ECONOMIA: PIB da Paraíba cresce quase 13% em sete anos, diz IBGE

 
Publicado por: Larissa Freitas em 14/11/2019 às 07:04


O crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba entre os anos 2010 e 2017 foi de 12,9%. Os dados são do Sistema de Contas Regionais, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (14).

O resultado aponta que os valores acumulados estão acima da média do Brasil, de 3,7% e também do Nordeste, de 6,5%. Entre os estados da região Nordeste, a Paraíba apresentou o 3º melhor resultado no mesmo período.

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Já em 2017, o PIB da Paraíba registrou uma queda de 0,1% no volume, em comparação ao ano de 2016. Junto com Rio de Janeiro e Sergipe, o estado foi um dos únicos do país a registrar variação negativa de volume. Apesar disso, o crescimento nominal, que não considera o desconto da inflação, foi de 5,6% no mesmo período e o montante atingiu R$ 62,39 bilhões.

O PIB paraibano teve uma participação de 6,5% no total do Nordeste e de 0,9% no nacional. Em termos de volume, a economia do estado se manteve estável. A variação em volume foi de -0,1%, influenciada pelo desempenho negativo da Indústria, de -4,5%, não compensada pela variação dos Serviços, de 0,5%.

Agropecuária foi o setor que mais cresceu na Paraíba
A agropecuária foi o grupo de atividade que mais cresceu em volume, com 8,9%, devido ao ganho de todas as atividades: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

Já a indústria registrou variação em volume negativa. Influenciaram no desempenho do setor os recuos em volume de indústrias extrativas, de construção e de indústrias de transformação.

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Por outro lado, a atividade eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação contribuiu de forma positiva por causa do aumento da produção de geradoras de energia eólica e do tratamento e distribuição de água e esgoto.

O grupo de atividade de serviços aumentou a participação em 0,7 ponto percentual, passando a concentrar 81% da economia do estado, em 2017.

 

Fonte: G1

Créditos: G1


João Azevedo não tem projeto. Ele sai do PSB em busca de um?


Por Flávio Lúcio

Finalmente, o grupo do governador João Azevedo anunciou o passo definitivo que os desafetos do ex-governador Ricardo Coutinho na política e na imprensa esperava ansiosamente.

Assim que Edvaldo Rosas soube que os deputados estaduais Buba Germano, Jeová Campos e Cida Ramos substituíriam João Azevedo, Veneziano Vital e ele próprio na Comissão Provisória estadual do PSB, o ex-presidente da legenda e atual Chefe de Governo, falando em nome do governador, disse que seu grupo vai buscar “outro projeto dentro do campo da esquerda” é que a “disputa no PSB é página virada”.

Essas declarações de Rosas merecem pelo menos duas observações.

Não se sabe o motivo de tanta demora para que esse anúncio fosse feito, afinal de contas, há semanas os três nomes substituídos haviam renunciado publicamente às indicações feitas pela Direção Nacional do PSB.

João Azevedo achava que os cargos vagos permaneceriam assim indefinidamente? Que o grupo liderado pelo ex-governador Ricardo Coutinho no PSB iria esperar até que houvesse uma reconsideração ou fosse anunciado o novo partido que João Azevedo pretende entrar para ser o dono, já que ele é “governador”?

Edvaldo Rosas fala também que o grupo “vai em busca de um novo projeto”.

Trata-se de uma estranha concepção de projeto essa. Primeiro, Rosas mostra que o grupo do governador não tem projeto, já que, ao que parece, o governador está à procura de um – quem sabe no PDT dos Feliciano, ou no Cidadania, de Nonato Bandeira, que, no caso do último, pertence àquela safra de partidos que se envergonham de serem chamados assim.

Essa lição, Edvaldo Rosas já deveria ter aprendido. Além de ser resultado de uma construção histórica e coletiva, todo projeto, portanto, pressupõe identidade política e ideológica que ganha forma e se aperfeiçoa. Todo projeto, enfim, tem objetivos de longo prazo para que possam ser compartilhados, tanto por seus militantes como por seus eleitores.

Por isso, Rosas confunde projeto com sigla partidária. Talvez não possa mesmo ser diferente disso, porque o grupo que capturou o Governo do Estado não parece ter nada em comum, além do interesse de ocupar e ampliar os espaços que já dispõem, no vácuo de poder ocasionado pela rasteira dada no ex-governador Ricardo Coutinho.

