As pessoas têm que ser empurradas dando um salto para além de Lula e de Bolsonaro.



 Francis Lopes de Mendonça

Estou um pouco afastado das redes sociais. Bem, é o seguinte. Que tristeza ver um país à mercê de uma polarização acirrada por sanguessugas e oportunistas que apostam no divisionismo e no confronto dessa classe contra aquela classe para fortalecer e perpetuar esquemas de poder. Mas sabemos que nenhum lado presta. Pois não dá para condenar o comunismo falido, o socialismo de gabinete e gravata e ao mesmo tempo fechar os olhos para o fascismo modinha e vice-versa.

Não estou em nenhum dos polos. Não dá. Não faço o jogo de nenhum dos lados. Tô fora! Só lastimo muito pelas pessoas de boa fé envolvidas que estão tão cegas pela paixão política que se recusam a ver os motivos de cada lado com racionalidade.

Lastimo essa cegueira que impede, a uns e outros, ter ideia de vida inteligente fora das suas respectivas bolhas doutrinárias. Mesmo assim tento ler todos com a mesma atenção que dou a quem tem posições mais próximas às minhas. Só que no meio duma maioria de comentários de bom senso, que discordam argumentando ou que concordam somando, estão muitos que compram qualquer burrice, qualquer preconceito, qualquer ideia equivocada, como verdade.

Aqueles de ambos os lados da polarização que radicalizam, ofendem, atacam quem escreve e não o que foi escrito. Boa parte limítrofes que nunca se preocuparam com política, mas são cheios de opiniões, se acham proprietários da verdade, destilando comentários que são típicos exemplos de inúmeras falácias, tornando inviáveis as discussões nas redes sociais, comentários que partem de premissas equivocadas, o que inviabiliza o debate. Porque o bom debate vai depender de não nos deixarmos cair em análises fáceis, teorias da conspiração, análises que já favorecem nosso pensamento logo de cara, empurrando goela abaixo a bobagem de que tudo que é esquerda é petralha, é corrupto, é ladrão ou de que tudo que é direita é elitista e deseja o mal para o povo.

Sanguessugas e oportunistas apostam num país em crise, porque a crise coloca o cidadão numa posição onde esses espertos têm mais poder. Quando a pessoa está em crise, ela aposta todas as fichas em quem vive de fazer discurso. Compra qualquer fala remotamente parecida com o que sonha. E se torna hostil à qualquer um que não pense como ela. Quanto a mim, modéstia à parte, procuro, tanto quanto possível, manter-me informado e coerente com o que suponho ser a realidade dos fatos. Digo isso porque, com frequência, vendo essa ou aquela postagem que aparece na minha linha do tempo sobre a libertação de Lula, surpreendo-me com a capacidade que as pessoas têm de amoldar a realidade ao que creem – ou lhes convêm.

Acho que as pessoas têm que ser empurradas para a reflexão, a discussão ética, a crítica social, inclusive dando um salto para além de Lula e de Bolsonaro. Foi pensando assim que na eleição passada fui votar para presidente em alguém que representasse a esperança de ter uma terceira via e não permitisse dois extremismos irem para o segundo turno; alguém que brigasse com chance de ganhar que não fosse essas duas alternativas anti-democráticas, pois eu dissera e ainda digo que nem Lula e nem Bolsonaro são exemplos de democratas, embora eu já soubesse que não havia e ainda não há nomes confiáveis que possam fazer a ponte da paz de que o país precisa depois de tanto confronto. Só que Lula, raposa velha que ele só, teve habilidade o suficiente para impor alguém que não poderia ganhar.

Foi então que, com Lula preso, Bolsonaro tornou-se a melhor opção. Pois a estratégia de Lula era evidente: fortalecer ao máximo Bolsonaro, impedindo a consolidação de qualquer terceira alternativa para forçar esta polarização em que estamos atolados até a medula e na qual pudesse aparecer depois como os salvadores da pátria ante o bolsonarismo. Foi um ato sórdido de hegemonismo. Tanto que Lula mandou omitir da campanha, sistematicamente, quaisquer críticas a Bolsonaro, porque era com ele que o líder da estrela vermelha solitária queria disputar o segundo turno de dentro da cadeia.

A ordem era assustar e bravatear para agora, solto, colher os frutos. Agora estamos vendo a merda de país que virou o Brasil dividido, de um lado por radicais que amam amar Lula, e do outro lado, por radicais que amam odiar Lula acima de tudo. Estes amam tanto que passam pano para Bolsonaro em rigorosamente tudo, inclusive no acordo feito com Toffoli para suspender 200 processos e paralisar a Lava-Jato, só para livrar a cara de Flávio, o rebento corrupto de Bolsonaro.

Aqueles amam tanto Lula que aceitam soltar seja lá quem for, porque o lulalivrismo é mais importante e não importa que esse cara tenha montado o maior esquema de corrupção de todos os tempos e aberto a porta para a devastação econômica de Dilma. Nada, nada têm importância porque afinal Bolsonaro é o anti-Lula e Lula é o anti-Bolsonaro então tudo é perdoável e está tudo perdoado daqui até o fim do mundo. É tudo uma mistura de síndrome de Estocolmo com vocação pra mulher de malandro com pitadas de hipnose coletiva! Se não acontecer um milagre qualquer que faça com que os radicais de ambos os lados da paixão política despertem dessa hipnose, o próximo presidente novamente será um maldito populista. Mas espero que haja tempo das pessoas, despojadas de anos de subserviência à direita ou à esquerda, acordarem dessa hipnose e ter um senso crítico sobre a história, para avançar numa nova direção e encontrar um caminho que não seja mais este de estar copiando em péssimo carbono tudo o que já foi experimentado e não deu certo neste lindo planetinha solto no infinito a que chamamos de Terra.

