Com postura de “cacique”, jovem Efraim Filho se firma como líder do DEM na Câmara dos Deputados


 Com postura de “cacique”, jovem paraibano ocupa espaços generosos na mídia nacional e se firma como líder do DEM na Câmara dos Deputados
Publicado em 25 de maio de 2017 às 21:24 por Vanderlan Farias


Imagem da Internet

Em seu terceiro mandato de deputado federal, o jovem paraibano Efraim Filho, 37 anos, adquiriu postura de “cacique” e tem ocupado espaços importantes na mídia nacional, principalmente depois de conduzido à liderança do DEM na Câmara dos Deputados. Aliás, por seu desempenho, o filho do ex-senador Efraim Morais vem se firmando cada vez mais como líder dos Democratas, tornando-se quase unanimidade em sua bancada.

O crescimento do parlamentar não ocorreu por acaso. O trabalho de Efraim Filho como presidente da CPI dos Fundos de Pensão, que revelou um dos maiores escândalos de corrupção já registrados no País, foi reconhecido por aliados e até por adversários. Também ajudou o paraibano a desbancar “cabeças coroadas” da política brasileira como o deputado baiano José Carlos Aleluia na disputa pela liderança do DEM. Efraim Filho foi ainda um dos principais cabos eleitorais do atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia.

Na noite desta quinta-feira, Morais voltou a ser destaque na chamada Grande Imprensa. Foi entrevistado no Jornal Nacional, da poderosa Rede Globo, sobre o andamento das votações na Câmara dos Deputados, diante da crise política que provocou protestos violentos em Brasília. E não titubeou: “A palavra agora está com o Supremo Tribunal Federal. O que não pode é a Câmara dos Deputados paralisar. Temos que dar prosseguimento às votações porque é isso que a sociedade brasileira espera”, afirmou o líder dos Democratas.

Tem toda razão.

 

Vanderlanfarias.com.br

 

 


Semam fará plantio de espécies nativas na barreira do Cabo Branco e estuda retirada de asfalto no local



Acesso à área por meio de veículos já é proibido. Prefeitura estuda se retirada da manta asfáltica poderia gravar o problema

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Por: Thais Cirino

A barreira do Cabo Branco começa a receber a partir do dia primeiro de junho duas mil mudas de árvores nativas que serão plantadas na área numa tentativa de conter a erosão que ameaça o desabamento do local. De acordo com o secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa, Abelardo Jurema Neto, a intenção é promover ações pontuais enquanto o estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA) não é concluído. Ao todo, quatro mil mudas devem ser plantadas até o final da ação.

Leia mais: Semob-JP promove alterações no trânsito no Miramar e na Barreira do Cabo Branco

O secretário explicou que mudas de pau-brasil, ipês e jacarandás estão entre as espécies que serão colocadas. “Pretendemos plantar quatro mil mudas naquela faixa porque o planejamento da Semam, enquanto não há uma definição da contenção da erosão da falésia por parte do avanço marítimo (parte vertical), é agir pelo replantio na parte horizontal”, disse.

Abelardo destacou que a Secretaria estuda também a retirada do asfalto uma vez que o trânsito já algo proibido nas proximidades da barreira. “Não tiramos ainda porque essa é uma questão que precisa de muito estudo. A estação climática não favorece. Se tirarmos a manta asfáltica com a terra ainda ainda virgem isso não apenas não vai conter como pode acelerar o processo de erosão”, explicou. Segundo ele, o trabalho deve ocorrer sem a utilização de maquinário, e sim de forma manual. “Mas isso é um estudo. O que posso garantir que a Seman vai fazer é o plantio horizontal”.

O auxiliar do prefeito Luciano Cartaxo também preferiu não comentar sobre a solução proposta para resolver de forma definitiva a erosão no local e disse que vai aguardar os resultados do EIA/RIMA para se posicionar. “Tenho uma convicção pessoal, mas preciso de estudos complementares”, enfatizou. Sobre as construções que ficam ao pé da barreira no final do Cabo Branco, como a obra do ‘Marinas Flat Hotel’, Abelardo Jurema informou que defende o diálogo com os empresários para que seja possível a construção de um consenso. “A Prefeitura fez acertadamente esse embargo, mas eu acho que é preciso conversar para ver qual a melhor solução para que ninguém saia prejudicado”, finalizou.


