Os brasileiros decidiram , pôr um "mito" no Planalto. Infelizmente mitos não existem.

"Coleguinhas formado/as na UF&W (Universidade Facebook & WhatsApp), permitam-me dar uma pequena luz de como o mundo funciona - já que na minha universidade e no meu curso, eu pude aprender isso.

Não adianta vocês ficarem defendendo o governo em relação às queimadas (seja porque vocês acham que índios estão queimando tudo ou ONGs) e culpando os outros países de imporem barreias aos negócios de nosso país. O mundo FUNCIONA assim. Os países, muitas vezes, criam barreias sanitárias somente para serem protecionistas. Isso não é nada novo. Só para citar um caso conhecido - ao menos por quem estuda esse tipo de coisa - da carne americana e da União Europeia (UE).

Há o caso de uma empresa chamada Monsanto - que produz, entre outras coisas, produtos que afetam os bichos (um tipo de agrotóxico animal) - que vende produtos que os produtores agrícolas americanos usavam em seu gado. O gado é usado para produzir carne - e, uma parte dessa, seria exportada para a Europa. Então, o pessoal da Europa apresentou estudos científicos mostrando que as substâncias faziam mal à saúde das pessoas e CANCELARAM a compra da carne americana. Os EUA - lembrando que esta é a primeira potência mundial -, para responder, apresentaram novos estudos - feitos por cientistas do país - afirmando que, na verdade, as substâncias não ofereciam risco à saúde humana. Sabe qual o desfecho dessa história? Os DOIS LADOS continuaram apresentando estudos a favor e contra e o negócio só se manteve PARADO.

Agora, imaginem, o governo do Brasil - um país que nem é uma potência nem um país facilmente ignorável (para citar Stephen M. Walt), vai e fica inerte em relação a queimadas imensas (que chegam a causar o escurecimento em plena tarde da maior cidade do país), prejudicando imensamente a imagem do país internacionalmente. Vocês acham MESMO que ficar se lamentando porque "os outros estão sendo maus conosco" vai resolver alguma coisa?

Mais ainda, se não for a Europa, quem vai comprar de nós - dando-nos uma certa autonomia internacional? Os EUA? Ano que vem tem eleição para a Casa Branca. Trump já está até mesmo mudando a retórica para tentar reconquistar os eleitores. Ademais, a ideia do atual presidente americano é "Os EUA em primeiro lugar" (só que ele, ao menos, tenta levar essa retórica a sério, diferentemente do presidente brasileiro). Então, vocês acham mesmo que ele proporá um acordo que vai nos beneficiar? É muita ingenuidade achar isso... Por outro lado, o presidente americano é extremamente volátil. Sendo que, para citar outro caso prático, num mês ele estava no Reino Unido falando muito bem da ex-primeira ministra Theresa May, somente para quase um mês depois está-la desqualificando. Esse é o grande parceiro que vai "receber o novo embaixador brasileiro de maneira diferenciada"? É só ele acordar com "a pá virada" (como se fala por aqui) para mandar o tal "03" catar uns coquinhos.

Aí temos a China! Um grande país comunista - que era também um componente do temeroso moinho do nosso presidente quixotesco ainda à época da eleição - que está em plena guerra comercial com os EUA e já sentindo os efeitos da peleja de Trump. Outro país que, nos últimos anos, cresceu fortemente - e não foi fazendo acordos que beneficiassem ambos os lados. Ficar dependente da China também não é algo que ninguém esteja muito interessado.

Teríamos também a Europa! Mas ela acabou de se juntar ao moinho de nosso Dom Quixote e deve ser, futuramente, combatida a ferro e fogo - muito provavelmente. Aí temos quem? Nossa querida hermana Argentina que está prestes a eleger Cristina Kirchner como vice-presidente - o que não fará nada para melhorar o relacionamento com o Brasil (graças a nosso presidente, diga-se de passagem). O Paraguai, com quem nosso presidente tem tantas afinidades com o governo atual? Acho que não, né... Aí temos os outros países "bolivarianos" da América do Sul - que também não acho que sejam opções para nosso Messias.

Sobra-nos a África e o Oriente Médio. Este último já se mostrou contra nosso presidente por causa da grande diplomacia de nosso governo junto aos países do Mundo Árabe. Não acho que seja uma grande opção para o governo (por mais que estejamos votando com eles nas questões de direitos humanos na ONU - uma bela relação de amor e ódio). Além disso, já estamos afetando nossa relação com o Irã também - depois de outro grande episódio diplomático no caso da não-venda de combustível por "medo de sanções americanas" à Petrobrás.

Eu sei que é difícil e triste se sentir injustiçado no cenário internacional, mas é por isso que não se deveriam eleger crianças ou adolescentes à presidência. No entanto, e não por falta de aviso, o brasileiro médio decidiu, por conta das burradas e mau-caratismo de boa parte da esquerda brasileira, pôr um "mito" no Planalto. Infelizmente mitos não existem. E aqueles que usam essa máscara não estão fazendo o show bem o bastante para mantê-la.

Como fala a música de Guns N‘ Roses: Welcome to the jungle (bem-vindo à selva)".

Texto de
Caio Ponce de Leon

Graduado em Relações Internacionais (UFPB), Mestrando em Relações Internacionais pela UFPB, professor de idiomas (Francês, Alemão, Sueco, Italiano)

 


Operação policial desarticula quadrilha que planejava matar delegado e oficiais da PM na Paraíba

 Uma operação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar e Bombeiros Militar, denominada “Conexão”, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) nas regiões do sertão e cariri paraibanos e culminou com a desarticulação de uma quadrilha que planejava matar um delegado e dois oficiais da Polícia Militar da Paraíba.

