Duplicação da Avenida Cruz das Armas deve ser inaugurada quarta


O governador caminhou pela avenida, conversou com moradores e comerciantes de Cruz das Armas e enfatizou que a duplicação vai solucionar os problemas de congestionamentos na área

RIC

O governador Ricardo Coutinho inspecionou, na manhã desta quarta-feira (24), as obras de duplicação da Avenida Cruz das Armas, em João Pessoa, que beneficiarão diretamente cerca de 750 mil habitantes. O trecho duplicado vai do cruzamento da Avenida Coronel Adolfo Massa ao viaduto de Oitizeiro, com 1,5 km de extensão, no qual a avenida ganha duas pistas de 7 metros de largura cada, canteiro central com 1 metro e calçadas laterais com 2,5 metros. A obra, que recebeu aproximadamente R$ 6 milhões de investimento, deve ser inaugurada na próxima quarta-feira (31).


O governador caminhou pela avenida, conversou com moradores e comerciantes de Cruz das Armas e enfatizou que a duplicação vai solucionar os problemas de congestionamentos na área. “Essa é uma obra fundamental já que esta área é uma saída e entrada da cidade. Tivemos que duplicar porque o processo de duplicação feito em décadas anteriores pegou apenas a parte interna da avenida e aqui funcionava com uma única via para ir e para vir, além de conviver com estacionamento nas laterais. Fizemos um processo de desapropriação minucioso para poder compor a duplicação e garantir a segurança dos pedestres e ciclistas. Estou muito feliz porque esta é uma obra que João Pessoa precisava há bastante tempo. O importante é perceber que o trânsito vai fluir e melhorar a situação das pessoas”, frisou.


Ricardo ainda falou sobre algumas obras de mobilidade urbana feitas, recentemente, pelo Governo do Estado. “Quem passava pelo Trevo das Mangabeiras há pouco mais de um ano, sabe que o trânsito era terrível naquele local, hoje não há mais congestionamentos. O Viaduto do Geisel, que está com parte da obra liberada, já melhorou consideravelmente o fluxo na região. Mobilidade urbana é bom para os motoristas, é bom para os pedestres, diminui o estresse no trânsito, enfim, essas obras estruturantes trazem inúmeros benefícios”, observou.


De acordo com o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Carlos Pereira, o tráfego médio no local é de 20 mil veículos por dia. “Esse trecho foi duplicado, restaurado, alargado e recebe nova decoração. Estamos concluindo essa obra, neste bairro, que é um dos mais populosos de João Pessoa. É uma obra de extrema relevância para a mobilidade urbana, porque aqui quando existia qualquer acidente ninguém mais andava, agora vai ser diferente. Com essa pista dupla, com canteiro central e boa sinalização, Cruz das Armas vai deixar de ser um ponto de congestionamento. A obra vai atrair novos investimentos e melhorar a vida dos moradores”, pontuou.


A obra, que está em fase de conclusão, compreende serviços como pavimentação, iluminação ornamental, sinalização, canteiro central, calçadas, entre outros. “A parte de pavimentação está toda feita, estamos nos retoques finais, faltando apenas o paisagismo e sinalização vertical e horizontal. A inauguração deve acontecer na próxima semana garantindo mais agilidade e segurança para quem passa por esta área”, disse o engenheiro responsável pela obra, Armando Marinho.


A cabeleireira Antônia Alves mora há 29 anos nas proximidades da Avenida Cruz das Armas. Ela agradeceu ao governador pela obra e comentou: “A duplicação dessa avenida vai melhorar demais a vida dos moradores desse bairro. Antes, a gente tinha a maior dificuldade para atravessar a pista, além disso, toda hora o trânsito ficava congestionado. Graças à iniciativa do governador, isso vai mudar para melhor”.


