Livro aponta Jair Bolsonaro como capitão da “República das Milícias”


Publicado por: Gerlane Neto 


De acordo com a pesquisa Mapa dos Grupos Armados do Rio de Janeiro, divulgada no começo desta semana, na capital fluminense as milícias controlam 41 bairros, onde moram mais de 2 milhões de pessoas. Feito em 2019, o levantamento também indica que o poder dos milicianos já é maior do que o de todas as outras facções criminosas juntas – ainda disputam territórios e buscam se estabelecer como poder paralelo a Amigos dos Amigos, o Terceiro Comando e o Comando Vermelho.

 Livro aponta Jair Bolsonaro como capitão da "República das Milícias" Imagem: VAN CAMPOS/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDO Página Cinco Colunista do UOL 21/10/2020 09h58 De acordo com a pesquisa Mapa dos Grupos Armados do Rio de Janeiro, divulgada no começo desta semana, na capital fluminense as milícias controlam 41 bairros, onde moram mais de 2 milhões de pessoas. Feito em 2019, o levantamento também indica que o poder dos milicianos já é maior do que o de todas as outras facções criminosas juntas - ainda disputam territórios e buscam se estabelecer como poder paralelo a Amigos dos Amigos, o Terceiro Comando e o Comando Vermelho. A origem das milícias é velha conhecida dos brasi... - Veja mais em https://www.uol.com.br/splash/colunas/pagina-cinco/2020/10/21/livro-aponta-jair-bolsonaro-como-capitao-da-republica-das-milicias.htm?cmpid=copiaecola

Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: Uol


IBOPE anuncia segunda pesquisa na eleição de João Pessoa com divulgação prevista nesta quinta-feira

O cenário político-partidário de João Pessoa entra em contagem regressiva de alta expectativa sobre a segunda pesquisa registrada pelo IBOPE anunciando novos números para a disputa para a Prefeitura da capital paraibana.

Conforme dados, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) registrou sexta-feira (16), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), nova pesquisa eleitoral para Prefeitura de João Pessoa. A pesquisa foi contratada pela TV Cabo Branco para saber a intenção de votos dos eleitores de João Pessoa.

Conforme informações, o Ibope irá entrevistar 602 eleitores de João Pessoa e deverá anunciar números na edição do JP 2a edição, à noite.

WScom.com.br

 


GOLPE À VISTA? Sobrinho de Adriano Galdino chama tio de “governador”

 FlavioLucio.com.br

Que Adriano Galdino se prepara para tomar o lugar de João Azevedo a partir do próximo ano, todo mundo desconfia, mas não precisava o sobrinho do o presidente da Assembleia, já antecipadamente reeleito para um mandato de mais dois anos, antecipar os desejos do tio.

Em publicação no Instagram, Arthur Galdino faz a louvação das qualidades do parente, chamando-o de “governador”, um novo ato falho nessa nova Paraíba de desejos subterrâneos, mas incontidos.

Como todo mundo sabe, e Adriano Galdino, claro, mais ainda, há uma investigação contra João Azevedo que avança no STJ. E tem as suspeitas de compras superfaturadas durante a pandemia, pecados estes que estão rendendo processos de impeachment que já levaram ao afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), enquanto o de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), está muito próximo de sair do cadeira de governador – dois moralistas de ocasião que se elegeram surfando a onda bolsonarista.


João Azevêdo diz que Bolsonaro tomou "decisão impensada" ao cancelar compra da CoronaVac: "vacina não é de direita ou de esquerda"

 
Segundo o governador da Praíba, "não dá para compreender que um processo que deveria ser científico vire político".


Por Camila Mattoso/Folhapress
Clickpb.com.br

"Vacina não é de direita ou de esquerda, o que interessa é que tenha eficácia", disse João Azevêdo. (Foto: Secom-PB/Arquivo)
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Governadores e secretários de Saúde revoltaram-se com o recuo de Jair Bolsonaro em relação à compra da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

Nesta quarta-feira (21), um dia após o anúncio de acordo para compra de 46 milhões de doses entre Ministério da Saúde e estado de São Paulo, o presidente disse que o imunizante não será adquirido pelo governo federal.

