Mais de 30 mil fazem concurso do IFPB neste domingo; confira locais de prova


Foto: Divulgação
Serão realizadas neste domingo, dia 19, as provas do concurso do Instituto Federal da Paraíba para Técnico-Administrativo em Educação. Estão aptos aos exames 33.432 candidatos que disputam 36 vagas. A prova objetiva será composta de 50 (cinquenta) questões de múltipla escolha e terá duração de quatro horas.

Locais das provas

As provas acontecerão nas cidades de João Pessoa, Cabedelo, Guarabira, Campina Grande, Picuí, Monteiro, Patos, Sousa e Cajazeiras. O horário da prova varia de acordo com o cargo escolhido. Os inscritos no Edital 147 para os cargos de níveis C e D farão as provas no horário das 8h às 12h15 (portões serão abertos às 07h00), e para os cargos de nível E as provas acontecerão das 14h às 18h15 (portões serão abertos às 13h00).

É recomendado que o candidato chegue com antecedência para evitar atropelos.Em João Pessoa o local com maior concentração de candidatos é o IESP, na estrada de Cabedelo. Veja aqui a relação das instalações/prédios onde acontecerão os exames nas nove cidades.

O candidato pode imprimir o comprovante de inscrição e consultar o seu local de prova específico no link do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN). Para verificar o local de prova é necessário informar o CPF. Confira a página de acompanhamento do IDECAN para os inscritos no Edital para Técnico-Administrativo.

Orientações gerais

Para fazer a prova, o candidato deverá utilizar, exclusivamente, caneta esferográfica de corpo transparente na cor azul ou preta;
Para ter acesso à sala de provas o candidato deverá assinar a lista de frequência e apresentar documento oficial de identificação, é recomendado que o candidato leve o comprovante de inscrição;
Nas salas de provas não será permitido ao candidato portar lápis, impressos, anotações e quaisquer dispositivos eletrônicos, tais como: calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, tablets, Ipods, pen drives, mp3 ou similar, gravadores, relógios de quaisquer espécies, alarmes de qualquer espécie, chaves, fones de ouvido ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens;
Não será permitido ao candidato utilizar óculos escuros, artigos de chapelaria, tais como: boné, chapéu, viseira, gorro ou similares;
Caso seja necessário o candidato portar alguns desses objetos, eles deverão ser obrigatoriamente guardados em envelopes fornecidos pela banca organizadora;
Os três últimos candidatos de cada sala só poderão sair juntos.
Confira aqui o Edital completo.

Os cargos com maior número de inscrições no Edital 147 foram: Assistente em Administração (nível D), Assistente de Alunos (nível C) e Assistente Social (nível E).

Os gabaritos preliminares das provas objetivas serão divulgados no dia 21 de maio, nos dois dias seguintes (22 e 23) será possível interpor recurso. De acordo com o cronograma do concurso, no dia 12 de julho haverá a divulgação dos candidatos aptos ao procedimento de heteroidentificação (confirmação, por meio de uma banca, de que a autodeclaração do candidato negro é verdadeira).

O resultado preliminar do concurso público sairá no dia 06 de agosto e o resultado final está previsto para o dia 15 de agosto.


Assessoria


João lamenta tentativas de “cizânia” com RC e diz que oposição quer usar estado como “instrumento de vingança”

 
Declarações foram ditas pelo governador neste sábado (18), em Araçagi
Edilane Ferreira 

Paraibaja.com.br

O governador João Azevêdo (PSB) se posicionou quanto as especulações de possível rompimento político com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Durante discurso em Araçagi, neste sábado (18), o socialista afirmou categoricamente que esse tipo de boato é algo forjado por pessoas que não têm responsabilidade com a Paraíba, que gostam de usar o estado como instrumento de vingança e que insistem em provocar a “cizânia” entre ele e seu antecessor.

 

João afirmou que mal se percebe a mudança de gestores no Executivo estadual por que o objetivo dele não é estar nos holofotes, “mas fazer com que a Paraíba continue avançando”.

“Criamos um time novo no Governo que permitiu que esse estado, mesmo diante da inoperância e da paralisação do Governo Federal, nós tomássemos medidas, desde 1 de janeiro deste ano, fazendo com que a Paraíba continue tendo o que está tendo aqui agora. São obras, ações, definições de políticas novas, como se nada tivesse acontecido ou mudado nesse estado. Essa é a grande realidade”, pontuou.