Deputado Buba Germano elenca próprias qualidades para ser o candidato do PSB ao Governo do Estado


Deputado não se intimida e fala claramente do seu preparo caso venha a ser o candidato do PSB para governador no próximo ano

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Por: Iracema Almeida

O deputado estadual Buba Germano (PSB) não se intimida ao ser questionado sobre possível lançamento de seu nome para disputar o governo da Paraíba, em busca de suceder Ricardo Coutinho no cargo. Na última quarta-feira (24) o nome do parlamentar foi lembrado na tribuna da Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Jeová como sendo um dos mais promissores para concorrer o pleito do próximo ano.

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Buba faz questão de ressaltar seus atributos, como parlamentar do legislativo paraibano. “Com decência e sem soberba, mas façamos uma análise de quem ocupou no primeiro mandato os espaços que eu ocupei na Assembleia, fui relator do orçamento, líder da bancada de governo. A questão do preparo é definir qual o modelo de gestão do governador, que é esse. O candidato tem que dominar, porque Ricardo não vai abrir mão disso”.

Para o socialista, Ricardo Coutinho já demonstrou o que é necessário para ser seu sucessor no Palácio da Redenção. “Ele já diz isso claramente, em todas as entrevistas dele, que não quer que a Paraíba retroceda. Eu me acho com preparo para discutir as políticas públicas e o modelo de gestão eu tenho sim”.

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‘Gabarito‘: delegado encaminha provas para perícia para vincular suspeitos e individualizar investigações



O delgado de Defraudações e Falsificações, Lucas Sá, informou nesta sexta-feira que a 3ª fase da Operação Gabarito, iniciada esta semana, poderá chegar ao fim no final da semana que vem com várias novidades.


Ele declarou que vários relatórios estão sendo produzidos com o objetivo principal de analisar todo o material aprendido durante as duas primeiras fases da operação.


“Foi apreendido todo o banco de dados dessa organização criminosa, dezenas de equipamentos eletrônicos e tudo tem de ser periciado, as provas são analisadas em um trabalho minucioso e temos que relacionar isso com os editais e concursos, então esse é o trabalho principal, é com a análise desta provas que a gente vai vincular todos os suspeitos e vai individualizar a conduta de cada um na organização criminosa” detalhou.


O delegado ainda informou que 29 pessoas já foram presas e esta semana outros envolvidos foram identificados.


“Esta semana já identificamos mais suspeitos importantes, sócios, professores, pessoas da logística, da contabilidade inclusive de outros estados e a medida que vamos conseguindo as provas, a gente pede a prisão e faz um relatório.


A respeito da identificação das pessoas que foram beneficiadas através do esquema, Lucas Sá informou que após a conclusão desta 3ª fase, essas identificações farão parte de outra etapa da operação.


“A identificação dos candidatos a gente acredita que será a partir da 4ª fase, pois são muitas provas, é tudo muito complexo, então se a 3ª fase for concluída até semana que vem, nós vamos instaurar inquéritos específicos de cada concurso da nossa atribuição que são os da Paraíba e vamos aprofundar o máximo para encontrar os beneficiados” pontuou.

Presos liberados

O delegado ainda falou sobre casal de militares envolvido com o esquema que teve prisão preventiva revogada na tarde de ontem.

“Eles são investigados desde o começo, foram presos em flagrante no contexto da busca e apreensão, e mesmo soltos neste contexto, eles continuam sendo investigados e certamente se conseguirmos os elementos que demonstram efetivamente o vínculo deles com certeza eles serão presos nas próximas fases” concluiu.

Paraiba.com.br

 


Neste sábado: Ricardo entrega unidade do Cidade Madura de Guarabira


O governador Ricardo Coutinho entrega, neste sábado (27), às 10h, a quarta unidade do Condomínio Cidade Madura, no município de Guarabira, na região do Brejo paraibano. O espaço terá uma inovação: vai funcionar com energia solar (casas e áreas comuns).


