Cartaxo rechaça afastamentos e anuncia reunião com secretários envolvidos


Por Redação Paraíba Já 


O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), comentou pela primeira vez sobre o vazamento de áudios dos secretários de Saúde e Desenvolvimento Social, Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, respectivamente, nos quais os mesmos articulavam uma suposta operação de Caixa 2 na campanha eleitoral do ano passado.

De acordo com Cartaxo, ele realizará uma conversa hoje com os auxiliares para fazer uma avaliação da situação com “tranquilidade”.

“Não há previsão [de afastamento]. Os dois secretários tiveram uma conversa e hoje eu vou ter a oportunidade de novamente de ter essa conversa com eles e fazer a avaliação com muita tranquilidade”, avisou.

As falas do gestor se deram durante a inauguração da Casa Mãe Bebê, nesta segunda-feira (18).


Nova gravação: secretários de Cartaxo negociam valores de suposta ‘propina’ para campanha eleitoral

 Paraibaja.com.br
Por Edilane Ferreira -18 de fevereiro de 2019 às 07:25

secretários
O Paraíba Já teve acesso a mais uma gravação envolvendo os secretários de Saúde e Desenvolvimento Social da Prefeitura de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, respectivamente. No diálogo, que ocorreu na primeira quinzena de abril de 2018, os auxiliares do prefeito Luciano Cartaxo (PV) supostamente esquematizam quais seriam os valores de possíveis propinas nos contratos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Assim como na gravação anterior, divulgada na semana passada, Adalberto continua hesitante em ser o “operador” de tais transações. Inicialmente, Diego, na época já havia se desincompatibilizado da presidência do Instituto de Previdência do Município (IPM) para posteriormente concorrer as eleições como 1º suplente de senador, teria sugerido R$ 90 mil em propina, algo que o gestor da Saúde da Capital rebate. “Não, porra, eu não ia nunca tá acima disso aqui”.

O possível valor que Diêgo aponta, em seguida, é de R$ 80 mil, e Adalberto confirma. “É, isso é mensal. Quando a gente fizer, é. Se o contrato for de 800 (mil reais), se for R$ 1 milhão”, explicou.

Ao longo da conversa, Fulgêncio alega que já existiria um valor fixo mensal de possíveis propinas entre ele e os fornecedores da SMS. Diego chega a resolução de que já teria duas empresas fechadas neste esquema e que possivelmente haveria uma terceira. Mas, Adalberto pede para que seja mais realista nas projeções. “Vá por baixo, porque se vier mais, é melhor”.

Confira a transcrição do áudio na íntegra abaixo:

ADALBERTO – AÍ, AÍ A GENTE TEM QUE SABER QUEM VAI FAZER E QUEM NÃO VAI FAZER…

DIEGO – MAS O QUE É QUE EU VOU DIZER…

ADALBERTO – AGORA, POR EXEMPLO…

DIEGO – O QUE É QUE EU VOU DIZER? O QUE A GENTE TEM CERTO… CERTO, BATIDO O MARTELO… VAMOS LEVAR EM CONSIDERAÇÃO (INAUDÍVEL), NÉ ISSO? ENTÃO, EU TENHO 90 AQUI…

ADALBERTO – HUM? NÃO, PORRA, EU NÃO IA NUNCA TÁ ACIMA DISSO AQUI. EU NÃO QUERIA… ISSO É MINHA OPINIÃO. EU NÃO IA. AGORA, BICHO, ASSIM…

DIEGO – NÃO, CALMA. DEIXA EU DIZER UMA COISA. EU TENHO MAIS… É 80 DESCONTADO, É ISSO?



ADALBERTO – É. ISSO É MENSAL. QUANDO A GENTE FIZER, QUANDO A GENTE FIZER… É. SE O CONTRATO FOR 800… SE FOR 1 MILHÃO…

DIEGO – ENTÃO, ASSIM, O QUE É QUE EU ACHO… NESSE ASPECTO… EU TENHO 170 AQUI…

ADALBERTO – É.

DIEGO – SENDO QUE TÁ FECHADO…

ADALBERTO – É, MAS ISSO AQUI É FIXO, NÉ?

DIEGO – FIXO?