Um pouco da triste história do povo brasileiro... Fôlego aí... Francis Lopes de Mendonça



 Os generais, que controlavam o país na base do porrete e exploravam a sociedade auferindo “vantagens competitivas” para grupos empresariais “amigos” da ditadura militar, foram substituídos por um "mecanismo" de dominação mais suave em que as “eleições democráticas” legitimam a exploração econômica da sociedade por grandes fornecedores do Estado associadas a quadrilhas de salteadores mascaradas de partidos.

Tudo começa quando as esquerdas estavam entrincheiradas no MDB. Os parcos recursos que elas conseguiam eram os 25% desviados de contratos obtidos pelo partido nos limiares da ditadura. Só que de grão em grão foram “engordando” o caixa. Ao chegarem ao poder já não mais fazia sentido desviar os 25% para o partido, agora não mais disfarçados de MDB, mas com a grana nas mãos, foi mais fácil botar a bolada no bolso. O resultado todo mundo está vendo agora. Os larápios da nação investigados e condenados, que foram heróis no passado, no presente viraram traidores da consciência do povo brasileiro que se vê iludido, ludibriado e enganado.

É preciso entender, no entanto, que esse mecanismo de dominação e de exploração ampla e recorrente, empresarial e juridicamente estruturada, sempre teve a função precípua de pilhar os recursos públicos, que nada mais são do que uma parcela do árduo trabalho do eleitor e contribuinte, no caso, o explorado, funcionando de várias formas e se disseminando em todas as esferas do poder público “democraticamente constituído” no país, em todos os níveis: no governo federal, nos 26 estados, nas 5.570 cidades e em suas respectivas Assembléias Legislativas.

Nessa trapaça, que se acentuou ainda mais com a Constituinte, e nunca mais cessou, o representado ou o eleitor e contribuinte mais pobre é excluído de privilégios e vantagens de que usufrui a representação dita democrática, numa afronta a essência da representatividade que nada mais é que a igualdade entre o representado e o seu representante.

Naturalmente que um sistema de exploração com tal dimensão só podia existir mediante a encampação de legislação especializada. Não há dúvida de que os generais sabiam que magistrados e políticos usavam meios ilícitos para se manterem no poder: da compra simples de votos ao enriquecimento fraudulento. Tanto que o próprio SNI, no final dos anos 70, arquivou os processos dos corruptos. O Exército usou os inquéritos como barganha de apoio contra os chamados “subversivos comunistas”.

Foi então que todos os partidos que atuaram de 64 a 88, inclusive ARENA e MDB, aprenderam e passaram a ensinar e aprimorar essas práticas. E os novos partidos surgentes ampliaram ainda mais o processo de corrupção para se transformarem em verdadeiras organizações de saqueadores, a exemplo do PSDB, que nunca passou de um vômito ideológico, e do PMDB, que tirou o “p” de propina para continuar sendo o que sempre foi: uma máfia cuja única ideologia é o crime.

O que temos, hoje, é a sofisticação do sistema de meter a mão no dinheiro da nação por essas quadrilhas cada vez mais especializadas na montagem de empresas fajutas, na emissão de notas frias, na distribuição de recursos desviados, na organização de entregas de malas com dinheiro vivo, no pagamento de despesas para aliados políticos e suas prostitutas, na viabilização de aportes de caixa dois em campanha eleitoral, nas remessas para empresas “offshore” e por aí vai.

É bem verdade que a Lava Jato conseguiu metralhar quem estava nesses esquemas de poder ou quem está pendurado neles até agora, sem metralhar todo o sistema, mas a ação da banda boa da Justiça por si só não resolveu e nem vai resolver o problema da corrupção. Pois a desonestidade e a ladroagem continuam campeando, principalmente através da indústria do propinoduto nacional.

Além do mais, "reformas" são promovidas sem um mínimo gesto para diminuir despesas e privilégios, para reduzir as verbas de representação ou contenção de gastos supérfluos e as vantagens abusivas e indecentes que são fabricadas dentro da legalidade e transformadas em "direitos adquiridos”, mesmo a despeito do abismo fiscal em que o país se encontra, causado por uma catástrofe sócio-econômica associada a uma corrupção generalizada no Estado brasileiro, em todos os níveis, e protagonizada por políticos de todos os partidos e altos funcionários, com a conivência de um Judiciário inoperante, politizado e comprometido.

Daí, eu pergunto: que autoridade moral tem um Congresso Nacional, composto por castas viciadas em mamatas, para propor reforma da Previdência para professores, policiais e contribuintes mais pobres que não têm aposentadoria em condições especiais, não se valem de foros especiais para se safar e nem votam os seus próprios salários? Por que não começaram a reforma votando uma lei para extinguir suas mordomias imorais e os mimos da magistratura, que é outra casta de privilegiados com altos salários e benesses do Estado corrupto? Por que preferem cortar na carne dos pobres assalariados, quando se sabe que um terço do dinheiro da Previdência é gasto com altos funcionários federais da elite do país?