O Programa Cidade Madura é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) que, através de equipe técnica, monitora e avalia o funcionamento dos condomínios. O projeto tem como objetivo proporcionar moradia digna para pessoas idosas, que residam sozinhas ou com seus companheiros. A SEDH conta com a parceria da Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), órgão do governo estadual responsável por licitar e fiscalizar a construção dos condomínios.

Para a secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Aparecida Ramos, “o Cidade Madura é mais um dos Programas do Governo que demonstra sensibilidade, e a maneira diferente de fazer política na Paraíba. É um Programa que trata o idoso com dignidade, proporcionando que ele desenvolva sua autonomia”, afirmou Cida Ramos.
O Cidade Madura de Guarabira, a exemplo dos demais, possui 40 unidades habitacionais horizontais, com cerca de 54 m² de área construída, composta de: varanda, sala, cozinha, banheiro, um dormitório e área de serviço. Todas as residências seguem as normas de acessibilidade para idosos e com guarita de segurança na entrada do residencial. Dispõe também de áreas de convivências comuns como: redário, espaço para prática de exercícios, além de área para cultivo de horta comunitária. Há também um núcleo de saúde, com profissional de enfermagem trabalhando em regime de plantão, além de sala de curativos, enfermaria e repouso para plantonistas.


Secom-PB


Reestruturação: Correios vão cortar cargos de chefia e devem reabrir programa de demissão


A reestruturação dos Correios, proposta nesta semana, prevê o corte de um número significativo de cargos de chefia e gerência, afirmou ao G1 o presidente da estatal, Guilherme Campos.

Com as mudanças, afirmou Campos, a empresa deve reabrir na próxima semana uma nova rodada do Programa de Desligamento Incentivado (PDI). Seria a terceira rodada do PDI.

“Estamos vendo a possibilidade de reabrir o PDI. Já chegou a demanda após a reestruturação da empresa”, disse.

Segundo Campos, muita gente que estava confortável dentro da empresa com as gratificações pagas começou a ponderar a opção pelo PDI após o anúncio dos cortes.
Com a terceira rodada, disse Campos, os Correios esperam superar a meta inicial, que era a adesão de 8 mil funcionários no PDI. Até agora, cerca de 6,5 mil servidores da estatal já entraram no programa. Na primeira rodada foram cerca de 5 mil funcionários e, na segunda, que foi finalizada na semana passada, foram 1.500.

Campos explicou que será preciso esperar o resultado final do PDI e os avanços obtidos com a reestruturação antes de se falar em demissão de servidores concursados.

Economia
A reestruturação dos Correios faz parte de uma ação para trazer as contas da estatal para o azul. Só o corte de gerencias, afirmou o presidente, vai gerar uma economia anual que pode chegar a R$ 50 milhões. A empresa soma cerca de R$ 4 bilhões de prejuízo entre 2015 e 2016.

Com a reestruturação, os Correios passaram a contar com uma vice-presidência Comercial, uma de Operações, uma de Canais e uma de Negócios e Governo.
Segundo Campos, a empresa unificou as equipes. Antes, cada área da empresa – postal, encomendas, logística e varejo – tinha uma equipe de venda, de marketing e operação.

"A operação era tão separada que às vezes havia ociosidade na área de encomendas, mas a de logística estava sobrecarregada", explicou.

G1


Indígenas articulam partido para entrar no Congresso ‘pela porta da frente‘



ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO


Em 1º de fevereiro de 1983, a Folha publicou na primeira página uma foto de Mário Juruna (1943-2002) tomando café no Congresso. A reportagem descrevia a irritação do cacique xavante, primeiro indígena eleito à Câmara, com um churrasco insosso" que lhe serviram: "Gente branca não sabe comer carne".

Não era seu único incômodo. Se acabar a Funai (Fundação Nacional do Índio), criada em 1967 pela ditadura, "vai ser bom pra índio, pois Funai não faz nada pra Índio", disse. "Quem vai ter prejuízo é militar, que está empregado lá."

Passaram-se 34 anos, a Funai voltou a ter um general como líder, e nunca outro indígena conseguiu uma cadeira parlamentar. Um quadro que o Partido Nacional Indígena (PNI) quer reverter, diz o índio caincangue Ary Paliano, 56.