Câmara aprova remanejamento de mais de R$ 4,7 milhões para Cartaxo e oposição reclama


Líder da situação diz que remanejamento é para manutenção da iluminação pública e pagamento de encargos; Sandra Marrocos tem pedido de vista rejeitado

Por: Blog do Gordinho

Dois projetos de remanejamento encaminhados pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, à Câmara Municipal provocou discussão entre os vereadores de oposição e situação, esta manhã (24), no Plenário da Casa Napoleão Laureano. Em um dos projetos, o prefeito transfere da Secretaria de Planejamento (Seplan) para a Infraestrutura (Seinfra) cerca de R$ 4,5 milhões para investimentos em iluminação pública. A vereadora Sandra Marrocos (PSB) chegou a pedir vista do projeto, mas foi rejeitado pela maioria do plenário.

“Eu quero dizer que estou sem entender, completamente transtornada com o que aconteceu nessa Casa hoje. Gostaria de conhecer os projetos antes de votar e quero saber onde vai ser investido todo esse dinheiro que Câmara acaba de aprovar em pleno período eleitoral. Pode até ser que tenha uma justificativa, mas eu não sei qual, até porque me foi negado um pedido de vista”, reclamou Marrocos.

O líder da situação na Casa, Marco Antônio (PHS) informou que este remanejamento foi necessário porque houve uma mudança na manutenção da iluminação pública, que antes era feita pela Energisa e depois que ser de responsabilidade da prefeitura. “Nós rejeitamos o pedido de vistas para não atrasar o andamento do processo”, disse. Sobre o segundo remanejamento aprovado nesta quarta-feira, no valor de R$ 250 mil, Marco Antônio afirmou que se trata de recursos previstos para o pagamento de encargos e que apenas foi transferido da Seinfra para o Planejamento.

Share this:


Em três semanas, Cássio recebe cinco cartas com ameaças de morte


A pedido de Cássio, investigam o caso a Polícia Federal e a Polícia Legislativa.

Por: Blog do Gordinho

cassioNo intervalo de três semanas, o líder do PSDB no Senado Cássio Cunha Lima (PB) recebeu cinco cartas com ameaças de morte. Foram postadas em agências dos Correios na cidade de Fortaleza (CE). Chegaram no escritório do senador em João Pessoa (PB) e no seu gabinete em Brasília. A pedido de Cássio, investigam o caso a Polícia Federal e a Polícia Legislativa.

As cartas anônimas contêm críticas ao líder tucano por sua posição favorável ao impechment de Dilma Rousseff. O autor recorda que Cássio teve o mandato de governador da Paraína cassado pelo TSE, em 2008. E ameaça matar o senador caso ele vote a favor da deposição de Dilma. Cássio diz não estar preocupado. Espera que o caso seja elucidado.

Blog do Josias


Corrida eleitoral: Cida diminui distância para Cartaxo em JP, aponta nova pesquisa

 Pesquisa Ibope divulgada na noite desta quarta-feira (24) sobre a corrida eleitoral em João Pessoa revela que a diferença entre o prefeito Luciano Cartaxo (PSD), candidato à reeleição, e a candidata do PSB, Cida Ramos, diminuiu 5 pontos percentuais em relação ao levantamento divulgado no dia 13 de junho pelo instituto Opinião.

Na pesquisa Ibope divulgada pelo Sistema Paraíba de Comunicação, Luciano Cartaxo aparece com 52% das intenções de voto, contra 23% de Cida Ramos. Professor Charliton (PT) e Victor Hugo (PSOL) estão empatados com 2% cada um.

Já na pesquisa encomendada pelo Sistema Arapuan de Comunicação ao instituto Opinião, Luciano Cartaxo apareceu com 44,0%, contra 11,3% de Cida. Professor Charliton ficou com 1,3% e Victor Hugo 0,4%.

A principal diferença entre as duas pesquisas está no número de candidatos. Na primeira, foram computadas as intenções de voto para Manoel Júnior (PMDB) e Wilson Filho (PTB). Os dois, no entanto, desistiram da disputa na cabeça de chapa. O primeiro virou vice de Cartaxo e o segundo de Cida.