ADALBERTO – FIXO É ESTE. VOCÊ PODE TER COM OS…

DIEGO – ISSO AQUI É MENSAL?

ADALBERTO – MENSAL, PORRA.

DIEGO – É 70 MENSAL?

ADALBERTO – É!!!

DIEGO – ENTÃO É O SEGUINTE. EU TENHO… EU TENHO AQUI… O QUE EU TENHO DUAS COISAS FECHADAS É ISSO. OK? PRONTO. E TENHO PERSPECTIVA DE MAIS UMA. SE EU DISSER MAIS OUTRO, JÁ CRIA UMA EXPECTATIVA.

ADALBERTO – VÁ POR BAIXO PORQUE SE VIER MAIS É MELHOR.


DIEGO – 1 A 1200. AGORA… NÃO… AÍ QUANDO ESSE AUMENTO (INAUDÍVEL) EU ATÉ MONITORO, MAS NÃO POSSO IR LÁ CONVERSAR COM O CARA, NEM PEGAR NEM NADA…

ADALBERTO – HOMI, ESSAS COISAS É O SEGUINTE: O CARA QUE FAZ ISSO, ELE TEM QUE FAZER TUDO. NÃO SE DIVIDE.

DIEGO – MAS NÃO PODE.

ADALBERTO – O CABA FICA COM MEDO, RAPAZ. O CARA QUER FALAR SÓ COM UMA PESSOA.

DIEGO – ISSO. EXATAMENTE.

ADALBERTO – AGORA QUAL É O PROBLEMA QUE EXISTE COM VOCÊ? VOCÊ TEM QUE TER CONFIANÇA NAS PESSOAS, TÁ ENTENDENDO? NO MAIS, VAMOS VER SE A GENTE SENTA… HEIN?

DIEGO – EU ACHO QUE… VAMOS SENTAR PRA… VOCÊ É BOM NOS CÁLCULOS, PRA FAZER, BOM NOS CÁLCULOS.

ADALBERTO – NÃO, EU ACHO TAMBÉM…

DIEGO – TIVESSE COM ELE, NUM FOI?

ADALBERTO – TIVE COM LUCÉLIO. TAVA ANIMADO QUE SÓ A PORRA, COM LUCIANO.


Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba - Camilo Macedo

Agassiz Almeida- Nasceu em 25 de Setembro de 1935, filho de Antônio Pereira de Almeida, ex-prefeito de Campina Grande e ex-deputado estadual, filho de Antônio Pereira de Almeida e de Josita de Amorim Almeida.

Foi Promotor de Justiça, ativista político e Professor Universitário.
Autor de diversos livros, ele foi cassado em 1964, preso e levado à ilha de Fernando de Noronha.

Em 1950, Agassiz Almeida foi estudar no colégio Lyceu Paraibano, no qual inicia o Curso Clássico, vindo a terminá-lo no Colégio Carneiro Leão, em Recife (PE).
Formou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Paraíba, em 1958. No ano de 1955 foi eleito Vereador de Campina Grande pelo Partido Socialista Brasileiro, e, por esse mesmo partido, em 1962, foi eleito Deputado Estadual. Nessa época, criou o Ginásio Félix Araújo e a Cooperativa de Crédito Agrícola de Cabaceiras, uma das pioneiras da Paraíba, da qual foi o seu primeiro presidente.

Em 1962, como Deputado Estadual, foi autor do requerimento visando à constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de apurar os autores do assassinato de João Pedro Teixeira.

Em 1961 fundou a Faculdade de Ciências Econômicas de Campina Grande.
No ano de 1964 foi cassado pelo Regime Militar (1964–1985) do mandato de Deputado e demitido dos cargos de Promotor de Justiça e de Professor Universitário, tendo sido desterrado aos cárceres da Ilha de Fernando de Noronha, em 1968.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concede-lhe o habeas corpus e, em face desta decisão, concede outros em favor de líderes políticos, como Miguel Arraes, Seixa Doria, Clodomir Moraes, Francisco Julião, Gregório Bezerra, Almino Afonso e Mário Covas.

O governo militar edita o Ato Institucional n° 5 em 13 de dezembro de 1968, agravando a crise institucional no país promovendo dezenas de cassações de mandatos parlamentares, prisões e o desaparecimento de presos políticos.