"Se Bolsonaro desautorizar o amplo acordo feito por Pazuello, ele mais uma vez estará sabotando o sistema de saúde e criando uma guerra federativa. Espero que bons conselheiros consigam debelar esse novo surto de Bolsonaro", diz Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhão, que falou em recorrer à Justiça para ter acesso a vacinas validadas pela comunidade científica.

"Bolsonaro não pode dispor das vidas das pessoas para seus propósitos pessoais. E Bolsonaro vai perder de novo, se insistir com mais essa agressão insana aos estados", acrescentou.

"Temos que apelar ao presidente para que a gente tenha equilíbrio, racionalidade, empatia com quem pode pegar esse vírus. Um apelo mesmo para manter o que falamos ontem. É importante manter a decisão republicana de ontem e deixar de lado questões eleitorais, ideológicas. E torcer para que o que disse Bolsonaro não seja levado ao pé da letra", diz Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.

"É para deixar todo mundo perplexo. Depois de uma reunião com quase todos os governadores do país, com Fiocruz, com Butantan, com representantes de municípios, o ministro afirma que vai fazer aquisição da vacina do Butantan e também da Fiocruz, oferecendo segurança e esperança para o país. E, então, o presidente da República, numa decisão impensada, anuncia que não vai fazer a compra da vacina chinesa", afirma João Azevêdo (PSB), governador da Paraíba.

"Vacina não é de direita ou de esquerda, o que interessa é que tenha eficácia. Se for isso [que Bolsonaro falou], vai ter consequência muito grave e o preço vai ser muito caro. Não dá para compreender que um processo que deveria ser científico vire político", completa.

"A decisão sobre a inclusão de uma vacina no programa nacional de imunização deve ser eminentemente técnica, e não política. Temos instituições renomadas trabalhando no assunto, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e o que deve ser observado é a condição de segurança, a viabilidade técnica e também a agilidade para disponibilizar a vacina para imunizar a população. Ou seja, sem análises políticas, o importante é que seja tecnicamente decidido e viabilizado para a população o que ela precisa, que é a garantia de uma vacina segura o mais rápido possível", defendeu Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul.

"O compromisso assumido ontem foi de comprar vacina produzida no Brasil, da Fiocruz-Manguinhos, e do Instituto Butantã, produção brasileira. A saúde do povo em primeiro lugar. E neste caso a saída da crise econômica que permite recuperar empregos e trabalhar solução para a calamidade social é a vacina. O compromisso do ministro Pazuello que selou entendimento com todos os estados e municípios foi claro, comprar da Fiocruz e Butantã", diz Wellington Dias (PT), do Piauí.

"Não podemos politizar a vacina, nem qualquer aspecto relacionado a essa pandemia. A postura do ministro Pazuello foi elogiada por todos, independente de posições partidárias. Espero que alguém possa conversar com calma e esclarecer o presidente sobre esse tema. Desejo ainda que essa não seja o anúncio de mais uma crise ministerial do governo atual", diz o secretário de saúde Fabio Vilas-Boas, do governo Rui Costa (PT), da Bahia.

"Que o governo federal guie suas decisões sobre a vacina da Covid por critérios unicamente técnicos. Não se pode jamais colocar posições ideológicas acima da preservação de vidas. Lutaremos para que uma vacina segura e eficaz chegue o mais rápido possível para todos os brasileiros", escreveu Camilo Santana (PT), governador do Ceará.

"Peço ao presidente Jair Bolsonaro que tenha grandeza. E lidere o Brasil para a saúde, a vida e a retomada de empregos. A nossa guerra não é eleitoral. É contra a pandemia. Não podemos ficar uns contra os outros. Vamos trabalhar unidos para vencer o vírus. E salvar os brasileiros", escreveu João Doria (PSDB), de São Paulo.


Candidatos à Prefeitura de João Pessoa já receberam doações de mais de R$ 6,7 milhões; Ruy, Edilma e João lideram com mais de R$ 1 milhão

 
Três ainda não há prestação de contas: Camilo Duarte (PCO), Ítalo Guedes (PSOL) e Rama Dantas (PSTU). Confira a lista dos valores recebidos.