Segundo os delegados Cristiano Santana e Cristiano Jacques, das regiões de Monteiro e Princesa Isabel, respectivamente, até agora foram presos 25 envolvidos em crimes de pistolagem, assalto a bancos e tráfico de drogas, entre eles dois Policiais Militares que faziam parte da quadrilha: Cláudio Chaves Correia, conhecido por “Chapinha” (Cabo PM) lotado em Manaíra e Cícero Roserval Rodrigues Leite (Sargento PM) lotado em São Bento.

“A organização criminosa é suspeita de praticar os roubos às Agências do Bradesco e Correios de Água Branca e dos Posto de Atendimento do Bradesco de Imaculada. O grupo planejava a morte de dois oficiais da Polícia Militar e um Delegado da Polícia Civil, tendo em vista estarem trabalhando nas investigações”, revelou o delegado Cristiano Jacques.

A quadrilha, que tinha como quartel general o sítio Gavião, no município de Juru, praticava homicídios por pistolagem ou por disputa de área de tráfico de drogas. São suspeitos de estarem envolvidas nas mortes de Antônio Burgo de Campos, executado no município de Tavares (PB), Dimas da Silva Ramos, morto em Juru (PB) e Josué Bernardo de Oliveira, conhecido por “Josué”, em Água Branca.

A mega operação “Conexão” aconteceu nos municípios de Imaculada, Jurú, Água Branca,Tavares, Catolé do Rocha, Patos, e Sumé, na Paraíba, além de Sorocaba, em São Paulo. A droga comercializada pela associação criminosa vinha do município de Sumé, onde ocorreram outras prisões.

A Operação na região de Princesa Isabel foi coordenada pelo Delegado Seccional Cristiano Jacques, delegado André Rabelo e pelo Capitão Firmino Veras e Cel. Campos e na região de Monteiro, pelo Delegado Cristiano Santana. As equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Bombeiros estão nas ruas e novas prisões poderão acontecer no decorrer do dia.

Parlamentopb.com.br

 


MPPB investigará contratos suspeitos no valor de R$ 551 mil da gestão de Tatiana em Conde


Conforme o MPPB, as compras foram realizadas junto à Empresa Medial Saúde Distribuidora de Produtos Médicos Hospitalares Ltda entre outubro e dezembro de 2016
Redação Paraíba Já

O Ministério Público da Paraíba instaurou mais um inquérito civil contra a ex-prefeita de Conde, Tatiana Corrêa Lundgren. Desta vez, há possíveis irregularidades na aquisição sem procedimento licitatório de materiais odontológicos entre outubro de dezembro de 2016, período final da gestão dela. A portaria que autoriza a investigação está publicada na edição da quarta-feira (21) do Diário Oficial do órgão.

Conforme o MPPB, as compras foram realizadas junto à Empresa Medial Saúde Distribuidora de Produtos Médicos Hospitalares Ltda.

Meio milhão sob suspeita
A gestão de Tatiana gastou mais de R$ 551 mil somente com esta empresa – e no ano de 2016. As cifras foram pagas através do Fundo Municipal de Saúde.

As compras, que foram feitas em apenas dois meses, possuem valores que variam de R$ 20,9 mil até R$ R$ 50,3 mil. Em um único dia, a gestão Lundgren chegou a gastar R$ 124,8 mil com a empresa que tem os contratos sob suspeita.

“Valor que se empenha em face a despesa referente ao fornecimento de materiais médicos hospitalar destinados a Secretaria de Saúde Municipal”, se restringe a explicar a gestão em um dos empenhos.

A portaria do MP está assinada pela Promotora de Justiça, Cassiana Mendes de Sá.


Bancos vão poder abrir aos sábados

Publicado por: Suedna Lima em 22/08/2019 às 07:38


O texto da MP da Liberdade Econômica aprovado nesta quarta-feira (21) no Senado, preservou os pontos originais da MP enviada pelo governo, como o fim da necessidade de licenças e alvarás para negócios de baixo risco, e a proibição do “abuso regulatório”, como a criação de regras para reserva de mercado ou controle de preço. A MP também permite que bancos abram aos sábados.

Permaneceram ainda a previsão de que o eSocial será substituído por outro programa em até 120 dias e a criação da carteira de trabalho eletrônica.

Trabalho aos domingos


O Senado derrubou a autorização para o trabalho aos domingos e feriados. Essa permissão, que havia sido aprovada na Câmara, era defendida pelo governo, mas causou polêmica no Senado.


Como a MP perderia a validade na próxima terça-feira, dia 27, se não fosse votada, o governo preferiu recuar e concordar com a retirada da autorização de trabalho aos domingos para garantir a votação a tempo.

O artigo foi considerado um “jabuti”, ou uma matéria estranha à medida, e retirado do texto aprovado sem novas alterações, o que evitou que a medida tivesse que ser novamente analisada pela Câmara.

Projeto de lei

O governo, no entanto, deve enviar um projeto de lei retomando a autorização de trabalho nesses dias, assim como outros pontos que ficaram de fora do texto final aprovado.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, ainda na votação da Câmara, parlamentares e a equipe econômica já costuravam um “projeto das sobras”, com pontos que foram retirados, como a previsão para que quem ganha mais do que R$ 30 mil não esteja mais protegido pela legislação trabalhista.

“A votação da MP da Liberdade Econômica é boa, mas não foi o ideal”, disse o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

Leia Também: MP DA LIBERDADE ECONÔMICA: saiba como votaram os deputados da bancada paraibana na Câmara
O texto aprovado na Câmara autorizava o trabalho aos domingos e feriados irrestritamente e previa uma folga aos domingos por mês. Hoje, o trabalho aos domingos depende de acordos e convenções de cada categoria. No comércio, por exemplo, há em algumas localidades permissão para o trabalho, desde que haja uma folga a cada três domingos.