Não é à toa que só permanece crescendo o desalento, no seio da maioria da população de insatisfeitos, já que se percebe cada vez mais que a vida da maioria só vai piorando à medida em que as eleições se sucedem, com o acúmulo e a exaustão de anos e mais anos de roubalheiras, safadezas, traição, decepção e vergonha de viver explorado e tripudiado. A representação nada democrática é só suruba com o dinheiro dos impostos, que é fruto de trabalho, de horas e dias e meses de esforço, de chateação, de repetição, de calor e de frio, de dor e suor. De tempo de vida! O resultado é que cidadãos e contribuintes mais pobres não são iguais perante a lei na hora de pagar a conta.

Aqueles que mandam no país passam a vida criando leis, regras e mandamentos que anulam cada vez mais o princípio universal de que “todos são iguais perante a lei”. No Brasil não: todos são oficialmente desiguais. Isso é resultado da prática de criar tais “direitos adquiridos” para todos que nunca foram para todos - ao contrário, são para as elites encasteladas nos três poderes e não são direitos adquiridos, e sim vantagens imagináveis e inimagináveis. Não existe nenhuma democracia no mundo que seja assim.

A truculência e o populismo de Messias - Francis Lopes de Mendonça



 A truculência e o populismo de Messias germinou uma horda de apoiadores fanáticos e boçais que silencia, renega ou ignora os fatos, a lógica e o bom senso conforme o tamanho dos seus egos em explícita dissonância cognitiva. Ou então eu tenho problemas de audição e não ouvi o que ouvi sair da boca do rasteiro presidente: uma expressão segregadora e depreciativa contra o povo nordestino e governadores do Nordeste, independentemente do que se possa pensar sobre eles e seus atos de apoio ao muambeiro condenado.

Não se trata aqui de querer o retorno da gangue dos petralhas não! A rejeição, a revolta e o nojo ao petralhismo e seu líder metalúrgico fútil, no entanto, não foi capaz de me tornar eleitor de um capitão frustrado que passou trinta anos numa mamata no Congresso Nacional e que, por acaso, sem nenhum mérito, se elegeu presidente. Querer um país justo, próspero, seguro, respeitado e com perspectiva de futuro exige de todos nós ir além de alternativas tão medíocres e desastrosas.

O governo de Messias poderá acertar aqui e ali, como resultado do bom desempenho de ministros do quilate de Sérgio Moro, mas a pessoa física do rasteiro presidente é constrangedora e repugnante por uma carrada de razões, principalmente por ser um homem com profunda dificuldade em compreender o seu papel institucional. E é fácil entender o motivo. A parte não fanatizada e pensante precisa começar a refletir. Messias nunca será capaz de trazer paz social para o Brasil, nunca vai nos tirar dessa espiral de rancor e ódio - vai, isso sim, é aprofundar esse sentimento, que é o seu combustível político e a razão de seu sucesso eleitoral.

O seu governo realiza um esforço imenso para ser marcado pela mesma boçalidade suicida que derrubou o PT - incapaz de praticar os princípios mais primitivos do conservadorismo: a ponderação, o equilíbrio e a prudência. Isso sem falar da grotesca ingerência de três rebentos mimados, mal educados e deslumbrados, capazes de jurar que herdaram as terras do Brasil.

Para fazer-me o mais claro possível, ouso citar as palavras de um Livro da Bíblia inquestionavelmente relevante a esta legião de boçais, incapazes de questionar uma única vírgula daquele que jura governar como o eterno candidato, perfeitamente dispostos a destruir a reputação de opositores e a ridicularizar qualquer crítica como um instrumento de covardia ou falta de caráter, poluindo o debate público como se estivéssemos todos numa grande guerra tribal entre anjos e demônios, para elevar Messias à condição de um czar tupiniquim, crente do arrebatamento de uma nova religião semi-secular que livrará o Brasil do armagedom vermelho.

A essa seita cabe unicamente o apoio dogmático e a condenação de qualquer crítico à condição de infiel. O objetivo é o cumprimento da terra prometida: um país inteiramente alijado de qualquer pensamento divergente do messianismo. Então segue um pequeno trecho do capítulo 16, versículos 18-22, do Livro dos Provérbios.

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
Melhor é ser humilde de espírito com os mansos do que repartir o despojo com os soberbos.
O que atenta prudentemente para a palavra achará o bem, e o que confia no Senhor será bem-aventurado.
O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino.
O entendimento, para aqueles que o possuem, é uma fonte de vida, mas a instrução dos tolos é a sua estultícia.”

Não posso reconhecer autoridade moral numa mobilização dessa - Francis Lopes de Mendonça



Veja bem, meu problema não é contra o que o pessoal está gritando nesse momento em que figuras sinistras e deploráveis desse governo promovem cortes orçamentários num conluio entre demônios congressuais, governadores mal intencionados e outros animais escrotos. É contra tudo o que deixou de gritar enquanto empurrava goela abaixo safadezas e roubalheiras, só porque queria porque queria um governo de esquerda, a pretexto de que a direita reacionária é safadeza e roubalheira com retrocesso social.

Então não posso reconhecer autoridade moral numa mobilização dessa, embora reconheça a legitimidade da vontade popular, agora, em que se emudeceu por tanto tempo, diante de tantos erros e desmandos, inclusive assumindo democraticamente o poder em conluios secretos e negociatas de gabinete para dividir amplamente o poder e as falcatruas numa desenvoltura de uma sem-vergonhice sem fim.