O Ibope ouviu 602 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o protocolo PB-06426/2016.

O instituto Opinião ouviu 800 eleitores em 40 bairros de João Pessoa nos dias 07 e 08 de junho. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada sob o número TSE/TER-PB n° PB 00274/2016.

Veja abaixo os números das duas pesquisas:

Ibope – 24/08

– Luciano Cartaxo (PSD) – 52%

– Cida Ramos (PSB) – 23%

– Professor Charliton (PT) – 2%

– Victor Hugo (PSOL) – 2%

– Branco/nulo – 15%

– Não sabe/não respondeu – 6%

Opinião – 13/06

– Luciano Cartaxo (PSD) – 44,0%

– Cida Ramos (PSB) – 11,3%

– Manoel Júnior (PMDB) – 4,6%

– Wilson Filho (PTB) – 3,5%

– Professor Charliton (PT) – 1,3%

– Victor Hugo (PSOL) – 0,4% das intenções de voto.

– Branco/nulo – 19,4%

– Não sabe/não respondeu

Paraibaja.com.br

 


Cássio confirma licença de 120 dias para se submeter a cirurgia de intestino; Deca assume vaga

 
O senador Cássio Cunha Lima confirmou na tarde desta quarta-feira (24) que realmente vai tirar uma licença de 120 dias, mas alegou que é para tratamento de saúde.
Ele disse que vai se submeter a uma cirurgia para a retirada de Pólipos no intestino. Com a saída de Cássio, assume a vaga o empresário José Gonzaga Sobrinho, mais conhecido como “Deca do Atacadão”.

]
De acordo com assessoria de Cássio, a decisão ainda não foi oficializada porque o senador ainda está definindo algumas burocracias do seu mandato, a exemplo da liderança do PSDB no Senado.


Trajetória - O empresário José Gonzaga Sobrinho é natural da cidade de Uiraúna onde iniciou há 30 anos o empreendimento que hoje se torna uma das maiores marcas atacadistas do Nordeste. Na sua história “Deca do Atacadão” iniciou sua trajetória trabalhando com o comerciante Arcanjo de Albuquerque em uma pequena mercearia no centro da cidade.

Gerando cerca centenas de empregos somente na cidade de Cajazeiras(PB), o Grupo Rio do Peixe tem instalados o lojão de eletrodomésticos, a distribuidora de bebidas e o autoserviço de atacado. Está na lista das 100 empresas que mais arrecada ICMS no Estado.

Paulo CosmeAnderson Soares
Paraiba.com.br


Servidores se revoltam contra adiamento do reajuste

 

As categorias que tem reajuste salarial dependente de projetos de lei em análise no Congresso se revoltaram contra a intenção do governo de adiar as votações. Para magistrados, o aumento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — que estabelece o teto do funcionalismo — deveria ser decidido logo. “O pedido de urgência tem que passar pelo Congresso antes do impeachment e o projeto deve ir logo à apreciação do presidente Temer”, enfatizou Germano Siqueira, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). “Não há motivo técnico para protelação.”

Siqueira chega a dizer que o efeito cascata da reposição de 16,38% em dois anos, é praticamente nulo. Segundo ele, o estudo do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), de que o impacto financeiro é de R$ 4,5 bilhões, partiu de premissa errada. “Se dividirmos o valor por 26 estados e o Distrito Federal e por 12 meses do ano, o efeito é bem menor”, argumentou. “Os cálculos são equivocados. Incluem todos os servidores estaduais, até aqueles que não são alvo de aumentos automáticos”, reforçou o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho.

Para Siqueira, a relação entre as instituições ficaram complicadas. “ Tudo já foi discutido entre o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, com Dilma e Temer e lideranças do Congresso. Faltar com a palavra, agora, é grave. Seria mais digno dizer logo que não vai votar, do que tratar a magistratura e o Ministério Público com esse desrespeito”, disse.