No final da década de 1960 participou da fundação do MDB, juntamente com Ulisses Guimarães, Mário Covas e Humberto Lucena – ao lado de Álvaro Cunhal e Mário Soares.

Com a lei de anistia, em 1979, retornou às suas funções de Promotor de Justiça e Professor Universitário.

No ano de 1980, ao pleitear o mandado de Deputado Federal pelo PMDB, ficou com a primeira suplência, mesmo após tantas lutas pelo povo, vindo posteriormente a assumir este mandato.

No exercício, mesmo depois de ter sido derrotada nas urnas, continuou lutando em prol das causas populares.

Em 1986 é eleito Deputado Federal constituinte, aprovando 67 emendas inseridas na atual Constituição da República Federativa do Brasil, recebendo do DIAP alta distinção por sua atuação parlamentar.

Em 1984 engajou-se na Campanha pelas Diretas-Já, com Ulisses Guimarães e Dante de Oliveira, Humberto Lucena, Alencar Furtado, Franco Montoro, Mario Covas e Cássio Cunha Lima.

Após 1990 deixou a vida pública e dedica-se exclusivamente a estudos e pesquisas, tendo publicado uma obra aclamada em todo o Brasil na qual faz crítica feroz às elites e ao intelectualismo.

Entre seus livros, destacam-se ‘‘Em Brasília, lutei‘‘; ‘‘A luta na constituinte‘‘; ‘‘500 anos do povo brasileiro‘‘; ‘‘A República das Elites‘‘ e ‘‘A Ditadura dos Generais‘‘.
Em 2011 Agassiz Almeida foi homenageado em Recife (PE), pelo Ministério Público de Pernambuco, por sua história de resistência à Ditadura Militar de 64.

Em novembro de 2011 a Assembleia Legislativa da Paraíba homenageou Agassiz Almeida como um dos opositores da Ditadura Militar e defensor dos direitos humanos.
Em janeiro de 2013 Agassiz Almeida, após quatro anos de pesquisas, lança o livro O Fenômeno Humano, sobre os reais objetivos da viagem de Charles Darwin no navio HMS Beagle. Esta obra, na conceituação de Mauricio Azedo, Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), afronta um mito universal.

Devo afirmar, na época do antigo MDB, tive a honra em conviver com Agassis, reconhecia deste aquela época, ser ele, um pensador, dono de uma inteligência rara. Agassis não procurou entrar na historia da Paraíba, a Historia foi busca-lo, pelo que sabe, calcado na sua privilegiado inteligência que a vida buscou, para transmitir ao menos afortunado pela sabedoria, e disso, eu, só escutava e aprendendo.


Mega acumula e prêmio pode chegar a R$ 32 milhões

 Estimativa de prêmio da Mega da Virada supera R$ 300 mi

Mega acumula e prêmio pode chegar a R$ 32 milhões; confira números sorteados
PorRedação Paraíba Já -17 de fevereiro de 2019 às 14:30

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas concurso 2.125 da Mega-Sena. Os números sorteados neste sábado (16), em São Paulo (SP), foram os seguintes: 01, 31, 44, 46, 53 e 58.

O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 20, é de R$ 32 milhões.

Confira o rateio oficial:
Sena – 6 números acertados – Não houve acertador
Quina – 5 números acertados – 55 apostas ganhadoras, R$ 48.968,88
Quadra – 4 números acertados – 4090 apostas ganhadoras, R$ 940,72

QUINA
O concurso 4.904 da Quina não teve ganhador em seu principal prêmio neste sábado (16). As dezenas sorteadas foram: 07, 45, 57, 58 e 77. No próximo sorteio, dia 18, o prêmio vai ser de R$ 6,3 milhões. Veja o rateio:
Quina – 5 números acertados – Não houve acertador
Quadra – 4 números acertados – 88 apostas ganhadoras, R$ 6.264,02
Terno – 3 números acertados – 8086 apostas ganhadoras, R$ 102,51
Duque – 2 números acertados – 189282 apostas ganhadoras, R$ 2,40