Depois de oito anos, o passado volta a bater as portas da Paraíba, mesmo depois de seu eleitorado ter se posicionado com clareza pela continuidade do projeto iniciado por Ricardo Coutinho.


Galdino diz que Ricardo Coutinho em João Pessoa e Vené em Campina são os nomes mais fortes na disputa para prefeito

 O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (PSB), elegeu o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) como os nomes mais fortes para a sucessão eleitoral nas prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, respectivamente.

“O nome mais forte em ganhar as eleições de Campina Grande é Veneziano, que me desculpe Inácio Falcão”, afirmou o presidente sobre Veneziano.

Ainda sobre o senador socialista, Galdino fez a ressalva de que, se Cássio Cunha Lima (PSDB) entrar no páreo em Campina Grande, a disputa fica em aberto.

As declarações do presidente da ALPB se deram durante entrevista à Rádio Arapuan FM, nesta quinta-feira (14).(do paraibaja)


Alvo na Justiça, Aécio aposta na defesa de municípios para voltar à cena


Por Lauriberto Pompeu Em 14 nov, 2019 - 16:20

Aécio conseguiu reverter cenário desfavorável dentro do PSDB.Agência SenadoAgência Senado
O candidato pelo PSDB nas eleições presidenciais de 2014, Aécio Neves, tem focado nos últimos meses em uma proposta de emenda à Constituição que facilita o repasse da União para municípios.

O deputado federal de Minas Gerais foi o relator da matéria em uma comissão especial na Câmara e teve seu parecer (íntegra) aprovado na última terça-feira (12). De acordo assessores de Aécio ouvidos pelo Congresso em Foco, a ideia é que a PEC seja votada na próxima semana no plenário da Câmara, no entanto, a movimentação ainda precisa ser chancelada por um acordo de líderes na Casa Legislativa.


O tucano é otimista e crê que a matéria pode ser aprovada ainda este ano. “Tenho confiança de que o teremos aprovado nos próximos 15 dias na Câmara e no Senado”, disse em mensagem compartilhada nas redes sociais.

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O prazo para isso acontecer é curto, pois o recesso legislativo começa em dezembro e os congressistas ainda precisam aprovar o planejamento para o orçamento federal de 2020.

Essa é a primeira iniciativa de destaque do tucano desde que saiu do Senado e assumiu o mandato como deputado federal este ano. Aécio era alvo de um processo interno dentro do PSDB que previa sua expulsão do partido, mas conseguiu anular a representação por ampla vantagem de votos.

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O movimento contra Aécio foi iniciado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que quer expurgar da legenda quadros envolvidos em denúncias de corrupção. Doria queria usar essas ações como trunfo para uma candidatura presidencial em 2022.

Apesar de não ter sido condenado, o ex-candidato a presidente nas eleições de 2014 foi alvo de pelo menos nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal após ser citado na delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS.

Um desses casos evoluiu e transformou o mineiro em réu, que é o que trata do empréstimo de R$ 2 milhões pedido pelo tucano para bancar sua defesa na Lava Jato.

De postura comedida durante a maior parte deste ano, o tucano vem nos últimos dias se posicionando tanto contra o governo de Jair Bolsonaro quanto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na semana passada, ele criticou a ideia do governo federal de extinguir municípios com menos de 5 mil habitantes e que não tenham pelo menos 10% de receitas próprias.

“É extremamente simplista a proposta do governo de extinção de 1254 municípios do país. Minas Gerais, pelos critério definidos, perderia mais de 200. A população dos municípios continuaria viver nessas comunidades passando a enfrentar maior dificuldade no acesso a serviços básicos”, disse em texto publicado nas redes sociais.

O tucano cobra que seja criado pelo governo um plano de fomento e regras tributárias diferenciadas para as cidades. “Extinguir os municípios é mera ilusão. Os problemas não serão extintos”, declarou.

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Na segunda-feira (11), ao comentar a soltura de Lula, o mineiro pregou uma união de políticos não identificados nem com o PT, nem com Bolsonaro.

“O radicalismo se retroalimenta. Ou o centro toma coragem e reage, ou o Brasil vai sofrer mais do que poderia imaginar”, disse ao jornal Folha de São Paulo.