Com o risco de perda da validade da MP, os parlamentares governistas trabalharam ontem durante todo o dia para que fosse aprovado o texto conforme veio da Câmara, que ratificou a medida na semana passada.

No plenário, os senadores reclamavam do pouco tempo para analisar a medida e de que a Casa acaba funcionando como “carimbador” de medidas.

A relatora do projeto no Senado, Soraya Thronicke (PSL-MS) disse que o próprio Senado tinha parcela de culpa por ter demorado a indicar senadores para compor a comissão especial que analisou a medida. “É um projeto de Estado, não do presidente Jair Bolsonaro”, apelou.

Além do trabalho aos domingos, a movimentação de representantes de cartórios também levou a discussões sobre a retirada do texto aprovado na Câmara da previsão de que o registro de regulamentos de fundos de investimento não precisa mais ser feito em cartórios, valendo apenas o registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse trecho foi mantido e aprovado.

De acordo com dados da equipe econômica, isso é importante para reduzir os custos de investimento no Brasil, já que o custo de registro de regulamentos é significativo para o mercado brasileiro, que despende anualmente R$ 3,8 milhões na constituição de fundos. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

 

 


Fonte: Noticias ao minuto


Gaeco deflagra operação na Paraíba e um dos alvos é coronel do Corpo de Bombeiros

Walla Santos
Walla Santos


As primeiras informação são de que o alvo seria o apartamento aonde reside um coronel do Corpo de Bombeiros.

Gaeco deflagra operação (Foto: Walla Santos)
O Gaeco e o Ministério Público deflagraram na manhã desta sexta-feira (23) a Operação Backfire. Foram cumpridos mandados judiciais em prédio do Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa, e em uma empresa no bairro dos Bancários, também na Capital. Os alvos da operação são o coronel do Bombeiros José Carlos de Souza Nóbrega e o empresário Diego da Silva Castro, proprietário da DC Engenharia. Os alvos são investigados por participarem de um esquema de propina para liberação de alvarás.

A operação é do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público da Paraíba (Ncap), do Ministério Público da Paraíba. Na casa do coronel, que fica localizada no Altiplano, foram apreendidos R$ 17 mil em espécie.

 

Clickpb.com.br

 

 


Helena vai entrar com ação contra idosas que querem proibir deficientes na praia

Visando garantia o direito de ir e vir de todos os brasileiros, a vereadora de João Pessoa, Helena Holanda, vai entrar com uma ação no Ministério Público Estadual (MPPB) contra o grupo de idosas que querem proibir pessoas com algum tipo de deficiência frequentem a praia. O pedido foi feito à parlamentar nessa terça-feira (21), que achou um absurdo e reagiu contra.

Todos os sábados o projeto Acesso Cidadão promove a inclusão social e permite a acessibilidade às pessoas com deficiências ou mobilidades reduzidas às atividades simultâneas de esporte, cultura e lazer e isso, segundo as idosas, estaria “incomodando pessoas ilustres” do bairro Cabo Branco.

A parlamentar está juntando documentos e provas para formular a denúncia junto à Promotoria do Cidadão. Para ela, esse pedido foi completamente absurdo e merece uma ação punitiva contra as pessoas que o fizeram. Helena Holanda acrescentou que, ao contrário de proibir, irá trabalhar para que o projeto seja expandido.

 

Pbagora.com.br

 

 


Se João Azevêdo não tomar cuidado, poderá virar mamulengo nas mãos das velhas raposas da política. Já vimos este filme…

Quem perde e quem ganha, com este iminente rompimento político do governador João Azevedo com o seu antecessor Ricardo Coutinho?
Só quem ganha é a oposição que, massacrada nas urnas, nas eleições passadas, vislumbra a possibilidade de até ressurgir das cinzas. No mais, de alguma forma todos perdem.

Perde João Azevedo, perde Ricardo Coutinho, perde sobretudo a Paraíba, que poderá ter interrompido um processo de crescimento e de desenvolvimento iniciado por volta da 2011.

O governador João Azevedo perde na medida em que os reflexos políticos de um eventual rompimento podem ser bastante danosos ao seu projeto administrativo. Afinal, qual será a base de sustentação política do governo, efetivamente sólida e confiável?

No cenário que se vislumbra, o governador João Azevêdo terá a oposição (naturalmente) contra a sua gestão; terá, por outra via, um apoio duvidoso do Centrão da Paraíba, que estará com o governo apenas na medida em que suas demandas forem atendidas, e não de forma incondicional; e não terá mais a seu favor (o que é muito pior e um grande risco para a governabilidade) a sua base de origem e o seu partido (PSB), onde estão fincadas as suas raízes verdadeiras e sólidas raizes.

Com um rompimento, João Azevedo ficará totalmente vulnerável. Passará a ter um governo com pés de barro. Indiscutivelmente, enfrentará dificuldades para impor as condições necessárias par tocar o projeto como tem que ser. Competência de gestor, não se discute: tem de sobra; honestidade e zelo com a coisa pública, idem. Mas, infelizmente, não basta para os padrões da nossa velha e viciada política. O governador precisa, acima de tudo, ter uma base de sustentação verdadeira e incondiconalmente confiável, que lhe dê respaldo total.