Ele lamentou que setores da imprensa e da política alimentem boatos de racha com Ricardo Coutinho. “Infelizmente, isso incomoda muita gente. É natural que incomode. Vivem, hoje, a tentar jogar e criar cizânia entre mim e Ricardo. Criar dificuldades, porque muitas vezes o gestor tem que ter coragem para tomar posição. Gestor não é para se esconder atrás de gabinete, não. Tem que ter coragem para tomar as posições e as medidas quando o estado assim o exigir. E é isso que eu faço e eu não tenho receio de tomar posição absolutamente nenhuma. Se for para o interesse da população, eu vou tomar as posições e tomar as medidas que o estado precisa pra continuar avançando”, declarou.

As tentativas consecutivas de desestabilizar a relação entre os dois socialistas acontecem diuturnamente. Porém, João frisou que não nenhum tipo de motivação, nem atitude contra Ricardo.

“Essa é uma questão que precisa ser posta claramente, porque alguns tentam criar situações, como se o Governo não tivesse o reconhecimento por tudo que Ricardo fez. Como se o Governo tivesse muitas vezes colocado situações de esquecer o passado. O meu passado foi construído junto com Ricardo, desde 2005, essa cidade e o estado da Paraíba que aí existe. O que se precisa é cada um tomar para si a responsabilidade. Não usar o estado como instrumento de vingança para quem quer que seja. Tem que tomar para si o compromisso para esse projeto. É isso que nós estamos colocando de maneira muito clara para fazer com que esse estado avance”, afirmou.

Ao concluir, João foi incisivo. “Esse é o projeto e essa é a Paraíba que eu tenho compromisso acima de qualquer coisa, acima de qualquer disputa política, acima de qualquer picuinha política. Eu não vim para fazer isso. Eu vim para fazer essa Paraíba melhorar e eu vou fazer, independente da vontade de alguns”, garantiu.


Centrão articula medidas para reduzir poderes do Executivo


Líderes na Câmara querem aprovar novos limites para a edição de Medidas Provisórias e derrubar decretos de Bolsonaro.


Por O Globo
 

Há um arsenal de projetos engatilhados que podem ser usados para retaliar o governo (Foto: Reprodução)
Líderes do centrão esboçaram ontem algumas medidas a serem votadas pelo Legislativo para reduzir poderes do Executivo. Entre as ações estão a imposição de novos limites à edição de Medidas Provisórias (MPs) e a derrubada de decretos do presidente Jair Bolsonaro, como o que atribuiu ao ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), nessa semana, a avaliação de indicações para cargos de segundo e terceiro escalões.

Líder do DEM, o deputado Elmar Nascimento (BA), disse que “todos os líderes” com quem conversou, inclusive os presidentes do Senado e da Câmara, querem alguma restrição à edição de MPs. Ele consideram que o mecanismo, apesar da previsão constitucional de que as medidas versem sobre temas de “relevância e urgência”, acabam servindo, na prática, para o presidente da República legislar sobre diversos assuntos.

— Estamos estudando se será via PEC (Proposta de Emenda à Constituição). Isso não é um problema só do atual governo. Todos os governos vêm legislando muito via Medida Provisória, e nós queremos estabelecer com mais clareza as situações em que elas podem ser emitidas — afirmou Elmar.

Aliados dizem concordar com a necessidade de limitar as MPs.

— É uma coisa que precisa ser discutida, porque o governo legisla demais — diz Marcos Pereira (SP), presidente do PRB. — A grande maioria das propostas que o Congresso aprecia vêm do Executivo, e o Legislativo está lá praticamente para referendar o que o Executivo faz. Isso tem que mudar.

O deputado Elmar Nascimento diz, ainda, que já pediu para sua assessoria fazer um pente-fino nas propostas que tramitam na Câmara, para não ficar “a reboque” da pauta do governo. Ele cita a reforma tributária, projetos de segurança pública e controle ao preço do gás de cozinha como prioridades.

Decretos na berlinda

Além dessa frente, há um arsenal de projetos engatilhados que podem ser usados para retaliar o governo, como o que revoga o decreto que ampliou a autorização para o porte de armas.

Há uma articulação para votação desses Projetos de Decreto Legislativo, mas eles não devem ser pautados na semana que vem, na avaliação de líderes ouvidos pelo GLOBO. A estratégia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para evitar o desgaste público, é destravar o andamento dos trabalhos, votando as duas Medidas Provisórias sobre abertura de capital de empresas de aviação e Infraero, que estão na pauta.

Há, porém, resistência de parte do PP e do PR, que devem se unir à oposição para tentar barrar o andamento da Medida Provisória 870, que reduziu o número de ministérios no início do ano. Se não for aprovada até 3 de junho, essa MP perde a validade, o que levaria ao retorno das 29 pastas do governo Michel Temer.