Aécio foi escolhido relator da PEC que prevê transferências diretas da União para estados e municípios após garantir a permanência no PSDB e deixar claro que tem o apoio da maioria dos colegas para se manter no partido.

O tucano tem usado a relatoria com um trunfo político em sua base eleitoral, em Minas Gerais. Ele tem promovido eventos com prefeitos de cidades mineiras para apresentar a iniciativa, que facilita a transferência de verbas para os municípios.

A proposta relatada por Aécio é de de autoria da presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), que organizou a PEC quando era senadora. A matéria retira a previsão de que os repasses feitos pela União precisam ser homologados por bancos estatais com a Caixa Econômica Federal.

O texto já passou por uma aprovação no Senado, mas, se aprovado pelos deputados, precisa de uma nova análise visto que o tucano alterou a PEC original de Gleisi.

Entre as mudanças feitas por Aécio na PEC estão restrições aos repasses feitos por meio de títulos de doação, como a proibição de que o dinheiro seja usado para despesas com funcionários.

“Recursos das transferências especiais [70%] deverão ter aplicação final em despesas de capital, excetuado, naturalmente, o pagamento de amortizações da dívida pública do ente federado. Isto significa que estes recursos serão aplicados em obras públicas, na compra de equipamentos e outros investimentos. Os 30% restantes podem ser aplicados em despesas de custeio, mas não podem ser destinados ao pagamento de despesas com pagamento de pessoal e encargos sociais ou de juros da dívida pública”, consta no relatório aprovado pela comissão especial.


Divulgado resultado preliminar do concurso com mil vagas para professores do Estado da PB


O resultado final do concurso está previsto para ser divulgado ainda neste mês de novembro. O concurso ofereceu mil vagas para professores de 13 disciplinas.


Por ClickPB
O candidato poderá consultar seu desempenho no endereço eletrônico do Instituto AOCP, banca organizadora do certame. (Foto: Pixabay/Ilustrativa)
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração, publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (14) o resultado e a classificação preliminar do concurso para o magistério. A lista também está disponível na edição online do Diário Oficial do Estado (DOE). O candidato poderá consultar seu desempenho também no site do Instituto AOCP, banca organizadora do certame.

Caberá interposição de recurso, que deverá ser protocolado em formulário próprio, disponível no endereço eletrônico da AOCP no período da 0h00 do dia 18 de novembro até as 23h59 do dia 19, observado o horário oficial de Brasília (DF).

O resultado final do concurso está previsto para ser divulgado ainda neste mês de novembro. O concurso ofereceu mil vagas para professores de 13 disciplinas: Artes (72), Biologia (150), Educação Física (68), Filosofia (6), Física (47), Geografia (72), História (78). Língua Espanhola (18), Língua Inglesa (61), Língua Portuguesa (195), Matemática (199), Química (28) e Sociologia (6). Das 1.000 vagas oferecidas para o cargo efetivo de Professor de Educação Básica III, da carreira do Magistério Estadual, 50 vagas são destinadas às pessoas com deficiência.

As provas foram aplicadas no dia 21 de julho nos municípios de Cajazeiras, Campina Grande, Catolé da Rocha, Cuité, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Mamanguape, Monteiro, Patos, Pombal, Princesa Isabel e Sousa.

Os vencimentos para o cargo de Professor de Educação Básica III – Classe B, poderão chegar ao valor de R$ 3.468,12, somando-se o valor do vencimento básico (R$ 2.110,12) mais o Bolsa Desempenho (R$ 1.208,00), acrescido da Bolsa de Incentivo ao Programa de Modernização e Eficiência da Gestão de Aprendizagem da Paraíba (R$ 150,00).

Os nomeados ainda poderão receber mais benefícios, como o Prêmio Mestre da Educação, que dá direito ao 14º e 15º salários, além do Prêmio Escola de Valor e o Bolsa Ensino Médio Inovador (Proemi), do Ministério da Educação (MEC). A carga horária é de 30 horas semanais.


O descaso com o centro da capital e os Jardins da Babilônia

 Fica cada dia mais difícil se andar no centro de João Pessoa, muitos buracos nas calçadas, muito mato e principalmente muito lixo.