Se João Azevêdo não tomar cuidado, pode virar mamulengo nas mãos das raposas velhas da política. E correrá sério risco de ter que recorrer até a adversários históricos, na tentativa de compor uma base mínima de sustentação para o seu governo, que jamais será o mesmo sem seus aliados de origem. Talvez, até, tenha que buscar ajuda de raposas velhas para sobreviver politicamente. Ai seria a entrega fatal do ouro ao bandido…

No campo político, João é um noviço, não tem experiência, falta-lhe traquejo e corre sério risco de ser iludido na sua boa-fé…

Provavelmente não tem faltado gente para encher a cabeça de João Azevêdo de que ele é a maior autoridade do Estado, é dono da caneta mais poderosa etc e tal. Mas não é bem assim. A propósito, lembremos de Tarcísio Burity que fez um dos maiores governos da história da Paraíba, no primeiro mandato. Reelegeu-se com seus próprios méritos, um invejável portfólio de gestão, mais e meio-mundo de votos. Com prestigio, poder, caneta e tudo mais, levou uma rasteira da Assembleia Legislativa para nunca mais encontrar o prumo, chegando a atrasar os salários dos funcionários por um semestre inteiro.

 

Wellington Farias

PB Agora


Maioria do STF considera inconstitucional corte de salário de servidor

 
Julgamento foi suspenso e não há data para ser retomado

Plenário do Supremo Tribunal Federal. Foto: Nelson jr./SCO/STF

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, hoje (22), para considerar inconstitucional a redução da jornada de trabalho e do salário de servidores públicos proporcionalmente. A medida estava prevista na redação original da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), mas está suspensa há 16 anos por uma decisão liminar da Corte.

O julgamento definitivo da questão começou na sessão desta quinta-feira (22). No entanto, após dez votos proferidos, o julgamento foi suspenso para aguardar o último voto, do ministro Celso de Mello, que não participou da sessão por motivos de saúde. A nova data do julgamento não foi definida.

A redução da jornada e dos salários de forma proporcional é uma forma cogitada por alguns governadores e prefeitos para resolver, temporariamente, a crise fiscal dos estados e municípios.

Supremo mantém 14 dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal
Inquérito sobre ofensa a ministros do STF é considerado nulo e arquivado em Minas
De acordo com a LRF, estados e municípios não podem ter mais de 60% das receitas com despesa de pessoal. Se o percentual for ultrapassado, fato que está ocorrendo em alguns estados, medidas de redução devem ser tomadas, como redução ou extinção de cargos e funções comissionadas. O Artigo 23 também previu que é facultativa a redução temporária da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos à nova carga horária.

Até o momento, a maioria dos ministros acompanhou voto proferido pelo ministro Edson Fachin, que abriu a divergência e entendeu que a irredutibilidade dos salários é um direito constitucional e não pode ser usado para equacionar as contas públicas. O entendimento foi seguido pelos ministros Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, entendeu que, ao permitir a redução de salário e da carga horária, temporariamente e de forma proporcional, a lei criou uma fórmula para tentar solucionar a falta temporária de recursos e evitar medidas mais graves previstas na Constituição, como a demissão de servidores estáveis, pelo descumprimento do teto de despesas. O voto também foi seguido por Gilmar Mendes

“O servidor tem o direito de dizer: eu prefiro manter minha carreira, é temporária essa diminuição de salário até o estado se equacionar, eu prefiro ter a minha carreira do que ficar desempregado e ganhar uma indenização”, argumentou Moraes.

O ministro Luís Roberto Barroso também entendeu que a LRF estabeleceu uma solução menos gravosa para o trabalhador do que a demissão. Segundo o ministro, não se aplica ao caso o princípio constitucional da irredutibilidade dos salários. Para Barroso, como a demanda de trabalho será diminuída, os recebimentos também podem diminuir.

“Entendo que é socialmente melhor permitir a redução da jornada de trabalho do que obrigar o administrador a decretar a perda do cargo”, afirmou.

Em voto separado, o presidente do STF, Dias Toffoli, entendeu que a redução dos salários pode ocorrer, mas somente se as outras medidas de cortes de cargo ocorrerem. (ABr)

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Dória prepara sua transformação em anti-bolsonarista, de olho em 2022

 
Governador surfou no movimento "Bolsodoria" em 2018, mas em 2022 quer o cargo de Bolsonaro

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes se encontram com governador de SP na chegada em Congonhas. Foto: Divulgação/@Planalto/Twitter
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes se encontram com governador de SP na chegada em Congonhas. Foto: Divulgação/@Planalto/Twitter

Candidato a presidente em 2022, o tucano João Doria estabeleceu a estratégia de se distanciar de Jair Bolsonaro a cada dia. Criador do movimento “Bolsodoria” em 2018, ele voltou a repetir o mantra de que nunca teve “alinhamento político” ao governo Bolsonaro, e sempre que pode bate duro em temas pessoalmente caros ao presidente, como na polêmica em que preferiu se solidarizar ao presidente nacional da OAB. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O governador também se juntou aos críticos da indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada em Washington. “Eu jamais faria isso”, disse.

Em público, Doria evita pegar pesado, mas, em particular, ele bate de maneira tão contundente quanto qualquer anti-bolsonarista ferrenho.

A estratégia de Doria, confirmada por aliados, é radicalizar após as eleições de 2020. Até lá, críticas serão “firmes, porém em tom elevado”.

A ideia dos que ajudam na estratégia é que Doria chegue a 2022 com discurso anti-Bolsonaro mais radical que qualquer líder de esquerda.

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Conversas dão indícios de como eram feitas as fraudes em Campina Grande; veja diálogos

Conversas obtidas pelo Blog do Wallison Bezerra mostram como eram os acordos para a realização de fraudes no fornecimento na merenda escolar fornecida pela rede municipal de Campina Grande.

Os diálogos apontam, por exemplo, que o vereador Renan Maracajá (PSDC), teria participação direta nas irregularidades investigadas pela Operação Famintos.