TIMEMANIA
Também não teve ganhador no concurso 1.295 da Timemania. Os números sorteados foram: 04, 28, 58, 60, 74, 78 e 80. O “time do coração” foi a Barueri/SP. O próximo sorteio, dia 19, vai pagar o prêmio de R$ 1,9 milhão.
Confira o rateio:
7 números acertados – Não houve acertador
6 números acertados – 1 aposta ganhadora, R$ 66.955,07
5 números acertados – 102 apostas ganhadoras, R$ 937,74
4 números acertados – 2173 apostas ganhadoras, R$ 6,00
3 números acertados – 20929 apostas ganhadoras, R$ 2,00
Time do Coração – Barueri/SP – 4064 apostas ganhadoras, R$ 5,00

DUPLA
Os dois sorteios da Dupla-Sena não tiveram ganhadores e seu principal prêmio neste sábado (16). O concurso de número 1.903 foi realizado em São Paulo (SP). No próximo concurso, dia 19, o prêmio a ser pago vai ser de R$ 1,8 milhão. Veja as dezenas sorteadas e o rateio:
1º sorteio – 06, 16, 20, 25, 27 e 40.
Sena – 6 números acertados – Não houve ganhadores
Quina – 5 números acertados – 13 apostas ganhadoras R$ 4.828,17
Quadra – 4 números acertados – 694 apostas ganhadoras R$ 103,36
Terno – 3 números acertados – 14605 apostas ganhadoras R$ 2,45
2º sorteio – 03, 11, 20, 28, 34 e 35.
Sena – 6 números acertados – Não houve ganhadores
Quina – 5 números acertados – 7 apostas ganhadoras R$ 8.069,94
Quadra – 4 números acertados – 820 apostas ganhadoras R$ 87,47
Terno – 3 números acertados – 16631 apostas ganhadoras R$ 2,15


Clã Bolsonaro negocia deixar PSL e migrar para nova UDN

 
Clã Bolsonaro negocia deixar PSL e migrar para nova UDN
Com o PSL em crise e sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas "laranjas" nas eleições de 2018, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

Segundo três fontes ouvidas pela reportagem em caráter reservado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da sigla para tratar do assunto. Ele tem urgência em levar adiante o projeto. Eleito com 1,8 milhão de votos, Eduardo teria o apoio de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido.

Enquanto ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que determinasse investigações sobre o caso.

As suspeitas atingiram o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e foram pano de fundo da crise envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro depois de afirmar que tratara com o pai sobre o tema. Após cinco dias de crise, Bebianno deve ser exonerado do cargo nesta segunda-feira, 18, por Bolsonaro.

Além de afastar a família dos problemas do PSL, a nova sigla realizaria o projeto político de aglutinar lideranças da direita nacional identificadas com o liberalismo econômico e com a pauta nacionalista e conservadora, defendida pelo clã Bolsonaro.

No começo do mês, Eduardo foi ungido por Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano Donald Trump, como o representante na América do Sul do The Movement, grupo que reúne lideranças nacionalistas antiglobalização.

O projeto do novo partido é tratado com discrição no entorno do presidente. Em 2018, a UDN foi um dos partidos - embora ainda em formação e sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - sondados por interlocutores do presidente para que ele disputasse a eleição, mas a articulação não avançou. Depois de anunciar a adesão ao Patriota, Jair Bolsonaro acabou escolhendo o PSL.

Assinaturas

A nova UDN é um dos 75 partidos em fase de criação, conforme o TSE. Segundo seu dirigente, o capixaba Marcus Alves de Souza, apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas - são necessárias 497 mil para a homologação da legenda. O partido já tem CNPJ e diretórios em nove Estados, como exige a legislação eleitoral para a homologação. Ela tem em Brasília um de seus principais articuladores, o advogado Marco Vicenzo, que lidera o Movimento Direita Unida e coordena contatos com parlamentares interessados em aderir ao novo partido. A articulação envolveria ainda o senador Major Olímpio (PSL-SP), que nega.

Souza prefere não comentar as tratativas do partido que estão em curso. Ele, porém, admitiu que a intenção é criar o maior partido de direita do País. Como se trata de uma sigla nova, a legislação permite a migração de políticos sem que eles corram o risco de perder seus mandatos. "O único partido que tem o DNA da direita é a UDN. A gente não pode ter medo de crescer, mas com responsabilidade", afirmou.

