Medo de avião. - Marcos Pires


A primeira vez que Eliseu andou de avião foi um marco em sua vida porque vinha de uma cidadezinha do interior onde nem o vento passava. Afivelado o cinto, a aeromoça perguntou se tudo estava bem. Naquele tempo aeromoças eram símbolos de beleza, e o romântico Eliseu quis impressionar: “- Olha só como estamos voando alto. Daqui da janela dá para ver as pessoas do tamanho de formiguinhas”. A aeromoça corrigiu: “- Senhor, aquilo são realmente formigas. Ainda não decolamos”. Foi um balde de agua fria naquele coração apaixonado.

Desembarcou no Rio de Janeiro e caiu na besteira de contar a história do seu medo de avião aos patrões que estavam reunidos em um restaurante. Claro que foi objeto de muita gozação até que o presidente da empresa o chamou de lado e aconselhou: “- Isso é bobagem, se avião fosse perigoso o piloto seria o primeiro a desistir de voar. Mas vou te dar um conselho; chegue sempre com antecedência ao aeroporto e procure saber qual a marca das turbinas. Existem várias, e as mais importantes são Rolls Royce, Pratt & Whitney e General Eletric (G.E.). Evite a todo custo os aviões que usam essas turbinas G.E., mas no restante pode ficar tranquilo”.

Ora, o presidente era homem de viajar ao exterior todo mês, tinha milhares de horas de voo e assim Eliseu adotou o conselho por toda a vida, que melhorou bastante graças à sua competência.

Muitos anos depois, Eliseu reencontrou em um voo o antigo presidente da empresa onde iniciara a vida e que tinha lhe dado aquele precioso conselho sobre evitar aviões equipados com turbinas G. E.. Depois de manifestarem a alegria pelo reencontro, já degustando o excelente champanhe que a Ibéria serve na primeira classe, Eliseu finalmente quis matar sua curiosidade, e perguntou ao idoso viajante o por que daquela restrição.

“- Eliseu, você sabe que minha mulher cozinhava pessimamente e principalmente não sabia fazer a vitamina de banana que eu adoro, de modo que era eu quem usava o liquidificador G. E. de nossa casa para fazer a minha bananada. Pois bem, era só colocar uma bananinha a mais que aquela porcaria enguiçava. Ora, como o liquidificador e as turbinas de avião tem o mesmo princípio giratório, eu sempre desconfiei dos aviões que usam turbinas G. E.”.

Meu amigo Eliseu suspeita que tenha sido vítima de uma gozação.


‘Os boêmios cívicos‘ - Ramalho Leite


 


Como eles trabalhavam até altas horas, “desvirginando a madrugada” como diria no futuro o nosso Gonzaquinha, Getúlio Vargas os apelidou de “boêmios cívicos”. Era a Assessoria Econômica, capitaneada por Rômulo de Almeida e da qual faziam parte ainda o sociólogo Jesus Soares Pereira e o paraibano Cleanto de Paiva Leite, além de outros igualmente talentosos e que se demorariam ainda muito tempo servindo à Pátria na área do desenvolvimento. Foi dessas cabeças pensantes, reunidas por Getúlio em quase sigilo, que surgiu o projeto de criação da Petrobrás, com esse acento agudo retirado mais tarde. “A Assessoria foi uma solução informal e muito imaginativa do presidente Getulio Vargas para escapar do cerco político ao qual ele tinha sido obrigado na escolha dos ministros”, conceituaria Cleanto de Paiva Leite.

A Assessoria Econômica previa que o investimento da Petrobras alcançaria o triplo do gasto em Volta Redonda, esta, produto de negociação de Getulio com os americanos em troca da participação do Brasil na segunda guerra. A proposta original previa a criação de uma sociedade de economia mista, com a União proprietária de 51% das ações, e permitindo que o restante fosse composto pelo capital privado, com a concessão de 10% às mãos de estrangeiros. A UDN, partido em oposição ferrenha ao governo, sempre defendera essa participação do capital privado nas empresas estatais, mas diante do projeto de Getulio, passou a chamá-lo de entreguista e abraçou o monopólio estatal.