O adiamento foi tema de discussão em um grupo mantido por policiais federais em uma rede social. “Seria um caos. O país pararia”, disse Luís Boudens, presidente da Fenapef (que representa agentes, escrivães e papiloscopistas). Carlos Eduardo Sobral, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) disse que não há como deixar de repor as perdas de servidores de instituições importantes como a Polícia e a Receita Federal. “Mesmo diante de um período conturbado, não há justificativa para tamanho desrespeito. Motivaria atos de protestos e até paralisações. O governo tem que apontar suas prioridades.”.

Pedro Delarue, diretor do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita, afirmou que “causou incômodo a sinalização do governo de jogar para frente os reajustes”. Ontem, a classe iniciou assembleia para discutir a possibilidade de operação-padrão em portos, aeroportos e fronteiras.

 

Notícia retirada do Portal do Servidor Federal: http://www.servidorfederal.com/2016/08/servidores-se-revoltam.html#ixzz4IKNeE3Td


Após entrega dos cargos, Governo e sindicatos de policiais civis do DF reabrem diálogo e nova proposta será apresentada

  Ana Maria CamposCB.Poder
Depois de uma reunião no Ministério Público do DF, governo e sindicatos de policiais civis reabriram o diálogo.

O governo de Rodrigo Rollemberg anunciou que vai apresentar na próxima quarta-feira (31) uma nova proposta à categoria. Por ora, os cargos comissionados não serão exonerados no Diário Oficial do DF.

A reunião, que começou às 11h30, no gabinete do procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, contou com a participação de vários integrantes do governo. Estavam lá o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, a secretária de Planejamento, Leany Lemos, a procuradora-geral do DF, Paola Aires, e o secretário de Fazenda, João Fleury.

A equipe de Rollemberg fez uma explanação sobre as dificuldades financeiras e os riscos de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo assim, o governo se dispõe a apresentar uma nova proposta e reabrir as negociações.

A Polícia Civil estava representada pelo presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco, o Gaúcho, e pelo vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil, Rodrigo Sampaio. O diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, também participou.

Além de Leonardo Bessa, vários promotores acompanharam a discussão. O procurador Demóstenes Três Albuquerque representou o Ministério Público de Contas.

Numa reunião na tarde de ontem (23), Bessa e o governador Rodrigo Rollemberg trataram do assunto. Foi o início dessa nova fase de discussões sobre a possibilidade de o GDF manter a paridade dos salários de policiais civis aos dos policiais federais.

O procurador-geral de Justiça do DF se colocou à disposição para intermediar um acordo entre o governo e os sindicatos.

Bessa e Rollemberg conversaram sobre a gravidade da crise na segurança pública, com a entrega dos cargos de chefia de agentes e de delegados.

Os sindicalistas agiram devem informar sobre o teor da reunião à categoria em assembleias.


Aumento para ministros - Renan diz que reajuste do STF será votado no Senado dia 6 de setembro

Geraldo Magela Geraldo Magela

 

SEGUNDO RENAN, NÃO HOUVE UM PEDIDO DO PRESIDENTE DO STF, RICARDO LEWANDOWSKI, PARA SE VOTAR O REAJUSTE (FOTO: GERALDO MAGELA/ AG SENADO)
PUBLICIDADE

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 24, que o projeto que reajusta o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) será votado no plenário da Casa no dia 6 de setembro. Renan negou que haja uma crise entre o PSDB, contrário a concessão desse aumento, que aumenta o teto do funcionalismo público e também causa repercussão nos Estados e municípios, e parte do PMDB, que tentou liderar uma articulação nos últimos dias para acelerar a votação da proposta, que está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).


“Não há crise (entre PSDB e PMDB), o que há é pontos de vistas diferentes”, disse ele, na chegada a seu gabinete. Ele afirmou ainda que não vai “precipitar” o debate com a votação de um requerimento de urgência para levar o projeto diretamente para o plenário do Senado. Esse requerimento conta com o apoio de vários líderes partidários, entre eles o do PMDB, Eunício Oliveira (CE).