— O problema é que o governo está governando via decreto — diz Elmar Nascimento. — Mas isso não temos como mudar, só podemos interferir via Projeto de Decreto Legislativo (para derrubar decretos do Executivo).

Líder do Podemos na Câmara, José Nelto (GO) diz que um grupo de líderes de partidos que se consideram independentes vão se reunir com Rodrigo Maia para pedir uma “pauta propositiva”.

— Enquanto o presidente (Jair Bolsonaro) acha que o Brasil não é governável, a gente tem de mostrar que o Congresso trabalha. Temos de criar uma pauta com questões que envolvam as demandas da população, como combate à criminalidade — disse ele, referindo-se a texto compartilhado por Bolsonaro ontem.

Anteontem, líderes do centrão decidiram se opor à ideia de votar medidas provisórias urgentes para o governo na semana que vem. Juntos com a oposição, esses partidos controlam ao menos 300 deputados.

O atraso na votação da MP da reforma administrativa é fruto de um desencontro das estratégias do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Onyx fez acordo com líderes do centrão e com Maia para votar a MP já na quinta-feira passada, logo após ter sido aprovada em comissão especial, cujo relatório retirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça. Já Vitor Hugo capitaneouuma movimentação para impedir a votação.


DO LUXO AO LIXO: OAB-PB vê insalubridade em presídio que recebeu ‘presos especiais’

Publicado por: Fabricia Oliveira

Polemicapb.com.br

 A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), apontou a existência de insalubridade no Complexo Penitenciário de Mangabeira, para onde 25 presos civis foram transferidos, na manhã deste sábado (18). Eles estavam segregados em unidades militares. A Comissão das Prerrogativas da Ordem visitou o local na manhã de hoje.

A OAB aguarda resposta do Tribunal de Justiça da Paraíba para um mandado de segurança que revoga a portaria nº 02/2019 da Vara da Justiça Militar, que determinou a transferência dos presos especiais – três são profissionais da advocacia. O empresário Roberto Santiago e o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, presos na Operação Xeque-Mate, fazem parte desse rol. Todos estão em um mesmo ambiente.

A OAB entende que, os advogados possuem a prerrogativa de serem recolhidos em Sala de Estado Maior, com instalações condignas, até sentença transitada em julgado.

Até o início da tarde deste sábado (18), o mandado de segurança ainda não havia sido julgado.


Roberto Santiago e Leto Viana são transferidos

 O empresário Roberto Santiago e o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, foram transferidos no início da manhã deste sábado (18) para o Complexo Penitenciário de Mangabeira. A informação foi confirmada ao Portal MaisPB pelo Coronel Lucas, comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar, onde Roberto Santiago estava preso.

Todos os presos que estavam distribuídos em batalhões da Polícia Militar (PM) foram transferidos neste sábado, por volta das 5h. Roberto Santiago e Leto Viana ficarão em um pavilhão especial no Complexo Penitenciário de Mangabeira, destinado para presos civis, como advogados, policiais e empresários.

Essa transferência deveria acontecer até o dia 13 de maio, data estipulada por decisão do juiz militar Eslu Eloy Filho, que no dia 29 de abril determinou que preços civis alojados em batalhões da PM fossem transferidos para presídios comuns. Mas o prazo foi prorrogado em dez dias pela Vara de Execuções Penais de João Pessoa por falta de estrutura nos presídios. Esse prazo se encerrava hoje (18).

Bruno Marinho – MaisPB


O José Américo que eu recordo - Ramalho Leite

 Ramalho leite

Foi a primeira vez que ouvi falar em José Américo de Almeida, ou Zé Américo, como preferia o povão. Tinha sete anos de idade quando ele aportou na minha vila em campanha para o governo do estado. Meu pai, Arlindo Rodrigues Ramalho, fora candidato a vereador na primeira eleição pós redemocratização do País e era o representante local da União Democrática Nacional. Reuniu muitos amigos, para, de longe, na calçada alta do Grupo Escolar, apreciar a visita do candidato à casa de José Amâncio Ramalho. Zé Américo fora colega do dono da casa, na turma de 1908 da Faculdade de Direito do Recife.Com ele estavam Rui Carneiro, candidato ao senado; Humberto Lucena, que pleiteava vaga na Ass embleia Legislativa e Pedro Augusto de Almeida, eleito deputado na Constituinte de 1947 e candidato à reeleição. (Viria a falecer após ser diplomado para o exercício de novo mandato). Políticos dos municípios vizinhos também compunham a comitiva.