Souza deixou o Espírito Santo, onde atuou na Secretaria da Casa Civil do ex-governador Paulo Hartung, e mudou-se para São Paulo para concluir a criação da nova UDN, que adotou o mesmo mote de sua versão antiga: "O preço da liberdade é a eterna vigilância". "Nosso sonho é que a UDN renasça grande e se torne o maior partido do Congresso", afirmou seu presidente. Ele disse ainda que a legenda pretende apoiar o governo Bolsonaro e está aberta "para receber pessoas sérias do PSL e de qualquer partido".

Palácio

Procurada pelo Estado, a assessoria do Palácio do Planalto informou que não ia se manifestar sobre o assunto. A reportagem procurou ainda as assessorias do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do deputado Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, mas nenhuma delas se manifestou.

Bivar, presidente da legenda, também foi procurado, mas não respondeu ao Estado.

‘Sigla tem forte apelo popular‘, diz historiador

Em processo de homologação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a UDN, sigla que pode abrigar o clã Bolsonaro, foi inspirada no partido que nasceu em 1945 para aglutinar as forças que se opunham à ditadura de Getúlio Vargas.

Com o discurso de moralização da política e contra corrupção, a frente unia originalmente desde a Esquerda Democrática - que romperia um ano depois com a sigla e fundaria o Partido Socialista Brasileiro - a antigos aliados de Vargas, como o general Juarez Távora e o ex-governador gaúcho Flores da Cunha, rompidos com o ditador.

Em 1960, o partido apoiou a eleição de Jânio Quadros, eleito presidente, e, em 1964 , a deposição do governo de João Goulart. "O PSL é um partido de aluguel, já a UDN tem um apelo histórico e popular. Os Bolsonaros podem usar isso", disse o historiado Daniel Aarão Reis, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Líderes

Ele lembra que a antiga UDN, embora "muito ideologizada", tinha um perfil heterogêneo. O mesmo pode acontecer com a nova versão do partido. Enquanto a versão original da UDN tinha líderes como o brigadeiro Eduardo Gomes, o jurista Afonso Arinos e os ex-governadores Carlos Lacerda (Guanabara), Juracy Magalhães (Bahia) e Magalhães Pinto (Minas), a nova legenda tem potencial para atrair lideranças do DEM ao PSDB, passando pelo MBL.

Entre os políticos que são vistos como "sonho de consumo" da UDN em 2019 está o governador de São Paulo, João Doria, que descarta a ideia de deixar o PSDB.

Terra


Na PB, pelo menos 6 siglas com parlamentares eleitos em 2018, devem ser afetados pela cláusula de barreira; migração dos eleitos deve ocorrer


Na PB, pelo menos 6 siglas com parlamentares eleitos em 2018, devem ser afetados pela cláusula de barreira; migração dos eleitos deve ocorrer
Em todo país, 14 partidos devem deixar de existir ou se fundir com outras siglas, enquadrados na cláusula de barreira. Pelos cálculos da Agência Câmara, as legendas não atingiram o índice mínimo de votos válidos nem elegeram deputados federais em número suficiente, que são os critérios da cláusula, logo ficarão sem tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV nem verba do fundo partidário. Na Paraíba, pelo menos seis partidos com mandatos devem ser afetados: Patriota, PRTB, PCdoB, Rede, DC e PMN, que elegeram tanto no legislativo estadual quanto municipal.

Na Paraíba, já mudou de sigla ou está estudando a possibilidade os seguintes parlamentares: Eduardo Carneiro – Segue no PRTB; Felipe Leitão – Migrou do Patriota para DEM; Wallber Virgolino – Não sabe se migra para PRP ou muda legenda; Inácio Falcão – Ainda segue no PCdoB; Chió – Deve ir para o Movimento 23, fusão da Rede com o PPS.

 

Só terá direito ao fundo e ao tempo de propaganda a partir de 2019 o partido que tiver recebido ao menos 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018 para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da federação (9 unidades), com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas. Se não conseguir cumprir esse parâmetro, o partido poderá ter acesso também se tiver elegido pelo menos 9 deputados federais, distribuídos em um mínimo de 9 unidades da federação.