No dia 23 de julho, uma conversa entre o presidente da CPL de Campina, Helder Giuseppe e o servidor da Secretaria de Administração José Lucildo falaram sobre um documento que Renan havia deixado no órgão para ser entregue a Helder ou ao então secretário Paulo Roberto Diniz.

Veja:

Helder– Bom dia mestre.

Lucildo– Bom dia, o Senhor ta bem?

Helder– Tô dormindo cara, ainda bem que tu me acordasse.

Lucildo– Mas rapaz, oito horas.

Helder– Ôxe, saímos daí ontem era quase uma…

Lucildo– Fosse assistir o jogo do 13 foi?

Helder– Rapaz não fale no jogo do 13 não que Doutor Paulo ontem acabou com

a gente.

Lucildo– (risos).

Helder– Deus me livre.

Lucildo– Tu vem pra CPL?

Helder– Vou, o que é que tu precisa?

Lucildo– É porque tem um documento aqui RENAN deixou pra tu.

Helder– Não acredito que esse corno deixou nada aí.

Lucildo– Visse.

Helder– Foi bom demais, mesmo na hora.

PB

Lucildo– Aí ele disse que pra entregar a tu ou a Doutor Paulo.

Helder– É, guarde essa porra aí.

Lucildo– Pronto, beleza.

Helder– Tô já chegando aí.

Lucildo– Tá bom, valeu

Isso, segundo os órgãos investigadores, aponta que o vereador tinha participação direta no esquema. Durante os mandados de busca e apreensão, foi encontrada uma planilha na sede de LACET COMERCIAL contendo nome as escolas de Campina e uma lista de estabelecimentos de ensino que Renan era o responsável por fornecer alimentos.

Em 05 de abril a Polícia Federal constatou, como já noticiamos aqui no Blog, que Renan foi até a casa de Marco Antônio Querino para um encontro, que foi marcado através de uma ligação.

RENAN: Diga ai meu amigo.

MARCO: Tudo em rodem meu velho.

RENAN: Ei, precisando, você está adivinhando, precisando falar contigo

pessoalmente, urgente.

MARCO: Eu estou em casa.

RENAN: Está em casa? Eu estou com u compromisso hoje. Amanhã de manhã tu vai viajar?

MARCO: Amanhnã… Se eu for é unas 10: a 11:00 horas

RENAN: Então 08:00 horas da manhã eu ligo para você, onde você estiver eu encosto.

MARCO: Beleza.

RENAN: Beleza?

MARCO: Se eu sair… pode vir unas 07:30.

RENAN: Pronto. Combinado. Amanhã a gente se encontra.

MARCO: Combinado.

RENAN: Combinado.

MARCO: Valeu. Tchau

Em outra ligação interceptada, Renan Maracajá conversa com Marco Antônio Querino da Silva, conhecido como Marcão, sobre a necessidade de um encontro para tratar sobre “problemas” em colégios da Rainha da Borborema.

MARCO: Fala patrão.

RENAN: Pra gente ver aquele negócio dos colégios daqui homi, um estresse do caramba.

MACARRÃO: Tô marcando pra sexta feira. Mas sexta é feriado, é melhor a gente antecipar.

RENAN: Bota pra quinta.

MACARRÃO: Pra quinta. Pronto. Vamos escolher só um canto. Qualquer coisa a gente faz lá em Bilão mesmo, na casa dele…Nosso bar fechou.

RENAN: Foi. Bem pertinho de casa.

MACARRÃO: Não é?! Foda. A gente combina. Eu mando no grupo.

RENAN: Combinado. Valeu.

MACARRÃO: Um abraço.

RENAN: Um abraço

Em 09 de julho de 2019, Marco Antônio e Flávio Souza Maia falaram sobre um acordo que foi detalhado no depoimento e citaram o vereador Renan Maracajá como um dos interessados.

MARCO: Era o nome de Marcio, mas eu já consegui aqui. Valeu

FLÁVIO: Ei

MARCO: Diz

FLÁVIO: Fala aí com os homens pra gente ver o negócio das escolas. Daquelas três que tu ficou de dividir.

MARCO: Certo. Mas deixa passar esses buliços dessas escolas…porque um tá o outro não tá. Eles já disseram a mim. Disseram nas escola estadual aí pra começar. Inclusive Renan também já ligou.

FLÁVIO: Pois é. Porque quem tá entregando é Bili e Angelo né?

MARCO: Bili e Angelo. Entendeu? Aí é sentar pra ver (…)

Para o Ministério Público, “diante dos elementos de informação acima demonstrados, o grupo criminoso atua da seguinte forma: i) inicialmente, escolhem as empresas que vão participar do procedimento licitatório e combinam as propostas de modo a eleger qual delas ganhará o certame e formalmente será a fornecedora de merenda às escolas; ii) celebrado os contratos, dividem o número de escolas que cada empresário atenderá em nome da pessoa jurídica que foi contratada, como uma espécie de subcontratação, mas a margem da licitude; iii) recebidos os pagamentos na conta bancária da empresa contratada, o dinheiro é repassado para o empresário responsável pelo abastecimento da escola que fez o pagamento, seja através de conta bancária própria, de uma pessoa jurídica em seu nome ou de interpostas pessoas (“laranjas”).”

Outra conversa obtida pelo Blog mostra que após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) suspender um processo licitatório da Secretaria de Educação em virtude do sobrepreço, Antônio Querino falou sobre o assunto com Charles e com Severino Roberto Maia, citando Pablo Allyson como um dos envolvidos com a irregularidade.

CHARLES: Adianta.

MACARRÃO: Adianto. Você deu alguma cobertura a Pablo?

CHARLES: A quem?

MACARRÃO: A Pablo;

CHARLES: Não.