Enquanto houver uma crescente desconfiança em relação à esses movimentos e a mobilização popular não for feita de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade, para o povão ir às ruas e gritar que são milhões unidos contra os corruptos e larápios de TODOS os partidos, NÃO VOU À NENHUMA MANIFESTAÇÃO e terei todos esses movimentos como barulhentos, oportunistas e financiados por pelegos comprados pelo sistema para manipular as massas ignaras.

Pois esse sentimento de indignação apolítica do povo brasileiro não combina com carros de som e nem com representantes desta ou daquela organização, sob pena de perder qualquer sentido de urgência na provocação das reformas profundas que este país necessita e com as quais todo mundo sonha que ainda sejam possíveis. Prefiro ficar em casa vendo umas novelas boas da TV Globo.

O misticismo de Boechat nada lhe dizia sobre seres de um outro mundo - Francis Lopes Mendonça



 

 Confesso que sou igual a Ricardo Boechat. O misticismo de Boechat nada lhe dizia sobre seres de um outro mundo. O misticismo de Boechat não aumentava o seu conhecimento sobre o cosmos. O misticismo de Boechat não era um substituto para a ciência. O misticismo de Boechat muito menos lhe dava conselhos morais. Não ordenava que ele fosse bom, generoso, amoroso. Não lhe mandava ajudar os que lhe pediam ajuda. Não lhe mandava lutar pela justiça exercitando um jornalismo combativo.

Pois não é preciso ser místico para ser bom, para ajudar os que mais precisam, para lutar pela justiça. Aliás, é muito vergonhoso ser bom, ajudar os que mais precisam e lutar pela justiça porque o cristianismo manda. Então é porque nos ensinaram a mandar que a gente tem de ser assim? Se não mandasse a gente não faria? Se o Deus cristão não mandasse e não ameaçasse não seríamos bons? Se assim é, então somos bons, ajudamos os que mais precisam e lutamos pela justiça porque morremos de medo. Mas tudo o que é produto do medo não é o oposto do sagrado? O misticismo de Boechat não lhe dava conhecimentos de um outro mundo e nem lhe dava ordens morais. Era um sentimento como se fosse uma música que ele ouvia dentro dele.

Por isso os teólogos românticos dizem que o sentimento místico é o sentimento de “dependência absoluta” diante do cosmos. Não existimos em nós mesmos. Existimos somente em relação a uma coisa imensa demais, gigantesca demais, fantástica demais, coisa que não compreendemos, completamente misteriosa mas que nos envolve, na qual nascemos e para a qual voltaremos também daqui a algum tempo. Mas resta quanto tempo? Não sabemos. Ninguém sabe. O relógio da vida não tem ponteiros.

A Cuba de Castro e seu irmão Castrinho - Francis Lopes de Mendonça




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Não posso acreditar em algo que já nasceu podre e que já demonstrou que não funciona e não deu certo onde foi implantado e hoje vive acenando via capitalismo desumano e predatório, como faz a ex-China comunista e agora a Cuba de Castro e seu irmão Castrinho, que recebia dinheiro do Brasil e abriu as pernas para receber os bem vindos dólares americanos.

Ou será que ninguém sabe o que acontece em Cuba, na Venezuela e nos países comunistas como a Coréia e a China? Castro foi um ditador, um déspota, um terrorista, um autocrata, um absolutista, um assassino construído sobre o mesmo pilar totalitário que ergueu criminosos da marca de Mussolini, Mao, Pinochet, Hitler e Stálin.

Sabem o que ocorria na Rússia comunista e nos regimes totalitários de esquerda? Ou será que ninguém sabe que o castrismo perseguia e matava homossexuais, queimava livros, censurava a imprensa, destruia famílias, assassinava, torturava e aprisionava opositores e deportava cidadãos pelas mais diferentes razões?

Ou então é normal matar dissidentes e homossexuais. Porque na terra do companheiro Maduro, da Venezuela, o socialismo bolivariano assassina opositores e nivela a população por baixo. Todo mundo lá está caladinho, enfrentando fila pra conseguir alimentos e balançando a cabeça concordando com o sistema, senão é preso e assassinado.

E isso também é normal? E por que tem inocente achando que essa bosta daria certo aqui no Brasil? Já não basta a grande merda que foi o golpe militar da falsa revolução de março de 64? Ditadura é ditadura e todas são iguais, sejam de direita ou de esquerda. Portanto, falar que Castro foi um tirano não é um ponto de vista ideológico ou um marketing da direita reacionária.

É um retrato fiel da história, em consonância com qualquer análise que se faça das bases do totalitarismo, sob qualquer perspectiva que estabeleça sua trajetória. Por isso, espero que as futuras gerações, despojadas de anos de subserviência à direita ou à esquerda, tenham um senso crítico sobre a história da humanidade e avancem numa nova direção, para achar um caminho que não seja mais este de estar copiando em péssimo carbono tudo o que já foi experimentado e não deu certo neste lindo planetinha solto no infinito a que chamamos de Terra.

Se o Brasil vai dar certo com Bolsonaro é outra história - Francis Lopes de Mendonça



 Quer os radicais queiram quer não, o novo presidente foi eleito, de forma democrática, pela maioria dos votos válidos.