Um amigo José Alves, paraibano radicado em Rondônia, visitou recentemente João Pessoa e conversando com este jornalista disse que ficou muito decepcionado com o descaso com o centro da capital, principalmente com os monumentos localizados no Ponto de Cem Réis, Praça Rio Branco e Praça Aristides Lobo com relação a estátua do Mané Caixa D‘água, com o piso arrancado a sua volta e o mato crescido.

O amigo que repassou as fotos que ilustram a matéria, observou ainda prédios históricos com árvores surgindo das paredes, ameaçando inclusive os prédios do Paraíba Palace, onde funciona um anexo da Assembleia Legislativa e outro prédio localizado na Praça 1817, onde no passado funcionou uma igreja. A propósito, o paraibano autor das fotos, ao observar essas árvores nascidas no alto dos prédios citados, ameaçando inclusive as estruturas dos mesmos, jocosamente apelidou de ‘Jardins da Babilônia.‘.

O fato é que o Prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo, precisa andar mais pela cidade e verificar que a capital não se resume apenas ao nosso litoral e, portanto, ele o Prefeito Cartaxo, até mesmo em respeito à nossa história e aos que ali residem e trabalham, precisa cuidar melhor do nosso centro, seja dos monumentos, do piso para melhorar a vida dos pedestres e especialmente cuidar da limpeza e retirada do lixo.


Ricardo mediará debate sobre “Desenvolvimento e Sustentabilidade” nesta quinta-feira no Rio de Janeiro


O ex-governador e presidente da Fundação João Mangabeira, Ricardo Coutinho, será o mediador do debate “Desenvolvimento e Sustentabilidade”, quinta-feira, hoje 14, a partir das 18:30, na Associação Scholem Aleichem, no Rio de Janeiro.

Trata-se de uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos, que promove o Ciclo de Debates Pensar Brasil.

O conclave terá como debatedores João Pedro Stédile – Dirigente do MST – economista e escritor; Samyra Crespo – Pesquisadora titular do MCTI; e Clemente Ganz Lúcio– Diretor Técnico do DIEESE.

A Associação Scholem Aleichem fica localizada à Rua São Clemente, nº 155, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.


Amei saber que ela sempre existiu na minha vida - Broto Varandas

 Morávamos eu e meus 12 irmãos, com meus pais, no sobrado da Rua Almirante Barroso, 234, atual Procuradoria do Trabalho, no centro da Capital paraibana.

Desde pequeno que sempre fui considerado um mirone, não só das pequenas coisas, como das coisas grandes, das posições que as pessoas se comportam, de admirar o belo, de descobrir coisas nas ruas que jamais pensava; enfim, um observador nato.
E no terraço térreo do meu sobrado, existia na parede um pequeno azulejo emoldurado com madeira, sem figuras e com uma única frase: “Sê como o sândalo que perfuma o machado que o fere”. Li, reli por várias vezes quando me encontrava sentado nas cadeiras do terraço, mas nunca me detive na profundeza daquela frase.

Certa vez, estava, por um momento no terraço com meu finado irmão Bila (Augusto Antônio) e ele até leu pra mim e disse alguma coisa sobre a frase, mas, a memória agora, não me faz lembrar suas palavras.

Mudamos de residência, fomos morar na Avenida João Machado, 394 e posteriormente na Granja Imaculada Conceição, no bairro da Torre e não sei que fim levou esse azulejo emoldurado.

Com o passar dos anos e com o advento da Internet, procurei saber através do Google o significado da frase que me martelou durante tantos anos.

Descobri que a frase sintetiza em bela metáfora o sentido pacífico do amor, que tem uma força tão grande e melhor que a violência destrutiva.

Descobri que, sem dúvida, Jesus Cristo enunciou esse pacifismo, embora a frase mencionada não se encontra nos evangelhos.

Descobri também que Gandhi foi outro ativista da paz e um exemplo de "sândalo perfumador", mas que a frase é mais antiga que ele.

Encontrei também que a frase é mencionada em várias partes como de autoria de Buda (Siddharta Gautama), mas só encontrei menções, não uma comprovação definitiva.

Outra possibilidade é que a frase seja de Tagore, outro pensador oriental. Segundo um site português, ele escreveu também: "A terra, insultada, vinga-se dando-se flores".
Enfim, fica a dúvida do sentido da frase. Fica também a dúvida em saber quem foi que comprou o azulejo emoldurado, se minha mãe ou meu pai, se ganhou de alguém ou quem colocou na parede do sobrado em que nasci.