MACARRÃO: Tão atrás dele. Foi.

CHARLES: Quem?

MACARRÃO: Cessé.

CHARLES: É.

MACARRÃO: Ora quem? Tu tá onde?

CHARLES: Tô em casa. Sei não. A Pablo, não.

MACARRÃO: Tas vendo?

CHARLES: Foi não, Macarrão.

MACARRÃO: teve uma licitação aquele negócio de tinta?

CHARLES: De tinta.

MACARRÃO: Quase um milhão.

CHARLES: Sei.

MACARRÃO: Já foi tudo descoberto. Que a firma, o cabra é assessor de Renan. Que esse Pablo é funcionário.

CHARLES: E aí?

MACARRÃO: Tirou um centavo só. Cancelou a licitação, homem.

CHARLES: Eita, mas foi daqui de Campina, não?

MACARRÃO: Velho. Vai atrás de tudo agora dele, homem. Tudo

CHARLES: mas, foi daqui de Campina?

MACARRÃO: Foi.

CHARLES: Hum. É. o povo quer demais, né? Rapaz, isso não existe não, doido.

MACARRÃO: O cabra me ligou lá de dentro.

CHARLES: Foi, não.

MACARRÃO: Ele vai mandar pra mim o coisa, aí eu mando pra tu.

CHARLES: Vai.

MACARRÃO: Visse, mas não diz nada, não diz nada a ninguém, não.

CHARLES: Vai, tá valendo

MACARRÃO: Vai, tchau.

Outro diálogo de 03 de junho de 2019.

MACARRÃO: Você viu, leu ali o que eu mandei pra você no zap?

BILÃO: De quê, aquele aviso de campina

MACARRÃO: Hum.

BILÃO: Diz.

MACARRÃO: Ali é de Renan, porra.

BILÃO: Hã.

MACARRÃO: Não é Pablo, rapaz, e Renan?

BILÃO: E é?

MACARRÃO: Ahn. Se o povo mexer dá certinho pro rabinho dele.

BILÃO: É.

MACARRÃO: Já descobriram que a firma é no, do assessor dele. Até o mandatozinho ele pode embaixar.

BILÃO: É.

MACARRÃO: O cabra quer comer tudo feito a desgraça.

BILÃO: Pois tá bom. Tchau.

Com essa conversa, a investigação pode observar que Pablo Allyson consta como beneficiário de uma transferência eletrônica oriunda da pessoa jurídica Arnóbio Joaquim Domingo da Silva, o Barra Mansa, o que reforçaria, segundo a apuração, o vínculo dele com o grupo criminoso.

Outra interceptação telefônica mostrou que Ângelo Felizardo do Nascimento pediu a Severino Roberto Maia o número de uma conta bancária para colocar uma “proposta”.

ANGELO: Oi Bili

SEVERINO: Oi Angelo

ANGELO: Tudo bem meu filho?

SEVERINO: Tudo

ANGELO: Bili, tu sabe o número da conta de cabeça, do bradesco, pra eu botar aqui nema proposta? Porque eu tava botando só do Banco do Brasil.

SEVERINO: Quem quer?…Toma…

ANGELO: Pra eu botar na proposta. Eles não pedem a conta do banco?

SEVERINO: Anota aí : agencia (O Blog ocultou o número da agência)

ANGELO: Certo

SEVERINO: E a conta (O Blog ocultou o número da agência)

ANGELO: Quinhentos…?

SEVERINO: (nesse trecho ele repete o número da agência)

ANGELO: Beleza meu filho. Beleza. Tá bom , valeu. Tichau.

SEVERINO: Tichau

A apuração da fraude aponta que o uso de Arnóbio Joaquim Domingos da Silva, o Barra Mansa, por Ângelo Felizardo para fornecer alimentos nas escolas de Campina foi evidenciado por uma ligação telefônica, onde Severino Maia esclarece para uma gestora que Ângelo é o responsável pela entrega da merenda naquela escola.

“Uma Senhora liga, dar boa tarde para BILÃO, diz que é a gestora do LUZIA DANTAS que fizeram o pedido da merenda na quarta-feira e que ficaram de entrega pela manhã (do dia 22); BILÃo diz que quem atende o LUZIA DANTAS é o ÂNGELO; GESTORA fala que não, que é o BILÃO; BILÃO diz que era ano passado e que agora é com ÂNGELO; GESTORA diz que quem assinou o contrato foi BILÃO; BILÃO diz que de fato assina de todo mundo; GESTORA ainda insiste que quem fornecia era o BILÃO; BILÃO diz que agora, após a divisão, ficou para ÂNGELO, que vai ligar para ele”.

KÁTIA: Alô.

AMÉLIA: Alô. É Kátia?

KÁTIA: É.

AMÉLIA: Kátia, boa tarde. Aqui é a Amélia, gestora da da escola Luzia Dantas.

KÁTIA: Hum.

AMÉLIA: Kátia, é o seguinte, porque quem tá tá fornecendo a merenda pra nós é é Ângelo. Mas, assim, a gente precisa dos documentos, não é, porque Arnóbio é que fez a a licitação. Não foi isso?

KÁTIA: Foi.

AMÉLIA: Aí, como é que a gente faz pra conseguir os documentos?

KÁTIA: Precisa de quê? Diga.

AMÉLIA: A gente precisa da das notas fiscais, precisamos de…

KÁTIA: A senhora já fala solicitou de Ângelo? Já fala que comprou de Ângelo?

AMÉLIA: Mas é, é porque é assim, é, eles têm uma pessoa responsável pra todo o núcleo, não é isso? Arnóbio.

KÁTIA: Não. Cada, cada pessoa é responsável por suas notas.