Por Aline Martins
 

Postulantes recebem recursos para investir nas campanhas em João Pessoa. (Foto: Edição ClickPB)
Os candidatos que disputam ao cargo de prefeito do município de João Pessoa já recebeu ao todo R$ 6.727.787,75 de recursos para auxiliar nos gastos das campanhas eleitorais de R$ 2020. Lideram nos recebimentos Ruy Carneiro (PSDB), Edilma Freire (PV) e João Almeida (SOLIDARIEDADE) que chegaram ou ultrapassaram a marca de R$ 1.000.000,00 nas contas. Três ainda não há prestação de contas: Camilo Duarte (PCO), Ítalo Guedes (PSOL) e Rama Dantas (PSTU).

Ruy Carneiro (PSDB) lidera em primeiro lugar. Conforme os dados que o ClickPB teve acesso, o postulante recebeu R$ 1.147.500,00. Desse total, R$ 700 mil foram da Direção Nacional do PSDB, R$ 240 mil da Direção Nacional do PSC e os demais de pessoas físicas.

Em segundo lugar aparece Edilma Freire (PV) com R$ 1.110.837,67. A Direção Estadual do PV doou R$554.837,67, a Direção Nacional do PDT, R$500.000,00 e a Direção Nacional do PV, R$ 40.000,00. Outras contribuições de pessoas físicas. João Almeida (SOLIDARIEDADE) ficou em terceiro lugar com R$ 1.000.000,00 doado pela Direção Estadual do PSL.

Na casa dos R$ 900 mil

Nessa faixa está Ricardo Coutinho (PSB) com R$ 920.900,00 e Raoni Mendes (DEM) com R$ 900.200,00. Do valor total de Ricardo Coutinho R$ 520.000,00 foram da Direção Municipal/Comissão Provisória do PSB, R$ 200.000,00 da Direção Nacional do PSB, R$ 100 mil da Direção Estadual do PSB, R$ 60.750,00 da Direção Nacional do PT e R$ 15 mil de uma pessoa física. Já de Raoni Mendes, R$ 900 mil foram da Direção Nacional do DEM e R$ 200,00 de uma pessoa física.

Entre R$ 630 mil e 450 mil

Em seguida, consta os valores recebidos por Nilvan Freire (MDB). Ao todo, R$ 620.950,00, sendo R$ 620.900,00 da Direção Nacional do MDB e R$ 50 de uma pessoa física. Cícero Lucena (PP) tem R$ 510.200,00. Desse total, R$ 500 mil doados pelo Diretório Estadual e os demais por uma outra pessoa. Wallber Virgolino (PATRIOTA) recebeu R$ 449.300,08, sendo R$ 400 mil da Direção Nacional do PATRIOTA e os demais de pessoas físicas.

Menos de R$ 100 mil

Carlos Monteiro (REDE) já tem R$ 50 mil, todo valor doado pelo Diretório Estadual do REDE SUSTENTABILIDADE. Anísio Maia (PT) tem na conta R$ 14.000,00, sendo que R$ 11.000,00 foram doados por ele. Outros valores, R$ 3 mil, por pessoas físicas representantes do Diretório Municipal da sigla. Rafael Freire (UP) recebeu R$ 3.900,00 de pessoas físicas.

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Anísio Maia - R$ 14.000,00

Camilo Duarte - Não há prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

Carlos Monteiro - R$ 50.000,00

Cícero Lucena - R$ 510.200,00

Edilma Freire - R$ 1.110.837,67

Ítalo Guedes - Não há prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

João Almeida - R$ 1.000.000,00 .

Nilvan Ferreira - R$ 620.950,00

Rafael Freire - R$ 3.900,00.

Rama Dantas - Não há prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral.

Raoni Mendes - R$ 900.200,00

Ricardo Coutinho - R$ 920.900,00

Ruy Carneiro - R$ 1.147.500,00

Wallber Virgolino - R$ 449.300,08

Fonte: TSE

Clickpb.com.br

 


Saúde da PB anuncia que testará 9.600 pessoas para covid-19 a partir do dia 3

 Visando nortear a flexibilização de atividades escolares em todo o estado, a Secretaria de Saúde da Paraíba anunciou nesta quarta-feira (21) que dará início ao inquérito sorológico, que testará 9.600 paraibanos para a covid-19, a partir do próximo dia 3.