Se o Brasil vai dar certo com Bolsonaro é outra história. Eu só tenho que torcer para a equipe do novo governo possa guiar o país para as reformas que o Brasil realmente necessita. Além do que não acredito que estejamos à beira do retorno aos anos de chumbo, ao horror ditatorial, à perseguição e à falta de liberdade de expressão. Não acredito em hipótese alguma nesse cenário.

Qualquer que seja a ameaça populista autoritária da direita reacionária que Bolsonaro venha a representar, ela não será isso. Inclusive não tenho visto nenhum analista sério apostando em uma reedição dos anos de chumbo.

O que eu tenho visto, lamentavelmente, é a militância da esquerda emburrecida e fossilizada sendo utilizada novamente como massa de manobra especificamente para rivalizar com a militância do outro lado em fazer crer que a vitória do presidente eleito representa o início de prisões, torturas e mortes.

Nesse cenário, a narrativa inculcada pelos gurus de Lula é de que não ter votado em Haddad é o equivalente a ter apoiado o retorno à ditadura e à tortura, a volta do obscurantismo autoritário militar. Deus do céu! Há tanta maldade e ignorância nessa posição que fica difícil concatenar uma reação a ela.

Pois como é possível que não respeitem sequer a memória daqueles que efetivamente combateram o regime autoritário do golpe militar da falsa revolução de março de 64, daqueles que enfrentaram tanques nas ruas, quartéis no comando, prisões solitárias e torturas indescritíveis para, agora, utilizarem esse passado como moeda de troca da defesa e justificativa dos atos criminosos de uma quadrilha de corruptos saqueadores do Estado brasileiro?

Verdade é que a doentia e mentirosa retórica do “golpe” formulada pelos gurus de Lula, que já se antecipara nos ataques à Lava Jato em 2015, teve a intenção de preparar os militantes das esquerdas para a consolidação dessa narrativa.

]Assim, os gurus de Lula, entre os quais se destaca Leonardo Boff, o mesmo que inculcou o princípio de que os fins justificam os meios, inclusive o roubo em escala industrial, acabaram por criar as condições de propagação de uma versão dos fatos recentes da política brasileira conforme a qual os homens que foram heróis no passado e hoje são responsáveis por saquear o Estado brasileiro, desviando milhões e mais milhões de recursos públicos para os cofres do partido e, frise-se, para suas contas pessoais, como Zezinho Dirceu e Palocci, acabaram por se tornar “guerreiros do povo brasileiro”, “heróis nacionais” de uma resistência forjada e lutadores por uma libertação que só poderia ser a de seus ativos pilhados ao povo brasileiro cuja boa parte deu o troco nas urnas contra a aventura egocêntrica e desastrosa promovida por Lula, que boicotou Ciro por sacanagem. O resto é conversa fiada.

Não votarei em Boldo e nem em Andrade em hipótese alguma



 
Francis Lopes de Mendonça

Quem me acompanha aqui há um tempo já sabe o quão democrático eu sou e o quanto me esforço para manter um mínimo de racionalidade nesse espaço. Sou provavelmente uma exceção no sentido de, embora já ter declarado que não votarei em Boldo e nem em Andrade em hipótese alguma, respeitar sinceramente quem o fará. Mas não sei que desgraça de doença contagiosa é essa e o único jeito de tratar gente que não sabe conversar e se comporta como um robô é tratá-los como um robô: tirando as pilhas, ou seja desamigando, bloqueando.

Hoje mesmo varri cinco desses lobotomizados cuspindo seus mantras e frases de efeito, sem nenhum senso crítico. Minha intenção nesse momento não é agradar. Estou preocupado em provocar reflexões e ações para reverter a terrível situação em que estamos.

Durante os mais de cinco anos dessa página eu cansei de bloquear zumbis monotemáticos alienados pelo lulopetismo e de apagar seus comentários infelizes que só diziam repetidamente "Foi Golpe", "Fora Temer", "Lula Livre" e por aí vai.

Agora, de uns tempos pra cá, principalmente com a polarização de extremos nefastos e antidemocráticos para o país, tenho tido recorrentemente a inóspita visita de uma espécie de parentes deles: os zumbis monotemáticos alienados pelo bolsonarismo que repetem feito papagaio "É melhor Jair se acostumando", "B17", "Bolsonaro2018" e por aí vai.

Bloquear zumbis de ambas as bolhas ideológicas está sendo muito saudável pra mim, e inclusive me poupando grandes dissabores. E isso vale para todos, absolutamente TODOS, os candidatos. O bloqueio continua em seguida.

Porque não voto em Bolsonaro - Francis Lopes de Mendonça



 Passei o dia pesquisando no Google sobre Bolsonaro e cheguei à conclusão de que é melhor não votar nesse cidadão. Explico: estou certo de que muitos de boa fé dos que vão votar em Bolsonaro, o fazem em função de uma profunda revolta contra tudo que o PT fez ao longo de seus 13 anos. Votam em Bolsonaro como um gesto contra a corrupção, contra a roubalheira que nos foi imposta. Bolsonaro representa a mais radical oposição a Lula ou contra tudo o que Lula representa. Por isso enxergam em Jair o candidato que melhor expressa esse sentimento de raiva e nojo contra o vandalismo dos ladrões da esquerda, mas também de indignação com a violência sanguinária que convivemos nas nossas cidades. Não é isso??