O projeto eleva o vencimento dos ministros do STF e o teto do funcionalismo dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.

Renan disse haver um compromisso dele e do presidente em exercício, Michel Temer, de votar essa matéria por considerar que reajustes do funcionalismo precisam ser atualizados todos os anos, conforme previsto na Constituição. Ele disse que não houve um pedido do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para se votar o reajuste. Lewandowski, que vai presidir o julgamento do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, deixa o comando da Suprema Corte no dia 10 de setembro.

O presidente do Senado usou números para justificar a votação da proposta que concede o aumento para os magistrados. O peemedebista disse que a iniciativa terá uma repercussão pequena para o governo, de menos de R$ 200 milhões este ano. Sem citar os tucanos, ele cutucou aqueles que criticam a medida ao destacar que não houve, quando da votação do reajuste dos servidores do Poder Judiciário, com impacto fiscal maior, os mesmos questionamentos. Mas, embora tenha reconhecida a repercussão dessa matéria para os demais entes federados, evitou comentar esse efeito.

‘Pequenez’

Sem citar os tucanos, Renan chamou essa atitude de “pequenez”. “Não significa dizer que nós vamos compartilhar o entendimento de que o problema fiscal do Brasil é em função do reajuste do Poder Judiciário. Isso é uma ‘pequenez’ que restringe muito a discussão e não dá para concordar com ela”, afirmou ele, que também negou os rumores de que o interesse dos senadores em aprovar reajuste para ministros do STF era agradar os magistrados, responsáveis por conduzir investigações contra parlamentares. “Isso é o oposto da independência que precisamos ter entre os Poderes. O Brasil está funcionando, as instituições estão funcionando, os Poderes têm uma relação harmônica mas independente”, ponderou. (AE)


Gilmar chama regalias de juízes de ‘Gambiarras institucionais‘

Nelson Jr Nelson Jr

 

MINISTRO DISSE QUE HÁ DESEMBARGADORES GANHANDO O TRIPLO DO TETO. FOTO: NELSON JR
PUBLICIDADE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, voltou a criticar o excesso de vantagens recebidas por juízes de instâncias inferiores. Nesta terça-feira, 23, ele havia dito que o Judiciário se aproveita da autonomia financeira e administrativa para fazer "seu pequeno assalto". Nesta quarta-feira, 24, em visita ao Senado Federal, Mendes classificou o excesso de benefícios como um "modelo de gambiarras institucionais".

Mendes defendeu que a proposta que eleva o vencimento dos ministros do STF e o teto do funcionalismo dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil precisa ser discutida no Congresso para fixar a remuneração do Judiciário. O projeto está atualmente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Hoje, após se reunir com Mendes, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que vai acelerar a tramitação para que o projeto seja votado no dia 6 de setembro.

"A gente precisa encerrar na esfera do Judiciário esse modelo de gambiarras institucionais. Nós temos problemas, e aí criamos um auxílio moradia, com base em liminares e regulação do Conselho Nacional de Justiça, e acho que nós devemos ter remuneração fixada com base na lei", afirmou Mendes.

Segundo o ministro, muitos desembargadores estão ganhando mais do que o triplo do teto do STF, chegando a ganhar R$ 100 mil por mês. "Eles estão descumprindo a Constituição e isso precisa ser ajustado", defendeu.

Questionado sobre a nota de repúdio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contra ele, Mendes não quis comentar. A AMB acusou o ministro de se aproveitar de um "momento fundamental para a democracia para buscar espaço midiático".

"É lamentável que um ministro do STF, em período de grave crise no País, milite contra as investigações da Operação Lava Jato, com a intenção de decretar o seu fim, e utilize como pauta a remuneração da magistratura. O ministro defende financiamento empresarial de campanha e busca descredibilizar as propostas anticorrupção que tramitam no Congresso Nacional, ao invés de colaborar para o seu aprimoramento", diz a nota da AMB. Ontem, Mendes também criticou os procuradores do Ministério Público e o pacote das dez medidas anticorrupção.