De acordo com o secretário Geraldo Medeiros, os primeiros trabalhos relativos ao inquérito serão iniciados já nesta segunda-feira (26), como havia sido anunciado anteriormente, mas a pesquisa de campo só começa no dia 3.

Geraldo ainda explicou que os testes serão feitos em 130 cidades que foram escolhidas de acordo com o número de casos de covid-19 notificados e com o perfil do Censo do IBGE.

“Os entrevistados serão submetidos ao teste para covid-19 em visitas domiciliares que serão feitas por um entrevistador e profissional de saúde, que coletará as amostras. A expectativa é que a pesquisa dure 60 dias” detalhou.

PB Agora

 


A verdadeira pesquisa utilizando-se da lógica das coisas: Ricardo Coutinho já está no 2º turno. Me cobrem lá na frente.

Por: Aldo Ribeiro – economista e progressista

Antes de entrar no tema-título propriamente dito, é necessário entendermos um pouco mais sobre o significado de “guerra híbrida”. A grosso modo e em linhas gerais, guerra híbrida é uma guerra não fomentada pelo embate bélico tradicional, quando falamos de confronto entre nações, ou algo parecido. Mas sim, fomentada por uma série de elementos, que tem como função destruir as estruturas democráticas e institucionais por dentro. E os soldados, muitas vezes sem saber, somos nós. Quando curtimos ou compartilhamos algo em nossas redes sociais, indiretamente disseminamos o doce veneno da ideia que tenta ser incutida no país ou em determinada sociedade. É um jogo sujo de destruição de reputações e enfraquecimento de instituições. E não se enganem: o Brasil tem sido tubo de ensaio desse fenômeno, bancado por países e corporações do sistema, com interesses meramente econômicos. Percebam o que foi ou ainda é a Lava Jato. Percebam o papel de Sérgio Moro, do Ministério Público e de políticos ligados à esses grupos. Ou vocês acham que Paulo Guedes junto com Bolsonaro servem aos interesses do cidadão comum? E o Dória, quais seus interesses senão meramente coorporativos? Vejam o que Guilherme Boulos está sofrendo na sua campanha em SP e tirem suas conclusões.

Dito isso, precisamos falar das pesquisas de João Pessoa. Sigam a lógica dos fatos comigo. Percebam, pesquisas são encomendadas por grandes grupos de comunicação do estado. Com fortes interesses no resultados das eleições na capital. Temos o Governo do Estado com uma verba de comunicação recheada de milhões pra sustentar esses grupos. E aí vem a pergunta: quem é o candidato do governador? Cícero Lucena. E lógico, é óbvio que as pesquisas tentam, sendo bem sutil, “tendenciar” pra o candidato de quem abastece esses grupos de comunicação. O intuito é criar um cenário de perspectiva de vitória dos dois candidatos da direita, excluindo o ex-governador Ricardo Coutinho do jogo. E sabem o motivo de toda esse preocupação? Porque RC uma vez no 2º turno, vencerá as eleições. É fundamental matar sua candidatura no nascedouro, ainda no 1º turno.

Alguém pode me perguntar: mas como você tem tanta certeza disso? É uma questão de lógica do contexto. Desde 2014 vivemos uma polarização absurda e programada pra ser polarizada mesmo. Esquerda x direita. Lula x Bolsonaro. China x EUA. Conservadores x Progressistas. Elementos de uma guerra híbrida. Percebem?

Aqui em João Pessoa não é diferente. Temos uma base do campo progressista, que naturalmente não votará em nenhum dos representantes da direita conservadora, que se estapeiam pra ter seu nome ligado ao Bolsonaro. Isso por si só, já polariza o jogo. São aqueles eleitores que tem aversão ao bolsonarismo. Some-se à isso, a base militante da esquerda. Não tenho dúvida de que a militância petista na hora H vai de Ricardo. Assim como a militância do ex-governador. Mas, a mais forte de todas, é a base silenciosa das ruas e do eleitor médio comum. Eles estão observando o que está posto à mesa.

Um ex-prefeito que não tem uma mísera obra ou política pública digna de menção pra mostrar aos eleitores. Como acreditar em alguém que teve oito anos pra fazer algo realmente relevante, não fez, e agora diz que vai fazer? É subestimar a inteligência do povo.