Todavia, de uma coisa tenho certeza: a frase é linda, pura e muito profunda.
Amei saber que ela existiu sempre em minha vida.


FENAJ acusa e condena Bolsonaro por querer acabar Jornalismo

 A Federação Nacional dos Jornalistas soltou nesta noite de quarta-feira (14) documento em que encara e denuncia o Governo Bolsonaro por querer acabar com o jornalismo e jornalistas do mercado.

Eis a nota na intefra:

NOTA OFICIAL: Governo Bolsonaro age para destruir Jornalismo com MP inconstitucional

Federação Nacional dos Jornalistas conclama categoria a defender a profissão e exige que Congresso atue como legislador, impedindo mais esse retrocesso.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus sindicatos filiados em todo o país denunciam a inconstitucionalidade da Medida Provisória 905/2019, que revoga a obrigatoriedade de registro para atuação profissional de jornalistas (artigos do Decreto-Lei 972/1969) e de outras 13 profissões. A Medida Provisória mantém o registro de classe somente para as profissões em que existem conselhos profissionais atuando (como advocacia, medicina, engenharias, serviço social, educação física, entre outros).

Dez anos depois da derrubada do diploma de nível superior específico como critério de acesso à profissão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a MP publicada ontem (12/11) no Diário Oficial da União é mais um passo rumo à precarização do exercício da profissão de jornalista, uma atividade de natureza social ligada à concretização do direito humano à comunicação. Na prática, sem qualquer tipo de registro de categoria, o Estado brasileiro passa a permitir, de maneira irresponsável, o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas, prejudicando toda a sociedade.

A FENAJ denuncia que o governo de Jair Bolsonaro constrói uma narrativa, desde a posse na Presidência, para deslegitimar a atuação dos jornalistas no exercício profissional. Agora, utiliza a MP 905/19 para, mais uma vez, atacar a profissão, os jornalistas e o produto da atividade jornalística: as notícias.

A FENAJ entende que a MP estabelece uma nova Reforma Trabalhista com a criação da carteira “Verde e Amarela” e a alteração de diversos itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especialmente os relacionados a controle de jornada diária e trabalho aos fins de semana para o setor de comércio e serviços, o que também prejudica a categoria dos jornalistas profissionais. A jornada de trabalho de cinco horas diárias para jornalistas é estabelecida no artigo 303 da CLT e sua ampliação para até duas horas diárias está estabelecida no artigo 304. A MP estabelece o fim da notificação da ampliação de jornada aos órgãos de fiscalização.

Mais grave ainda é o fato de o governo Bolsonaro utilizar medidas provisórias de maneira abusiva, usurpando do Congresso Nacional a atribuição de legislar, sem o devido processo de tempo para reflexão e debates com toda a população sobre as alterações nas leis, que são garantidas nas tramitações que passam pela Câmara Federal e pelo Senado.

É preciso que as diversas categorias de trabalhadores afetadas profissões (jornalista, agenciador de propaganda, arquivista, artista, atuário, guardador a lavador de veículo, publicitário, radialista, secretário, sociólogo, técnico em arquivo, técnico em espetáculo de diversões, técnico em segurança do trabalho e técnico em secretariado) se unam para dialogar com senadores e deputados a fim de que o Congresso Nacional derrube essa medida provisória e restabeleça a obrigatoriedade de registro nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego que vinha sendo, desde 2009, o único critério legal de acesso a essas atividades profissionais.

A FENAJ vai tomar as medidas judicias cabíveis e, junto com os Sindicatos de Jornalistas do país, vai buscar o apoio dos parlamentares, das demais categorias atingidas, das centrais sindicais e da sociedade em geral para impedir mais esse retrocesso. E a Federação chama a categoria dos jornalistas em todo o país a fazer o enfrentamento necessário à defesa da atividade profissional de jornalista, que é essencial à Democracia.

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Brasília, 13 de novembro de 2019

Acesse: https://fenaj.org.br/governo-bolsonaro-age-para-destruir-jornalismo-com-mp-inconstitucional/


Sentença “copia e cola” da juíza Gabriela Hardt é derrubada pelo TRF-4

Do Conjur – Reproduzir, como seus, argumentos de terceiro, copiando peça processual sem indicação da fonte, não é admissível. Com esse entendimento, a 8ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região acatou apelação e anulou a sentença da juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba. O cargo hoje é ocupada pelo titular juiz Luiz Antônio Bonat.

