CARLOS AUGUSTO ROMERO - Camilo Macedo



 CARLOS ROMERO - Carlos Augusto Romero, nasceu e, 10 de junho de 1924, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba, vindo morar em João Pessoa, aos 04 anos de idade, residindo na Rua Nova hoje General Osorio, posteriormente fixou moradia num sitio no Parque Solon de Lucena, (Lagoa), Iniciou seus estudos, na Escola Normal, onde hoje é o tribunal de Justiça, , transferindo posteriormente para o Grupo Escolar Epitacio Pessoa, em tambiá. Concluindo seus estudos no Lyceu Paraibano. Foi casado com Carmeme Coeli, depois casou-se com Alairinda Padilha.

Em 1945 deixou o exercito, seu pai, conseguiu seu primeiro emprego no jornal A União, cujo diretor era o jornalista e escritor João Lelis, ali ficando como revisor, tempos depois foi chamado para ser repórter, ali conehceu o Jornalista Sabino Lopes, que passou a ser seu guia, tempos depois, passou a trabalhar na redação do jornal a União, como redator, e trabalhava também como traditor, das mensagens telegráficas.


Carlos Romero, graduou-se em ciências jurídicas e sociais em alagoas e especialização na UFPB em vários ramos do direito, se tornando professor universitário, foi designado juiz em Santa Rita, convidado pelo Desembargador Osias Gomes, depois deixando o cargo para ser advogado, mais não levava jeito segundo ele. Fez concurso para juiz sendo designado para Alagoa Nova. Deixando novamente o cargo foi ser Promotor de Justiça , nomeado por Jose Americo de Almeida.
Carlos Romero também foi conselheiro membro do Tribunal de Etica da OAB/PB. Membro do conselho de cultura diretor da Radio Tabajara e chefe da casa cível no governo de Pedro Gondim. Voltando-se definitivamente para as letras, sua primeira crônica foi publicada no Jornal a União, com o titulo “ Rua Triste” que falava da Rua Nova.
Carlos escreveu dezenas de artigos e crônicas, e livros, seu primeiro livro foi publicado “ A dança do tempo “ uma coletânea de crônicas que falava do cotidiano da vida familiar, outras obras que se destacaram foram “ O Paoa e a mulher nua “ “ Meu encontro com Kardex “ “ Lições de Viver “ e as plaquetes “ Milagres de Anchieta “ A outra face de Beethoven “ SEU ULTIMO LIVRO PUBLICADO FOI “ Viajar e Sonhar “.


Assumia a cadeira de 27 da APL – Carlos é espirita convicto, inclusive muitos dos seus trabalhos falam do espiritismo. Foi ele, junto com poeta Edson Régis, Silvino Lopes e Simeão Leal, foram os ideliazidores do Correio das Artes. A ideia, surgiu face imperar os cadernos literários nos jornais de outros estados, em Pernambuco, que liderava era o Diario de Pernambuco.


Daí eles lançaram o Correio das Artes, com o aval do então governador Osvaldo Triqueiro de Albuquerque, o Jornal a União era dirigido por Silvio Porto, que passou a agregar imediatamente trabalhos do pintor Hermance Jose. Passando a coloborar com suplemento literário Jos Americo de Almeida. Carlos Romero, traz para seus artigos, crônicas e livros a viajem dentro da viajem, tendo como inspiração a cidade de João Pessoa e o vicio em viajar e conhecer o mundo.

BALDUÍNO LÉLIS DE CARVALHO - Camilo Macedo



 BALDUÍNO LÉLIS DE CARVALHO -

Paraibano, nascido em Taperoá no coração do semi-árido - Cariri Paraibano - dedicou sua vida à Cultura, Arqueologia, Paleontologia e a Preservação da Memória do Povo Paraibano, concluiu apenas o primário na escola Dona Antonia Lelis na sua cidade natal. Autodidata, aprendeu a falar Espanhol, Frances e Italiano e Merrime (Kanella) língua indígena (domínio para conversação). Durante sua vida profissional tornou referência no país e no mundo, quando citado pela Enciclopédia Britânica pela relevância das pesquisas por ele realizadas sobre a cultura pré histórica nos sítios arqueológicos da Itacoatiara do Ingá- PB.


Lecionou na Universidade Federal da Paraíba e do Ceará e na Universidade de Tóquio no Japão, esteve como professor convidado para ministrar palestras sobre baleias pleistocênicas. Aos seus oitenta anos vivendo na pacata cidade de Taperoá, deixa um grande legado para a cultura brasileira, onde pesquisou e implantou 14 museus, chamado pelos “Notáveis” da Paraíba de “O Senhor Museu” .