Advogado formado pela Unochapecó (SC), ele preside a sigla em formação, que precisa de 487 mil assinaturas para ser aceita pelo Tribunal Superior Eleitoral. A colheita –que costuma demorar anos e nem sempre dá certo– começa agora, diz Paliano.

O lema: "Colocar os índios no Congresso pela porta da frente". Secretário-geral do partido, Francisco de Oliveira Lima Tabajara, 57, cearense da tribo Tabajara e hoje cirurgião-dentista em Brasília, foi ao Acampamento Terra Livre, que juntou 4.000 indígenas na capital entre 24 e 28/4. No segundo dia, vários tentaram entrar no Congresso pela porta da frente –à força.

Conseguiram furar o bloqueio policial até o espelho d‘água em frente à entrada. Reagiram com arco e flecha às bombas de gás da polícia. Protestavam pela retomada das demarcações de terras indígenas e pela saída do ministro Osmar Serraglio (Justiça), que um mês antes disse à Folha que era preciso "parar com essa discussão sobre terras. Terra enche a barriga de alguém?".

Tabajara acha que sim. Uma de suas lutas é contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 215. Apoiado pela bancada ruralista e repelido por índios, o texto transfere do Executivo ao Legislativo a palavra final sobre terras indígenas. "O ruralista quer tomar de vez as causas indígenas. Coloca pra lascar mesmo, quer tomar até o que a gente não tem,"

"Índio é realidade viva da ladroagem do poder público: é dono das terras, mas não se preparou e não conseguiu escrituração. E tem terra muito rica, cheia de diamantes, de ouro", afirma.

O general Franklimberg Ribeiro de Freitas, 61, indicado pelo Partido Social Cristão para presidir a Funai (o primeiro militar no cargo em 25 anos), é rejeitado por referências no meio, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. Mas, dentro do PNI, seu nome foi bem recebido.

"O primeiro indígena a assumir a presidência da Funai é muito significativo", diz a historiadora Kuana, 41, ladeada por outra simpatizante do PNI, Silvia Nobre Waiãpi, 42, que em 2011 se tornou a primeira indígena mulher nas Forças Armadas.

Freitas, porém, já afirmou à Folha: "Não sou índio, sou de origem indígena. Minha mãe, avo e bisavó eram indígenas".

Assumirá o órgão em momento delicado. No fim de abril, no Maranhão, mais de dez índios Gamela foram feridos em ataque por conflito de terras. Um deles por pouco não teve a mão decepada por golpes de facão. Não é um caso isolado, afirma Tabajara. "Isso acontece direto, já nos mataram famílias inteiras."

E há duas semanas, parlamentares da bancada ruralista aprovaram o relatório final da CPI Funai-Incra, que pede o indiciamento de cerca de cem pessoas ligadas à causa indígena no país.

O estatuto do PNI foi publicado em 2013 no "Diário Oficial da União" e fala do "anseio dos índios em obter as rédeas de suas próprias vidas". "Nada adianta prometer o paraíso aos índios se não se tem os meios para realizar nada", diz texto assinado por Paliano, funcionário da Funai, "que em Brasília virou um cabine de emprego".

Se a vizinha Bolívia até presidente indígena elegeu (Evo Morales), o Brasil tem muito a avançar nessa área, afirma Tabajara. Ele só diz temer que agendas políticas à esquerda ou à direita sequestrem sua causa. Não concordou, por exemplo, com a invasão do espelho d‘água do Congresso.Tabajara viu a repressão policial como justa ("não pode ultrapassar as regras da lei").