Pensem se não é APENAS por isso que os amigos decidiram seu voto em Bolsonaro. É compreensível. Mas eu pergunto: e daí?? E os próximos anos?? Aos amigos que realmente decidiram votar em Bolsonaro eu pergunto novamente: vocês realmente pararam pra pesquisar, saber e refletir sobre o plano de governo de Bolsonaro, como eu fiz hoje?? Não?? Vejam bem, a minha intenção aqui não é mudar o voto de ninguém, não é desrespeitar a sua condição de eleitor fiel de Bolsonaro. A minha intenção é alertar os amigos que vão votar em Bolsonaro por impulso, por revolta, mas não pararam pra pensar com racionalidade no que virá quando ele for eleito.

Os amigos já pararam pra pensar no que ele fará pelo desemprego, pela economia, pela saúde, pela educação?? Não?? Então vale a pena conferir. Eu pesquisei no Google sobre o plano dele para entender o que a gente pode esperar dele como presidente, a começar por Educação: seu plano não apresenta nenhum projeto. Apenas críticas ao “comunismo” que ele garante ter tomado conta das escolas. Mas não há nenhuma estratégia para resolver o problema. De prático, apenas o apoio ao veto ao ensino domiciliar.

Depois fui pra Segurança: na segurança, o principal é o fim das saídas temporárias dos apenados. Ocorre que o STF já julgou a inconstitucionalidade desta proposta e não há como o presidente mudar isso sem aprovação do Judiciário. Ele fala também em criar o excludente da ilicitude para que os policiais possam atirar sem medo de serem processados. Só que o que ele propõe já consta do Código Penal.

Segui com Economia: pretende unir os Ministérios da Fazenda, Indústria e Planejamento criando o Ministério da Economia. Pretende ainda alterar a autonomia do Banco Central, alinhando com a política econômica - coisa que vai contra qualquer teoria econômica moderna.

Em seguida fui ver a questão da Saúde: outra área onde o plano de Bolsonaro é só mais um panfleto anti-esquerda do que uma coleção de propostas.Tem uma especial atenção aos nascimentos prematuros. Insiste que o problema da mortalidade infantil pode ser resolvido com as grávidas cuidando melhor da saúde bucal. Ignora temas como saneamento básico, por exemplo.

E a questão importantíssima do desemprego? Simplesmente não propõe nenhuma estratégia para combater.

Meus amigos, acreditem, é só isso, eu pesquisei. Não se iludam. Os amigos querem barrar a volta de Lula e sua gangue?? Ótimo!! Concordo. Mas será que os amigos não percebem que são ESSAS as “propostas” que vocês estão a ponto de eleger? Um político que está há 28 anos no Congresso e aprovou apenas 2 projetos e quando questionado sobre essa performance, respondeu: “mais importante que fazer gol é não tomar gol”. O cargo de presidente é de suma importância pra gente colocar um aventureiro e oportunista. Mas ainda dá tempo de mudar. Daqui a poucos dias não dará mais.

Mas com isso estou sugerindo que os amigos votem em alguém que não esteja alinhado com um pensamento à direita?? De jeito nenhum!! Mas pensem em candidatos que pelo menos possuam planos de governo de verdade, que a gente pode ao menos debater. TUDO MENOS BOLSONARO E HADDAD.

Por fim, está na hora dos eleitores fiéis de Bolsonaro pararem de refutar as acusações de homofobia, racismo e xenofobia. Agora o que é importante mesmo, às vésperas da eleição presidencial, é questionar o projeto de Bolsonaro para o país. Mas como questionar se esse projeto simplesmente não existe??...

Fingir que o Juiz Moro é o culpado pela prisão de Lula é escancarar pro mundo o quanto se é ignorante e estúpido



 

 Francis Lopes  Mendonça

Ações e posturas suspeitas e vacilantes de magistrados são obscenas. Justiça não pode ser politizada, partidarizada, seletiva, tem que ser clara, compreensível e igual para todos e todos serem punidos com o rigor da lei na proporção de suas responsabilidades, sem exceção. Sim, mas do que importa eu escrever novamente tudo isso? Boa parte disso eu já falei por aqui. E nada muda.

Na rasa mentalidade política das pessoas, se você não é petralha, é coxinha. As pessoas não buscam isenção. As pessoas buscam apenas confirmar a sua bolha ideológica. Isso ocorre porque o nível da política brasileira se tornou tão rasteiro que nos acostumamos a aceitar o debate político num nível mais rasteiro ainda. Dou um exemplo: tem gente que desqualifica a Lava Jato dizendo que o Juiz Moro é inegavelmente parcial, mas essa gente se esquiva de falar do desembargador que foi por 20 anos filiado ao partido da estrela vermelha solitária. Por que? Como fica a situação do desembargador, que por 20 anos foi militante do PT? Se vocês observarem bem, a resposta dessa gente é só um blefe de quem não tem argumento algum. E olha que eu não estou defendendo a Justiça brasileira. Aqui eu quero sair em defesa especificamente do Juiz Moro, para demonstrar porque a opinião dessas pessoas é inconsistente e quanto as suas contradições podem ser facilmente expostas fora da bolha em que elas renegam ou ignoram fatos conforme o tamanho dos seus bolsos ou dos seus egos.