Na sua lista de museus estão: Museu Escola e Sacro da Paraíba ,Museu Zoobotânico Arruda Câmara,Museu Epitácio Pessoa –Tribunal de justiça da Paraíba,Museu da Terra e do Homem – UNIPE,Museu de Augusto dos Anjos UNIPE ,Memorial de Humberto Nóbrega UNIPE, Memorial da Energia Cruz do Peixe JP ,Museu Histórico de Monteiro ,Museu Nacional dos Carros de Boi – Monteiro ,Memorial de Miguel Guilherme – Sumé ,Museu histórico e cultural de Cabaceira s,Museu Nacional do Bode – Cabaceiras ,Museu Didático e Antropológico da FAFI – UFPB .


Nas suas diversas faces é ator, cineasta, romancista, e artista plástico, nas décadas de 60 e 70 uniram-se a jornalistas, escritores e estudiosos e fundou: Associação Brasileira de Geógrafos ( 1962) , União Brasileira de Escritores –Seção da Paraíba (1963) Centro Brasileiro de Arqueologia (1964) ,Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (1970) e torna-se sócio da: Associação Brasileira de Museologia (1965) , da Associação dos Membros do ICOM -1970. É Imortalizado pela Academia de Letras Municipais do Brasil e Correspondente do Museu Imperial de Petrópolis. è fundador e vice Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri –IHGC com sede em São João do Cariri onde foi homenageado em vida ,dando o seu nome ao museu da cidade matriarca da região Caririzeira – Museu Balduíno Lelis .


Como pesquisador e folclorista, conterrâneo e amigo de Ariano Suassuna, conviveu com ilustres como, Glaber Rocha, José Lins do Rego, Câmara Cascudo, Luiz Almeida, Assis Chateaubriand e amigo de Jose Américo de Almeida, que em 1957 nomeou-o Promotor Adjunto da Comarca de Taperoá.

Dentre das suas principais pesquisas estão: Cerâmica Popular da Paraíba ,Cerâmica Popular do Ceará - Tabatinga do Aracati 1967 ,Cerâmica utilitária no nordeste PB CE RN MA ,Cerâmica Indígena do Areeiro, Cerâmica Marajoara Poço do Capim - Ilha de Marajó .Levantamento das inscrições Rupestre da Paraíba (1965 a 1969) Exumação da área Arqueológica do ingá , Auxiliar do Prof° Carlos de Paula Couto – diretor do Museu de Paleontologia do Museu Nacional - 1962 ,Ciclo do couro na Paraíba , Teares de algodão e bolandeiras do Cariri e Sertão Paraibano, Levantamento folclórico da Paraíba, Levantamento folclórico -místico e mítico e religioso do Itapicurú para o Dept° de Antropologia da UFPB ,Plantas medicinais usadas no Itapicuri ( colinas) , Traços étnicos ,familiares sócias folclóricos míticos místicos comportamentais de colinas – MA , Casa de Farinhas da Paraíba,mandiocas lendas ,Pesquisa sobre o João redondo – folclore da região canavieira da Paraíba, chefiou a da expedição Alto Tupy – 1964 pelo instituto de antropologia do Cera –UFCE


Como romancista escreveu ainda não publicado: A bota maldita – contos regionais; O Conto dos Contos de Réis; O Causo do Capitão Tranquilino e o Padre Ananias. Atuou no primeiro longa metragem rodado na Paraíba “ Fogo Salário da Morte ,produção de José Bezerra e Solha, também foi dele o papel do Capitão Antonio Silvino no longa “Menino de Engenho”, uma produção de Glaber Rocha e Walter Lima as mais recentes atuação na sétima arte são :São Gregório no filme “São Gerônimo “de João Bressane , o Coronel Bezerra na minissérie o Auto da Compadecida (gravado em Taperoá) e o pai de Padre Rolim no longa “Um Sonho de Inacim –O aprendiz de Padre Rolim , direção de Eliézer Rolim. Fundou também com seus amigos cineastas a Academia Paraibana de Cinema .
E em 1987 diante do êxodo nordestino, cria a Universidade Leiga do Trabalho em pleno coração do cariri. Onde os ofícios são repassados de uma geração para outra e ai sim garantir que a cultura do fazer de hoje e ontem possam acontecer no futuro, hoje a ULT é reconhecida pelo Ministério da Cultura como Pontão de Cultura que capacita e forma os jovens como “Guardiões da Memória” Por esses feitos recebe menções honrosas e Voto de louvor: da Assembléia da PB pela colaboração a cultura da PB -1969, da Câmara municipal da Paraíba serviços prestados a valorização da cultura, em 1966 recebe do voto de louvou do Conselho universitário da UFPB pela implantação do museu didático da FAFI -1966 e Câmara municipal pela implantação do Zoobotanico 1972. Recebe Honra ao mérito no IV Centenário Paraíba e na VI noite da Cultura paraibana, e a Medalha Rui Barbosa do congresso dos Tribunais de Contas do Brasil.
Aos 80 (oitenta ) anos completados no último dia 23 de agosto continua se dedicando as suas pesquisas concentrando suas atividades na criação e implantação do Museu da “Com Ciência” Nordestina, Memorial que contará os hábitos e costumes do cotidiano do povo nordestino, que será instalado na cidade de Taperoá sua Terra Natal. Esse pesquisador, teve a honra ainda muito jovem, ter participado do curso de Extensão Cultural, no Museu Escola Sacro do Estado da Paraíba, criado e ministrado pelo professor Balduino Lellis de Carvalho.