Para Adriana Ramos, coordenadora do Programa de Políticas e Direitos Socioambientais do Instituto Socioambiental, a "presença de milhares em Brasília" mostra a "força e capilaridade" do movimento. Ela vê como "fundamental que os povos indígenas conquistem representação no Congresso", mas aponta como "caminho" a entrada em partidos que já existem, não a formação de um novo


Benefícios em acordo de delação premiada de Joesley e Wesley, donos da JBS, podem ser revistos


 

Os dois não responderão criminalmente pelo esquema de propinas que revelaram, poderão viver nos Estados Unidos livremente, não usarão tornozeleiras eletrônicas e terão dez anos para pagar uma multa de R$ 225 milhões

POR CONGRESSO EM FOCO | 2

Foto reprodução
Os dois irmãos, Wesley Batista e Joesley Batista, firmaram acordo com o MPF

O acordo de delação premiada do grupo J&F, realizados pelos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, está envolto por polêmicas devido aos benefícios concedidos aos irmãos. Os dois não responderão criminalmente pelo esquema de propinas que revelaram a procuradores da República, poderão viver nos Estados Unidos livremente, não usarão tornozeleiras eletrônicas e terão dez anos para pagar uma multa de R$ 225 milhões.

O luxuoso refúgio de Joesley Batista em Nova York

Nenhum outro delator conseguiu os benefícios concedidos aos donos da JBS. Conforme reportagem do O Estado de S. Paulo, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não descartam a possibilidade de revisar os benefícios aos empresários no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, a situação não é consenso entre os 11 membros da Corte.

Ao homologar as delações executivos, o ministro relator da Operação Jato no STF, Edson Fachin, “grifou, em seu despacho, trecho sobre a não realização de “juízo de valor” sobre os fatos delatados. Fachin ainda escreveu que “não cabe” ao Judiciário, “neste momento, a emissão de qualquer outro juízo quanto ao conteúdo das cláusulas acordadas” – informa reportagem.

Dois ministros do STF já sinalizaram que a revisão dos benefícios concedidos aos empresários pode acontecer. O ministro Marco Aurélio afirmou publicamente que “quem fixa os benefícios é o Poder Judiciário”. Indicado ao cargo pelo presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes, também já deu sinais de que o acordo pode mudar. De acordo com ele, a fixação dos benefícios para os delatores só deve ser feita na fase final do processo, após ficar comprovado que o que foi dito pelos delatores é verdade e foi essencial para desbaratar a organização criminosa.

Aos repórteres Isadora Peron, Beatriz Bulla e Breno Pires, em off, outro ministro do STF também admitiu a revisão da colaboração da JBS. Para outros integrantes da Corte, “se a investigação não confirmar os fatos revelados em razão de problemas na delação, o delator pode ficar sem os benefícios previstos. O que foi dito e produzido em termos de provas continua sendo aproveitado pelo Ministério Público Federal” – diz trecho da matéria publicada nesta sexta-feira (26).

Extradição

Na última quarta-feira (24), O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) protocolou no Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, um requerimento oficial em que pede a extradição de Joesley Batista, dono da JBS.

No documento, o parlamentar alega que há crimes contra a ordem econômica que não estão englobados no acordo firmado entre os sócios do Grupo JBS e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso

Depois de depor e entregar gravações e documentos à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo que comprometem, entre outros, o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Joesley viajou para os Estados Unidos. O grupo tem mais de 60 fábricas em território norte-americano.

Os trechos divulgados da delação até agora trazem conversas gravadas por Joesley com Michel Temer e Aécio. No diálogo com o presidente, ele conta, entre outras coisas, que tinha um procurador informante no Ministério Público Federal e que “segurava” dois juízes que estavam em seu caminho. Também fez menção a negociações financeiras com Eduardo Cunha para que o ex-deputado cassado não fizesse delação premiada. Temer ouviu tudo sem tomar qualquer atitude, em alguns momentos chego a dizer “ótimo, muito bom” sobre as tratativas para obstruir a Justiça.

A Polícia Federal também gravou a entrega de uma mala com R$ 500 mil enviada por Joesley ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), escalado pelo presidente para tratar de assuntos de interesse da JBS. O empresário também gravou conversas em que Aécio lhe pede R$ 2 milhões. O rastreamento mostrou que o dinheiro foi parar na empresa do filho do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), aliado do presidente do PSDB.


Tramitação da MP 765/16 e os próximos passos


 Devido à falta de quórum em uma votação nominal, o Plenário da Câmara dos Deputados não concluiu a votação da Medida Provisória 765/16, que reajusta a remuneração de carreiras do Executivo federal.

