Inaugurada em Brasília quinta penitenciária federal de segurança máxima



São abertas só 52 das 208 celas de presídio federal em Brasília

Penitenciária federal de segurança máxima de Brasília Foto: Marcelo Camargo

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) inaugurou nesta terça (16) em Brasília a quinta penitenciária federal de segurança máxima do Brasil. Inicialmente, apenas um dos quatro blocos de 52 celas funcionará, uma vez que os 120 agentes penitenciários já contratados não são suficientes para garantir a segurança de outras alas.

“A construção está finalizada, mas a operação vai ser gradativa. Hoje, o efetivo atende plenamente a um [dos blocos]”, declarou o diretor-geral do Depen, Tácio Muzzi, ao conversar com jornalistas durante a cerimônia de inauguração da unidade prisional. Também participaram do evento o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann; a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e outras autoridades da área de segurança.

Segundo Muzzi, a demora na contratação de agentes penitenciários foi causada por questões administrativas. “Já há pessoas aprovadas em concurso que fizeram a academia [o curso de formação], mas que, por conta de questões administrativas, sobretudo da Lei de Responsabilidade Fiscal, não pudemos nomear [contratar]”, explicou o diretor-geral do Depen. De acordo com Muzzi, os recursos para novas contratações serão destinados “gradativamente”, já no início do próximo ano.

“É até bom que se faça isso gradualmente. A equipe está bem treinada, em número suficiente para atender este funcionamento. Depois, a gente vai [ampliando o número de agentes”, acrescentou Muzzi.

Com 12.300 metros quadrados (m²) de área construída, a Penitenciária Federal de Brasília conta com 208 celas individuais distribuídas pelos quatro blocos. Cada bloco é subdividido em quatro alas, com 13 celas cada. O projeto original prevê que todos os espaços sejam controlados por agentes penitenciários e por um circuito de câmeras, 24 horas por dia.

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A construção e o aparelhamento da unidade exigiram investimento de cerca de R$ 45 milhões e consumiram quatro anos. Além disso, questões burocráticas e administrativas atrasaram a previsão inicial, que era de inaugurá-la em 2014. Cada cela individual mede 6 m² e conta com dormitório, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento. As paredes são feitas de concreto armado para evitar explosões e tentativas de fuga.

A unidade de segurança máxima abrigará presos condenados e provisórios sujeitos ao Regime Disciplinar Diferenciado, líderes de organizações criminosas e réus colaboradores presos ou delatores premiados que corram risco de vida no sistema estadual.

Para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o sistema penitenciário federal atende aos padrões internacionais de excelência, seja no respeito à integridade dos presos, seja em relação à necessidade de segregar “aqueles que ameaçam a sociedade”. “Precisamos fazer com que este modelo seja o de todo o Brasil”, disse o ministro, referindo-se às unidades prisionais sob responsabilidade dos governos estaduais. “Temos [no sistema federal] zero fuga, zero rebelião, nada de entrada de celulares, mas, sobretudo, temos integral respeito às normas e regras.”

A unidade de Brasília soma-se às quatro unidades federais de segurança máxima em funcionamento no país: Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Catanduvas, no Paraná, Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Porto Velho (RO). Outras duas penitenciárias federais de segurança máxima estão sendo construídas em Charqueadas, no Rio Grande do Sul, e Itaquitinga, em Pernambuco.

Por motivos de segurança, os presídios federais costumam funcionar com apenas 60% de sua capacidade total.

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Foto Marcelo Camargo

PF indicia Michel Temer e mais dez pelo “Decreto dos portos”



Inquérito aponta corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa
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Foto: Alan Santos

A Polícia Federal (PF) concluiu, nesta terça-feira (16), o inquérito e indiciou o presidente da República, Michel Temer, por favorecimento de empresas na edição de decretos para o setor portuário, caso conhecido como “Decreto dos Portos”. O relatório foi entregue ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve encaminhar o documento para manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR).

Além de Temer, foram indiciados sua filha Maristela Temer, o ex-assessor e ‘homem da mala’ Rodrigo Rocha Loures, o ex-diretor da Rodrimar Antônio Celso Grecco e outras seis pessoas.

O delegado da PF Cleyber Malta Lopes apontou a ocorrência dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa dividida em quatro núcleos: político, administrativo, empresarial e operacional.

Lopes pediu a prisão de quatro investigados, entre eles o coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente. A PF pediu também o bloqueio de bens de todos os indiciados, inclusive de Temer.

A Polícia Federal investigou durante 11 meses a edição do decreto e as pessoas ligadas a Temer. A suspeita é de que a empresa de arquitetura Argeplan , do amigo de Temer, Coronel João Baptista Lima Filho, tenha sido utilizada para receber propina do setor portuário, em nome de Michel Temer.

Também houve investigação sobre a reforma feita na casa de Maristela, filha de Temer, entre 2013 e 2015, o apartamento passou por obras, sendo que a suspeita é que pelo menos R$ 1 milhão tenha vindo do setor portuário.

O inquérito do “Decreto dos Portos” foi aberto a pedido do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot com base nas delações de executivos do Grupo J&F. O ministro Barroso prorrogou a conclusão do inquérito por quatro vezes.