À época, José Américo renunciara à presidência da UDN e, como senador, disputava o cargo de governador da Paraíba. A Coligação Democrática Paraibana era resultado de um acordo entre Rui Carneiro, que representava o Partido Social Democrático-PSD, e José Américo. Muita gente da UDN preferiu acompanhar Zé Américo, a exemplo de Pedro de Almeida, Ivan Bichara e Nominando Diniz, para lembrar os mais conhecidos, todos dissidentes udenistas. Foi, portanto, com uma UDN dividida, que o então deputado Argemiro de Figueiredo enfrentou as urnas nas eleições de 1950. Para reforçar sua posição, contava o político campinense com o apoio ostensivo dos governos federal e estadua l, este, chefiado por José Targino, em função da renúncia do governador Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Melo e aquele, tendo como homem forte, justamente o candidato ao senado, José Pereira Lira, falando em nome do presidente Eurico Gaspar Dutra.

Para José Américo, foi a “campanha mais violenta que eu ganhei”. E conta: “Fiz a campanha mais vivo e vigoroso do que nunca. Varava o sertão com o sol batendo na cara, comendo poeira, como nos dias combativos de 1930. Havia conflitos. Derramou-se sangue nas ruas. Jogaram lama na minha comitiva, antes que eu passasse, para saltar do carro e desafiar esses selvagens. Nomearam, demitiram. Fizeram tudo isso e perderam feio”.

Na Vila de Borborema ninguém jogou lama ou apupou a comitiva do candidato. Meu pai, presente com os seus, mantinha a ordem e controlava os mais exaltados. A briga dele era local, deixasse a comitiva ir embora que a UDN soltar-se-ia. E assim foi feito. Bastou o último visitante tomar seu veículo e a ala feminina irrompeu cantando o hino oficial do argemirismo, que ainda tenho na memória, uma paródia com a música Taí, do grande Joubert de Carvalho, gravada por Carmem Miranda.

Minhas tias Helena de Moura Leite e Ivanilda Pinto Ramalho, que haviam levado seus alunos da escola de adultos para a rua, puxaram a música: “Taí, Argemiro tem que ser governador/com Renato seu maior batalhador/ Zé de Almeida, o seu bonde vai errado, sim senhor!/ Pereira Lira vai para o senado/ que é homem forte e muito estimado/ na vibração da grande vitória/ exalta a glória do seu passado/ Taí, Argemiro tem que ser governador”. Não foi não, o bonde de Zé de Almeida não correu errado, mas célere em direção ao Palácio da Redenção. Perdeu Argemiro, seu vice Renato Ribeiro Coutinho e o “cachimbão” Pereira Lira, que chefiara a Casa Civil do govern o Dutra e foi por este contemplado, com uma cadeira no Tribunal de Contas da União. (CONTINUA)


A nossa bomba atômica.- Marcos Pires

Um dos filhos do Capitão Bolsonaro pregou a necessidade do Brasil ter uma bomba atômica. Se não me engano deixou subentendido que se tivéssemos a bomba o nosso “querido” Maduro não estaria fazendo aquelas gracinhas com a população venezuelana.

Desocupado como sou, dedicado ao nadismo (que vem a ser a ciência de não fazer absolutamente nada) firmei alguns convencimentos sobre tão importante hipótese. Primeiramente pensei que não daria certo o governo encomendar a construção da tal bomba atômica aos professores de nossas Universidades. Claro que competência não lhes falta, mas depois que o Ministro dos chocolates cortou 30% das verbas deles, correria sério risco de desenvolverem uma bomba que explodisse nas mãos de quem a encomendou, só de brincadeira. Também pensei que uma licitação para a construção da bomba atômica, de igual maneira, não daria certo. Depois desses escândalos todos, muito provavelmente a empresa ganhadora da licitação iria terceirizar o serviço e encomendar o trabalho a uma fábrica de fogos de artificio. Já pensaram se na hora H desse chabú? “- Bem feito, quem mandou não usar fogos caramuru? ” , diria o bebinho na porta do bar.

Portanto, a solução mais viável seria comprar uma bomba já pronta, ainda que fosse de segunda mão. Mesmo que já tivesse sido detonada. Só o boato de que tínhamos a bomba já assustaria nossos prováveis inimigos. E brasileiro é excelente quando se trata de espalhar um boato. Também evitaríamos que o pessoal do estoque onde a bomba viesse a ser armazenada roubasse peças para vender em sucatas.