Os deputados aprovaram o projeto de lei de conversão da matéria, de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), mas, ao votar um destaque que pretendia retirar do texto a definição da base de cálculo do bônus de eficiência para as carreiras da Receita Federal, o deputado Alexandre Baldy (Pode-GO) pediu a votação nominal pelo bloco PP-Pode-PTdoB.

 

A medida provisória perde a vigência no dia 1º de junho e precisa ser votada ainda pelo Senado. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, há entendimento de que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) impede a reedição da MP.

Antes de chegar a esse estágio da votação, já havia discordâncias quanto ao pagamento do bônus, que poderia afetar a margem de descontos possível de ser concedida na renegociação de dívidas com a União em discussão na MP 766/17, que também não foi votada.


Negociações

Deputados envolvidos nas negociações sobre a MP 766/17 explicaram que, na versão de técnicos do governo, uma vez aprovada a MP 765/16, que cria um bônus a ser pago às carreiras da Receita Federal com base na arrecadação, inclusive de multas, os descontos máximos das multas possíveis de se conceder para o refinanciamento de débitos com a União seria de 25%.

O mesmo percentual limitaria o desconto de encargos relacionados a honorários de sucumbência em relação a dívidas ativas da União por causa de honorários garantidos pelo Código de Processo Civil para os advogados da União.


Novas edições

Antes da votação, Maia se comprometeu a, uma vez aprovada a MP 765/16 na Câmara, ela somente seria votada no Senado depois de que o governo revogasse a MP 766/17 e editasse outra com o conteúdo negociado nesta quarta-feira com o Ministério da Fazenda, o que evitaria a aplicação dos limites na concessão de descontos das multas.

Em uma votação anterior a essa que derrubou a sessão, o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) chegou a pedir verificação de quórum com base em um acordo de apoio mútuo com o PDT, mas posteriormente o líder do PDT, deputado Weverton Rocha (PDT-MA), comunicou a retirada de seu apoio por telefone.


Acesse a Postagem Original: http://www.servidorfederal.com/2017/05/plenario-aprova-texto-base-de-mp-sobre.html#ixzz4iBZ7YEDb


Justiça Federal prorroga prisão de Arruda, Agnelo e Filippelli por mais cinco dias


 Helena MaderCB.Poder
ANA VIRIATO

Correio Brazilense


A 10ª Vara Federal prorrogou, por cinco dias, a reclusão dos 10 presos no âmbito da Operação Panatenaico — entre eles, estão os ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). A decisão segue a indicação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). Assim, os investigados permanecem presos na Superintendência da Polícia Federal até a próxima quinta-feira.

De acordo com a decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, a prisão cautelar e a prorrogação “se mostram agora imprescindíveis para a utilidade da investigação”, pois, sem essa ação, pode haver dificuldades na reunião de provas, “inclusive em relação a terceiros, que poderão ser alvos de novos pedidos”. Para ele, isso garantirá o aprofundamento e o sucesso da investigação, já que todos têm influência política e econômica.

Alguns dos investigados alegaram problemas de saúde para conseguir a liberdade provisória. Para o magistrado, mesmo que esse seja um ponto relevante não é capaz “de afastar a necessidade de suas custódias”, já que são questões que podem ser resolvidas dentro do sistema prisional “por meio de visitas médicas ou até, se for o caso, de encaminhamento a determinados centros de saúde ou hospitais.”

Alegações
A defesa de José Roberto Arruda apresentou quatro argumentos, entre eles, alegou que o ex-governador “possui residência fixa, é réu primário e tem atividade profissional lícita e regular, além do prover o sustento de sua família, em especial sua esposa e filhas menores”.

Já o advogado de Tadeu Filippelli garantiu que não há no processo algo “que demonstre qualquer tipo de interferência do requerente na apuração dos fatos”.

Agnelo Queiroz, por meio da defesa, alegou que está disposto a colaborar com a investigação sempre que for solicitado “dispondo, inclusive, de seu sigilo bancário e telefônico”.

Jorge Luiz Salomão e Nilson Martorelli justificam o pedido de liberdade provisória com problemas de saúde. Sérgio Lúcio de Andrade defende a ausência de risco à investigação e a existência de endereço e trabalhos fixos. Afrânio Roberto de Souza Filho alega que já prestou todos os esclarecimentos e que a busca e a apreensão em sua casa foram concluídas.