ANTONIO AUGUSTO ARROXELAS MACEDO - Camilo Macedo

 ANTONIO AUGUSTO ARROXELAS MACEDO – nasceu em 6 de fevereiro de 1939, em João Pessoa. Em 1960, ingressou no curso de odontologia e ainda estudante, integrou o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi eleito vereador da Capital em 1963. foi preso e trancafiado proibido de estudar e concluir o curso de direito. Arroxelas, sempre lutou contra as injustiças sociais, os abusos dos poderosos .

Sem no entanto precisar, roubar bancos, sequestrar e explodir bombas, matando inocentes. Foi cassado devido à Resolução da CMJP nº 5, de 3 de abril de 1964. Ele participou da campanha pela Anistia, ajudou a construir, em 1980, a Frente Democrática e em 1982 conquistou novamente uma cadeira na CMJP sendo o vereador eleito mais votado daquele ano. Arroxelas participou da campanha Diretas Já - e foi um dos Vereadores mas atuantes que contribuíram para a redemocratização do Brasil.


Na época do golpe militar de 1964, teve seu mandato de Vereador cassado pela mesa da Câmara Municipal de João Pessoa e não pelos Militares, como tem sido apregoado, ao longo dos anos, em verdade o ex vereador Cabral Batista, a época presidente da Câmara, e amplamente e reconhecidamente favorável e apoiando o golpe militar, após reunir a mesa, tomaram a decisão de cassá-lo. Não há registros de qualquer ordem superior, no caso dos militares, não se sabe sequer de quem foi a idéia da cassação, pelo menos oficialmente.

De acordo com o jornal O Norte de 04 de abril de 1964, segundo o presidente da Câmara, Cabral Batista, “[...] após várias reuniões secretas, os vereadores resolveram por unanimidade cassar o mandato do vereador Antônio Augusto de Arroxelas Macêdo, em face do mesmo ter infringido o artigo 48 da Constituição Federal e o artigo 4º do Regimento interno da casa.” Também foram cassados os suplentes José Gomes da Silva, conhecido como Zé Moscou, e Leonardo Leal. Na solenidade em homenagem a Arroxelas na Câmara Municipal de João Pessoa, a mesma que cassou seu mandato, Ele assim se expressou.

Lutei por uma sociedade mais justa, pelas reformas de base e pela democracia. A lembrança e o esquecimento não são apenas atos da memória humana, mas também fruto das disputas políticas e pelo poder. A quem interessa a pagar da memória a sua própria história? Acredito que ao povo interessa a verdade, e o passado precisa ser superado, mas jamais esquecido.

ARISTIDES DA SILVEIRA LOBO - Camilo Macedo



 ARISTIDES DA SILVEIRA LOBO - Aristides Lobo - Nasceu no dia 12 de fevereiro de 1838 e faleceu dia 23/07/1895. Era filho de Manuel Lobo de Miranda Henriques e D. Ana Norberta da Silveira , filha do Tenente Coronel Francisco José da Silveira, um dos mártires paraibanos da Revolução de 1817. Fez O curso preparatório no “Colégio da Paraíba”, Passou parte da infância no Estado de Alagoas, onde estudou e iniciou a sua vida pública, sendo, por este motivo, considerado por alguns biógrafos, natural daquele Estado, equívoco desfeito por Oscar de Castro e Luiz Pinto, que afirmam, bem fundamentados, ser Aristides Lobo paraibano, nascido no Engenho Tabocas, município de Cruz do Espírito Santo .