Depois de mais de dois anos de discussões acirradas no Congresso, finalmente, a empresa foi criada, e reservado o monopólio ao estado brasileiro. A UDN, històricamente, se arvorou em “mãe do monopólio da Petrobras”, pois da sua bancada surgiu a formulação finalmente aprovada. O resultado, porém, nasceu da astúcia política de Getúlio, segundo conta o cearense Lira Neto, um dos principais biógrafos de Vargas.
Lastreado em informação de Tancredo Neves, Lira conta que certo dia Getulio mandou chamar alguns parlamentares ao Catete. Entre eles, o próprio Tancredo, o baiano Antonio Balbino e o gaúcho Brochado da Rocha. Getúlio lhes confessou que sempre fora favorável ao monopólio estatal do petróleo. Todavia, temendo que sua proposta fosse derrubada por mera pirraça da oposição, preferiu esperar que “algum parlamentar mais neutro propusesse uma emenda”. “A malícia do presidente era realista”, diz Tancredo. “Os parlamentares da Uniao Democratica Nacional passaram a apoiar a tese do monopólio estatal do petróleo”.

Getúlio não poderia prever, porém, que do final do século passado e antes de chegar à segunda década do seguinte, a empresa que criou para prospectar, refinar e comercializar petróleo, em terra, e em mar revolto, fosse atacada por um verdadeiro tsunami. Mãos inidôneas que não se sujaram de óleo, foram contaminadas pelo vírus da corrupção, sugando o produto mais valioso do povo brasileiro.

Quem foi contaminado, está identificado e vai pagar pelos prejuízos causados à nossa maior empresa estatal. Os crimes apurados não podem, todavia, servir de motivo para a derrubada de um governo legitimamente constituído. Na democracia, quem manda é o voto. É pelo voto que o eleitor exerce sua cidadania, elegendo, ou derrubando quem elegeu.


Pré campanha? Com saúde de JP na UTI, Cartaxo vai ao interior participar de entrega de equipamento de UBS


PB-agora.com.br
Apesar de negar uma eventual candidatura ao Governo do Estado em 2018, o discurso adotado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) segue divergindo da realidade.

Nesse final de semana o prefeito da Capital, que em entrevista diz que só fala de 2018, em 2018, segue realizando sua peregrinação pelo interior do Estado, a fim de popularizar seu nome, em uma espécie de pré-campanha.

O município escolhido, dessa vez, foi o de Pedro Régis, que comemora seu aniversário de emancipação política neste sábado (29).

Luciano Cartaxo foi recebido pelo prefeito da cidade José Aurélio Ferreira (PSDB), conhecido por Baía.

No início desta tarde, Caratxo concedeu entrevista à emissora de rádio local. Luciano Cartaxo está acompanhado do presidente estadual do PSDB, ex-deputado federal Ruy Carneiro.

Na cidade, Cartaxo também participou da solenidade de entrega de novos equipamentos para a Unidade Básica de Saúde no município de Pedro Regis, enquanto em João Pessoa, a Saúde está na UTI.

Caravava da oposição, realizada no início do ano, mostrou a precariedade no Hospital Santa Isabel, com salas em ruínas, descarte de remédios realizados de forma irregular, inclusive com um criadouro do mosquito da dengue em pleno prédio hospitalar.

A peregrinação do prefeito vem causando estranheza porque nos anos de 2012 a 2016, quando exerceu seu primeiro mandato, ele não era tão presente nas comemorações realizadas nos pequenos municípios.


Veneziano descarta disputar o Governo em 2018 e defende aliança com Ricardo


 
O peemedebista, cujo nome é sempre cogitado para disputar o Palácio da Redenção, disse que não nutre essa expectativa nesse instante

Deputado Veneziano Vital garante que não disputar cargo no executivo em 2018
O deputado Veneziano Vita do Rêgo (PMDB) afastou a possibilidade de ser candidato à sucessão do governador Ricardo Coutinho no ano que vem. Em entrevista ao ClickPB, o ex-prefeito de Campina Grande disse que vai tentar a reeleição no processo eleitoral de 2018.

O peemedebista, cujo nome é sempre cogitado para disputar o Palácio da Redenção, disse que não nutre essa expectativa nesse instante. "Isso é propósito de futuro chegar a gerir o executivo estadual", declarou.

O peemedebista disse que inda alimenta a ideia de coligação PMDB-PSB nas eleições de 2018. "Se o PMDB não lançar candidatura própria em 2018, defendo essa tese", disse Veneziano.

O deputado ainda não sabe os motivos que levaram parte do PMDB se afastar do governo de Ricardo Coutinho. "Não vejo até hoje motivo para esse desligamento", garante.

Veneziano nega estremecimento com os demais caciques do PMDB, mas atesta que não vê nenhum movimento ou atitude de o partido ter candidatura própria em 2018.