Os especialistas em bombas atômicas que consultei no bar do Zuca elegeram os três piores inventos da humanidade; 1 – a bomba atômica; 2 – as drogas e 3 – aquele coraçãozinho feito com as mãos. No entanto o nosso Gil, decano do bar, foi incisivo: “- Ô Doutor Marcos, o Brasil não precisa de uma bomba atômica não. Precisa é de uma dessas bombas de efeito moral para soltar no Congresso. O senhor acha que faria efeito na moral de certos parlamentares? ” Como não entendo de bombas deixei de responder, mas lembrei de Carlos Melo. Ele conhecia um doido em Campina Grande que tinha uma teoria esquisitíssima; só viajaria de avião quando pudesse embarcar com uma bomba. É que a probabilidade de existirem duas bombas num mesmo avião é quase impossível.


Lula vai casar


Cristina Camargo
SÃO PAULO
O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira revelou no sábado (19), em uma postagem no Facebook, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está apaixonado e vai casar assim que sair da prisão.

A confissão de Lula foi feita a Bresser na última quinta-feira, durante uma visita na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), onde o ex-presidente está preso desde abril do ano passado.

“Ele está em ótima forma física e psíquica”, escreveu Bresser no texto chamado “Visita a Lula na prisão”. Segundo o ex-ministro, a grande preocupação do petista no momento é com a defesa da soberania brasileira e sua maior demanda é “ter reconhecida sua inocência”.

Logo após escrever sobre as apreensões do ex-presidente, Bresser falou sobre o novo amor.

“Está apaixonado e seu primeiro projeto ao sair da prisão é se casar”, disse.

Segundo o jornalista Guilherme Amado, colunista da revista Época, a namorada visita Lula com frequência na cela da Polícia Federal e tem por volta de 40 anos. O ex-presidente tem 73.

Lula é viúvo há pouco mais de dois anos. A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu em fevereiro de 2017, aos 66 anos, após um Acidente Vascular Cerebral.

Na entrevista concedida à Folha e ao jornal El País, em abril, o ex-presidente chegou a dizer que adoraria estar em casa com sua mulher, filhos, netos e companheiros.

No texto no Facebook, além de contar que o ex-presidente está apaixonado, Bresser afirma que o grande projeto de Lula é negociar um acordo nacional em defesa dos trabalhadores e das empresas.

“Foi uma honra ter sido convidado por Lula para visitá-lo”, diz o ex-ministro. “Ele estava mais interessado em discutir a crise atual do que ideias. Disse-me que quando sair da prisão vai me convidar para um almoço só para me ouvir falar sobre câmbio”.

Bresser deu ao ex-presidente o seu livro “A Construção Política do Brasil”, onde afirma que ele fez um belo governo, mas errou ao deixar o juro alto e o câmbio apreciado.

O ex-ministro defendeu a liberdade de Lula e afirmou que a política brasileira precisa de “um líder sem ressentimentos” e que lute por um grande acordo nacional necessário para o país sair da crise.


UPB – Policiais protestam em frente ao Congresso na terça-feira (21)


 Vera BatistaServidor
A categoria, que votou em massa em Jair Bolsonaro, tenta correr atrás do prejuízo em suas futuras aposentadorias e pensões. Querem mudança na proposta de reforma da Previdência. A concentração da manifestação da próxima terça-feira (21) será a partir das 11h no gramado em frente ao Congresso Nacional. Os atos começarão às 13h, com faixas, bandeiras e trios elétricos

Representantes dos sindicatos que compõem a União dos Policiais do Brasil (UPB) – cerca de 400 mil profissionais no país – se reuniram na última terça-feira (14) na sede da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), em Brasília, para definir os últimos detalhes do grande movimento nacional em Brasília, no dia 21 de maio, contra o abandono a que foram relegados e o texto que tramita no Congresso que não respeita as especificidades de risco.

Edivandir Paiva, presidente da ADPF, admite a “grande decepção com o tratamento diferenciado que o governo deu às Forças Armadas”. Ele não confirma, no entanto, um possível “desembarque” do governo Bolsonaro, que durante as eleições usou um discurso de valorização das forças de segurança, que agradou a maioria. Mas, na prática, pouco fez. “Não posso dizer se a identificação acabou ou não. Seria leviano falar em embarque ou desembarque em nome de tanta gente. Mas a base está muito nervosa”, escorregou Paiva.

Além do desgaste, pelas exigências da reforma da Previdência, há também a ausência de conversa. “O ministro da Defesa foi defender as Forças Armadas. Quem nos defende são as entidades de classe. Por isso, queremos ser recebidos pelo presidente Bolsonaro, pelo ministro Onyx ou pelo ministro Moro. A única reunião que tivemos nesse governo foi com Rogério Marinho. Mas não dá para conversar com ele. Ele só fala em números, Não entende o que é colocar a vida em risco todos os dias”, reforçou o delegado.