Em sua manifestação, o desembargador Leandro Paulsen afirmou que acompanha integralmente o voto do relator João Pedro Gebran Neto e salientou que a sentença é nula por afronta ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, que determina que todos os julgamentos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões.

O magistrado ainda argumenta que no caso em questão se constatou, de fato, que a “sentença apropriou-se ipsis litteris dos fundamentos das alegações finais do Ministério Público Federal, sem fazer qualquer referência de que os estava adotando como razões de decidir, trazendo como se fossem seus os argumentos, o que não se pode admitir”.

Paulsen ainda pondera que se admite as citações de alegações do MPF, mas reitera que copiar peça processual sem indicação da fonte não é admissível. O magistrado ainda salienta que decidiu se manifestar no acórdão para que em futuras sentenças o mesmo vício não seja reproduzido.

Outra irregularidade do processo é o uso de grampo telefônico de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná que tem prerrogativa de foro, e omitiram essa irregularidade da juíza.

Mesmo a defesa demonstrando essa irregularidade com base nas contas do telefone funcional do conselheiro, a magistrada proferiu a sentença e depois mandou abrir um inquérito policial. A defesa dos apelantes foi feita pelos advogados Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto e Rodrigo Castor de Mattos.


Príncipe não foi vice de Bolsonaro porque era gay

O príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro desistiu de convidar o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança para ser vice-presidente em sua chapa depois de ter sido informado por seu então braço direito, o advogado Gustavo Bebianno , que haveria fotos de Orleans e Bragança participando de uma orgia e que ele teria envolvimento em agressões a moradores de rua. As informações foram publicadas pela revista Crusoé e confirmadas por ÉPOCA.

“Bebianno armou e não queria que eu fosse o vice. Ele disse ao presidente que haveria um dossiê que tinha fotos minhas, segundo um amigo me contou na ocasião. O dossiê foi usado porque era domingo de manhã e era o último dia para protocolar quem seria o vice. Ele não queria colocar um militar, inicialmente”, disse Orleans e Bragança a ÉPOCA.

Segundo o príncipe, Bolsonaro lhe pediu desculpas na última terça-feira 12. “Sei que esse tipo de armação ocorre a todo momento. Sei que circulam informações falsas. O dossiê era de fotos que eu fazia uma suruba gay e que eu batia em mendigo”, contou o deputado. À Crusoé, ele disse que “não é gay e nem sabe onde faz suruba”.

O deputado federal Alexandre Frota também confirmou à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo que Bolsonaro lhe perguntou sobre o príncipe. “Me perguntou se eu sabia se o príncipe era gay ou não. Eu disse que não sabia”, disse


Governo já desembarca da tese de que navio grego despejou petróleo no oceano


Investigação não consegue confirmar a suspeita em torno do petroleiro Bouboulina

PF aponta navio grego Bouboulina como responsável pelo petróleo no mar
Navio Bouboulina da Delta Tankers em mares de Amsterdã. Foto: HannesvanRijn/FleetMon

O governo já desembarca da certeza de que o navio grego Bouboulina foi o responsável pelo despejo de petróleo que sujou o litoral brasileiro. Os gregos continuam na lista de suspeitos, mas em nível reduzido.

Técnicos do Ibama e do Inpe sempre foram reticentes sobre o laudo da Hex, uma empresa de tecnologia geoespacial de Brasília. Mas não se consegue confirmar a culpa dos gregos. Navios-fantasma (“dark ships”) e ecoterrorismo continuam sendo as suspeitas mais consistentes.

Imagens de mancha de formato retangular, apontada pela Hex, seriam de grande concentração de material orgânico – algas e não óleo.

Segundo técnicos, o despejo de navio deixaria rastro muito comprido de petróleo no mar, algo que não se verificou na rota do Bouboulina.

Isenta o Bouboulina o fato de o comandante grego não haver desligado equipamentos de localização para “apagar pistas” do despejo de óleo.

A Skytruth, empresa americana de análises do mar via satélite, descartou o navio grego. Já pesquisa da Ufal aposta em “dark ship”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.


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