 

ClickPB


Reviravolta no caso Zé Mayer: ator e jovem teriam tido um caso; entenda


 
A coluna de Leo Dias no O Dia divulgou o motivo pelo qual a figurinista Su Tonani não quis dar sequência ao processo de acusação por assédio sexual contra o ator José Mayer.
Os dois teriam tido um relacionamento extraconjugal no passado e após terminarem, Su Tonani já estava envolvida com outra pessoa quando ocorreram as novas investidas do ator global.

Funcionários da TV Globo teriam relatado que Mayer e Tonani chegavam juntos, no mesmo carro, para as gravações nos Estúdios Globo. Por muitas vezes ela ficava com a chave o carro dele. Eram nítidas as brincadeiras entre ambos. A intimidade entre eles sempre foi de conhecimento de todos no antigo Projac.

A figurinista esteve na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e fez o pedido cancelando a acusação criminal, assinado pela promotora Arlanza Rebello. Su Totani acusou publicamente o ator de ter colocado a mão em sua genitália em fevereiro deste ano, nos intervalos das gravações da novela “A Lei do Amor”, onde José Mayer interpretava o personagem Sebastião Bezerra.
180 Graus


Moro devolve ao Planalto 25 objetos de valor que Lula levou com ele


 
SERÃO DEVOLVIDOS AO GOVERNO ESCULTURAS, COROA, ESPADA, MOEDAS...

OBJETOS DE VALOR ACIMA DO PREVISTO EM LEI, RECEBIDOS POR LULA, RETORNAM AO PATRIMÔNIO PÚBLICO.
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O juiz federal Sérgio Moro autorizou a Presidência da República a incorporar ao patrimônio da União 26 bens do cofre do ex-presidente Lula. Os objetos sumiram ao final do governo do petista e foram descobertos em uma sala-cofre no Banco do Brasil, no centro de São Paulo, e apreendidos em março de 2016 na Operação Lava Jato. Na ocasião, Lula se referiu aos objetos como "tralhas".

Durante seus mandatos, entre 2003 e 2010, o petista recebeu centenas de itens. Após avaliação da Secretaria de Administração da Presidência, Moro considerou que um acervo de 21 bens deve ser restituído em favor da União.

"Constatou este Juízo que havia alguns bens entre os apreendidos que teriam sido recebidos, como presentes, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o exercício do mandato, mas que, aparentemente, deveriam ter sido incorporados ao acervo da Presidência e não ao seu acervo pessoal. É que agentes públicos não podem receber presentes de valor e quando recebidos, por ser circunstancialmente inviável a recusa, devem ser incorporados ao patrimônio público", anotou Moro.

Dos 176 itens analisados pela Comissão Especial da Secretaria da Presidência da República, 21 foram considerados bens que não deveriam ter sido levados por Lula, como itens de seu acervo pessoal. Entre eles uma coroa, uma espada, esculturas, moedas, entre outros itens.

Há ainda outros 5 itens armazenados no cofre de Lula, no Banco do Brasil, que tiveram problemas na averiguação, mas que também foram considerados bens a serem devolvidos à Presidência. Entre eles uma caneta com brasão do Vaticano recebida em 2008 e uma escultura de Juan Miró.

"Autorizo o levantamento pela Secretaria de Administração da Presidência da República dos bens relacionados no item 61 do Relatório Final do Processo 00140.000326/2016-16 e que se encontram atualmente apreendidos por ordem deste Juízo junto a cofre no Banco do Brasil (agência do Banco do Brasil, na Rua Líbero Badaró, 568, centro, São Paulo/SP), para fins de incorporação administrativa ao patrimônio da União Federal", decidiu Moro, nesta sexta-feira, 28.

Segundo Moro, os bens a serem confiscados foram "recebidos em cerimônias oficiais de trocas de presentes com Chefes de Estados ou Governos estrangeiros, que têm algum valor mais expressivo, mas que não caracterizam presentes de caráter personalíssimo".

No mesmo despacho, o juiz determinou que permaneça na posse do ex-presidente outros objetos, como "medalhas, canetas, insígnias arte sacra, por terem caráter personalíssimo".