 

O primeiro paraibano a migrar de legenda foi o deputado Felipe Leitão, que se elegeu na última disputa pelo Patriota e agora está no Democratas (DEM). Como sua antiga legenda não atingiu a cláusula de barreira, a legislação o permite mudar de sigla sem correr o risco de perda de mandato por infidelidade partidária. Com a mudança, a bancada oposicionista do legislativo perdeu um integrante, que migrou para a base governista.

 

Em dezembro do ano passado, o Patriota anunciou que vai se fundir com o Partido Republicano Progressista (PRP). Juntos, eles podem cumprir a cláusula de barreira e ter acesso ao fundo partidário. Outro deputado eleito pelo Patriota foi Wallber Virgolino, segundo mais votado na Paraíba. Ele ainda não sabe se vai seguir na sua legenda repaginada ou se deve escolher uma nova, como fez Felipe Leitão. “Ainda estou analisando, se vale a pena continuar ou mudar de partido. O Patriota é um partido de direita, que tem por filosofia a defesa da família, os bons costumes, a moral, a igreja, e isso coaduna com meu pensamento. Se ele enfraquecer demais não terei outra escolha a não ser procurar outro partido, mas de mesmas características”, disse.

Ao contrário do seu ex-companheiro de legenda, Virgolino tem uma certeza quanto a escolha da sigla: jamais migrar para bancada governista. “Em relação a me aliar a base governista de João Azevêdo, é inviável, porque minha ideologia política difere da ideologia dos partidos que pregam o socialismo. Minha filosofia política se contrapõe totalmente a filosofia dos partidos da base governista, está totalmente fora de cogitação, apesar de achar João Azevêdo um político de direita, que defende a família e a religião, que tem a essência na direita”, disse.


UFPB ameaça suspender aposentadorias

 A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ameaçou suspender o pagamento de aposentadoria e pensão para mais de 50 servidores da instituição, por não atendimento à convocação para realizar o recadastramento anual, no mês do aniversário. A portaria foi publicada na edição dessa sexta-feira (15) do Diário Oficial da União.

Confira a lista completa

O restabelecimento do pagamento do benefício fica condicionado ao recadastramento mediante comparecimento pessoal do interessado na Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) da UFPB, na Cidade Universitária até o final deste mês.

Na hipótese de impossibilidade de locomoção do aposentado deverá ser solicitada visita técnica, por meio do telefone (83) 3216-7349, para comprovação de vida do titular do benefício.

Mesmo quem não conseguir se dirigir até a instituição no prazo estabelecido, terá que procurar a Universidade para que possa continuar recebendo o salário.

MaisPB


Governadores debatem Reforma da Previdência

 Foto: Eugenio Novaes/OAB

No mesmo dia marcado pelo governo para a entrega do texto da proposta da reforma da Previdência ao Congresso Nacional, governadores de todos os estados voltam a se reunir , pela terceira vez, em Brasília, para discutir a agenda econômica do país. No encontro marcado para o próximo dia 20, os chefes dos executivos estaduais esperam conversar diretamente com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O Planalto não confirmou a presença do presidente Jair Bolsonaro.

A pauta econômica tinha sido definida na última reunião, em dezembro, como o assunto a ser tratado em fevereiro, tendo como foco as mudanças na lei previdenciária. Os governadores devem sinalizar como encaminharão as questões às suas bancadas no Legislativo.

“É um tema essencial duplamente. Primeiro, por ter impacto fiscal direto nas contas e, segundo, porque com a reforma temos o equilíbrio das contas, com repercussão em toda a economia”, afirmou Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. O gaúcho, eleito em outubro do ano passado, assumiu um estado em crise financeira.

Dados da Secretaria Estadual da Fazenda mostraram um rombo de mais de R$ 7 bilhões no fechamento das contas do ano passado, incluindo o adiamento do décimo terceiro salário do funcionalismo, os contracheques de dezembro e parcelas de dívida com a União que não foram pagas.