Aristides Lobo bacharelou-se em Direito pela tradicional Escola do Recife. Durante a Monarquia, foi Deputado Geral, de 1864 a 1870 e Promotor Público da Corte. Foi Ministro, no Governo Provisório (1889/1890), Deputado à Constituinte, Senador Federal de 1892/1895. Deixou o Partido Liberal integrando-se ao Partido Republicano. Fundou Dirigiu o jornal A República, ao lado de Salvador de Mendonça, Lafayette Coutinho, Pedro Soares de Meireles e Flávio Farnense fundado em 03 de dezembro de 1870
Passa a defender a mudança do regime, com o fim da monarquia. Neste sentido, é publicado o Manifesto de 1870, pelo Clube Republicano e tem início a maciça propaganda dessas ideias por todo o país, ocupando Aristides Lobo papel de destaque dentre os que mais ardorosamente combatiam pela causa. O jornal é empastelado, três anos depois, mas o curso dos fatos veio culminar com a Proclamação, em 1889.
No Governo Republicano, Aristides Lobo foi nomeado Ministro do Interior e Justiça, demitindo-se dia 10 de fevereiro de 1890, após desentendimentos com o Marechal Deodoro da Fonseca, por estar decepcionado com os rumos que a tão sonhada República estava seguindo. Sendo ele um republicano histórico, político combativo e jornalista inteligente, acima de tudo, sincero e coerente com as suas idéias não aceitava os mesmos erros cometidos no Império e apresentados, agora, sob o nome de República. Dirigiu os jornais: A República, O Republicano, O Íris Acadêmico e O Diário Popular, de São Paulo.


Cargos Públicos - Ministro do Interior no Governo Provisório durante dois meses. – Promotor Publico - Juiz em Minas Gerais. Aristides Lobo é considerado um dos “pais” da República brasileira; praticamente há ruas em todas as grandes cidades em sua homenagem, além de diversos prédios públicos. Nos primórdios da Primeira República chegou a figurar num selo de 10 réis. A Academia Paraibana de Letras lhe dedicou o patronato de sua Cadeira número 6.


Rio de Janeiro, A Republica.Colaborou em O CRUZEIRO, no Diário Popular e na província de São Paulo." ( Transcrito do Livro "Biografia de Maçons Brasileiro", de Renato Mauro Schramm, pág. 35. Edição 1999 )

APITO DE OURO - Camilo Macedo



 
APITO DE OURO - Filho de Augusto da Silva e Maria Pessoa da Silva, agricultores em Caiçara, Paraíba, Antônio Augusto da Silva nasceu em 12 de janeiro de 1937, prestou o serviço militar obrigatório no 15º Regimento de Infantaria em 1956 e ingressou na Polícia Militar em 20 de julho de 1959. Como era reservista, no decorrer das décadas de 1960 e 1970 um Soldado ganhou muita notoriedade em João Pessoa, chegando, mais de uma vez, a ser matéria de página inteira em um dos jornais de grande circulação na cidade.
Esse notável policial foi homenageado por Clubes de Serviço e órgãos da imprensa que lhe outorgaram o título de Apito de Ouro, uma alusão ao seu trabalho como guarda de trânsito exercendo o controle de tráfego nos principais cruzamentos do centro da cidade. Essa figura carismática, sorridente, simpática e entusiasmada pelo seu trabalho foi o Soldado Antônio Augusto da Silva, que, por longos anos prestou serviço na Companhia de Trânsito de João Pessoa.

Antes da construção do Viaduto Damásio Franca, no centro da cidade, os veículos vindos da cidade baixa cruzavam a Ruas Duque de Caxias e Visconde de Pelotas, seguindo pela Rua Padre Meira, em direção ao Parque Solon de Lucena. Por essas artérias também circulavam muitos automóveis. Havia, portando, necessidade de um controle dos fluxos desses veículos, principalmente nos horários de maior movimento. O mesmo ocorria em diversos outros cruzamentos, não só no centro, mas em esquinas de ruas como a Epitácio Pessoa e Cruz das Armas,, por exemplo.

Naquela época existiam poucos semáforos instalados na cidade e esse serviço era feito por Policiais Militares, que eram mais conhecidos por Guardas de Trânsito. Esses policiais recebiam treinamentos para executar os convencionais apitos e sinais de braços estabelecidos no Código de Trânsito. Apito de Ouro era sempre escalado para trabalhar em um dos cruzamentos do centro da cidade. E foi nessa atividade que o seu trabalho ganhou popularidade. É que ele, contrariando o que estabelecia o Código de Trânsito, criou uma série de gestos, movimentos e sons no apito, que em seu conjunto parecia uma coreografia.

Apito de Ouro foi promovido a Cabo, por tempo de serviço, no dia 22 de setembro de 1986, e passou para a reserva no dia 28 de janeiro de 1987, com os proventos de 3º Sargento. O Jornal A União, em edição de 27 de outubro de 2013 publicou uma matéria que sintetiza um perfil de Apito de Ouro. Dessa matéria destacamos, e aqui reproduzimos, um precioso texto do Jornalista Gilson Renato, que ainda como criança chegou a ver no Ponto de Cem Reis, uma performance de Apito de Ouro, e guardou na memória.

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