A defesa de Maruska Lima de Sousa Holanda garante que a manutenção da prisão cautelar é desnecessária e excessiva. Já Fernando Márcio Queiroz alega que não há requisitos autorizadores de prisão temporária por causa do encerramento das diligências investigativas.

Posição do MPF
Na tarde desta sexta-feira (26/5), o MPF se manifestou contrário à revogação da prisão de nove dos 10 acusados. Apenas a defesa do ex-secretário Especial da Copa do Mundo Cláudio Monteiro não havia pedido a revogação da prisão temporária. Ele é acusado de ser um dos operadores de Agnelo Queiroz. No mesmo documento, o Ministério Público Federal pediu a prorrogação da prisão de todos os envolvidos por mais cinco dias, com o argumento de que a medida é indispensável para a investigação e não só para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Uma das justificativas do MPF para pedir a prorrogação das prisões é que os procuradores ainda não receberam a documentação que comprova o efetivo bloqueio de patrimônio dos acusados. A Justiça determinou a indisponibilidade de bens de 11 investigados. Os bloqueios somam R$ 155 milhões.


Polícia Federal encontra no apartamento de Aécio Neves anotação ‘Cx2‘

Pedro Franca Pedro Franca


A IRMÃ DE AÉCIO, ANDREA NEVES E SEU PRIMO FREDERICO PACHECO FORAM PRESOS NA PATMOS

TAMBÉM FORAM APREENDIDAS, OBRAS DE ARTES, DOIS CELULARES, TRÊS PEN DRIVES, UM APARELHO BLOQUEADOR DE SINAL TELEFÔNICO, FOTO: PEDRO FRANÇA
No último dia 18, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Patmos, encontrou no apartamento, na zona sul do Rio de Janeiro, do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) um documento com anotação manuscrita ‘cx2’.
A PF apreendeu diversos documentos ‘acondicionados em sacos plásticos transparentes dentre eles 01 papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição cx2’.

Também foram apreendidos outros objetos como, obras de artes, dois celulares, três pen drives, um aparelho bloqueador de sinal telefônico, uma fita de vídeo com a dedicatória do empresário Alexandre Acciuoly e um caderno espiral.

O empresário Accioly é compadre de Aécio e será investigado pelo MPF depois de uma ligação interceptada pela Polícia Federal.

Accioly foi citado por um delator da Odebrecht como sendo dono de uma conta em Cingapura, que teria recebido depósitos de propinas destinados ao Tucano.

A irmã de Aécio, Andrea Neves e seu primo Frederico Pacheco foram presos durante a operação.

Diariodopoder.com.br

 


Suspeita é que de que cúpula petista planejou badernaço

Marcelo Camargo Marcelo Camargo


PF INVESTIGA SUSPEITA DE VIOLÊNCIA PLANEJADA PELA CÚPULA DO PT

PF INVESTIGA SUSPEITA DE VIOLÊNCIA PLANEJADA POR CÚPULA DO PT
Cresce a suspeita de que a cúpula do PT planejou o badernaço em Brasília, com violência e vandalismo, incluindo a tentativa de incendiar ministérios. O caso foi entregue à Polícia Federal. O presidente do PT, Rui Falcão, e outros dirigentes chegaram a Brasília no início da semana para o protesto do dia 24. Na véspera, 23, senadores do PT pediram ao governador de Brasília que a Polícia Militar não revistasse ônibus chegando com manifestantes. Ele se negou a atender o pedido. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O governo acha que ônibus de sindicalistas e “mortadelas” transportava “apetrechos de combate” como bombas, porretes e coquetéis molotov.

Desde março de 2016, Lula exorta seguidores a “ir pro cacete”, como em telefonema com Lindbergh Farias (PT-RJ) gravado pela Justiça.

“Não tem mais jeito, não tem nem dó, nem piedade”, diz o ex-presidente naquela conversa telefônica com o senador fluminense.

Na gravação, Lindbergh promete “ir pro pau”. Ele foi um dos petistas que pediram para a PM de Brasília não revistar ônibus de militantes.

Diariodopoder.com.br

 

 


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