Manifestação

De acordo com as informações, policiais não-militares de diversas forças de todo o país participarão da manifestação no gramado do Congresso Nacional. O ato também contará com a presença de parlamentares que se identificam com a segurança pública e que se opõem ao atual texto da reforma da Previdência.

O pessoal da área de segurança reivindica a manutenção da atividade de risco, pensão integral por morte, regras de transição justas, idade mínima de aposentadoria diferenciada para homens e mulheres e integralidade e paridade dos vencimentos na aposentadoria, como foi acordado com as Forças Armadas. Isso porque, apontam os policiais, a idade média de óbito do pessoal da ativa no Brasil é de 45 anos. “


Relator da reforma da Previdência estuda nova regra de transição para aposentadorias

Foto:Cleia Viana

Samuel Moreira reconheceu que a transição é das partes mais complexas de uma reforma

O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), estuda uma nova forma de transição para que as regras de aposentadoria propostas pelo presidente Jair Bolsonaro entrem em vigor.

O governo sugeriu três modelos diferentes para a transição: um por pontos -soma entre idade e tempo de contribuição-, um só com a idade e outro para aliviar para quem está perto de se aposentar. “Realmente, a transição é muito complexa”, disse.

Moreira avalia propor uma regra única, mais simples e que não reduza a expectativa de economia com a reforma. O relator diz que quer alterar a fórmula para calcular as pensões, que permite benefícios abaixo do salário mínimo, e que está aberto a negociar os pontos mais polêmicos.

A aposentadoria rural pode ter idades mínimas diferentes para homens e mulheres. O BPC (benefício pago a idosos carentes), que concede menos de um salário mínimo (R$ 998) antes dos 65 anos de idade, pode ser opcional.

A relação entre a Câmara e o governo piorou na última semana, mas ele quer blindar a reforma desse embate. “Eu acho que tem poucos ministros envolvidos efetivamente [na reforma]. Não são todos. Poderia ser. O governo de Jair Bolsonaro tem tido um comportamento muito beligerante.”

Pergunta – A previsão de entrega do relatório está mantida para a segunda quinzena de junho?

Samuel Moreira – Minha meta é essa. A votação é outro [assunto]. Tem uma meta do Rodrigo [Maia, presidente da Câmara] de votar no primeiro semestre no plenário.

P – Como têm sido as conversas com os partidos e bancadas da Câmara? Há muitos pedidos para mudanças? Por exemplo, o PR quer preservar os professores.

SM – Eu acho que esse ponto tem um impacto maior nos governos estaduais. Temos de ter alguns cuidados. Mas quero conversar ainda com o PR, com mais bancadas. É possível negociar esse ponto? É possível, mas o mais importante é melhorar as condições de trabalho dos professores.

P – A fórmula de cálculo para pensão por morte proposta por Bolsonaro permite que pessoas recebam menos do que um salário mínimo.

SM – Eu não acho isso bom, que quem perdeu um ente querido possa ter uma renda de menos que um salário mínimo. Estou falando quando essa é a única renda. Eu acho que, então, a pensão não pode ser abaixo de um salário mínimo.

P – E a mudança proposta para o BPC? Como fica?

SM – Nós vamos descobrir uma regra para que, se a pessoa escolher… Não dá para impor.

P – Ele tem de ser opcional então?

SM – Isso. Eu acho sempre melhor essa alternativa.

P – E as regras de transição? O governo propôs três modelos diferentes para os trabalhadores da iniciativa privada. O sr. estuda uma regra única?

SM – Tem proposta para isso, e nós também estamos calculando. Precisa ver o custo disso. São muitas regras, realmente a transição é muito complexa, são muitas regras. Agora, nós precisamos ver alternativas.

P – Outro ponto polêmico é a aposentadoria rural. A idade mínima para trabalhadores do campo pode ser ajustada e ficar menor do que 60 anos?

SM – Nós pedimos para levantar os impactos dessa medida, inclusive para subir [a idade mínima para] o homem. Eu acho que são simulações que devem ser feitas para a gente poder tomar uma decisão, mas respeitando também o que já disseram os líderes [que são contra mudanças].

P – A PEC prevê que quem ingressou no serviço público até 2003 tem direito a se aposentar com integralidade se cumprir a idade mínima. O sr. já criticou esse benefício.

SM – Eu sou contra a integralidade. Acho que a integralidade tem de ser para quem ganha pouco, um salário mínimo.

P – Uma opção a um eventual fim da integralidade é manter, por exemplo, 80% do salário?