Vídeo - Banditismo - Em Alagoas, MST fechou lojas à força e pagou cachê a manifestantes



ATERRORIZARAM LOJISTAS COM FOICES E PAGARAM A MANIFESTANTES

Davi Soares

INTEGRANTES DO MST USAM FOICE PARA AMEAÇAR LOJISTAS EM ARAPIRACA (REPRODUÇÃO TV GAZETA/GLOBO)
Enquanto nenhum incidente foi registrado nos protestos contra as reformas trabalhista e previdenciária em Maceió, nesta sexta-feira (28), na cidade de Arapiraca, a maior do interior, manifestantes usaram da truculência e ameaça para invadir lojas, ameaçar trabalhadores e empresários com foices e obrigar donos e gerentes de pequenos negócios a fechar suas portas. Além disso, uma mulher disse a um radialista que receberia dinheiro para participar do ato na cidade que fica a 128 km de distância da capital alagoana.
A um repórter, uma desempregada admitiu desconhecer os motivos da manifestação e disse que seria paga para estar presente no protesto convocado pela CUT e pelo PT, com forte presença de integrantes do Movimento Sem Terra, em Arapiraca.

A mulher disse ao repórter da Rádio 96 de Arapiraca, Mitchel Torquato, que levou a filha de três anos de idade para a manifestação, por não ter com quem deixá-la em casa, já que o marido teria vindo tocar zabumba no ato. Na conversa gravada e publicada no site Diário Arapiraca, a mulher é perguntada se a menina teria comido alguma coisa, e responde: “Bolacha e picolé”.

AMEAÇA E DESRESPEITO

Um dos momentos mais tensos ocorreu quando o protesto se aproximou da região onde fica a Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho, no Centro de Arapiraca. Em frente à loja de produtos agrícolas o grupo começou a ordenar o fechamento da loja e invadiram o estabelecimento. Segundo o gerente da loja Coagro, alvo da intervenção, Edmilson Firmino, foi o locutor do carro de som que determinou a invasão.

Um integrante do MST usou uma foice para puxar para baixo a porta de uma loja, enquanto uma mulher tenta impedir, antes de ceder à intimidação. A loja de presentes e brinquedos chamada Brinkz também teve suas portas fechadas à força pelo mesmo grupo. E a proprietária Tânia Lopes reclamou seus direitos a trabalhar.

“É um direito deles. Não tenho nada contra, se querem protestar. Só que eu estava aqui no meu estabelecimento, trabalhando. Não falei mal de ninguém, não sou contra. Apenas eu acho que é um direito de quem quer trabalhar, trabalhar”, disse a dona da Brinqz, à reportagem da TV Gazeta.


Absurdo - ANAC arrumou no Ceará decisão que restabelece cobrança de bagagens

Rovena Rosa Rovena Rosa

 
ANAC INSISTE EM CRIAR NEGÓCIO MILIONÁRIO PARA EMPRESAS AÉREAS

COM A MEDIDA, ANAC CRIOU UM NEGÓCIO MILIONÁRIO PARA AS EMPRESAS AÉREAS. (FOTO: RIOVENA ROSA)
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A Justiça Federal no Ceará atendeu pedido da Agência Nacional de Avião Civil (Anac) e suspendeu os efeitos da liminar que impedia a cobrança de bagagens por parte das companhias aéreas no Brasil. A liminar suspendia parcialmente a resolução da Anac que atendeu ao lobby das empresas aéreas, permitindo a cobrança do transporte de bagagens e que, com a decisão deste sábado, volta a ser integralmente válida.
Com a decisão, a Anac não condicionou a cobrança das bagagens à redução no preço das passagens, por meio de descontos. Com a nova cobrança, a agência criou um milionário negócio para as empresas aéreas, exatamente como pretendiam seus executivos, em detrimento dos clientes.

A Anac argumentou que a decisão suspendeu a permissão para cobrança do transporte das bagagens, mas manteve o novo peso de 10 quilos permitido para bagagens de mão previsto na resolução. Com isso, segundo a agência, a liminar colocava em risco a segurança dos vôos – especialmente os lotados – e poderia aumentar o custo das companhias, que seria posteriormente repassado ao consumidor em aumento das passagens. Segundo a Anac, a decisão liminar foi tomada sem amparo técnico sobre a questão.

A Agência Nacional de Avião Civil também reiterou o argumento de que a franquia de bagagem prevista antes da resolução, de 23 quilos por passageiro em voos nacionais, está muito além da média utilizada pelos usuários, que é abaixo de 12 quilos.