Investimento privado

A aposta de governadores em situações semelhantes à vivida por Leite é que com a solução do déficit previdenciário, o governo federal ganhe margem para ajustar outras contas, causando impacto global na economia. A expectativa dos estados é por maior distribuição de recursos e atração de investimento privado. “Essa é uma estratégia essencial para o Brasil, para promovermos o equilíbrio das contas públicas”, disse o governador gaúcho.

A necessidade de uma reforma é reconhecida também pelo Fórum de Governadores do Nordeste, que voltou a se encontrar no último dia 6 para discutir o tema.

Em carta apresentada ao Planalto, o grupo de nove governadores destaca a necessidade da reforma, “mas preservando a cidadania, o bem-estar social, protegendo especialmente os trabalhadores rurais, as mulheres e o acesso aos Benefícios de Prestação Continuada (BCP)”.

Outras demandas

Independentemente das particularidades de cada local, há unanimidade entre os governadores em relação ao avanço de propostas que viabilizem a recuperação financeira dos estados, como a liberação de recursos e a securitização. A proposta de securitização das dívidas está na Câmara dos Deputados e autoriza os estados a vender créditos que têm a receber dos contribuintes. Desde o primeiro encontro, pelo menos 20 governadores se uniram em defesa da aprovação do texto.

Outro ponto comum é o pedido de liberação de recursos do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) para os estados.

Também estão na pauta dos estados reformas administrativas e tributárias. Em dezembro, o vice-presidente, Hamilton Mourão disse que é preciso melhorar a distribuição de receitas entre os entes federados, com redução do peso do governo federal nessa divisão. Para Mourão, os recursos têm que chegar aos estados para atendimento de demandas da população em diversas áreas.

Agência Brasil


O silêncio dos inocentes ou a ingratidão dos covardes?



Por Eliabe Castor

A ingratidão é algo que acompanha a história do homem ao longo da sua trajetória enquanto ser social. Ao seu lado, o silêncio também caminha entrecruzando a linha tênue da omissão, negação e covardia. Poderia, eu, buscar inúmeros exemplos históricos na antiguidade sobre tais aspectos faltosos, mas não pretendo, pois disponho de um atual e próximo.

Falo do silêncio pouco inocente daqueles que usufruíram do respaldo político do ex-governador Ricardo Coutinho, firmando-se em cargos eletivos ou expandindo seus respectivos cabedais eleitorais. Senadores, deputados estaduais, federais, vereadores e um sem fim de “fiéis escudeiros” cavaram uma “trincheira gestual” quase covarde, não emitindo defesa necessária aos ataques e insinuações contra o ex-gestor e o seu vitorioso legado.

Na sua Bastilha, Ricardo Coutinho começa a observar a movimentação dos generais não afeitos às suas posturas ideológicas e políticas. Nesse tabuleiro beligerante, tais deslocamentos estratégicos são usuais e naturais. O problema identificado na batalha reside no fastio dos aliados que cerram fileira ao lado do ex-governador e gozam da sua confiança. Eles parecem não estar propensos ao embate, mas deveriam, afinal o ex-gestor possui forte capacidade de articulação política e alto índice de aprovação na sociedade. Isso contará em 2020.

Vozes costumeiras e estridentes da política paraibana parecem “dormir em berço esplêndido” entre o Planalto Central e o Rio Sanhauá. Seguem o script do “entrar mudo e sair calado”. Observam, de maneira passiva e inerte, aos ataques desferidos contra seu aliado. Um gesto pouco nobre àquele que os apoiou, de forma decisiva, no pleito de 2018 e em outras eleições pretéritas.

Por fim, na atual Parahyba do Norte, cabe, de forma perfeita, o pensamento do jornalista, escritor e político mexicano, Ignacio Manuel Altamirano, que viveu no século XIX. Disse ele, em reflexão angustiada: “A ingratidão é o preço do favor não merecido”.

Eliabe Castor


Ibaneis assina decreto que aumenta teto salarial de servidores do DF

Valor máximo passa de R$ 30,4 mil para R$ 35,4 mil; mudança ocorre por efeito cascata causado pelo reajuste no STF

Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal (Foto: Renato Alves)


O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou um decreto que aumenta o teto salarial dos servidores da capital de R$ 30,4 mil para R$ 35,4 mil. A medida ocorre por causa de um efeito cascata após o reajuste aplicado ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A norma vale para a Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Distrito Federal e tem efeitos financeiros retroativos a 1º de janeiro de 2019.