SM – Isso é um processo de negociação e de fazer contas.

P – Para manter a economia de R$ 1 trilhão em dez anos, defendida pelo ministro Paulo Guedes?

SM – Eu acho que nós temos de perseguir sempre uma meta acima de R$ 1 trilhão. Se vamos conseguir ou não. Eu acredito que essa é uma oportunidade para a Câmara.

P – Existe uma grande reclamação de que Bolsonaro não está abraçando a reforma. Esse é um momento de a Câmara assumir o protagonismo?

SM – Eu acho que a Câmara está mais unida em torno do seu presidente [Maia]. Mas também não quero jogar toda a responsabilidade nas costas dele. No fundo, a origem da iniciativa e do projeto foi da Presidência [da República]. A equipe econômica tem ajudado muito. A Câmara tem se mostrado independente do governo.

P – Bolsonaro estar distante da reforma ajuda ou atrapalha?

SM – Eu não diria que Bolsonaro está distante. Eu acho que o governo poderia ter mais foco na Previdência. Eu acho que tem poucos ministros envolvidos efetivamente. Não são todos. Poderia ser. O governo de Bolsonaro tem tido um comportamento muito beligerante: quem ganha eleição não deve fazer oposição nem aos seus opositores. É perda de tempo. Mas, quando Bolsonaro entra, ele ajuda. Não podemos deixar de reconhecer que ele mandou o projeto.

P – A resistência contra a capitalização é grande?

SM – Tem de ter algumas garantias, como ter paridade [igualdade] nos dois sistemas para a contribuição do patrão. Se tiver um sistema em que a contribuição do patrão é 20%, e no outro, não pague nada. A empresa tem de pagar a mesma alíquota nos dois sistemas [no atual e no de capitalização]. Senão ele [o patrão] escolhe, eu vou te contratar e diz “eu quero que você vá nesse regime”, que é o mais barato para a empresa.

P – O sr. estuda formas de aumentar as receitas previdenciárias, mas sem aumentar a tributação. Como fazer isso?

SM – Por exemplo, o dinheiro do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador] atende uma série de políticas sociais do trabalhador e esse dinheiro entra e vai para o BNDES, que empresta esse recurso. Vale a pena? Esse dinheiro poderia ser uma política social de Previdência? Nós queremos nos aprofundar um pouco nisso. (Folhapress)


Convidar para entrevistas e fazer armadilha é a expressão mais vil do jornalismo

 Convidar para entrevistas e fazer armadilha é a expressão mais vil do jornalismo
Jornalista e analista político, Reinaldo Azevedo desabafa após ser vítima de distorção em reportagem
Edilane Ferreira Edilane Ferreira 
reinaldo azevedo jornalismo
Eu poderia falar um milhão de obviedades sobre a prática do Jornalismo. E lamentar posturas profissionais. Mas penso que quem está no fogo é para se queimar. Assim como acho desprezível certas atitudes que só contribuem para a depredação deste ofício que eu tanto amo e abracei para minha vida, deve ter por aí pessoas que também me veem como mal exemplo. Acontece, nem Jesus Cristo agradou a todos.

Nos últimos oito dias, vimos um bocado de coisas. Foram deputados estadual e federal dizendo que sabia aonde jornalistas moravam, expondo vida funcional dos profissionais da imprensa como forma de descredibilizá-los. Outra deputada que tachou um blogueiro de “jornalismo de bueiro e de esgoto”, este que fez questão de implorar solidariedade aos quatro ventos.

Achei sintomático quando no mesmo dia que ouvimos estarrecidos um programa de rádio em João Pessoa à base de acusações, berros e rouquidão, o jornalista e analista político Reinaldo Azevedo se queixar de que foi vítima de distorção em uma entrevista dada à revista Época, que o definiu como alguém que adora estar em polêmicas, possuir estilo escalafobético e fumar o “cigarro de macho” da marca Hollywood.

Para aonde estamos indo? Estou a refletir. Por enquanto, fiquem com as palavras de Reinaldo, no programa que apresenta na Band News FM, o É da Coisa:

 

Gente que puxou o saco das esquerdas e do PT, depois viraram Bolsonaristas. Eu, não. Se alguém encontrar um texto meu defendendo a candidatura de Bolsonaro, eu peço demissão de todos os meus trabalhos. Eu sempre disse que Bolsonaro representa uma agressão aos fundamentos daquilo que eu acredito que é o liberalismo.

Olha, é preciso ter um pouco de decência. Eu lamento ter de falar com veículo de imprensa, que tem o dever da precisão e a precisão me custa caro. Vocês, da revista Época, que endossaram essa palhaçada, eu perdi empregos por causa da minha crítica a Bolsonaro. Teria sido fácil ceder. Eu não cedo.