Como acreditar em alguém que cuspia moralidade agressiva em programas de rádio, e que agora se veste de “jacarezinho paz e amor”? Um neófito que promete mundos e fundos sem ter experiência alguma em gestão pública? Que é filiado ao que há de mais retrógado no país, o velho PMDB de guerra capitaneado pelo inoxidável José Maranhão?

E os processos que correm em segredo de justiça? Por que até hoje não houve estardalhaço dos grandes meios de comunicação? Seletividade? Se é contra, busca-se algum nexo acusatório, ainda que sem provas e destrói-se a reputação do adversário? É assim que funciona? (Olha mais uma vez a guerra híbrida mostrando sua cara).

São perguntas, reflexões que devemos nos fazer, e sobretudo expor aos que ainda não tiveram essa leitura do cenário. De ligar os pontos, e entender que nada é por acaso. Mais do que nunca, é uma luta de classes.

Portanto, nesse momento, a grande preocupação da direita paraibana elitista e conservadora, é impedir que Ricardo vá pro 2º turno. Porque sabem que ele indo pro 2º turno, renascerá das cinzas. E uma vez renascido, se fortalece, e vence as eleições. Simples assim. Estamos na frente, mas ninguém precisa saber.

E pra não perder o costume: “eu tenho fé na força do silêncio”.


‘Pazuello é meu amigo particular‘, diz Bolsonaro após desmoralizar ministro da Saúde sobre a vacina chinesa


Jair Bolsonaro garantiu que Eduardo Pazuello permanece no cargo, depois que ele foi desautorizado sobre a compra da vacina chinesa Coronavac. "Pazuello é meu amigo particular e ele é um dos melhores ministros da Saúde que o Brasil já teve”, afirmou

Bolsonaro, Coronavac e Pazuello (Foto: PR | Reuters)
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247 - Depois de promover uma humilhação pública do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, desautorizando-o na aquisição da vacina chinesa Coronavac, Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quarta-feira (21) que Pazuello permanece no cargo.


“O ministro Pazuello não vai sair do governo", disse Bolsonaro à CNN Brasil. "O que aconteceu foi um mal-entendido, mas isso não vai envenenar o nosso ambiente. Pazuello é meu amigo particular e ele é um dos melhores ministros da Saúde que o Brasil já teve”, afirmou.

Leia também reportagem da agência Reuters sobre o assunto:


SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro rejeitou nesta quarta-feira a compra da potencial vacina da chinesa Sinovac contra a Covid-19, desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e levou a pasta a recuar do anúncio que havia feito há menos de 24 horas, aprofundando assim a rixa com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem agora como peça central a imunização contra uma doença que já causou mais de 150 mil mortes no Brasil.

A decisão de Bolsonaro de desautorizar Pazuello, --ele afirmou que determinou o cancelamento do protocolo de intenções assinado pelo auxiliar-- também gerou reações de vários governadores e os chefes de Executivos estaduais já falam em recorrer ao Congresso e à Justiça para garantir a vacinação com todos imunizantes disponíveis.

“Não será comprada”, respondeu Bolsonaro no Facebook diante do comentário de um apoiador que criticou o fato de a vacina da Sinovac ser chinesa. O apoiador disse ainda que a China, maior parceiro comercial do Brasil e importante destino de exportações agrícolas brasileiras, é uma ditadura.


Horas depois, no Ministério da Saúde, o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, leu comunicado em que contraria anúncio feito na véspera e diz que “não houve qualquer compromisso com o governo do Estado de São Paulo ou seu governador, no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19”. Disse ainda que não há qualquer intenção de comprar vacinas oriundas da China.

Em comunicado divulgado na véspera após a reunião de Pazuello com governadores, no entanto, a pasta afirmou: “o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou, nesta terça-feira, em reunião com os 27 governadores dos Estados e Distrito Federal, que assinou protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da Vacina Butantan - Sinovac/Covid-19”.

A potencial vacina da Sinovac, batizada de CoronaVac, está sendo testada no Brasil em estudo liderado pelo Instituto Butantan, do governo paulista. Nesta terça, o ministério da Saúde informou que Pazuello está com Covid-19. O ministro não se pronunciou sobre a guerra de versões e as declarações do presidente.