 

Foto Alan Santos

 

 

Bolsonaro usa críticas de Cid Gomes ao PT no programa eleitoral



 Campanha do presidenciável não perdeu tempo e veiculou críticas no programa 

A campanha do candidato do PSL a presidente, Jair Bolsonaro, não perdeu tempo e utilizou as críticas do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) ao PT no programa eleitoral divulgado nesta noite. Confira o vídeo abaixo.

Em evento de apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT), na noite de segunda (15), Cid Gomes foi convidado a discursar e cobrou que o PT faça um “mea culpa” dos erros que cometeu. “Tem de fazer um mea culpa, pedir desculpa, ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, disse. “Não admitir os erros que cometeram é para perder a eleição. E é bem feito”, ressaltou.

Sob vaias de militantes petistas, Cid chamou de “babacas” aqueles que protestavam contra seu discurso e disse que o partido “merece perder” caso não fala uma autocrítica. “Vão perder feio porque fizeram muita besteira, aparelharam as repartições públicas e acharam que eram donos de um país. E o Brasil não aceita ter donos”, disse.

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Jogada de Lula, afastando-se da campanha, é se descolar da derrota de Haddad



Petista presidiário deixa claro que a derrota não será dele

Fernando Haddad, candidato do PT à presidência da República. (Foto: EBC)

Quando orientou o candidato do PT a presidente ser “mais Haddad” no segundo turno, após a derrota acachapante no primeiro turno, o ex-presidente e presidiário Lula apenas colocou em prática sua nova jogada: descolar-se de nova derrota para Jair Bolsonaro (PSL). “Lula é esperto, experiente, percebeu logo que Haddad não venceria”, diz um ex-ministro lulista de carteirinha eleito para o Congresso no dia 7. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A tentativa de Lula de se descolar de eventual derrota explica sua demora e relutância na definição de Haddad como candidato do PT.

Lula ficou “traumatizado” com a derrota de 2016: Haddad teve menos votos que brancos e nulos, mesmo com o ex-presidente a tiracolo.

O ex-presidente culpa a derrota humilhante de Haddad em 2016, ao tentar a reeleição, pelo derretimento do seu cartaz em São Paulo.

Lula cumpre pena de 12 anos por lavagem de dinheiro e corrupção, mas põe a culpa pela derrota do PT em Haddad.

Foto EBC

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Programa político de Bolsonaro na TV deve usar críticas de Cid Gomes ao PT



 

 Entretanto, Cid disse que não autoriza e examina medidas judiciais cabíveis contra uso de sua imgaem

O programa do candidato Jair Bolsonaro (PSL) que vai ao ar na noite desta terça-feira (16) vai explorar a fala de Cid Gomes, irmão do candidato derrotado Ciro Gomes (PDT).

“Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor na abertura do programa, exibindo em seguida o filme em que o pedetista faz uma saraivada de críticas ao partido de Lula.

As imagens mostram Cid discursando em um evento em que supostamente apoiaria a candidatura de Fernando Haddad à Presidência: “Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, disparou ele logo no começo de seu discurso.

As imagens que serão veiculadas por Bolsonaro mostram ainda a cena em que, diante da reação negativa da plateia, Cid insiste: “É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”.

“Vão perder feio, porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país e o Brasil não aceita ter dono, é um país democrático”, diz o irmão de Ciro Gomes.

Quando os petistas começam a gritar o nome de Lula, ele completa: “O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o que? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição”.

O locutor então diz: “Nessa eleição, é o Brasil contra o PT”.

A fala do pedetista ocupa 1 minuto e 40 segundos do programa, que tem um total de 5 minutos e vai ao ar na noite desta terça.

Após a exibição da fala de Cid, o programa afirma que a rejeição de Haddad não para de crescer, “porque nessa eleição é o Brasil contra o PT”.

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Diferentemente do que a campanha de Bolsonaro vinha fazendo em programas anteriores, desta vez, o programa exibe mais detalhes do programa de governo.

“O verdadeiro debate que importa ao país são os planos de governo”, diz a apresentadora, ao dar início à comparação de vários pontos propostos pelos dois candidatos que disputam o segundo turno.

São exploradas medidas como criação de impostos, aspectos ligados à segurança pública e valores morais.

Bolsonaro é apresentado como um candidato que defende a família, que vai liberar a posse de arma, enquanto Haddad quer desmilitarizar a polícia e defende desencarceramento para pequenos delitos.

O candidato só aparece mais ao fim do programa.

“Para nós atingirmos um objetivo, temos que dar o primeiro passo”, afirmou.
O vídeo é encerrado com uma afirmação de que o PT ainda não percebeu que o país mudou.

“O povo não quer mais saber de propostas que nunca são cumpridas, como que Haddad fez em São Paulo e volta a fazer ao Brasil.”

“Procurado, Cid disse que não autorizou o uso de sua imagem e que examina medidas judiciais cabíveis contra a inclusão de sua imagem em vídeo da campanha eleitoral.

“Não autorizei ninguém, muito menos o Bolsonaro, a usar a minha imagem. Eu examinarei medidas judiciais pela exclusão de minha imagem”, disse à reportagem.(Folhapress)

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