Diariodopoder.com.br

 


Juiz manda liberar Eike Batista para cumprir prisão domiciliar



EMPRESÁRIO SERÁ MANTIDO PRESO EM SUA MANSÃO, NO JARDIM BOTÂNICO

O juiz federal Gustavo Arruda Macedo determinou neste sábado que Eike Batista deixe Bangu 9 e passe a cumprir prisão domiciliar. A decisão foi tomada um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes atender o pedido de liberdade da defesa do empresário. Preso desde janeiro, Eike terá que ficar em sua casa no Jardim Botânico, onde poderá receber visitas da Polícia Federal sem aviso prévio.

De acordo com o advogado de Eike Batista, Fernando Martins, o empresário deverá deixar a penitenciária neste domingo. O fundador do grupo X foi preso na Operação Eficiência, um desdobramento da Calicute, que levou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Eike foi indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. Ele teria pago US$ 16,5 milhões em propina ao esquema liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral para ter benefícios em seus negócios.

Macedo listou nove medidas cautelares, possibilidade aberta no despacho de Gilmar Mendes. Além da prisão domiciliar integral, que só pode ser violada por emergência médica, Eike terá que se manter afastado da direção das empresas do grupo X. O juiz afirma que a prisão domiciliar não é um excesso porque "(...) se o réu está sendo afastado cautelarmente de suas atividades de administração das empresas, justamente com a finalidade de preservar a instrução criminal e a ordem pública até o encerramento da ação penal, mais seguro que permaneça em seu domicílio a fim de preservar a finalidade cautelar da medida ora adotada, ao menos até a sua revisão pelo juiz natural".

A prisão de Eike foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pelos desdobramentos da Lava Jato no Rio, mas como a decisão do STF chegou à Justiça Federal do Rio no fim de semana coube ao magistrado de plantão tomar a decisão. Eike Batista não terá que usar tornozeleira eletrônica. O empresário está proibido de manter contato com qualquer réu ou investigado em ações que tramitam na 7ª Vara Federal Criminal, da qual Bretas é titular. Terá ainda que concordar com a quebra de seu sigilo telefônico e telemático, atender a todas as comunicações judiciais e entregar seus passaportes.

A Justiça terá o controle de todos que frequentarem a casa de Eike que só poderá receber a visita de parentes e advogados. A Polícia Federal poderá entrar na casa do empresário a qualquer momento, sem aviso prévio ou necessidade de autorização judicial. "O descumprimento de qualquer dessas medidas acarretará ipso facto o restabelecimento da prisão preventiva anteriormente decretada", diz o magistrado na decisão.

A decisão liminar de Gilmar Mendes citava "constrangimento ilegal" ao empresário. No despacho o ministro mencionou a gravidade dos supostos crimes cometidos pelo empresário e o "sofisticado esquema para ocultação" da origem do dinheiro, apontado nas investigações. Ele considerou, no entanto, que os fatos foram cometidos entre 2010 e 2011 e, portanto, "consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão".

"O fato de o paciente ter sido denunciado por crimes graves - corrupção e lavagem de dinheiro -, por si só, não pode servir de fundamento único e exclusivo para manutenção de sua prisão preventiva", escreveu Gilmar Mendes.

Diariodopoder.com.br

 


Senadores discutem, em conversas reservada, substituir Renan na liderança

Dida Sampáio Dida Sampáio

 
ATITUDE CONTRÁRIA ÀS REFORMAS E A TEMER O AFASTA DA BANCADA

CADA DECLARAÇÃO CONTRA ÀS REFORMAS DISTANCIA RENAN DOS COLEGAS
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Apesar dos desmentidos do amigo Romero Jucá (RR), os senadores do PMDB têm conversado sobre a destituição de Renan Calheiros (AL) da liderança da bancada. Ele se distancia dos colegas a cada ataque às reformas e ao governo, que quase todos apoiam no PMDB no Senado. A senadora Rose de Freitas (ES) até afirmou, em nome dos colegas, que as críticas refletem apenas a “posição pessoal” de Renan. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Para destituir Renan da liderança basta um ofício assinado por metade mais um dos senadores do PMDB apontando um novo líder.

Além de Jucá (só por enquanto), Renan conta na bancada apenas com um ou outro senador hostil ao governo, tipo Roberto Requião (PR).

Senadores do PMDB avaliam que a atuação de Renan como líder tem sido afetada por seu nervosismo pelas 13 investigações na Lava Jato.

Renan ainda não foi retirado do cargo para não parecer que o PMDB lhe puxa o tapete quando a Polícia Federal se aproxima da sua porta.