Em outra publicação no Facebook para justificar a decisão de rejeitar a aquisição da vacina chinesa, Bolsonaro apontou que ela ainda não tem comprovação científica, argumentou que não faria sentido injetar recursos antes da eventual comprovação e disse: “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém”.

O presidente, entretanto, omitiu que o acordo anunciado na véspera pelo ministério previa a compra da vacina pelo governo federal somente após a obtenção do registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em visita a uma obra em Iperó (SP), Bolsonaro reiterou sua posição. “Nada será dispendido agora para comprarmos uma vacina chinesa que eu desconheço, mas parece que nenhum país do mundo está interessado nela”, disse Bolsonaro.

“Toda e qualquer vacina está descartada. Ela tem que ter uma validade do Ministério da Saúde e uma certificação por parte da Anvisa. Fora isso não tem qualquer dispêndio de recursos”, acrescentou.

Bolsonaro, no entanto, não mencionou que assinou medida provisória destinando 1,9 bilhão de reais para assegurar a compra de doses e posterior produção local da potencial vacina da AstraZeneca, que também ainda não teve ainda eficácia comprovada cientificamente.

Durante a pandemia de Covid-19, Bolsonaro também defendeu a utilização da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19, embora ele mesmo tenha reconhecido diversas vezes que o remédio não tem comprovação cientifica no tratamento à doença. Ele também determinou que o laboratório do Exército, financiado com recursos públicos, intensificasse a produção do medicamento.

REAÇÃO DE GOVERNADORES

Doria, que é amplamente visto como provável candidato à Presidência em 2022, quando Bolsonaro disputará a reeleição como já disse várias vezes, está em Brasília e, em entrevista coletiva ao lado de parlamentares, pediu “compreensão” e “sentimento humanitário” a Bolsonaro para que não revogasse a decisão de Pazuello.

“A vacina é que vai nos salvar, salvar a todos. Não é a ideologia, não é política, não é processo eleitoral que salva. É a vacina”, disse Doria a jornalistas no Senado.

Outros governadores também reagiram ao anúncio de Bolsonaro, e o do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que está em campo político oposto tanto a Doria como a Bolsonaro, disse que os governadores irão ao Congresso e à Justiça para garantir vacinas.

“Não queremos uma nova guerra na Federação. Mas com certeza os governadores irão ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário para garantir o acesso da população a todas as vacinas que forem eficazes e seguras. Saúde é um bem maior do que disputas ideológicas ou eleitorais”, escreveu ele no Twitter.

Outros chefes de Executivos estaduais --como os do Ceará, Camilo Santana (PT); do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB)-- também reagiram à decisão de Bolsonaro de rejeitar a compra da vacina chinesa.

Doria tem afirmado que o imunizante da Sinovac se mostrou seguro em testes e chegou a anunciar que ele poderia ser aplicado já em dezembro.

Nesta semana, entretanto, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que ainda não há resultados sobre a eficácia da vacina e que o órgão espera entregar ainda neste ano a documentação para pedido de registro da vacina junto à Anvisa.

Bolsonaro, por mais de uma vez, ironizou a vacina da Sinovac, chamando-a de “a vacina chinesa de João Doria”. e chegou a afirmar que Doria age como se fosse “médico do Brasil”.

O governador paulista tem dito que, se não houver acordo com o governo federal, fará a vacinação da população de São Paulo uma vez que a vacina esteja registrada junto à Anvisa.


Folha diz que é preciso conter Bolsonaro e garantir vacina aos brasileiros

 
Jornal avalia, em editorial, que Jair Bolsonaro coloca seus interesses eleitoreiros acima dos interesses da população brasileira

Grupo Frias-Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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247 - Jair Bolsonaro precisa ser contido. Esta é a essência do editorial desta quinta-feira da Folha de S. Paulo. “Ao negar com espalhafato a intenção do governo federal de comprar a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac, o mandatário não enxerga além do objetivo eleitoreiro de neutralizar a imagem de a solução salvadora vir de São Paulo, governado por seu provável concorrente em 2022, o tucano João Doria”, aponta o texto.