De minha parte, não tenho problema algum em dar minhas posições políticas. O PSDB é um vômito ideológico. O PMDB é uma máfia e a sua única ideologia é o crime. Bolsonaro pegou em dinheiro e é envolvido com bancadas ruralistas, com evangélicos mascarados de cristãos, com racismo, xenofobia, misoginia e homofobia.

Mas de uma coisa eu tenho certeza: não foi o Juiz Moro quem condenou Lula. Lula foi condenado em segunda instância. Foi julgado por TRF4, STJ e STF. Fingir que o Juiz Moro é o culpado pela prisão de Lula é escancarar pro mundo o quanto se é ignorante e estúpido sobre esse processo.

Mas qual a razão pra essa gente puxar o espantalho do Juiz Moro nesse tópico, se ele não é o único responsável pela prisão de Lula, que foi referendado por diferentes juízes, ministros e desembargadores? E qual é o posicionamento político do Juiz Moro? Quando foi que o Juiz Moro tentou salvar da prisão alguém do PSDB? Em qual julgamento o Juiz Moro defendeu alguém do PSDB? Essa é uma pergunta fácil de responder: 95% das decisões do Juiz Moro não foram reformadas por tribunais superiores. O que isso significa? Que essas decisões não foram questionadas por outros juízes, desembargadores e ministros - muitos deles indicados por governos do PT.

Juiz Moro não tem suas decisões reformadas por tribunais superiores - que referendaram inclusive a prisão de Lula (aumentando a pena). Mas essa gente vive numa bolha repetindo feito papagaio que o Juiz Moro é parcial, que ele persegue o líder da estrela vermelha solitária.

Mas quando essa gente é confrontanda pela realidade - de que as suas decisões foram referendadas por outros juízes, desembargadores e ministros – essa gente fica que nem um disco furado, repetindo o discurso enviesado, como se desse um “tilt” no cérebro e ela fosse incapaz de contra-argumentar contra esse fato límpido e inquestionável. Ah, sim, há foto do Juiz Moro sorrindo com Alckmin, Aécio e Temer. O argumento dessa gente é uma foto. Porque foto entre juízes e políticos expõem que eles estão do mesmo lado. Mas o juiz foi convidado pra um evento, com políticos de diferentes partidos. Isso não prova nada. Há inúmeras fotos de Lula e Dilma sorrindo com Alckmin, Aécio e Temer, e isso não quer dizer nada. Isso é pobreza argumental inconsistente, incoerente e sem qualquer apelo ao mundo real. E qualquer pessoa consciente e racional que esteja lendo o que escrevo sabe disso.

Essa gente quer colocar no mesmo saco 20 anos de militância de um desembargador suspeito com uma foto tirada num evento oficial de um juiz, com inúmeros jornalistas e fotógrafos acompanhando a cena, como se isso fosse a mesma coisa.

Não bastasse, quando se questiona explicitamente qual decisão do Juiz Moro é pró-PSDB, essa gente desvia o assunto - porque sabe que as suas decisões foram referendadas pelos tribunais superiores, por diversos juízes, desembargadores e ministros, alguns deles indicados pelos governos do PT. Mas cadê o argumento dessa gente questionando o desembargador? Se a decisão fosse técnica, vá lá. O que não é o caso. Porque não há como questionar sobre a falta de imparcialidade do desembargador. Pra começo de conversa porque ele é um plantonista. E se essa gente que vive numa bolha tivesse o mínimo conhecimento do papel de um plantonista, saberia que ele não tem esse poder.

Não há como defender um desembargador que foi militante por 20 anos, enquanto questiona a parcialidade do Juiz Moro. Essa gente vive numa bolha envolvida em sofismas. O que vale pra um, não vale pra outro. No mais, argumentos de um plantonista não deveriam sequer ser considerados, a julgar que um plantonista não pode monocraticamente reformar as decisões de um colegiado.

Além disso, a posição dele é que Lula deve ser solto porque é pré-candidato à presidência - e que esse é um fato novo. Já pensou se a moda pega e qualquer condenado pelas instâncias inferiores e superiores da Justiça seja solto apenas porque decidiu ser candidato a alguma coisa? Fala sério! Por essa lógica, Sérgio Cabral seria colocado na rua se ele decidisse virar candidato. Fernandinho Beira Mar seria liberado se ele aparecesse com o mesmo discurso.

Repito o que disse no começo: as pessoas não buscam isenção. Elas buscam apenas confirmar a sua bolha ideológica recheada de auto-enganações. 

Esse é o nível mais rasteiro e estúpido do debate político no país. É o que mais emburrece.

Qualquer um pode se transformar num Hugo Chavez da vida



 Francis Lopes de Mendonça

No Brasil, a política ensinada pelos grandes mestres se tornou algo tão ordinário quanto uma pornochanchada de Alexandre Frota. Tenho na minha casa uma humilde biblioteca com as obras daqueles que pensaram racionalmente sobre a política: Platão, Aristóteles, Hobbes, Jung, Maquiavel, Tocqueville, Darcy Ribeiro, Max Weber. Mas parece que vou ter que jogar tudo na lata do lixo, pois é inútil invocar, em meu socorro, as ideias maravilhosas desses pensadores. Elas são totalmente inúteis num país que não pode ser mais entendido com cabeça de filósofo. Só pode ser entendido com cabeça de peidão. E é só com cabeça de peidão que a gente pode entender a superioridade moral com que as militâncias politiqueiras olham para os demais, para os que não apóiam Jair e nem apóiam Luiz Inácio.