No texto, o presidente da Associação, João Ricardo Costa, fez diversas insinuações contra Mendes. "A AMB repudia que autoridades se aproveitem de um momento tão fundamental para a democracia para buscar espaço midiático, desrespeitando as instituições", declarou. "Sustentamos outro conceito de magistratura, que não antecipa julgamento, não adota orientação partidária, que não exerce atividades empresariais, que respeita as instituições e, principalmente, que recebe somente remuneração oriunda do Estado", continuou.

Os juízes alegam que possuem "limitações legais" que os impedem de ter outras fontes de renda além da remuneração pelo exercício dos seus cargos. "A AMB considera inadmissível qualquer ataque vindo de autoridades e instituições ligadas ou não ao Poder Judiciário. Não serão aceitas manifestações deselegantes e afrontosas, ainda mais feitas por integrantes do Judiciário que não iniciaram carreira na primeira instância."

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Mendes veio ao Senado para o lançamento da Cartilha "Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2016", da Advocacia-Geral da União.


Se é falta de adeus - Dilma já fala em tom de despedida, no Alvorada

 
PRESIDENTE RÉ SE DIRIGE AOS FUNCIONÁRIOS EM TOM DE DESPEDIDA
Publicado: 25 de agosto de 2016 às 00:01 - Atualizado às 23:50

PRESIDENTE RÉ JÁ SE DIRIGE AOS FUNCIONÁRIOS EM TOM DE DESPEDIDA. FOTO: AE
PUBLICIDADE

A presidente ré Dilma Rousseff já se dirige em tom de despedida a funcionários do Palácio Alvorada e assessores que ainda restam, incluindo seguranças, pessoal do serviço médico e criadagem. Ela não recebe visitas na maior parte do tempo, e acaba puxando conversa com esses servidores, aos quais tem admitido que sua situação está definida. Até Dilma tem certeza de que o Senado a julgará culpada. As informações são do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Apesar do dramático isolamento de Dilma, não se percebe lamento nos relatos dos funcionários que transitam no Alvorada.

Dilma tem ido a eventos para seguir o script do documentário sobre o “golpe”, ricamente produzido com dinheiro de origem ainda ignorada.

Funcionários do Alvorada não lamentam a sorte de Dilma, mas ainda resistem ao assédio para gravar depoimentos de elogios a ela.

O histórico julgamento de Dilma começa nesta quinta-feira, sob a presidência do ministro Ricardo Lewandowski, do STF.


Não sobra um - Lava Jato investiga 364 deputados, senadores e ministros

 
LAVA JATO JÁ RECUPEROU R$ 659 MILHÕES DESVIADOS AO EXTERIOR
Publicado: 24 de agosto de 2016 às 18:19 - Atualizado às 23:30
Redação

A roubalheira à Petrobras já implicou 364 políticos, incluindo deputados, senadores e ministros de Estado, todos enrolados em inquéritos pedidos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizados pelo ministro relator Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal. Destes, 14 já se transformaram em denúncias. No total, a Lava Jato já recuperou R$ 659 milhões desviados da Petrobras para o exterior.


A PGR divulgou os dados nesta quarta (24), mostrando que o número de inquéritos contra políticos envolvidos direta ou indiretamente com o assalto à estatal do petróleo passou de 28, contra 54 pessoas, em março de 2015, para 81 inquéritos envolvendo 364 políticos. Neste período, além de homologação de 41 acordos de delação premiada, o STF autorizu a quebra de 147 sigilos fiscais, 168 bancários e 122 telefônicos.

Entre os enrolados estão a presidente ré, Dilma Rousseff, o ex-presidentes Lula, Fernando Collor e Sarney, além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador Romero Jucá (PMDB-RR).


Sidebar Menu