“Está em jogo a superação de uma calamidade sanitária, econômica e social que aflige o Brasil e o mundo. Todos os meios disponíveis para tanto precisam ser utilizados sem hesitação, em nome do interesse da sociedade, acima de qualquer disputa política e eleitoral”, prossegue o editorialista.

“Se Bolsonaro insistir em colocar seu interesse político no pleito de 2022 acima da saúde pública, seguirá fadado ao isolamento e à irrelevância. Restará a Congresso, Judiciário, estados e municípios tomar as providências inescapáveis para que os brasileiros não fiquem sem vacina no ano que vem.”


Arolde Oliveira morre de covid-19 aos 83 anos e o Senado decreta luto oficial

 
Presidente do PSD, seu partido, ex-ministro Gilberto Kassab lamenta o falecimento

Arolde Oliveira morre de covid-19 aos 83 anos e o Senado decreta luto oficial
Senador Arolde Oliveira (PSD-RJ), falecido nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2020 - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decretou luto oficial pelo falecimento do senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) aos 83 anos.

Ele morreu nesta quarta-feira (21) devido a complicações provocadas pela covid-19. Em nota, Alcolumbre lamentou o falecimento e destacou o “poder de comunicação e a conduta afetuosa” do senador.

O ex-ministro Gilberto Kassab, presidente nacional e fundador do PSDB, lamentou a morte do correligionário. Em nota, ele destacou que Arolde de Oliveira “foi um democrata que dedicou sua vida à política e à defesa dos interesses dos brasileiros, especialmente dos fluminenses”.

Natural de São Luiz Gonzaga (RS), Oliveira deixa a mulher Yvelise de Oliveira, e a filha Marina de Oliveira. “À toda sua família, aos amigos e eleitores, o PSD transmite votos de profundo pesar”, afirma Gilberto Kassab.

Diversos senadores lamentar a morte do senador nas redes sociais. Arolde era empresário e tinha uma extensa carreira política. Foi eleitor senador em 2018 após nove mandatos como deputado federal.

Carlos Fávaro (PSD-MT) manifestou seus “profundos sentimentos” pela perda do colega. “Mais que a saudade, fica sua grande trajetória e legado”, registrou o senador. Zenaide Maia (Pros-RN) disse que recebeu com tristeza a notícia do falecimento do colega. “Meus sentimentos à família e aos amigos. Que Deus conforte a todos”, declarou.

Roberto Rocha (PSDB-MA) disse que soube “com muita tristeza” do falecimento de Arolde, a quem chamou de colega e amigo. “Rogo a Deus que dê a ele o descanso merecido em Seu Reino”, pediu. Daniella Ribeiro (PP-PB) manifestou seus sentimentos à família e aos amigos de Arolde com “profunda tristeza”. Ela definiu o colega como “um grande homem que deixa um belo trabalho prestado ao nosso país e deixa saudade”.

Para Flávio Arns (Podemos-PR), Arolde “deixa um legado importante na vida política brasileira”. Plínio Valério (PSDB-AM) pediu a Deus o conforto para a família do senador. “Sentiremos sua falta, senador Arolde. Descanse em paz”, registrou Plínio. Fabiano Contarato (Rede-ES) pediu “que o senador Arolde de Oliveira seja acolhido por Deus e que sua família seja confortada neste momento de dor. Contarato disse que vai guardar “boas recordações da convivência no Senado Federal”.

Rogério Carvalho (PT-SE) também manifestou solidariedade à família de Arolde. Ele disse que “neste momento, não há palavras para expressar o pesar, porque assim como as 155 mil famílias que sofrem as vidas queridas perdidas, sentimos profunda tristeza pela situação”. Alvaro Dias (Podemos-PR) lamentou perder “mais um amigo para a covid-19” e manifestou apoio aos amigos e familiares.

Jorge Kajuru (Cidadania-GO) se disse triste por Deus ter convocado Arolde e afirmou que “o colega era educado, me tratava muito bem”. Ele ainda desejou força à família. Jean Paulo Prates (PT-RN) disse que notícia do falecimento do colega é “triste demais” e desejou que Arolde “fique na paz de Deus e que sua família e amigos recebam nossos protestos de consternação e luto”.

