de atender aos pré-requisitos. Para o governo, tal medida contraria o interesse público e geraria o trabalho inviável de conferir, mês a mês, cada benefício pago.

Também foi vetada uma restrição às contas bancárias que serão criadas para o recebimento do auxílio. Elas só poderiam ser usadas para o depósito de benefícios sociais. O Executivo entendeu que essa regra limitaria a liberdade dos beneficiários.

Um terceiro veto diz respeito à ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), cujo critério de renda passaria para 50% do salário mínimo – uma expansão da base de aferição. A equipe econômica manifestou preocupação com o impacto nas contas públicas. Essa expansão, porém, já está programada para 2020, de acordo com a Lei 13.981.

 

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Justiça mantém para 4 de abril prazo para filiação de partidos e nega pedido do PP

 

PBagora.com.br

O Plenário da Corte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a data de 4 de abril como limite para filiação a um partido político visando concorrer às eleições municipais de 2020. De acordo com a presidente do TSE, a ministra Rosa Weber, a data permanece por se tratar de prazo previsto em legislação federal, necessitando, portanto, de alteração da norma legal.

A Justiça Eleitoral considerou inconstitucional pedido feito pelo Partido Progressista (PP) para suspender por 30 dias os prazos de desincompatibilização e de filiação partidária. A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) foi apresentada levando em conta o estado de calamidade causado pela pandemia do novo coronavírus.

A magistrada indeferiu a medida liminar e julgou improcedente o pedido formulado pelo PP. De acordo com sua decisão, a relatora argumentou que o “acolhimento do pedido ocasionaria vulneração dos princípios da isonomia e da segurança jurídica”.

 

 


Brasil já tem 24 diplomatas doentes ou suspeitos de infecção por coronavírus


Eles estão na linha de frente da assistência a milhares de brasileiros, e se expõem ao contato pessoal

DIPLOMATAS DOS GOVERNOS DO PT AINDA OCUPAM VÁRIOS CARGOS CHAVE
Palácio do Itamaraty, em Brasília

Um total de 24 diplomatas brasileiros estão infectados por coronavírus, no Brasil e no exterior. São 12 casos já confirmados e outros 12 sob investigação, considerados suspeitos. Os diplomatas estão na linha de frente da assistência de milhares de brasileiros retidos no exterior, e se expõem ao contato pessoal. Há caso de embaixador do Brasil em estado grave, no norte da Europa, mas há também a história do nosso embaixador em Washington, Nestor Forster, que já se recuperou. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Ernesto Araújo fez um balanço, ontem. Desde o início da crise do vírus, dos 16 mil brasileiros retidos no exterior, 10 mil já foram repatriados.

Pelas contas do Ministério das Relações Exteriores, ainda há 5,8 mil brasileiros mundo afora com dificuldades de embarcar de volta.

Fazem parte dos quadros do Itamaraty cerca de 1,6 mil diplomatas e mais 1,9 mil oficiais de chancelaria, além de pessoal administrativo.

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Reprovação de 52% fez Bolsonaro rever atitude e discurso sobre coronavírus


Pesquisa exclusiva Diário do Poder/Orbis revela desaprovação à condução do presidente na crise do coronavírus

Reprovação de 52% fez Bolsonaro rever atitude e discurso sobre coronavírus
Presidente Jair Bolsonaro lendo no teleprompter o texto do seu pronunciamento à Nação em 31 de março - Foto: Isac Nóbrega/PR.

A população está muito insatisfeita com a conduta de Jair Bolsonaro no enfrentamento do coronavírus, como mostram pesquisas devastadoras, daí a sua decisão de melhorar o discurso. Ele agora tenta reverter, por exemplo, a reprovação generalizada detectada na pesquisa Diário do Poder/Orbis mostrando que 52,2% dos brasileiros reprovam a sua condução do combate à doença, contra aprovação de 34,2%. Do total, estão em dúvida ou não avaliaram apenas 13,6% dos entrevistados. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Bolsonaro é reprovado por 50,2% dos homens, só 38,6% o aprovam. Entre mulheres, 53,8% rejeitam sua condução da crise, contra 30,7%.

É expressiva também a desaprovação dos brasileiros que têm a idade de Bolsonaro, 65 anos, ou mais: 47,5%. E a maior taxa de dúvida: 22,5%.

É baixa a maior aprovação de Bolsonaro: 36,8% na faixa dos 36 aos 65 anos. A maior reprovação está entre jovens de 16 a 19 anos: 71,9%.

A Orbis entrevistou 2.163 pessoas em todo o território nacional. A pesquisa foi realizada na segunda-feira (30).

Veja o resultado da pesquisa sistematizado em gráficos:


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