Estão em busca de um título, um troço bacana. Tem lá (na matéria) em dado momento ‘Reinaldo estilo escalafobético’… vocês não sabem o que é estilo escalafobético, não escreveriam isso. Eu aceito fazer uma comparação de estilos e de conhecimento técnico. Escalafobético é, por exemplo, o apoio que vocês dão ao Sérgio Moro. Isso é escalafobético. E não adianta vir com gracinha, porque eu adoro gracinha também. Lamentável, trabalho porco, mal feito. Mal jornalismo, imprecisão, mentira.

Se uma coisa na qual eu não pareço é com surfista, por que se eu quisesse surfar, eu teria de fato surfado na onda da decadência do PT. Enquanto vocês da Época puxava o saco do PT, ainda que fosse outra direção, eu estava criticando o partido, porque bater em cachorro morto é fácil, como vocês fazem. Eu quero ver é bater em cachorro vivo.

Vocês da Época, entenda-se, quem dá essa linha. Evidentemente, há pessoas decentes trabalhando lá, como há em todos os lugares, mas também há pessoas indecentes em todos os lugares.

Escreve besteira e depois tem que corrigir. ‘Ah, tá parecendo Bolsonaro, criticando’. Eu não. Eu sou pela imprensa absolutamente livre, mas quero precisão, porque eu ofereço precisão. Então não vem com conversa para cima de mim. Eu não sou um trânsfuga, que é aquele que percebe que o barco vira, ele muda de lado. Eu fui crítico do petismo quando o petismo parecia mais eterno do que os diamantes e fui crítico de primeira hora do bolsonarismo porque achei que não ia dar certo com esses valores ou pelo menos com aquilo que se faz até agora.

Parem de perseguir só o título, parem de perseguir coisinha só de internet, parem de perseguir só reprodução e retuítes. Busquem precisão, busquem informação. Tenha coragem de publicar algum dia nessa revista que o Lula foi condenado sem prova, por exemplo. Tenha coragem de publicar que a prisão do Temer é ilegal. Parem de ficar de joelhos para a Lava Jato. Parem de endossar esse momento de caça às bruxas. Sabem quem foi que ajudou a eleger Bolsonaro? Vocês. Eu, não. Desde de sempre ataquei as agressões ao Estado de Direito em curso.

E atenção: a tática de convidar as pessoas para dar entrevistas e colocá-las em armadilha é a expressão mais vil e mais desprezível do jornalismo. Somos de igrejas diferentes, sem dúvida. Mas achei que havia pelo menos uma ética profissional na relação.

Ao se comportar deste jeito, vocês só contribuem pra rebaixar a qualidade da nossa profissão. Porque a leitura que se faz é o seguinte: se faz isso até com quem é da própria profissão, imagina com os outros. Eu lia a Época, a partir de agora não vou ler mais. Aquilo que tá lá é uma mentira. Simples assim. Fruto de uma mistura de má fé, com desconhecimento e com busca de repercussão a qualquer custo.


Ainda bem que temos o Mourão como vice.

Albergio Gomes de Medeiros

 É espantoso.!!! Aliás, não só a pobreza do texto e a malversação intelectual vertida, mas a atitude do Presidente em compartilhar tão imprestável "troço". Deixando de lado o que nem o Presidente levou em conta, faço uma indagação, talvez duas. Se a governança está colapsada, inviabilizada por supostas conspirações CORPORATIVAS, e que não só conspiram, mas boicotam e impedem de Bolso governar, quero saber para qual CORPORAÇÃO ele trabalhava, afinal ele vem de 28 anos de "janela" no Parlamento e sempre, sempre, sempre, foi oposição aos governos, inclusive foi um dos opositores do Plano Real, e, salvo lapso de memória, votou contra ele.

Ora, se ser oposição é estar aliado e mancomunado com CORPORAÇÕES como assevera o texto que ele subscreveu quando compartilhou sem ressalvas, ele esteve a serviço de qual (ou quais) nesses 28 anos? A segunda questão: Admitiu que não há solução, então o que fará, deixará o país estagnado como está até o colapso ou renunciará?

Ainda bem que temos o Mourão como vice.

Força Mourão. Vá burilando seus vastos conhecimentos e capacitando-de para assumir. Será melhor para todos, principalmente para o Brasil que deixará de ser um laboratório de experiências coordenadas por aloprados e apedeutas. Recuperaremos, pelo menos, os anos de 2021 e 2022.


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