Segundo Antonio Anastasia (PSD-MG), Arolde deixa um legado de trabalho e compromisso com o progresso do nosso país. “A todos os seus familiares e amigos e à população do Rio os meus sentimentos e abraço fraternal”, acrescentou Anastasia. Para Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Arolde era “um homem íntegro e com princípios” que vai fazer falta. Heinze disse que o dia termina triste e manifestou seus sentimentos aos colegas de trabalho e familiares de Arolde.

Ney Suassuna (Republicanos-PB) também lamentou a morte do senador pelo Rio de Janeiro. Para ele, “perdem a política, o estado do Rio de Janeiro e o país, com a morte do senador Arolde, que foi um grande homem público”. Esperidião Amin (PP-SC) manifestou “pesar e consternação” com a notícia e desejou conforto aos familiares e amigos do parlamentar.

Os senadores Angelo Coronel (PSD-BA) e Nelsinho Trad (PSD-MS), colegas de partido de Arolde, expressaram tristeza e registraram a convivência alegre com o senador carioca. Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou que a morte de Arolde de Oliveira é uma “grande perda”, pois o senador era um lutador “incansável” pelo seu estado.

Simone Tebet (MDB-MS) destacou que Arolde tinha sempre “um sorriso e uma doçura no olhar” e inspirava os colegas mais jovens a praticarem a política como ferramenta para melhorar o país. Para Eduardo Gomes (MDB-TO), Arolde foi um grande colega de Congresso Nacional, “um homem preparado, religioso, um conselheiro, um verdadeiro amigo, que vai deixar muita saudade”

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) escreveu na rede social que Arolde “será sempre lembrado pelas suas falas e gestos conciliadores, fruto da experiência nos seus nove mandatos na Câmara dos Deputados. Meus sentimentos aos familiares e as 155 mil vítimas do vírus”.

Para Ciro Nogueira (PP-PI), “o Senado perde um homem íntegro e dedicado”. Ele se solidarizou com familiares e amigos “neste momento de dor” e pediu “a Deus que conforte a todos”.

Diariodopoder.com.br

 


Oxford vai indenizar familiares caso de morte de voluntário seja decorrente da vacina

 
Cláusula está em uma das 20 páginas do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelos participantes

Farmacêutica estadunidense recruta voluntários para testar vacina da Covid-19
Cláusula está em uma das 20 páginas do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelos participantes. Foto: Getty Image

 A morte do médico de 28 anos que participava dos testes da vacina de Oxford gerou uma preocupação inicial na equipe que conduz os estudos clínicos, além da repercussão negativa, por uma cláusula do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelos participantes.

Pelo documento de 20 páginas, a universidade pagará indenização à família em caso de morte “cientificamente comprovada” decorrente da vacina. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Para se antecipar, a universidade começou a entrar em contato com os voluntários e checar a situação de saúde, alguns dias antes do previsto.

O comitê que revisa incidentes com voluntários não suspendeu o estudo como aconteceu no caso de uma reação adversa inexplicável há um mês

Muitos interpretaram a não suspensão dos estudos como indicativo de que o médico recebeu placebo, no caso de Oxford, vacina de meningite.

Com o prosseguimento dos testes, os voluntários brasileiros terão que se apresentar no início de novembro para tomar a segunda dose da vacina.

Diariodopoder.com.br

 


Edilma Freire diz que pesquisa Arapuan/Consult é ‘encomendada’ e acusa instituto de ‘inflar’ candidato

Portal WSCOM

A candidata do PB à prefeita de João Pessoa, Edilma Freire, atacou a credibilidade da pesquisa Arapuan/Consult para a capital paraibana divulgada nesta terça-feira (20). Ela disse que a pesquisa foi ‘encomendada’.

Edilma denunciou ainda que o Instituto teria ‘inflado’ os números de Cícero nas eleições de 2012.

“É claramente uma pesquisa encomendada. Engraçado que em 2012, um ou dois meses antes da eleição, o mesmo instituto inflava o candidato Cícero Lucena na pesquisa. E me lembro que ele quase nem chega ao segundo turno. Acabou que Cícero tomou uma goleada de 70% a 30% de Luciano Cartaxo. E este ano quem vai vencer Cícero no segundo turno será uma mulher, serei eu, Edilma Freire”, declarou.


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