AMÉLIA: Sim. Mas, aí eu entrei em contato com uma pessoa da Secretaria e ela disse que tudo eu tenho que trabalhar com o Arnóbio. Com notas vinda dele.

KÁTIA: Hum.

AMÉLIA: É isso que. Aí a gente precisa das nota, precisa da certidão negativa pra poder fazer, efetivar os pagamento, sabe. Da merenda.

KÁTIA: Porque é assim, é. É aqui, Arnóbio. Entendeu?

AMÉLIA: Hum. É. Então…

KÁTIA: Só que é o seguinte, é, a solicitação vem de Ângelo.

AMÉLIA: É, mas assim, mas não é a pessoa que, que assina tudo, o contrato…

KÁTIA: Não, porque quem sabe o valor que tá devendo é ele, a gente não sabe. Entendeu?

AMÉLIA: E agora eu acho que…

KÁTIA: Quem me vendeu foi ele e a gente não sabe quanto ele vendeu, se vendeu, quando…

AMÉLIA: Não, mas aí como o contrato tá no nome de Arnóbio como é que a gente vai, vai pagar outra…

KÁTIA: Pelo vendedor. Pelo vendedor que tá lhe entregando.

AMÉLIA: É, mas o pessoal da Secretaria já … (incompreensível) de outra forma, né. Disse que eu tenho que resolver tudo com o Arnóbio.

KÁTIA: Tá. Eu vou falar com Ângelo.

AMÉLIA: Veja aí, porque aí…

KÁTIA: Como é o nome da sua escola mesmo?

AMÉLIA: É Luzia Dantas. Professora Luzia Dantas.

KÁTIA: Tá certo, tá.

AMÉLIA: É núcleo três, viu. No Alto Branco.

KÁTIA: Vou pedir pra Ângelo entrar em contato com a senhora.

AMÉLIA: É. Ele tá entrando em contato comigo, ele tá pedindo é uma cópia do do contrato. Mas o pessoal da Secretaria já me disse que toda a documentação tem que ir via Arnóbio porque a…

KÁTIA: Qual o seu e-mail? Qual o seu e-mail?

*conteúdo não exposto pelo Blog*

KÁTIA: Hotmail ponto com. Pronto, a gente vai mandar o que tem aqui, as certidões.

AMÉLIA: pronto. Aí, me mande…

KÁTIA: Agora o valor da nota fiscal tem que ser por eles mesmo. Que a gente não sabe, não.

AMÉLIA: É, mas se vocês entrarem em contato com eles, que aí eles sabem os valores…

KÁTIA: Eu vou entrar em contato com eles pra eles tentar.

AMÉLIA: Pra sair os documentos de vocês com o valor…

KÁTIA: Os documentos tá tudo aqui.

AMÉLIA: Certo.

KÁTIA: Certidões tudo.

AMÉLIA: Pronto. Aí você me dá, me dá um. Você já envia agora à tarde, né.

KÁTIA: É.

AMÉLIA: Pronto. Que aí a gente, a gente imprime e e resolve tudo direitinho, viu, Kátia.

KÁTIA: Tá bom.

AMÉLIA: Tá, obrigada, viu.

Outra ligação telefônica aponta a participação de Ângelo Felizardo no acordo ilícito no fornecimento da merenda, como mostra um diálogo entre Marco Antônio Querino e Flávio Souza Maia.

MARCO: Era o nome de Marcio, mas eu já consegui aqui. Valeu

FLÁVIO: Ei

MARCO: Diz

FLÁVIO: Fala aí com os homens pra gente ver o negócio das escolas. Daquelas três que tu ficou de dividir.

MARCO: Certo. Mas deixa passar esses buliços dessas escolas…porque um tá o outro não tá. Eles já disseram a mim. Disseram nas escola estadual aí pra começar. Inclusive Renan também já ligou.

FLÁVIO: Pois é. Porque quem tá entregando é Bili e Angelo né?

MARCO: Bili e Angelo. Entendeu? (…)

Isso, segundo o MPF, mostra que Ângelo e Roberto vão participar de uma licitação representando a empresa Barra Mansa.

MACARRÃO: Oi.

BILÃO: Macarrão.

MACARRÃO: Diga.

BILÃO: Quem é que ia entrar em de fase de licitação de Ângelo? Com a aprovação de Barra Mansa. É Roberto?

MACARRÃO: De Ângelo?

BILÃO: Hum.

MACARRÃO: É Roberto que tá indo com Ângelo.

BILÃO: É?

MACARRÃO: É.

BILÃO: Ah, sim. Ok. … (incompreensível) me disse, eu queria saber quem era. …(incompreensível)

MACARRÃO: Não. Lá é Ângelo. É Ângelo.

BILÃO: É Roberto, né.

MACARRÃO: É. Robério.

BILÃO: É. Que ele ele ele vai o Sami hoje, amanhã.

MACARRÃO: Sei vai.

BILÃO: É Roberto, acho que vai.

MACARRÃO: Hum.

BILÃO: Tá ok. Tchau. Ei. Tu lembrasse o menino pra assinar o documento, já assinou?

MACARRÃO: A menina já, falta só o contador.

BILÃO: E o menino?

MACARRÃO: Só o contador.

BILÃO: Tchau.

Isso, segundo a investigação, mostra que Bilão e Macarrão teriam combinado propostas que também envolvem Frederico de Brito.

MACARRÃO: Oi.

BILÃO: Diz.

MACARRÃO: Oi velho, já ligou.

BILÃO: Fala, patrão … (incompreensível) depois do almoço.

MACARRÃO: … (incompreensível) lá pelas duas horas, né.

BILÃO: Tá bom, … (incompreensível) eu te digo.

MACARRÃO: É, me vê uma coisa. É. Só as carne de Fred que tá dois real (R$ 2,00) a menos.