Diariodopoder.com.br

 


A história das mortes dos estudantes paraibanos Sady Castor e Ágaba de Medeiros - Broto Varandas,


 Exatamente Cláudio Freire. Chamavam-se Sady Castor e Ágaba de Medeiros, estudantes de nossa melhor sociedade. E a triste história é essa: Em 1923, a Praça João Pessoa (que à época se chamava Comendador Felizardo leite) foi palco de uma tragédia que resultou na morte de dois jovens alunos enamorados: Ágaba Gonçalves de Medeiros e Sady Castor Correia Lima. Ela estudava na Escola Normal (atual Tribunal da Justiça) e ele no Lyceu Paraibano (que funcionava, à época, no prédio da antiga Faculdade de Direito, ao lado do Palácio da Redenção). Na primeira, só estudavam meninas.

Para evitar a aglomeração de certos jovens que ali afluíam, principalmente os estudantes do “Lyceu Parahybano”, que dali se aproximavam para conversar e/ou flertar com as normalistas daquele educandário, foi estabelecida a "linha da decência", uma invenção do diretor da Escola Normal, o Monsenhor João Batista Milanez, figura conhecida e culta do clero paraibano, que considerava aquilo um desrespeito à moralidade e aos bons costumes. Tudo em nome da honrada família paraibana. Ninguém podia atravessá-la sob pena de sofrer punições.

Mas os dois estudantes se amavam e não aguentavam ficar separados por muito tempo. E no sábado, 22 de setembro, o rapaz atravessou essa divisória imaginária e recebeu um alerta do guarda civil Antônio Carlos de Menezes, vulgo “guarda 33”, responsável pela “manutenção da ordem” e “guardião da honra das moças”. Uma discussão entre os dois foi iniciada e o policial acabou disparando um tiro fatal no estudante.

Quando a notícia se espalhou, amigos e estudantes do Lyceu se aglomeraram na frente da escola e passaram a hostilizar sua direção e a sede da guarda civil. O corpo do jovem foi velado no próprio Lyceu, por toda noite, seguido por discursos inflamados de alunos, professores e familiares. O enterro foi realizado no dia seguinte, no cemitério da Boa Sentença, sendo acompanhado por um grande número de pessoas. Depois, um grupo de jovens, composto por estudantes e amigos da vítima, saiu em exaltada manifestação pelas ruas da cidade, destruindo todos os exemplares do jornal "A União" que encontravam pela frente, terminando com o enterro simbólico do monsenhor Milanez, às portas do seminário diocesano.

O incidente também despertou outras ondas de manifestações incitadas pela oposição ao governo, que tiveram grande repercussão em toda a Província, que culminaram provocando a queda do diretor da escola (substituído pelo cônego Pedro Anísio) e quase resultando na deposição do governo de Solon de Lucena.

Passado duas semanas do ocorrido, o caso ganha uma nova dimensão, com a trágica notícia da morte de Ágaba. Muito deprimida e emocionalmente fragilizada pela morte do amado, ela se suicidou, ingerindo forte dose de veneno. A Paraíba cobre-se novamente de luto.

Ágaba ainda deixa uma carta dirigida a sua futura ex-sogra (mãe de Sady), escrita pouco antes de morrer, cujo teor, vai abaixo descrito:

“Parahyba, 6 de outubro de 1923.

Minha mãezinha,

Peço-vos desculpas de assim vos tratar, mas os laços que me prendiam ao vosso filhinho, permitem que assim vos trate. É lamentável dizer-vos o estado em que me acho desde o desaparecimento de meu inesquecido mui amado Sady. Peço-vos perdão de minha ousadia, mas, venho, por meio desta, dizer-vos que comungo convosco da mesma dor.

Ah! se não fosse ferir o vosso e o meu coração relataria o modo, os sentimentos daquele que tão cedo foi arrebatado do meio honrado em que vivia. Não sei por onde se acha a mala daquele que espero que Deus tenha em sua companhia; queria que vos interessásseis em mandar buscar. Resta-nos confiar na justiça da terra? Não, confiarei na Divina, pois que aquela falha e esta não falhará jamais.

Confiando no vosso coração, espero não se zangará quando esta receber.Peço-vos que abençoeis aquela que amanhã irá fazer companhia àquele que soube honrar e fazer-se honrar.

Abraçai as maninhas pela desventurada

Ágaba Medeiros”

Na sequência, o monsenhor Almeida, vigário capitular de arquidiocese, ainda quis negar sepultura religiosa a Ágaba, por tratar-se de uma suicida, agindo, segundo ele, de conformidade com as prescrições da chamada igreja tridentina.


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