Não foi só por causa da bandidagem do PT que a maioria detesta o esquerdismo tupiniquim. Foi também, entre outras coisas, por causa do seu autoritarismo, e da sua insistência em assumir o monopólio das boas intenções, do mesmo jeito que a militância bolsominion está agora a se conduzir.

Jair e Luiz Inácio dizem muito mais de suas militâncias politiqueiras que deles mesmos. Ninguém mais do que ambos os populistas nos ensinam acerca de certos colegas facebookianos que, até então, não tínhamos a menor noção de quem eram. Mas só precisamos ficar atentos e, diante de pessoas que preferem Jair e Luiz Inácio, podemos tirar uma série de deduções que, se não fosse tal observação, nunca saberíamos.

Ao vermos colegas apoiando essas duas figuras nefastas à sociedade brasileira, com ambos se revelando como o que realmente são – um fazendo-se de desentendido para permanecer chefiando uma quadrilha de assaltantes e outro chefiando uma oligarquia que mama com força nas tetas do dinheiro do povo, o que não deixa de ser também uma forma de assalto aos cofres da nação -, sabemos que esses colegas apoiadores estão, de fato, se mostrando para nós sem a compostura costumeira. É como se esses colegas estivessem nos dando um recado: “somos assim, não nos importamos com ética e igualdade alguma, com moral alguma que professamos no Facebook.

Esta é nossa verdade”. Claro que eles não falariam dessa maneira, eles não avalizariam roubo de nenhuma forma. Mas, ao apoiarem Jair e Luiz Inácio, elas estão sim dizendo isso, talvez até de maneira intencional. E talvez porque essa bizarra compostura de certos colegas em torno de factóides populistas seja típica dos períodos de crise estrutural que de tempos em tempos atormenta a cena político-sócio-cultural e alguns países.

Pois é notório: quando há crises de instabilidade econômica e política na conjuntura geral de um país, torna-se fértil o terreno para a germinação de ideologias fascistas e fanáticas, tanto à direita quanto à esquerda, seja na forma de messianismo ou seja na forma de caudilhismo ou seja na forma de qualquer outra erva daninha produzida nesse tipo de contexto. Tanto faz Luiz Inácio, Jair ou um milico qualquer, pois qualquer um pode se transformar num Hugo Chavez da vida ou num monstrengo pior do que isso.

Vai Moro, coloca Alckmin na mesma cela que Lula! - Francis Lopes Mendonça



É moralmente correto pedir a prisão de Lula, mas é de uma burrice estratosférica ter saído às ruas para gritar e pedir unicamente a prisão de Lula. Esse tipo de discurso enviesado acaba com a Justiça. Justiça tem que ser clara, compreensível e igual para todos.

É um equivoco pensar que todos os problemas do país estão resolvidos com a prisão de Lula. Longe disso. Ainda há muito ladrão de milhões pra colocar no xilindró e outros tantos pra desovar pra fora da vida pública.

A prisão do metalúrgico fútil definitivamente não resolverá todos os nossos problemas sociais e econômicos. E nós não nos tornaremos uma sociedade moderna da noite pro dia. Não enquanto estivermos sendo assaltados por figuras sinistras da qualidade de Aécio, Temer, Serra, Renan, Jucá, Eunício, Alckmin, Richa, Perillo e enquanto a lei eleitoral não for aplicada de verdade para desmontar e pulverizar agremiações criminosas como PSDB, PMDB e PT. Isso sim.

Todos são culpados do que o Brasil tem produzido em termos de política retrô.

Praticamente todos esses marginais se travestiram de políticos, utilizando os partidos para se beneficiarem de esquemas criminosos. No entanto, o pessoal dessa direita burra e ignorante que está aí só sabe falar da prisão de Lula e da cachaça que Lula vai tomar na prisão. E eu descobri a razão. A direita ignorante e burra sabe que não tem programa, e que sua única bandeira é falar de Lula.

Ora, porra, Lula é só mais um integrante dessa história cheia de pretensos salvadores da pátria, se agarrando em sua massa de manobra como pode! O povo brasileiro foi enganado e tripudiado inúmeras vezes por marginais assim. E continuará inúmeras vezes mais enquanto tratar a política como uma ferramenta de redenção. Golpes, prisões, suicídios, vandalismo com o patrimônio nacional, heróis nacionais de mentira, messianismo fanático, ausência de republicanismo e falta de honestidade dos seus homens públicos são marcas da triste história do povo brasileiro. Todavia, acredito ainda ser possível salvar o Brasil, apesar disso tudo. Só falta desmascarar a outra metade da quadrilha de Lula, que é parte da quadrilha de Temer. Corruptos e ladrões são criminosos, sejam da direita ou da esquerda.

É preciso sair às ruas para exigir a prisão desses caciques e assim mostrar que todos são farinha mofada do mesmo saco. Petistas, lulistas e agregados podem ajudar e muito a colocar no xilindró todos esses que são iguais. Coxinhas e mortadelas de boa vontade e verdadeiramente patriotas podiam fazer este grande favor ao país: gritar que são milhões unidos contra todos os traidores da nação, afinal, todos devem ser punidos com o rigor da lei na proporção de suas responsabilidades, sem exceção. E contem com o meu apoio.

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