BILÃO: A de fred?

MACARRÃO: Sim. A carne sem osso dele tá dezesseis e oitenta (R$ 16,80). E é por vinte e oitenta (R$ 20,80).

BILÃO: Se for assim eu rasgo o contrato.

MACARRÃO: Ela que tem que fazer lá tudo de novo.

BILÃO: Quem?

MACARRÃO: A o povo lá, né, os contratos.

BILÃO: É.

MACARRÃO: Oxe, o cara aí vai perder dois reais. E o preço que o Manel mandou, o e-mail que ele mandou pra mim o preço é dezoito e oitenta (R$ 18,80).

BILÃO: A carne sem osso, qual, a carne?

MACARRÃO: Sem osso.

BILÃO: Sem osso, né?

MACARRÃO: É.

BILÃO: Acém.

MACARRÃO: É, só tem uma sem osso, né.

BILÃO: É.

MACARRÃO: Entendeu?

BILÃO: Ahnhã.

MACARRÃO: Aí eu mandei pra ele. Eu disse: Rapaz, isso aqui eu recebi pa da Seduc. Se veio erro veio da Seduc

BILÃO: Da Seduc. É verdade, então.

MACARRÃO: Não é malandragem de ninguém, não.

BILÃO: E vou até olhar os preços que tá na minha, vou conferir, visse.

MACARRÃO: Porque a … (incompreensível) eu vou falar contigo, não, a secretaria devolve. Manda devolver o pagamento. É.

BILÃO: Oxe.

MACARRÃO: E a de você, e a de Ângelo, todo mundo passa.

BILÃO: A da gente.

MACARRÃO: É.

BILÃO: Com o preço certo?

MACARRÃO: Com o preço certo. Dezoito e oitenta (R$ 18,80).

BILÃO: Não tem lógica, não.

MACARRÃO: Não é um negócio estranho?

BILÃO: É.

MACARRÃO: Depois é bom você dar um toque pra Manel pra saber o preço dele lá mesmo.

Blog do Wallison Bezerra


Vereador de Campina Grande é um dos presos da segunda fase da Operação Famintos em CG


Redação Paraíba Já

O vereador de Campina Grande Renan Maracajá é um dos presos da segunda fase da Operação Famintos, deflagrada na manhã desta quinta-feira (22), pela Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). Renan já havia sido citado na primeira fase da Operação.

A Polícia Federal na Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com o Ministério Público Federal (MPF) a segunda fase da Operação Famintos, a qual possui o objetivo combater fraudes em licitações, superfaturamento de contratos administrativos, corrupção e organização criminosa.

A operação contou com a participação de 60 policiais federais, sendo realizado o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de oito mandados de prisão, sendo cinco mandados de prisão temporária e três mandados de prisão preventiva.

Todos os mandados foram cumpridos na cidade de Campina Grande. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Campina Grande.

A primeira fase da Operação Famintos foi deflagrada no dia 24 de julho deste ano, tendo contado com a participação de 260 policiais federais e 16 auditores da CGU,

Na ocasião, foram cumpridos 67 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e nas residências, escritórios e empresas dos investigados, bem como de 17 mandados de prisão.

Nesta segunda etapa, a Operação Famintos visa ampliar a desarticulação do núcleo empresarial da organização criminosa, responsável pela criação de “empresas de fachada”, utilizando-se de pessoas que tinham consciência de suas situações na condição de “laranjas”.

As empresas, então constituídas em nome de pessoas que não eram as reais proprietárias e administradoras, eram utilizadas pelos criminosos para fraudar as licitações, conferindo um falso caráter competitivo aos processos licitatórios.


Sobre o desmatamento - Francis Lopes de Mendonça

 


O presidente da associação do agronegócio é contra o desmatamento. A ministra da Agricultura é contra o desmatamento. O ministro do Meio-Ambiente não diz o que quer, mas parou de fiscalizar o desmatamento ilegal. Inclusive eu vi uma entrevista na Globo News com o ministro do Meio-Ambiente, que reconheceu que os dados do Inpe estão cientificamente certos, mas foram divulgados fora de hora e mal interpretados. Isso sem falar que o presidente não conhecia tais dados, porque o ministério do Meio-Ambiente não os informou a ele. Tais dados são transparentes, exatos, preocupantes e comprovam o aumento da devastação em 87%, atingindo níveis alarmantes.

A mídia nacional e internacional registrou, com fotos, depoimentos, entrevistas e filmagens “in loco”, a extensão do desastre. Chegou-se à conclusão de que tudo decorreu da profusão de queimadas no local, no intuito de expandir as áreas de cultivo na Amazônia. Inclusive acredita-se que contribuiu para a “chuva negra” que caiu ontem sobre Sampa. Claro que é injusto jogar toda a culpa por tudo de ruim que está acontecendo num governo que assumiu o país há oito meses. Mas é profundamente injusto também tentar associar o Inpe ao PT, quando nós sabemos que, assim como faz o atual presidente agora, também Lula brigou com os dados do Inpe e ameaçou contratar outra empresa.

Só que não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês na Amazônia, quando o presidente tacha todo mundo de “mentiroso”, subestima com ironias, desafia e nega a catástrofe, sem apresentar nenhuma proposta para desenvolver a região de maneira sustentável, em desrespeito à sociedade e aos patrícios de bom senso, enquanto seus seguidores insensíveis e fanatizados acompanham a hecatombe com a cegueira de zumbis, batendo palmas com o fervor dos que perderam a razão, em nome de um culto à personalidade do mandatário-mor, cujo governo até agora não mostrou como pretende manter a floresta intocada sem privar os habitantes dos meios de subsistência.


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