Romário: ‘No Congresso, a maioria é do mal…’



 Josias de Souza
18/10/2013 15:46

Deputado de primeiro mandato, o ex-jogador Romário (PSB-RJ) cultiva em relação ao seu local de trabalho uma opinião com aparência de lugar-comum. “No Congresso, a maioria é do mal… A maioria é contrária ao que o povo precisa”, afirma, repetindo o que o eleitorado não se cansa de dizer.

A despeito da má impressão, Romário parece ter desenvolvido técnicas de alheamento. Em entrevista à repórter Carolina Benevides, revelou-se familiarizado com as mumunhas da política. Para driblar a realidade, engole sapos sem ter indigestão. E não entra em qualquer bola dividida.

“Aprendi a ser político. Aprendi a ouvir coisas que não vão beneficiar o povo e a ter que engolir. Voto no que acredito. Mas aqui [no Congresso], o mal prevalece. Compro as brigas que acho que devo comprar, mesmo sabendo que vou perder.”

Como nos gramados, Romário busca na pauta da Câmara o melhor posicionamento. “Político só anda se tiver bandeiras, mas não adianta ter 50. Tem que ter foco no que vai fazer.”

No começo do mandato, era deputado de jogada única: “Cheguei com uma bandeira, a dos deficientes”. Com o tempo, desenvolveu outros lances: “Agora são cinco: combate ao crack, deficientes, Hip Hop, doenças raras e a fiscalização combativa dos gastos com a Copa.”

Como parlamentar, Romário não tem a eficiência que exibia na grande área: “Sobre a Lei da Copa, eu gostaria que alguns artigos não tivessem sido aprovados, que os gastos não fossem absurdos e fora da realidade do país.” Mas mesmo quando não faz gol ele acena para a arquibancada: no Congresso “tem muito mais interesse de lobby do que do povo.”

Como se vê, a despeito do pouco tempo de política, Romário conhece profundamente a causa pública e a natureza humana. Usufrui na sua plenitude o gozo das pequenas provações. E sofre na própria pele as insuportáveis vantagens. Com 42 anos de mandato, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), hoje o deputado mais antigo da Casa, não quis comentar as declarações do colega Romário: “Não merece resposta”, limitou-se a dizer.

Rui Falcão: É natural que Lula se apresente...



 ... se ano que vem a presidente não estiver bem nas pesquisas". Declaração do presidente do PT, que disputa reeleição, foi dada à revista "Piauí" deste mês. Ex-presidente desautorizou quem tenta passar a imagem de que ele é um "reserva" no banco, à espera da saída da afilhada política, mas deixou uma janela aberta para a turma do "Volta, Lula". Falcão também reafirmou a candidatura de Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro, e ironizou o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que cobrava o apoio a Pezão. "Cabral não está em condições de fazer exigências", afirmou


5 de Agosto de 2013 às 06:16

247 – O ex-presidente Lula confirmou apoio a Dilma em 2014 e teria chamado de "burrice" a tentativa de companheiros de entoar o coro do "Volta, Lula" para a eleição de 2014. Ele desautorizou quem tenta passar a imagem de que ele é um "reserva" no banco, à espera da saída da afilhada política.

No entanto, o clamor por sua volta dentro do PT é reforçado pela queda recente de Dilma nas pesquisas. Em entrevista à revista Piauí deste mês, o presidente do PT, Rui Falcão, ignora a orientação para fidelizar o partido em torno de Dilma e deixa a possibilidade de mudança no ar: "Não tem isso de volta Lula'. Mas é evidente que, se ano que vem a presidenta não estiver bem nas pesquisas, é natural que ele se apresente", diz. A informação foi divulgada na coluna de Mônica Bergamo, da Folha.

Pesquisa Ibope/Estadão divulgada em julho mostra que o desempenho do ex-presidente tende a ser melhor que o da presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014. Levantamento feito entre quinta-feira e domingo passados mostra que, contra os mesmo adversários, Lula atingiria 41% num primeiro turno, enquanto Dilma teria 30%.

No cenário com quatro candidatos a presidente, Dilma tem 30% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 22% da ex-ministra Marina Silva (sem partido), 13% do senador Aécio Neves (PSDB) e 5% do governador Eduardo Campos (PSB). Contra os mesmos adversários, Lula chegaria a 41%, enquanto Marina teria 18%, Aécio ficaria com 12% e Eduardo, 3%. Por comparação, a taxa de Lula é 37% maior que a de Dilma.

A presidente entendeu o recado e passou a propagar a imagem de que ela e Lula são indissociáveis. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ela disse que "Lula não vai voltar porque não saiu." 

Também na entrevista à Piauí, Falcão reafirmou que o PT lançará o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao governo do Rio, apesar da pressão do PMDB e do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, para que os petistas apoiem o candidato Luiz Fernando Pezão. "O Cabral não está em condições de fazer exigências".

Sidebar Menu