“Essa é uma obrigação legal. O GDF vem procurando corrigir toda a legislação, o que não era observado em administrações anteriores. É um passo importante no sentido de respeitar o que determina a Lei e evitar sanções que já vinham ocorrendo”, afirmou André Clemente, secretário de Fazenda.

O texto será publicado nesta segunda (18) no Diário Oficial do Distrito Federal. (Com informações da Agência Brasília)

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Sérgio Moro é pop também em seu próprio ministério

Seu fã-clube só aumenta entre servidores da pasta da Justiça

Dentro ou fora do ministério, Sérgio Moro é solicitado para selfies, e sempre reage com simpatia.


O mais popular ministro do governo Bolsonaro, Sérgio Moro venceria fácil qualquer concurso de Mister Simpatia no próprio Ministério da Justiça, que chefia há menos de cinquenta dias. Habituados a ministros que mal os cumprimentava, os servidores agora têm um chefe que não se isola. Ao contrário, circula no prédio, procura visitar cada setor, apresenta-se, ouve e avisa que seu gabinete está aberto a todos. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Moro convive bem com a popularidade entre os colegas de trabalho. Amável e paciente, sempre topa fazer selfies, dar autógrafos etc.

Ele poderia almoçar no gabinete, como os antecessores, mas prefere o bandejão, que assim virou o restaurante mais concorrido da Esplanada.

Como só usa voo de carreira, Moro criou um problema: assessores têm larga experiência em requisitar jatinho da FAB e não passagens.

A assessoria tenta uma rotina que permita a Moro embarcar antes ou depois dos demais passageiros, para não os incomodar.


Brasil vai precisar de 10 milhões de profissionais de saúde e educação

Segundo publicação do BID, crescimento é atribuído à dificuldade para automatizar as atividades feitas desses profissionais

Foto: Pexels


Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) afirma que o Brasil vai precisar de cerca de 4 milhões de professores, 1 milhão de médicos e 4,5 milhões de enfermeiros em 2040.

Chamado “Educação e Saúde: os setores do futuro?” e disponível em espanhol, o estudo projeta qual será a demanda futura de profissionais no que chama de setor social na América Latina.

Segundo a publicação, a região analisada necessitará de 10,3 milhões de professores, 2,4 milhões de médicos e 6,2 milhões de enfermeiros no final do período analisado. O resultado indica que o número de profissionais nessas áreas quase dobrará no período.

O crescimento dessas profissões é atribuído pelo BID à dificuldade para automatizar as atividades feitas por seus profissionais, ao envelhecimento populacional e ao potencial de aumento de matrículas no sistema educacional.

Segundo o BID, um terço dos professores e dois terços dos médicos da região que estarão ativos em 15 anos serão formados por pessoas que ainda não entraram no mercado de trabalho.

“Diante desta realidade, é importante assegurar que estes novos profissionais tenham as habilidades e a formação que necessitam para serem os professores, médicos e enfermeiros do futuro”, diz o estudo.

Para chegar aos resultados, foram analisadas diferentes variáveis. No caso da educação, entraram na conta dados como população em idade de estudar e número de crianças por professor. Já em saúde, levou-se em consideração a proporção de médicos em relação à população de idosos que existirá nas próximas décadas, assim como a proporção de enfermeiros por médico.

O estudo também analisa a evolução do emprego de professores, médicos e enfermeiros durante as últimas quatro décadas na América Latina e o Caribe.

Segundo a publicação, a diferença salarial em atividades de homens e mulheres ligadas à saúde e educação é menor do que em outros setores.

O estudo afirma que, na região, as mulheres com educação pós-secundária ainda ganham em média 28% menos que os homens. Por outro lado, em educação e saúde essa diferença é de aproximadamente 10%.

Além disso, as mulheres representam cerca de 75% da força de trabalho nesses segmentos.

De acordo com o BID, o número de profissionais de educação e saúde quadruplicou em quarenta anos e atualmente 11 milhões de pessoas trabalham como médicos, enfermeiros e professores na região analisada. (FolhaPress)


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